Mandioca e cerveja: uma mistura que deu certo em Pernambuco

Para a produção e comercialização da cerveja Nossa, a Ambev lida com agricultores de mandioca do Sertão do Araripe e move milhões

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Oitenta hectares dedicados à plantação de mandioca. Esse é o número exato que garante o sustento da família do agricultor Vilmar da Silva Carvalho, 58 anos. “Desde pequeno trabalho na roça. Já tentei sair daqui para achar uma outra forma de ganhar a vida, mas Deus me disse que o meu ganha pão é esse”, afirma contente meses depois de ter recebido a notícia de que começaria a vender diretamente para uma indústria multinacional e deixar de lado a agricultura de subsistência. Vilmar e mais outras cinco famílias foram selecionadas pela Ambev para fornecer a matéria-prima para a produção da cerveja Nossa, que é distribuída em todo o território pernambucano desde o meio do ano com um preço final sugerido de R$ 3 em uma garrafa de 600 ml.

Produzida na fábrica da companhia em Itapissuma, a cerveja recebe de Araripina o féculo proveniente da mandioca sertaneja, fundamental para a sua produção. Toda a cadeia da bebida é desenvolvida no estado. E a Ambev lida diretamente com os agricultores para obter a matéria-prima. “Eu plantava mandioca em 50 ha, depois que comecei a vender para a cervejaria, minha produção vem de 150 ha”, comenta contente o agricultor Silvano Coelho, que já foi professor da rede municipal e deixou de lado a sala de aula para se dedicar integralmente à produção da raiz.

O plantio dos agricultores na cidade que fica a cerca de 600 km de distância do Recife não é por acaso. “A ONG internacional TechoServe mapeou a região onde poderíamos obter o elemento que precisávamos nas condições ideais para os dois lados”, diz o engenheiro agrônomo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa cadeia produtiva junto à Ambev, Vitor Pistoia. Araripina é a maior potência do Nordeste na produção de mandioca. Inclusive, a própria cidade já conta com a fábrica que transforma a raiz no produto que é comercializado para a indústria, o féculo.

Trata-se da Maxx Amidos do Brasil, fecularia que estava pronta para começar a operar desde 2012, mas só em junho último, com o início da importação para a fábrica da Ambev em Itapissuma, começou a funcionar. Ou seja, cerca de 714 quilômetros separam a matéria-prima do produto final – distância entre a cidade sertaneja e a fábrica da cervejaria em Pernambuco. No entanto, nem toda a produção de féculo se destina para a fabricação da cerveja. “A fécula pode ser usada pela indústria para outros derivados, como polvilho azedo industrial, creme de confeiteiro, pasta de dente, glicose, papelão e até plástico biodegradável”, lista o gerente de produção da fábrica Márcio Silva.

A novidade das vendas para a cervejaria fez com que toda a mão de obra na produção contasse com contribuição das famílias desses agricultores. Vilmar é taxativo quando afirma que os filhos, genros e esposa são os trabalhadores do período da safra e entressafra. “Minha esposa cuida da nossa alimentação, meu filho dirige as máquinas, meus genros fazem o plantio e assim seguimos”, lembra, sem revelar detalhes do valor cobrado em cada tonelada de mandioca colhida. Mas estima-se que no período de entressafra, a venda de 100 kg da raiz fique em torno de R$ 350. Em tempo, a média de produção de mandioca em todo o Sertão do Araripe fica em torno de 500 mil toneladas por ano.

A proposta da Ambev de criar, produzir e comercializar um produto para um mercado específico vem de longa data. Exemplo disso é a cerveja Colorado e a Polar. Mas nenhuma dessas se restringe a comercialização única no seu estado de produção, como é o caso da pernambucana Nossa.

Região do Araripe é favorável

A cidade de Araripina tem uma posição estratégica que leva o destaque na produção da mandioca. É que as regiões onde existem as plantações na localidade têm altitude elevada, o que favorece o plantio. “A Serra do Araripe tem 800 metros acima do nível do mar e essa altitude é considerada a melhor para o cultivo de quase 300 mil hectares. Já a Serra do Inácio tem cerca de 21 mil hectares”, destaca o agricultor Silvano Coelho. Dessa forma, com a união entre altitude elevada, que gera facilidade para ventos, certa umidade e, por sua vez, propensão para receber as chuvas, a mandioca é favorecida nesse chão. Até porque a planta não necessita de um intenso regadio para conseguir se desenvolver. “O armazenamento de água que existe na planta é fundamental para a mandioca se destacar na seca. É a planta do Sertão”, diz.

Dentro do infinito das plantações dos agricultores araripinenses, destaca-se a distinção das duas variedades da raiz. “A mandioca brava é destinada para a indústria para ser obtido o féculo e só a partir daí ser comercializada para fins alimentícios”, comenta o engenheiro agrônomo, Vitor Pistoia. Não é possível comer essa variedade da planta assim que colhida, pois ela conta com ácidos que são tóxicos ao organismo humano e até o animal. Já a segunda vertente, que é conhecida como mandioca mansa, é a mais popular. “É a famosa macaxeira, que a gente pode cozinhar assim que colhe”, lembra.

O principal fim para a mandioca brava, era, até então, destinado para a produção de farinha.”%u201CNós armazenávamos as sacas que eram feitas nas nossas próprias casas de farinha e vendíamos umas e esperávamos o preço ficar melhor para vender outras”, lembra Vilmar. O agricultor, por arrendamento, planta em cerca de 400 ha para conseguir, hoje, dar conta da demanda vinda da multinacional. “Vendo aproximadamente 150 toneladas de mandioca para a Ambev”.

Por: Thainá Nogueira – Diario de Pernambuco


”Crise das livrarias Cultura e Saraiva é apenas a ponta do iceberg”, diz livreiro

Enquanto cresce lentamente o número de leitores no Brasil, cai o de livrarias

Livraria Cultura no Bairro do Recife fechou as portas em julho deste ano / Foto: acervo JC Imagem

Livraria Cultura no Bairro do Recife fechou as portas em julho deste ano
Foto: acervo JC Imagem

Edilson Vieira
Repórter de Economia

O mercado brasileiro de livros vai fechar o balanço de 2018 com mais leitores e menos livrarias. No primeiro semestre deste ano, o setor registrou faturamento 9,97% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas também subiu 5,24%. A tendência é fechar o ano de 2018 com números positivos, depois da queda de 9% em 2016 e um tímido crescimento de 3% no ano passado. Mas o que era para ser comemorado é apenas um capítulo da pior crise que o setor enfrenta nos últimos anos, com fechamento de pequenas, médias e grandes empresas. Panorama do Setor Cultural, feito pelo IBGE, mostra que em 2001, 42% dos municípios do País tinham livrarias, número que caiu para 27% em 2014.

As dificuldades financeiras das duas maiores redes de livrarias do País, Cultura e Saraiva, é a parte mais visível deste cenário. A primeira, fechou 20 livrarias (incluindo a megastore do Bairro do Recife, no último mês de julho), e está em processo de recuperação judicial, com uma dívida com fornecedores estimada em R$ 300 milhões. Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), em março deste ano, a Saraiva comunicou às editoras que não pagaria os valores relativos às vendas do último período de Natal, volta às aulas e títulos universitários. Ainda segundo o Snel, no mês passado, a Cultura também interrompeu pagamento, descumprindo os acordos de confissão de dívida pactuados com as editoras.

Já a Saraiva divulgou na semana passada seu mais recente balanço. A dívida acumulada no semestre é de cerca de R$ 120 milhões, fazendo com que a empresa desista do comércio de produtos eletrônicos em suas lojas, feche pontos de venda deficitários e demita 700 funcionários. Pela Lei de Falências, a Saraiva precisaria convencer pelo menos 60% dos seus credores para entrar com o pedido de recuperação extrajudicial. As condições propostas pela livraria incluem concessão de desconto de 40% na dívida e prazo de pagamento de até dez anos.

LIVRARIAS

A ideia de recuperação extrajudicial da Saraiva foi rechaçada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que prefere que a empresa parta direto para a recuperação judicial, um processo mais rápido. Na assembleia do próximo dia 22, o sindicato vai expor a seus associados o conteúdo das conversas com ambas as empresas. Juntas, as redes Cultura e Saraiva chegam a representar quase 40% do faturamento de algumas editoras. “Ainda não chegamos a uma fórmula para salvar essas redes, afetadas por problemas de gestão. O Snel tem se empenhado em propor o debate e a união das editoras, que, sem receber pagamentos, vêm sofrendo com perda de capital de giro, redução do quadro de funcionários e do número de lançamentos. Lamentavelmente, a crise acontece às vésperas do período mais importante do ano, com as vendas da Black Friday, do Natal e da volta às aulas”, afirmou em nota o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira.

Para o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov, o aumento das vendas em 2018 é apenas uma lenta recuperação do mercado perdido nos últimos anos. Para ele, esta é a pior crise que o setor livreiro já enfrentou. “A recessão já vinha acontecendo há quatro anos. A Saraiva e a Cultura são apenas a ponta do iceberg. Muita gente já ficou pelo caminho, a exemplo da rede La Selva, conhecida pelas livrarias nos aeroportos. Ela não conseguiu cumprir as metas da recuperação judicial e acabou falindo”, lembra Gurbanov.

Pernambuco registrava em 2014, 73 livrarias, 64 delas no Recife. O presidente da ANL diz que o Brasil tinha, em 2013, 3.095 livrarias. Hoje são cerca de 2.500. Um número baixíssimo, segundo ele. “A Unesco recomenda uma livraria para cada 10 mil habitantes. Deveríamos ter, então, pelo menos 20 mil livrarias”, afirma.

SAÍDAS

Uma crise tão ampla não atinge apenas as livrarias, mas também as editoras. E não faltam críticas à política nacional para o setor. Presidente da Libre (Liga Brasileira de Editoras), que reúne cerca de 160 editoras independentes, Raquel Menezes acredita que o fim do Programa Nacional Biblioteca nas Escolas (PNBE), em 2014, aumentou a dependência de muitas editoras das vendas no varejo. Entre 2000 e 2014, o PNBE garantiu a compra e distribuição de 230 milhões de livros para bibliotecas escolares. Um investimento de R$ 891 milhões no período.

Em relação a possível concorrência dos livros eletrônicos sobre os tradicionais impressos, Raquel diz que isso está longe de ser um problema. “O e-book representa 1% do total de faturamento de livros no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos a venda de e-books é menor”, afirma. Raquel chama a atenção para outra concorrência, segundo ela, desleal. A dos grandes atacadistas que vendem livros, muitas vezes apenas como chamariz para outros produtos, oferecendo descontos irreais ou até mesmo abaixo do preço de custo. Ela diz que é preciso respeitar a cadeia produtiva do livro que envolve editoras, distribuidoras, editoras e livrarias. “Um dos pontos que devem ser revistos é a consignação. Oitenta por cento dos livros vendidos atualmente chegam às lojas neste regime de venda que penaliza o editor, caso a livraria venda e não faça o repasse a quem botou o dinheiro na frente custeando a produção”, afirma.

O setor defende ainda a criação de uma lei do preço fixo, que estipule o teto máximo de 10% de desconto para os lançamentos. Esse teto seria válido por um ano. Pedido neste sentido está parado desde março deste ano na Casa Civil da Presidência da República. Representantes do setor reconhecem que o pleito tem poucas chances de avançar. Segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL), desde a década de 80, parte da Europa adota uma política regulatória de preço para os lançamentos, aplicando um desconto máximo de 5% sobre o preço de capa. O presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Ricardo Leitão, mostra que é possível seguir em frente em meio à tormenta. A Cepe está completando 10 anos em 2018 com um robusto catálogo de 340 títulos neste período e 11 lançamentos apenas este mês. É a editora oficial que mais publica livros no Brasil. Leitão diz que publicar é uma espécie de “missão” para o editor. “Os livros representam a menor parcela do faturamento da Cepe (menos de 4%). Mesmo assim, investimos em relançamentos de títulos clássicos e novos autores. Pernambuco tem atualmente 15 editoras, apesar deste cenário difícil para o mercado.”

Leitão diz que o segmento livreiro tem que se reinventar, tanto em termos de gestão, como não dando às costas às novas tecnologias. “O setor de comunicação todo está se reinventando”, conclui. Ele admite que o livro custa caro para a maioria da população, mas acredita que um preço mínimo só é possível com o subsídio do governo, embora a Cepe tenha orçamento próprio. Aponta que a publicação de edições com matérias-primas mais baratas também é uma saída. A necessidade de formar novos leitores é uma preocupação de todos os entrevistados ouvidos nesta reportagem. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, mais da metade da população brasileira se considera leitora, embora leia menos de cinco livros por ano. A Bíblia é o preferido. Ainda segundo a pesquisa, 30% dos brasileiros adultos nunca compraram um livro.

JC Economia


Geraldão tem novo prazo para ser entregue

Reforma do ginásio poliesportivo se arrasta desde 2013

Restauração do Geraldão está 75% concluída / Felipe Jordão/JC Imagem

Restauração do Geraldão está 75% concluída
Felipe Jordão/JC Imagem

Quem costuma transitar pela Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, certamente já deve ter demonstrado descontentamento ou, no mínimo, curiosidade a respeito da situação do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, ou apenas Geraldão, com a devida grandeza que é sugerida pelo aumentativo no apelido.

Afinal, há um bom tempo que tapumes, ferragens e entulho se tornaram parte da paisagem local. Mais precisamente, há cinco anos e quatro meses, desde que as obras de revitalização do espaço tiveram início, em julho de 2013.

Desde a fundação em 1970, sob administração da Prefeitura do Recife – à época entre os três maiores ginásios do Brasil – o Geraldão já surgiu como principal palco de eventos esportivos indoor e culturais de Pernambuco, como o memorável show dos Doces Bárbaros, em 76. Com o passar dos anos, no entanto, o equipamento histórico projetado pelo arquiteto e urbanista Ícaro de Castro Melo, não acompanhou a modernização. Ou melhor, não acompanhava.

Galeria de imagens

Pronta e já entregue, o parque aquático tem piscina semiolímpica de 25m e de hidroginástica

Legenda
Filipe Jordão / JC Imagem

Filipe Jordão / JC Imagem

Bilheteria está pronta e já foi depredadado

Filipe Jordão / JC Imagem

Entrada foi ampliada e ganhou mais espaço na calçada

Isso porque, após nova visita realizada pela reportagem do JC, constatou-se que o Geraldão alcançou o seu estágio mais avançado no processo de reestruturação, estimado como 75% do total realizado. E de acordo com o Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura, a obra ganha ainda um novo prazo de conclusão, previsto entre o fim de fevereiro e o começo de março de 2019. Um “breve cochilo’ a mais, pode-se dizer, para um gigante que está prestes a acordar.

A obra, orçada no total de R$ 43 milhões, já teve investidos cerca de R$ 28 mi, sendo R$ 23,8 mi provenientes da Prefeitura do Recife e os demais R$ 4,2 mi advindos do Governo Federal por meio de convênio anunciado ainda em junho de 2013. De lá para cá, foram inúmeros adiamentos e até mesmo paralisação, com visita do Jornal do Commercio constatando até falta de profissionais na obra, em maio do ano passado.

Para justificar tamanho atraso na maior requalificação da história do ginásio, a Prefeitura do Recife recorre à crise econômica enfrentada pelo país e, consequentemente, pelo setor de construção civil.

Recentemente, após a última retomada às obras em novembro de 2017, ficou determinado o segundo semestre de 2018 como prazo. No entanto, uma alteração no projeto de climatização da área interna do Geraldão gerou mais um intervalo para o processo burocrático de licitação a ser aprovada pela Caixa Econômica Federal, financiadora da obra.

Apesar do novo adiamento, a impressão provocada após a última visita da equipe de reportagem é animadora. Etapas fundamentais para a liberação do Geraldão já foram concluídas. Grande parte da etapa da construção civil, inclusive, já atravessa fase de acabamento, com instalações hidráulicas e elétricas devidamente distribuídas.

PROJETO

O projeto de revitalização do ginásio apresenta um tratamento especial, agregando modernidade e conforto às características originais do Geraldão. Da estrutura original de concreto, nenhuma mudança. De acordo com o engenheiro responsável pela obra e chefe do Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura do Recife, João Guilherme Ferraz, a base original de concreto não sofreu danos estruturais ao longo das décadas. A área interna do estádio, porém, sofreu a maior deterioração, graças ao contato com água da chuva, inerente da falta de cobertura a que o equipamento foi submetido por um determinado período durante a obra.

O conceito de qualidade e conforto pode ser visto desde as novas rampas metálicas de acesso, no layout dos assentos novos e no cuidado com acessibilidade e qualidade dos espetáculos com transmissão pela imprensa e iluminação, além do devido conforto a atletas que farão uso do equipamento. Ao mesmo tempo, a preservação do charme de um equipamento histórico se apresenta na manutenção de detalhes originais, a exemplo dos tijolos com furos e material característicos, que ajudam na preservação do sistema acústico do Geraldão.

JC Online


Mais de 600 cidades podem ficar sem médicos após saída de cubanos

Programa Mais Médicos não contará mais com 8,3 mil médicos cubanos

© ED FERREIRA/ESTADAO Programa Mais Médicos não contará mais com 8,3 mil médicos cubanos

SÃO PAULO – Com a saída dos 8.332 médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos, ao menos 611 cidades brasileiras podem ficar sem médicos a partir do próximo ano, de acordo com estimativa de secretarias municipais de saúde.

O alerta foi feito neste sábado, 17, por Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Segundo ele, os médicos cubanos foram os únicos a aceitar trabalhar em unidades de saúde localizadas nas cidades mais distantes, isoladas ou pobres do País. Junqueira afirma que dificilmente será possível substituir todos os profissionais nessas localidades, tendo em vista que os médicos brasileiros preferem trabalhar nos grandes centros urbanos.

O Conasems calcula que os médicos cubanos representam mais da metade dos profissionais contratados pelo programa, que permitiu acesso à saúde a cerca de 29 milhões de brasileiros. No País, 79,5% dos municípios (3.243 de 5.570) são beneficiados pelo Mais Médicos e os cubanos representam 90% dos profissionais que aceitaram atuar em postos de saúde em aldeias indígenas. Além disso, compõem 100% do quadro em 611 cidades.

“O cancelamento abrupto de seus contratos representará uma perda cruel para toda a população, especialmente a mais pobre”, alertou, em comunicado, o Conasems. “Algumas regiões provavelmente ficarão sem médico por um período entre 60 e 90 dias. Tudo vai depender da rapidez do Ministério da Saúde para contratar os substitutos. O Conselho Federal de Medicina assegura que há médicos disponíveis no Brasil. Vamos rezar para que todos se inscrevam”, afirmou Junqueira.

A possibilidade de que milhões de brasileiros fiquem sem assistência médica levou a Defensoria Pública da União a apresentar um recurso na última sexta-feira, 16, à Justiça Federal para obrigar o governo a manter as regras atuais do programa.

Na última quarta-feira, 14, o governo de Cuba anunciou a decisão de abandonar o programa após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele afirmou que os profissionais trabalham em condições de escravidão e condicionou a permanência do programa à realização do processo de revalidação do diploma. Também falou que o acordo poderia ser renovado se os profissionais pudessem trazer a família ao Brasil e recebesse pagamento integral – sem repasses ao governo cubano. Os médicos cubanos devem sair do Brasil nas próximas semanas.

O Ministério da Saúde anunciou que vai lançar, ainda neste mês, um edital para contratação de médicos brasileiros e de outros países que possam substituir os cubanos.

Soluções emergenciais

A Associação Médica Brasileira (AMB) emitiu uma carta onde apresenta soluções emergenciais para evitar que pacientes fiquem sem assistência médica no País. A entidade foca em três pontos: a reformulação do Piso de Atenção Básica (PAB), o reforço no atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso e o incentivo à adesão ao programa por profissionais jovens.

No que diz respeito ao PAB, a associação sugere que a União aumente o valor repassado para que os municípios possam contratar profissionais da região e que o cálculo seja reformulado para que municípios menores recebam mais recursos.

Para as áreas mais remotas, a proposta é aumentar o investimento nas Forças Armadas, que, segundo a entidade, tem experiência em regiões de difícil acesso e poderia levar “não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso. Para isso, usaria o efetivo atual de médicos das Forças Armadas, incrementaria o efetivo por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária.”

No caso dos profissionais em início de carreira, a proposta da AMB seria a criação de subsídios e incentivos aos jovens médicos com dívida no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). “Durante o período em que os médicos atuarem no programa, as parcelas do financiamento ficam suspensas. Além disso, haverá o benefício de descontos no montante geral da dívida, de acordo com o tempo de permanência e o município ou região escolhido (quanto menor o município ou de mais difícil provimento, maiores os descontos). Também é preciso garantir as mesmas condições ofertadas aos cubanos hoje: moradia, alimentação e transporte.”

Em seu posicionamento, a AMB criticou o programa e o classificou como “eleitoreiro”. Afirmou que o problema da assistência médica no Brasil não está relacionada à falta de médicos, mas de “políticas públicas que atraiam e fixem esses médicos nos municípios”. Para a entidade, a solução definitiva para o problema seria a criação de uma carreira médica de Estado. Segundo a AMB, há 458.624 médicos no País e esse número é suficiente para as demandas da população. /COM

AGÊNCIAS

Estadão


Médicos Cubanos em Portugal

Os Centros de Saúde do Alentejo e Algarve, em Portugal, desde sempre têm tido grandes dificuldades na contratação de médicos, de modo que, o Ministério da Saúde tem vindo a contratar médicos cubanos para exercerem funções nessas áreas geográficas.

Imagem de Médico (Autor: Imagem em domínio público)

Um médico cubano custa mais ao estado do que um médico português (Autor: Imagem em domínio público)

O que tem feito com que esta medida seja considerada polémica é o fato de estes médicos representarem custos superiores ao governo português do que os custos que teriam com médicos nacionais.

À medida que se vêm a acumular os cortes na função pública, José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos, garante que, caso fossem oferecidas as mesmas condições que estão a ser oferecidas aos médicos cubanos (4230 euros por mês, mais casa, água e luz), provavelmente também muitos médicos portugueses estariam disponíveis para se mudarem.

Este valor foi já revisto, sendo que, inicialmente, era de 5900 euros mensais.

Calcula-se que o montante já pago pelo Serviço Nacional de Saúde, no contexto dos médicos cubanos, rondará os 12 milhões de euros, sendo que uma parte deste valor foi entregue às autoridades cubanas com o objectivo de se financiar a formação e o serviço de saúde em Cuba.

Em maio de 2014, o número de médicos cubanos em Portugal recebeu um incremento de 52 profissionais da saúde, o que, segundo o bastonário da ordem dos médicos, não faz nenhum sentido, uma vez que representa um custo de quase o dobro do que seria pago a médicos portugueses, estando estes a emigrar atualmente por falta de condições.

O desafio que os profissionais de saúde têm vindo a lançar ao governo português é que passe a pagar esse mesmo valor aos médicos portugueses, já que a falta de médicos tende a agravar-se, não só pelo cada vez maior número de médicos jovens que estão a emigrar, mas também porque o número de médicos que se estão a reformar continua a aumentar.

EMFORMA-PT


Maratona de soluções inovadoras será realizada no Recife

Um dos projetos criados por meio da metodologia maker é o Parkletric, um parklet com pontos de carregamento USB e wifi gratuita na Praça do Arsenal

Maratona maker promove soluções inovadoras para problemas urbanos

Maratona maker promove soluções inovadoras para problemas urbanos
Foto: Divulgação

A makeathon, ou hackaton maker, é uma maratona que utiliza a fabricação digital para solucionar problemas urbanos, principalmente nas comunidades em situação de vulnerabilidade social. No Recife, será realizada a Makeathon Comunidades, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, visando pensar soluções práticas inovadoras para a Comunidade do Pilar, na área central da capital.

O evento será realizado por meio de uma parceria entre a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e o Fab Lab Recife, localizado no Shopping Paço Alfândega, Bairro do Recife, onde será realizada a maratona. Os interessados poderão se inscrever na página do Fab Lab Recife a partir da segunda-feira (19). A seleção será feita por meio de critérios técnicos, levando em consideração a análise do currículo.

Organizadores do Fab Lab Recife percorrerão as ruas da Comunidade do Pilar para apresentar a ação, realizar uma roda de diálogo sobre a cultura maker e tentar entender as principais questões locais a partir de uma dinâmica, por meio da qual também serão selecionados 10 moradores para integrarem as equipes da maratona, levando consigo a visão do cidadão-usuário.

Os projetos serão avaliados com notas de 0 a 10 de acordo com os seguintes critérios: impacto social, qualidade e visibilidade e, por fim, criatividade e inovação. A equipe vencedora receberá a premiação em vale compras, equivalentes a R$ 15 mil reais (R$ 3 mil por participante), além da oportunidade de desenvolver o artefato vencedor em escala real no Fab Lab Recife, instalá-lo na comunidade e monitorá-lo por até 03 semanas; a segunda colocada receberá a premiação no equivalente a R$ 10 mil reais também em vale compras (R$ 2 mil por participante); e a terceira colocada, R$ 5 mil (R$ 1 mil por pessoa).

Projetos já desenvolvidos em Pernambuco por meio da metodologia maker incluem o Parkletric, um parklet com pontos de carregamento USB e wifi gratuita que uniu arte, tecnologia, funcionalidade e estética na Praça do Arsenal; e o Pedeluz, uma luminária fotovoltaica sensitiva criada para prover uma maior sensação de segurança para as pessoas nas calçadas.

Serviço – Makeathon Comunidades
Data: 30/ 11 a 02/12
Período de inscrições: 19 a 21/11
Site para inscrições: www.fablabrecife.com/makeathonchesf
Divulgação das pessoas selecionadas: 23/11
Local: Fab Lab Recife – Paço Alfândega. Rua da Alfândega, nº 35, loja 307


Médicos cubanos estão em 62 países e são maior fonte de divisas

Médicos cubanos estão em 62 países e são maior fonte de divisas

(Arquivo) Médicos cubanos em Brasília, em 22 de outubro de 2013 – AFP/Arquivos

Médicos cubanos trabalhavam em 62 países no fim de 2016, em 35 dos quais o governo cobrou por seus serviços, segundo estatísticas oficiais publicadas nesta segunda-feira.

A venda de serviços profissionais, fundamentalmente médicos, é a principal fonte de divisas para a ilha, acima do turismo.

Em um artigo recente publicado pelo site oficial Cubadebate, o ex-ministro da Economia José Luis Rodríguez calculou que esta atividade forneceu “um (valor) estimado de 11,543 bilhões de dólares na média anual entre 2011 e 2015”.

O Anuário Estatístico de Saúde 2016 revela que os profissionais cubanos estão em 24 países da América Latina e do Caribe; 27 da África subsahariana; dois do Oriente Médio e da África setentrional; sete da Ásia Oriental e do Pacífico, além de Rússia e Portugal.

A edição digital do Anuário, publicada pelo site especializado Infomed (www.sld.cu), não registra a quantidade de profissionais que intervêm nessas missões, mas segundo o Ministério da Saúde, em meados de 2015 eram mais de 50.000, a metade deles médicos.

Além de Venezuela e Brasil, os mercados mais importantes, os médicos cubanos estão em países como Catar, Kuwait, China, Argélia, Arábia Saudita e África do Sul.

Ainda com a aguda crise na Venezuela, o maior sócio comercial de Cuba, a venda de serviços médicos supera as receitas da florescente indústria turística, que se situaram em 2,8 bilhões de dólares em 2016.

A ilha também oferece serviços gratuitos mediante o chamado Programa Integral de Saúde, destinado a 27 países com menos recursos como Haiti, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras, Etiópia, Congo, Tanzânia, Zimbábue, entre outros.

Segundo o Anuário, Cuba encerrou 2016 com 90.161 médicos, incluindo os que trabalham no exterior.

O Estado cubano financia por completo o sistema de saúde, uma de suas conquistas mais divulgadas, junto com a educação universal gratuita.

Um total de 493.368 pessoas trabalham no sistema, incluindo 16.852 odontólogos, 89.072 enfermeiros e 63.471 técnicos.

A ilha mantém também a formação de médicos para outras nações, na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), onde 2.326 estudantes cursam atualmente os seis anos da carreira, aponta o Anuário.

AFP


VOCÊ SABIA QUE QUALQUER HOMENAGEM A DOM PEDRO l É PROIBIDA EM PERNAMBUCO?

O Pernambuco que foi tirado por Pedro I

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Paulo Goethe

O mapa que ilustra esta postagem foi publicado no Diario de Pernambuco de 17 de janeiro de 1960. Apresenta o que significaria a reintegração da Comarca do São Francisco a Pernambuco. Com isso, o estado teria novamente acesso imediato ao Piauí, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Bahia, alcançando uma área total de 200 mil quilômetros quadrados, mais que o dobro do que é atualmente.

Há 56 anos, o jornal participava de uma campanha da bancada pernambucana para reaver o território à margem esquerda do Rio São Francisco que foi entregue a mineiros e baianos por Dom Pedro I, em 1824, como punição pela deflagração da Confederação do Equador. Vale lembrar que, em 1817, a Comarca de Alagoas já havia sido desmembrada de Pernambuco após a Revolução de 1817. Isso explica porque o homem que deu o grito da independência não se tornou nome de logradouro na terra dos altos coqueiros.

A questão da Comarca do São Francisco estava registrada na Constituição de Pernambuco em 1947. O território passou a pertencer, inicialmente a Minas Gerais, por decreto imperial, passando para a Bahia em 1827. Os jornalistas e historiadores Mário Melo, Flávio Guerra, Gonçalves Maia e Pereira da Costa escreveram livros sobre o tema, sempre advogando a correção de um erro histórico.

A volta da reivindicação pernambucana por seu antigo território devia-se ao monsenhor Arruda Câmara, deputado que queria corrigir uma “ingratidão” da República em relação a uma punição injusta praticada na época do Império. O Diario registrou a luta do religioso através de uma série de reportagens assinadas por Severino Barbosa. Nelas, políticos e magistrados defendiam a reanexação.

Em editorial assinado no dia 6 de julho de 1961, Aníbal Fernandes demonstrava que um ano e meio de discussões não resultaria em vitória. “Não creio que nada se modifique. Fez-se a República; e o regime que ascendera ao poder, com o sangue do padre Roma, de Frei Caneca e do padre João Ribeiro, não deu um passo para demovê-lo. Fez-se uma Revolução, que se dizia não vir para perdoar, mas para punir (punir os ladrões, punir as injustiças, corrigir os erros) e nada fez”. E assim se fez. Mais uma vez.

 


Um celular poderia durar 12 anos se sua vida não fosse encurtada de propósito

A Espanha não tem legislação que penalize a obsolescência programada

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Meias que se esgarçam no primeiro uso, lâmpadas com vida útil de apenas 1.000 horas e máquinas de lavar roupa que funcionam pouco mais de cinco anos. A obsolescência programada afeta produtos de múltiplos setores, entre os quais estão os têxteis, os eletrodomésticos e, também, os smartphones, que em muitos casos ficam mais lentos e começam a falhar dois anos depois de comprados.

“No momento, absolutamente todos os fabricantes de telefones celulares adotam essa prática. Quando o celular fica mais lento ou certos aplicativos não funcionam, o usuário já começa a pensar que é normal”, afirma Benito Muros, presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss). Atualmente, a vida útil de um telefone, observa ele, é de dois anos. Depois disso, é comum que eles comecem a dar problemas e Muros explica que o reparo pode custar até 40% do que se gastaria na compra de um novo. “Se a obsolescência programada não existisse, um telefone celular teria uma vida útil de 12 a 15 anos”, diz.

A Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado da Itália (AGCM, na sigla em italiano) impôs há duas semanas uma multa de cinco milhões de euros (222 milhões de reais) à Samsung e outra de dez milhões à Apple por forçarem os clientes a realizar atualizações de software que tornam os telefones celulares mais lentos. Ambas as empresas foram acusadas pela AGCM de adotar “práticas comerciais desleais” que causaram “avarias graves [nos dispositivos] e reduziram significativamente seu funcionamento, acelerando assim a sua substituição por produtos mais novos”.

Essas multas representam “um começo para falar sobre obsolescência programada”, explica Enrique Martínez Pretel, membro do Conselho Geral de Associações de Engenharia de Informática da Espanha e CEO da empresa de especialistas em informática Evidentics. Mas esta soma “não é nada para essas empresas”: “A Apple ganhou 16,04 bilhões de euros (70 bilhões de reais) somente no quarto trimestre de 2014, o ano em que saiu o iPhone 6, que é o dispositivo sobre o qual se impôs a multa”.

Falta de legislação na Espanha

Na Espanha, o Decreto Real 110/2015, de 20 de fevereiro, relativo aos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos, inclui entre as obrigações dos fabricantes que estes dispositivos sejam projetados e produzidos de modo que sua vida útil seja prolongada o máximo possível. A Comissão Europeia propõe que em 2020 a informação de durabilidade seja obrigatória para os fabricantes, de acordo com Martínez Pretel.

Enquanto em países como a Itália e a França já são promulgadas leis para a proibição total destas práticas, na Espanha não há nenhuma legislação que penalize a obsolescência programada. Em 2016, o Partido Socialista propôs em seu programa eleitoral “proibir e penalizar de forma estrita as práticas de obsolescência tecnológica forçada dos produtos por parte das empresas”. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, em abril de 2017, uma proposta de lei do Grupo Parlamentar Socialista que instava o Governo do Partido Popular a proibir a obsolescência programada.

Um celular poderia durar 12 anos se sua vida não fosse encurtada de propósito

A França foi o primeiro país europeu a introduzir medidas para erradicar esse tipo de práticas que não podem ser mantidas porque exigem o uso de recursos naturais finitos, geram grandes quantidades de resíduos e uma perda econômica para o consumidor, além de ter consequências negativas para a saúde pública e o meio ambiente”, explicou a porta-voz socialista da área de consumo, Begoña Tundidor.

O Ministério para a Transição Ecológica explicou a El País que para o Governo é essencial implementar ações que sejam promovidas e aplicadas em toda a União Europeia. A Comissão Europeia apresentou em dezembro de 2015 o Plano de Ação para uma economia circular na Europa, que visa analisar as diferentes fases do ciclo de vida dos produtos. Fontes do ministério afirmam que nesse plano “estava previsto que em 2018 se avaliasse na comunidade europeia a possibilidade de elaborar um programa independente de testes sobre a obsolescência programada”. “Teremos que esperar os trabalhos da Comissão Europeia sobre esta questão”, argumentam.

Organizações como a Feniss e a Amigos da Terra tentam conscientizar os políticos sobre a importância de acabar com esse vácuo legal. Esta última iniciou uma campanha em 2017 para pedir ao Ministério das Finanças uma redução do IVA sobre os serviços de reparação e de artigos de segunda mão e de aluguel –dos atuais 21% para 10%. “Temos quase 5 mil assinaturas e nos reuniremos em breve com os ministérios para tentar viabilizar esta demanda”, diz Alodia Pérez, responsável pelos Recursos Naturais e Resíduos de Amigos da Terra.

Pérez diz que as pessoas trocam de celular em média uma vez por ano e que os primeiros telefones celulares tiveram uma vida útil de até seis anos. “Vivemos na era da obsolescência programada. Não só em celulares, mas também em móveis, calçados e eletrodomésticos. As máquinas de lavar roupa que nossos pais tinham duravam 20 ou 30 anos e agora duram pouco mais de sete”, afirma. Ela diz que essa é uma estratégia de mercado muito consolidada para poder continuar vendendo.

O Ministério da Transição Ecológica expôs a este jornal sua preocupação com o efeito direto dessas práticas “no aumento do volume de resíduos gerados e no aumento no ritmo da produção desses resíduos”. O presidente da Feniss explica que “todos os anos geramos 30 bilhões de toneladas de lixo eletrônico”. Em 2025, serão 53,9 milhões de toneladas de resíduos de produtos eletrônicos, segundo o Escritório Internacional de Reciclagem. “Não podemos continuar consumindo como fazemos porque daqui a 20 anos não haverá matérias-primas e vamos nos afogar em nosso próprio lixo”, conclui Muros.

Apple e Samsung negam essas práticas

A Apple foi multada há duas semanas pela Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado da Itália (AGCM) porque não informou os usuários do iPhone 6 que a atualização iOS 10 exigia um gasto maior de energia e poderia causar “paradas repentinas”, de acordo com esse órgão. Além disso, a Apple levou uma multa maior do que a Samsung porque não informou corretamente os usuários sobre a vida útil das baterias de lítio de seu telefone e alguns fatores que contribuem para a sua deterioração.

Este jornal entrou em contato com a empresa, que não divulgou uma avaliação oficial da multa imposta pela Itália, mas afirmou que sua posição em relação ao desempenho das baterias do iPhone é a mesma divulgada em um comunicado em 28 de dezembro de 2017. A Apple se desculpou depois que o Geekbench, um blog que mede as taxas de desempenho de telefones celulares, descobriu um dado incomum: o desempenho do iPhone caía, sem causa aparente, após um ou dois anos de uso. “Nunca fizemos nada que intencionalmente encurtasse a vida de um produto da Apple”, disse a empresa. Mas, para responder às queixas de clientes, anunciou a redução mundial até dezembro de 2018 do preço de substituição da bateria fora da garantia, de 89 euros para 29 euros (de 380 reais para 125 reais), para todos os modelos do iPhone 6 ou um modelo posterior.

A Samsung, de acordo com a AGCM, insistiu em que os usuários do Galaxy Note 4 instalassem em seus telefones celulares o Android 6.0 Marshmallow. Mas não avisou que essa atualização poderia causar falhas no telefone que teriam um alto custo de reparo porque a maioria dos celulares já estava fora da garantia. A empresa se mostrou “decepcionada” com a decisão do órgão e negou ter lançado qualquer atualização de software que reduzisse o desempenho do Galaxy Note 4. “Vamos tomar as medidas legais necessárias para recorrer da decisão da Autoridade da Concorrência italiana”, afirmou a Samsung.

El País


Bar de Tapas no estilo espanhol inaugura em Casa Forte

O cardápio é assinado pelo chef Lucas Muniz – Crédito Arquivo Pessoal

Recife vai ganhar o primeiro bar de tapas, estilo espanhol de petiscar, localizada no bairro de Casa Forte. A casa de Mirella Amorim e Maria Dulce Santos vai chamar Nosotros.

O cardápio é assinado pelo chef Lucas Muniz e terá versões de pratos típicos da culinária hispânica, além de algumas releituras com temperos abrasileirados e diversificada carta de drinques.

Entre as receitas, as papas bravas (batatas fritas cobertas com molho da casa), o pulpo a la gallega (polvo cozido com azeite de ervas), croquetas, bocadillos e a tradicional paella de frutos do mar. A inauguração está prevista para o dia 20 de novembro.


Voos diretos do Recife para Vitória operados a partir de fevereiro

A novidade foi anunciada esta semana pelo Governo do Estado de Vitória – Crédito: André Sobral/PMV

Recife incluiu mais um destino em sua rota. Agora vai passar a ter voos diretos para Vitória, no Espírito Santo, a partir de fevereiro do próximo ano. A novidade foi anunciada esta semana pelo Governo do Estado.

O novo voo será operado pela Azul Linhas Aéreas, com saídas diárias, partindo do Recife às 15h35 e de Vitória às 19h35, com duração de aproximadamente 2h20.
A escolha foi estratégica: Recife é um centro de conexões da Azul e uma rota de distribuição para destinos das regiões Nordeste e Norte do Brasil.


Vinhos do Vale do São Francisco buscam reconhecimento

Instituto do Vinho do Vale do São Francisco vão pedir Indicação de Procedência para o produto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial

Rio Sol produz 18 rótulos de vinhos e espumantes

Rio Sol produz 18 rótulos de vinhos e espumantes
Foto: Tatiana Notaro/ Portal FolhaPE

Em busca de reconhecimento nacional e internacional, o Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinho Vasf) quer que os vinhos do semiárido nordestino ganhem uma Indicação de Procedência (IP). O pedido será apresentado neste mês ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e deve equiparar o produto aos vinhos do Vale dos Vinhedos do Rio Grande do Sul, que já contam com o selo do Inpi. Para o setor, é uma forma de reforçar a qualidade do produto local e incentivar seu consumo, o que pode aumentar a produção e os investimentos no Vale do São do Francisco.

Presidente do Vinho Vasf, José Gualberto explicou que a legislação prevê a criação de indicações geográficas de procedência para os vinhos que são produzidos em regiões de características próprias especiais, como o Vale do São Francisco. “O mundo todo procura tipicidade nos vinhos, como os vinhos das regiões de Bordeaux e da Califórnia.

E nós estamos elaborando o Vinho do Vale do São Francisco. É um vinho jovem, frutado e aromático totalmente diferente, porque é o único vinho tropical do mundo produzido em trópico seco. Por isso, vamos dar entrada no registro de Indicação de Procedência do Vale do São Francisco”, contou Gualberto, destacando que todas as seis vinícolas do Vale estão atuando juntas nesta iniciativa.

Se aprovada pela Inpi, porém, a Indicação de Procedência não será necessariamente concedida a todos os produtos da região. É que essa indicação aponta como os vinhos são produzidos e como as uvas são cultivadas em determinada área. Logo, só quem atender a esses requisitos poderá receber o selo. Gualberto garante, porém, que a classificação será positiva para os produtores locais.

“A Indicação de Procedência gera confiança no consumidor e reforça a qualidade do vinho. E, com isso, as vendas podem aumentar”, explicou o presidente do Vinho Vasf, lembrando que, “quando aumenta a demanda, aumenta a produção e os investimentos”. “Com a Indicação de Procedência, podemos até atrair novos produtores”, afirmou Gualberto, lembrando que já existem seis vinícolas instaladas no Vale do São Francisco. São negócios que produzem de oito a dez milhões de litros, faturando de R$ 150 a R$ 200 milhões, por ano. As vinícolas ainda geram quase dois mil empregos e, segundo Gualberto, devem ampliar sua produção em 5% já neste ano.

Os efeitos da Indicação de Procedência, porém, só devem ser sentidos no próximo ano. “Vamos fazer o pedido agora em novembro, mas isso leva um tempo para ser avaliado”, explicou Gualberto, que espera receber uma resposta do Inpi ao longo de 2019.

Por: Marina Barbosa, da Folha de Pernambuco


Rômulo César lança “O Colecionador de Baleias” pela editora Cepe

Lançamento faz parte do evento em comemoração aos 10 anos da editora Cepe

O autor Rômulo César Melo lança pela editora Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) o seu mais novo livro de contos “ O Colecionador de Baleias” na próxima quarta-feira (21) , às 20h30 na Caixa Cultural Recife, localizada no bairro do Recife. O lançamento faz parte do evento Travessias Cepe Editora, que celebra os 10 anos da editora. A obra física será vendida por R$ 20,00, o e-book por R$ 6,00 e a entrada para o evento é gratuita.

O livro possui ao todo 17 contos com tramas distintas,que buscam trabalhar emoções e comportamentos humanos. A dor, o humor, a violência e o sexo, são alguns dos elementos que permeiam a obra ao explorar cenários das mazelas sociais, solidão e vazios.

Quando “O Colecionador de Baleias” ainda era um projeto e se chamava “Ao lado do guarda-chuva”, ficou entre os três premiados no prêmio Lima Barreto da Academia Carioca de Letras em 2014. Agora que o livro está prestes a ser lançado, Rômulo comemora as possibilidades da obra. “É uma verdadeira delicatessen, oferece ao leitor produtos para todos os gostos, sem esquecer de uma estética e linguagem que se propõem trabalhadas”, explica.

O autor destaca, entre os conflitos dos contos, o tema maternidade. Segundo ele, a “impossibilidade” no conto “A penúltima arte”, o assunto aborto no conto “só pode ser o nosso filho” a adoção discriminada em “A três” e a perda dilacerante de “Ao lado do guarda-chuva”, apresentam cada qual uma visão diferente sobre o tema levando o leitor a reflexões. “Observo, que a morte e o sofrimento se contrapõem ao tema da maternidade retratado em amplas vertentes nos textos”, conta Rômulo.

Além do novo livro, Rômulo já escreveu outros títulos como “Dois Nós na Gravata”, que foi uma dos exemplares vencedores do II Prêmio Pernambuco de Literatura de 2014. Publicado em 2015 pela Cepe, o livro também recebeu menção honrosa na Academia Pernambucana de Letras pelo prêmio Vânia Souto de Carvalho em 2016. Outro exemplo, mais recente, é o livro de poemas “Bad Trip”, lançado pela Editora Cartonera Aberta em 2017, com temática mais sombria, falando sobre depressão, solitude e “outras nuvens carregadas”, segundo o próprio Rômulo. E o autor não pretende parar por aí: “Escrever sempre até o fim seja lá o que seja o fim. Quantos projetos forem necessários e me deem prazer. Que se transformem em livros não por diletantismo, mas por precisar”, afirma sobre seu futuro como escritor.

Ficha técnica

Título: O Colecionador de Baleias

Preço: Físico R$ 20,00 / E-book R$ 6,00

Editora: Companhia Editora de Pernambuco (Cepe)

Sobre o autor

Rômulo César Melo, 42 anos, começou sua jornada com a escrita em 2008, ao fazer seus primeiro poemas, e não demorou a explorar outros gêneros, como contos. Passou pela Oficina Literária de Raimundo Carrero em busca de desenvolver ainda mais as técnicas literárias, e também participou de oficinas e cursos com grandes nomes como Paulo Caldas, Sidney Rocha e Marcelino Freire.

Sempre escrevendo e lendo bastante, tanto os clássicos como os autores contemporâneos, Rômulo já lançou 3 livros: Minimalidades , pelas edições Bagaço, livro de contos publicado em 2013, Dois Nós na Gravata, publicado em 2015 pela editora CEPE e Bad Trip pela editora Cartonera Aberta em 2017. Além de escritor, é formado em Direito e exerce as funções do cargo de Procurador Federal, concursado.

Redes sociais

Instagram: @meloromulocesar

Sobre o aniversário da Cepe

O evento Travessias Cepe Editora – encontros sobre literatura e crítica ocorre de 19 a 21 de novembro, reunindo mesas de debate e minicursos, além do lançamento de dez livros de poesia, conto e romance.


Expo EngTech promove discussões sobre temas atuais da engenharia

Evento é gratuito e vai reunir nomes de destaque da área

O Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) promove entre os dias 20 e 22 de novembro a Expo EngTech 5.0, evento gratuito voltado para o ramo da engenharia que vai englobar palestras sobre a indústria, empreendedorismo, gestão de obras e de qualidade, entre outros temas.

Na terça-feira (20), o evento começa com os engenheiros Fernando Antônio e Thiego Oliveira, que abordarão, respectivamente, o trabalho do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) e a indústria 4.0. Fernando Antônio é o presidente em exercício do CREA-PE e Thiego Oliveira atua como gerente de TI da Fiat.

O doutor em Ciência da Computação, Genésio Gomes, palestra sobre células empreendedoras na quarta-feira (21). Neste mesmo dia, Marcel Perboire vem ao campus para abordar o empreendedorismo em tecnologia. Marcel é formado em Ciência da Computação e hoje trabalha como Gerente Nacional de Relacionamento de Mercado Público na empresa Ticket Log.

Engenheiro de produção, Júlio César vai palestrar sobre “Qualidade Aplicada a produtos e Processos” no último dia do Expo EngTech 5.0. Para encerrar o evento, a engenheira civil Rosely Cavalcanti traz “O planejamento em gestão de obras” em sua apresentação. Rosely tem 15 anos de experiência na área; atua com gestão de processos e pessoas e estuda temas como mobilidade, transportes e geotecnia.

Serviço – Expo EngTech 5.0

Data: 20 a 22 de novembro

Horário: 19h

Local: Auditório da UNIFG. Rua Comendador José Didier, nº 27

Inscrições: https://bit.ly/2PWy0zs


Novembro Azul alerta para os cuidados com a saúde do homem

Chances de cura do câncer de próstata são altas, mas diagnóstico precisa ser feito o quanto antes

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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de próstata é diagnosticado em cerca de 60 mil homens todos os anos. É o segundo tipo de câncer mais comum entre a população masculina, atrás apenas do câncer de pele. Para trazer o assunto à luz do conhecimento geral, neste mês é celebrado o Novembro Azul, ação que visa estimular os homens a realizar os exames necessários para identificar a doença o mais cedo possível.

“Câncer de próstata, também denominado de carcinoma da próstata, é uma neoplasia que tem seu desenvolvimento na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino”, explica o Dr. Guilherme Lima, médico urologista do Hospital Santa Joana Recife (SJR). Ele alerta que é importante diagnosticar e tratar a doença o quanto antes, devido à possibilidade que o câncer tem de se espalhar da próstata para outras partes do corpo. “Inicialmente pode ser assintomática, mas em estágios avançados pode causar dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou dor na pelve, costas ou ao urinar. Outros sintomas tardios podem incluir sensação de cansaço devido aos baixos níveis de células vermelhas no sangue e disfunção erétil”, define o médico.

O principal grupo de risco são os homens acima de 50 anos. Para quem se encontra nessa faixa etária, o recomendado é realizar o exame anualmente, pois a chance de contrair a doença tende a aumentar com o passar dos anos. Segundo Dr. Guilherme Lima, “a incidência do câncer de próstata aumenta de 2 a 5% quando o indivíduo possui pai ou irmão, ou seja, parente de primeiro grau que teve câncer de próstata antes dos 55 anos de idade”. “Negros tem o dobro da incidência de câncer de próstata e, nesse grupo, a doença tende a ter uma evolução mais agressiva.”

Não existem ainda tratamentos que podem ser utilizados como prevenção. “A única maneira eficaz de prevenir o câncer de próstata é por meio da realização anual de exame de sangue e o toque retal da próstata” ressalta o médico. “A combinação desses dois exames pode detectar a doença ainda em sua fase inicial em 75% das vezes. Vale reforçar que é nessa fase do diagnóstico onde as taxas de cura são elevadas.”

A questão do preconceito dos homens em relação ao toque retal ainda é forte, mas, segundo Dr. Guilherme Lima, é algo que vem sendo combatido e vem diminuindo, mesmo que aos poucos. “O toque retal da próstata ainda gera conflitos incontidos na cabeça do homem. O fato é que isso não deveria acontecer, pois se trata de um exame rápido, de no máximo cinco segundos, e indolor. Muito pior do que o trauma psicológico do exame são as consequências devastadoras de um câncer que é descoberto tardiamente.”


VOCÊ SABIA QUE O RECIFE É O TERCEIRO PÓLO GASTRONÔMICO DO BRASIL?

Somos o terceiro pólo gastronômico do País!

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No Recife, mais do que simplesmente explorar as belas praias e outros cartões postais lapidados pela natureza exuberante do Nordeste, o turista que busca uma total imersão na vida cotidiana pernambucana não deve deixar de experimentar as delícias da culinária local. Não aproveitar as opções da cidade – terceiro pólo gastronômico do Brasil, com cerca de 10 mil estabelecimentos, perdendo apenas para Rio de Janeiro e São Paulo, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) – é deixar de lado quase 500 anos de criações e modificações de pratos esculpidos ao longo dos anos por mãos indígenas, africanas e europeias.

No século passado, o sociólogo Gilberto Freyre foi o pioneiro em defender os pequenos hábitos cotidianos para a percepção da sociedade de uma determinada região. No livro Açúcar: algumas receitas de doces e bolos dos engenhos do Nordeste, publicado em 1939, o autor, nascido no Recife, traçou o perfil do povo do litoral norte brasileiro através dos pratos típicos que integravam a culinária e se tornaram símbolo da cultura local.

Hoje, o turista que visita a capital pernambucana pode seguir os passos do sociólogo e ter à sua disposição pratos de todo o tipo e para os gostos: do doce ao salgado, do contemporâneo ao clássico e dos temperos internacionais aos brasileiros. O vasto litoral abastece a mesa dos pernambucanos com os mais diversos e saborosos frutos do mar, enquanto o sertão garante o abastecimento da tradicionalíssima carne de bode.

Boemia: chope e petiscos no boteco
Uma boa opção para experimentar pequenas porções de pratos típicos do Recife é recorrer aos botecos. Na rua Padre Roma, 722, bairro Parnamirim, é possível encontrar dois dos mais tradicionais do tipo da cidade: o Bar do Neno e o Bar do Lula. Os estabelecimentos não compartilham apenas o mesmo número, os petiscos são preparados em uma cozinha comum que atende aos dois bares.

Os sócios Licínio Dias, o Neno, e Lula Sampaio oferecem aos clientes um verdadeiro passeio pela culinária local, embalado pelo chope gelado para amenizar o calor. Lá, é possível saborear o charque na cebola (receita abaixo), patola de caranguejo ao vinagrete, ostras, tripas de porco fritas, filezinho com queijo, entre outros petiscos.

O destaque vai para o caldinho de feijão, tido como um dos melhores da cidade, que é servido com pequenas quantidades de acompanhamentos e temperos que tornam cada porção única. O local também serve como palco para shows de chorinho, além de ser decorado com exposições de artistas plásticos e fotógrafos.

Frutos do mar na praia
Para saborear peixes, camarões, siris e outros frutos do mar, nada melhor do que ter como cenário um terraço de um chalé em frente à praia, no popular bairro de Brasília Teimosa.

Se o objetivo for “ampliar horizontes gastronômicos”, a pedida é aproveitar uma iguaria chamada siri-mole. O prato consiste em unidades inteiras dos crustáceos ao alho e óleo. O siri-mole só é encontrado em algumas épocas do ano, quando o animal é pescado durante a fase de transição de carapaça.

Pizza de bode
Antigamente exclusivo do sertão, hoje é possível degustar carne de bode em praticamente todos os restaurantes tradicionais do Recife. Um destes locais é o Entre Amigos, com duas sedes: na rua Marquês de Valença, 50, Boa Viagem, e rua da Hora, 695, Espinheiro. O restaurante serve mais de 30 pratos feitos com carne de bode, do tradicional guisado, passando pelo regado ao molho funghi ou hortelã até chegar na ousada pizza de carne caprina.

Porém, se o objetivo for não ousar na escolha das refeições, é claro que a culinária do Recife oferece opções para todos os gostos e bolsos: churrascarias, pizzarias, sushis, fast-foods, entre muitos outros tipos de restaurantes e lancherias.

Receita: Charque na cebola com farofa e vinagrete Ingredientes: 2 cebolas grandes ocas; 100 g de charque; 1 colher de requeijão; 50 g de farinha; 1 cebola picada; 50 g de castanha de caju granulada; 1 tomate; ½ cebola para o vinagrete; ½ pimentão; 1 colher de sopa de manteiga.

Modo de fazer: cozinhe o charque por aproximadamente 40 minutos na panela de pressão, depois desfie e leve à frigideira com manteiga e a cebola picada. Retire o conteúdo, deixando ocas duas cebolas cruas. Envolva com papel alumínio e leve ao forno por 20 minutos. Recheie a cebola com o charque e finalize com uma colher de requeijão . Leve ao forno por mais 10 minutos para gratinar. Para fazer a farofa, doure a cebola na manteiga, acrescente a castanha de caju e junte a farinha. Vinagrete: cebola, tomate e pimentão picados com azeite, vinagre e sal.

Hoje, o turista que visita a nossa capital pode ter à sua disposição pratos de todo o tipo e para os gostos: do doce ao salgado, do contemporâneo ao clássico e dos temperos internacionais aos brasileiros.

Nosso vasto litoral abastece a mesa dos pernambucanos com os mais diversos e saborosos frutos do mar, enquanto o sertão garante o abastecimento da tradicionalíssima carne de bode.

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15 DE NOVEMBRO, UM FERIADO MORTO COMO VÁRIOS NO BRASIL

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Quanto ao feriado de hoje, não tem o que comemorar, uma República Federativa que nunca tratou seus entes federados de forma isonômica, não pode ser comemorado, a República sempre foi e é Café com Leite, só para o Sudeste e Sul, o resto que se exploda, uma vergonha. E porque sempre que proclamam algo no Brasil é em cima de um cavalo????


A INCOMPETÊNCIA DE PREFEITURA DO RECIFE NA CONCESSÃO DO PAÇO DO FREVO

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Esse Prefeito do Recife é tão incompetente que deixou acabar o contrato de concessão do Paço do Frevo e não fez ainda outra licitação.

Um verdadeiro absurdo, esse equipamento imprescindível para a cultura e o turismo do Recife deve ficar fechado até esse Alcaide e sua equipe desastrosa fazer outra licitação, que pelo menos estenda o atual até fazer escolher o próximo administrador. Muito incompetência


ENCONTRO DAS ÁGUAS: BEBERIBE E CAPIBARIBE

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RIO BEBERIBE

Separa o Recife de Olinda. Foi ali, observando o desaguar desse rio, que Duarte Coelho declarou guerra aos caetés e fundou Olinda. Também pela força, Olinda foi tomada pelos holandeses, que, criminosamente, a incendiaram. Três barragens (Morno, Macacos e uma na foz do Maruim) resolveram a questão das cheias do Beberibe. Lança hoje suas águas diretamente no mar, deixando de ser afluente do Capibaribe.

RIO CAPIBARIBE

São 21 quilômetros de rio cortando nossos bairros e guardando parte de nossa história. O Rio Capibaribe é parte maior da marca e da fisionomia recifense. Vindo do Planalto da Borborema, deixa as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Salgadinho, Limoeiro, Paudalho e São Lourenço; chega ao Recife pela Várzea e vai cortando caprichosamente a cidade. O rio, que tanto encanta o Recife, já aprontou muitas, com suas cheias, agora domadas pelas barragens de Tapacurá e de Carpina. O Capibaribe passa pelos bairros Caxangá, Dois Irmãos, Apipucos, Monteiro, Barbalho, Santana, Graças, Madalena, Capunga, Derby e Ilha do Retiro. Ali, como se fosse pouco e, quem sabe, desejando entrar triunfalmente no centro da cidade, divide-se em dois: um braço norte passeia pela Boa Vista, separando esse bairro de Santo Antônio; o outro, meridional, vai por Joana Bezerra e recebe, lá no Cabanga, as águas dos rios Tejipió, Jordão e Pina, formando a Bacia do Pina, e, só então, dirige-se para o Porto do Recife. O Rio Capibaribe foi cantado em prosa e verso por inúmeros poetas e escritores, pernambucanos ou não. Um dos poemas mais conhecidos é de autoria de João Cabral de Melo Neto, O Cão sem Plumas:

“Na paisagem do rio
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem.”

ENCONTRO DOS RIOS

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Para alguns estudiosos, o encontro do Rio Capibaribe com o Rio Beberibe dá-se atrás do Palácio do Campo das Princesas. Outros, citam o encontro em frente à Cruz do Patrão, logo após a Ponte Limoeiro. Sendo assim, a Rua da Aurora no trecho entre a Ponte Limoeiro e a Av. Mário Melo estaria nas margens do Rio Beberibe.

Acredito que é mais razoável que o encontro seja atrás do Palácio do Campo das Princesas. Independente da controvérsia sobre o encontro dos rios, o fato é que eles embelezam a cidade e criam um deslumbrante cenário para os que passam em toda a extensão da Rua da Aurora.

CRUZ DO PATRÃO

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Esse obelisco arredondado foi aqui instalado no início do século XVII. Com 6 metros de altura, é encimado por uma cruz, para auxiliar na orientação dos navios que entravam no porto. Ao norte do obelisco, estava o Forte do Buraco; ao sul, o Forte do Brum. Aqui negros pagãos eram enterrados, e fuzilados os condenados e militares rebeldes.


Nordeste terá quase 3 mil médicos a menos com saída dos cubanos

Bahia será o estado mais afetado na região. Serão 822 profissionais de saúde a menos, segunda maior quantidade de médicos do programa no Brasil

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Dois mil, oitocentos e dezessete médicos a menos. Esse será o impacto da saída dos cubanos do programa Mais Médicos no Nordeste. Nesta quarta-feira (14), o governo cubano informou que está se retirando do programa após declarações “ameaçadores e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças “inaceitáveis” no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A Bahia será a mais afetada no Nordeste. São 822 profissionais de saúde que deixarão o estado, que possui a segundo maior quantidade de médicos do programa no Brasil (menos apenas do que São Paulo, com 1.394). Em seguida, vêm Maranhão (com 457 médicos), Ceará (433), Pernambuco (414), Piauí (201), Rio Grande do Norte (139), Alagoas (131), Paraíba (126) e Sergipe (94).

O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. “Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países”, declarou o governo cubano.

“As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa”, informou em nota o Ministério da Saúde.

Após o governo de Cuba anunciar o rompimento, Jair Bolsonaro, afirmou que não há comprovação de que os médicos cubanos que atuam no Brasil “sejam realmente médicos” nem que estejam aptos para “desempenhar a função”. “Se esses médicos fossem bons profissionais estariam ocupando o quadro de médicos que atendia o governo Dilma (Rousseff) no passado. Vocês mesmo (jornalistas), eu duvido que queiram ser atendidos pelos cubanos”, disse. Bolsonaro destacou que a decisão de interromper o programa partiu de Cuba, mas que sempre se posicionou contra o projeto, que destina parte dos salários dos profissionais que atuam no Brasil ao governo cubano. “Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos. Eu sou democrata, diferente do PT.”

De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. “Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história”, disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff.

Prefeitos e secretarias de saúde lamentam saída dos médicos

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) divulgaram nota na quarta-feira lamentando a saída dos profissionais cubanos do Brasil. O comunicado destaca que o programa é “uma conquista dos municípios brasileiros” em resposta à campanha “Cadê o Médico?”, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades.

Segundo o texto, com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba, mais de 29 milhões de brasileiros serão desassistidos, já que os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Os órgãos alertam para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios brasileiros. Das 5.570 cidades do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

Confira a nota na íntegra:

“Nota sobre o programa Mais Médicos e a saída dos profissionais cubanos do país

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) lamentam a interrupção da cooperação técnica entre a organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo de Cuba, que possibilitava o trabalho de cerca de 8.500 médicos no Programa Mais Médicos. Com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba, anunciada nesta quarta-feira, 14, de rescindir a parceria, mais de 29 milhões de brasileiros serão desassistidos. Os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Por isso, a rescisão repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios. Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

Além disso, o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, 85% afirmam que a assistência em saúde melhorou com o programa. Nos municípios, também é possível verificar maior permanência desses profissionais nas equipes de saúde da família e sua fixação na localidade onde estão inseridos. Cabe destacar que o programa é uma conquista dos municípios brasileiros em resposta à campanha “Cadê o Médico?”, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades.

Com a missão de trabalhar na atenção primária e na prevenção de doenças, a interrupção abrupta da cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais. Para o g100, grupo de cidades populosas, com alta vulnerabilidade socioeconômica, a situação é ainda mais devastadora. Com o objetivo de reduzir a carência por serviços de atenção básica nessas cidades, o g100 é utilizado como critério para priorizar o recebimento desses profissionais.

Diante disso, o Conasems e a FNP alertam o Governo recém-eleito para os iminentes e irreparáveis prejuízos à saúde da população, inclusive para a parcela que não é atendida pelo Mais Médicos. Sendo assim, as entidades pedem a revisão do posicionamento do novo Governo, que sinalizou mudanças drásticas nas regras do programa, o que foi determinante para a decisão do governo de Cuba. Em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017. O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais pobres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à saúde, nem compactuar com esse retrocesso.

Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)
Frente Nacional de Prefeitos (FNP)”

Por: Redação OP9