Reserva do Paiva promove dia dedicado às tartarugas marinhas

Associação Geral da Reserva do Paiva realiza monitoramento de desova das tartarugas na Praia do Paiva há quatro anos

A fim de preparar os moradores e frequentadores da praia para uma convivência harmoniosa com a natureza e o respeito aos animais, a Associação Geral da Reserva do Paiva realiza no próximo dia 19 de janeiro, uma ação dedicada à preservação das Tartarugas Marinhas, com uma visita guiada a um ninho isolado.

A atividade tem como objetivo difundir o trabalho realizado pela AGRP e transformar as crianças em agentes multiplicadores da preservação das espécies, que atualmente estão ameaçadas de extinção.

Além da visita, as crianças aprendem a identificar um ninho, participam de brincadeiras lúdicas sobre o tema e conhecem a história da tartaruga Paivinha e sua saga até a desova. A ação está prevista para iniciar às 08h, na Sede da Associação Geral da Reserva do Paiva, localizada no Parque do Paiva.

Neste verão, a orla da Reserva do Paiva foi escolhida, mais uma vez, como ponto de desova de tartarugas marinhas. Só no ano passado, as areias do bairro receberam 19 ninhos, que resultaram em uma média de 60 a 80 filhotinhos de tartarugas por ninho. Desde então, a equipe da AGRP vem realizando o monitoramento e a proteção desses.

No nascimento, um filhote ajuda o outro, utilizando-se de movimentos sincronizados que auxiliam na retirada da areia até alcançarem a superfície da praia. Todos saem assim do ninho ao mesmo tempo, diminuindo o risco de predação individual.

Em 2015, a AGRP iniciou o trabalho de preservação das tartarugas marinhas e de acompanhamento à desova, com monitoramento de oito quilômetros de praia, das imediações do Parque do Paiva até a Ilha do Amor.

Periodicamente, a equipe de limpeza da praia, treinada para identificar os pontos de desova, observa os rastros e a “cama” que elas preparam para a postura de ovos e, após o ninho ser localizado, realizam o isolamento da área.

A Associação Geral é responsável pela gestão do bairro planejado Reserva do Paiva e cuida da sua preservação ambiental, além de garantir o bem estar dos moradores e visitantes.

Entre suas atribuições está: cuidar do patrimônio, da segurança, da limpeza e conservação do bairro, da sustentabilidade e da gestão da orla. A extensão da localidade abrange 8,5 km de praia, além de rio, área de mangue e de mata.


VOCÊ SABIA QUE O MERCADO DE SÃO JOSÉ É O MAIS ANTIGO DO BRASIL E O PRIMEIRO PRÉ-FABRICADO?

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Você sabia que o Mercado de São José foi inaugurado no Dia da Independência? Foi no ano de 1875.

É o mais antigo mercado público do Brasil e o primeiro edifício pré-fabricado em ferro no país, com a mesma estrutura neoclássica dos mercados europeus do século XIX.

Foi inspirado no mercado público de Grenelle, em Paris. O projeto foi elaborado por Louis Léger Vauthier.

O Mercado já passou por várias reformas: em 1906, em 1941, com a substituição das venezianas por cobogós, e em 1989, após um grave incêndio que destruiu parte do mercado.

A reinauguração ocorreu apenas em 1994. Foto: Mário de Carvalho.


Fondue de Queijo do Reino com Bolo de Rolo na Casa Chacon no Recife

Fondue de Queijo do Reino com Bolo de Rolo e geleia de goiaba uma delícia Pernambucana na CASA CHACON no Poço da Panela.

Só no Recife.

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Um casarão na charmosa Rua do Chacon, no Poço da Panela, reúne agora os melhores nomes em cafés, pães, gelatos e sucos. É a Casa Chacon que está inaugurando oficialmente esta semana e que traz, num mesmo espaço, no moderno conceito de store in store (loja dentro de loja), marcas como Galo Padeiro, Kaffe, Romeo Giulietta e Cosechas. Além disso, o espaço tem ainda uma cozinha própria e autoral, com pratos especiais a la carte criados pela chef Luara Lima para o café, almoço e jantar, e um empório gourmet com mais de dois mil itens, muitos deles exclusivos.

“O interessante é que a junção de sabores surgiu quase por acaso. Sempre achei essa rua uma das mais bonitas do bairro. A ideia era abrir uma filial do Galo Padeiro por aqui, mas, quando vi o tamanho da casa, decidi agregar novas marcas já conceituadas no mercado”, explica Ricardo Pedroza que comanda a Casa Chacon ao lado da esposa, Fabiana.

“Daí em diante fui juntando as peças e os parceiros cairam como uma luva. Lidiane Santos, do Kaffe, por exemplo, tem em nós um parceiro diferenciado. Ela abraçou o projeto de primeira mão. É como se fosse uma cafeteria deles aqui dentro com os grãos mais especiais que eles têm”, acrescenta.

Casa Chacon. Foto Andréa Rêgo Barros

Casa Chacon. Foto Andréa Rêgo Barros

Mas, para Ricardo e Fabiana ainda não bastava ter o melhor café e o melhor pão da cidade. Era preciso algo mais. Foi aí que apareceu a franquia internacional de sucos especiais Cosechas, da Costa Rica, atualmente com quase mil lojas espalhadas em vários países. “Um amigo franqueado no Rio de Janeiro me falou muito bem do suco e eu fui lá conhecer.

Adorei, são cremosos e refrescantes. Voltei com a certeza que seria um sucesso em nosso mix, decidido a trazer a primeira operação da marca para o Recife. No Brasil, até então, só havia Cosechas no Rio, São Paulo, Brasília, Goiânia e Salvador”, explica Ricardo Pedroza.

Para completar o mix, era preciso um sorvete de alta qualidade. Foi aí que eles chegaram aos gelatos da Romeo Giulietta, produzidos artesanalmente, aqui no Recife, por um casal de italianos. A proporção de gordura correta e a ausência de conservantes traz um sabor realçado e natural. Não bastasse tantas delícias já consagradas, faltava ainda uma cozinha autoral que trouxesse uma personalidade própria à Casa Chacon.

Para isso, Ricardo e Fabiana convocaram a chef consultora Luara Lima, formada em gastronomia pela Faculdade Senac  e especializada pelo Instituto de Artes Culinárias Mausi Sebess, na Argentina, um dos mais conceituados da América Latina. Ela tem passagens pelo saudoso Chez Georges, pelo Nez, Italian Freddo e foi sócia do Café na Galeria Castro Alves.

Casa Chacon. Foto Andréa Rêgo Barros

Casa Chacon. Foto Andréa Rêgo Barros

“Meu desafio foi trazer a comida de casa pra dentro do restaurante. Como se estivesse recebendo os convidados. Comida de vó”, conta Luara explicando que o cardápio traz também pratos mais sofisticados com massas especiais, lagosta, camarão , mexilhão, lula e peixes.

Ela tabém aproveitou os parceiros da casa, no caso o Galo Padeiro, para criar novidades exclusivas como o croissant de lagosta na manteiga com ervas, o de camarão e o de filé mignon com queijo do reino. Opções veganas e low carb também fazem parte do cardápio servido no café da manhã almoço (incluindo cardápio executivo com preços especiais) e jantar.

A Casa Chacon abre de domingo a domingo, das 9h da manhã às 21h. O espaço acolhedor, com decoração armorial inspirada no ilustre e saudoso vizinho, o escritor Ariano Suassuna, tem 80 lugares numa área de 270m².

Serviço

Onde: Rua do Chacon, 40 – Recife

Telefone: 81. 3039.5404

Inauguração oficial: Quarta 16 de maio

Horário: De domingo a domingo, das 09h às 21h

Face: https://www.facebook.com/casachacon/

Instagram: https://www.instagram.com/casachacon/

Saiba mais sobre as marcas

Galo Padeiro – Eleita a melhor padaria do Recife pouco mais de um ano após abrir as portas, a Galo Padeiro tem como proposta fazer pães com respeito aos ingredientes e ao processo de fermentação. Assim, assa apenas pães de fermentação natural, medida que vale dos mais básicos aos mais especiais, como nas grandes padarias europeias. No Galo Padeiro, os pães não levam qualquer adição de massa pronta, aceleradores ou passam pelo cilindro. Não há atalhos no processo de fabricação.

Kaffe – Com trabalho baseado na chamada Terceira Onda do Café, que busca encurtar a distância entre a produção e o mercado, aproximando e melhorando o relacionamento entre os elos da cadeia, além de fornecer informações mais qualificadas sobre o produto, a Kaffe se destaca, entre outras coisas, por seu processo de torrefação. Na empresa, os donos pilotam a torra dos grãos, o que ocorre de acordo com a demanda. O objetivo é ter sempre café fresco. Os pacotes podem ser comprados a partir de 150g.

Romeo Giulietta – Idealizada por um jovem casal natural do norte da Itália, que enfrentou alguns atropelos antes de conseguir ficar juntos, a Romeo Giulietta abriga gelattos artesanais italianos, com receitas assinadas pelo mestre sorveteiro italiano Palmiro Bruschi.

Cosechas – A marca nasceu em 2008, na Costa Rica, inspirada na ideia de criar um produto fresco, natural e rápido para quem quer cuidar da saúde. A visão de usar verduras e frutas tropicais e frescas mudou a forma como as pessoas pensam em shakes nos locais onde atuam. Além disso, a marca aposta nos sabores exóticos.


A CARA DO CARNAVAL PERNAMBUCANO EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU CAIS DO SERTÃO NO RECIFE ANTIGO

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Quando a vida é uma euforia, da pernambucana Joana Lira, chega ao Cais do Sertão.

A abertura será na próxima terça-feira, 15, às 19h, e a exposição poderá ser vista entre os dias 16 de janeiro e 17 de março com entrada gratuita. De terça a sexta-feira, o horário de visitação é das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h.

Joana Lira foi responsável por imprimir nas ruas de Recife a identidade visual e a cenografia do carnaval pernambucano ao longo de dez anos.

A exposição tem curadoria de Mamé Shimabukuro (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2018).

Em Quando a vida é uma euforia, a artista cria uma nova maneira de olhar para o legado de suas raízes culturais pernambucanas, onde seu universo dialoga entre tradição e modernidade junto ao sentimento desta festa popular tatuada em sua geografia pessoal e deixa impressa sua interpretação de artista-foliã.


75 anos de Lia de Itamaracá, a Rainha da Ciranda de Pernambuco para o Mundo

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Há exatos 75 anos, no ano de 1944, nascia a maior cirandeira do Brasil. Lia de Itamaracá, nascida Maria Madalena Correia do Nascimento, morou a vida inteira na ilha que leva em seu sobrenome.

Entrou nas rodas de ciranda aos 12 anos; a única de 22 filhos a se dedicar à música. Segundo ela, trata-se de “um dom de Deus e uma graça de Iemanjá.”

Começou a ser conhecida como Lia de Itamaracá nos anos 1960 através de um famoso refrão cantado pela compositora Teca Calazans: “Esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na ilha de Itamaracá.”

Mesmo com toda visibilidade, ela preferiu se dedicar a seu trabalho como merendeira numa escola pública da rede estadual.

Nas horas vagas, se dedicava à música e à ciranda, além de cantar e compor cocos de roda e maracatus.

Hoje, internacionalmente conhecida, Lia continua morando na ilha de Itamaracá e possui registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Aos 75 anos, continua cantando e puxando o coco. E suas cirandas seguem ecoando na voz do povo brasileiro com a mesma força de sempre.

Feliz aniversário, Lia.


REFORMA DA PREVIDÊNCIA VAI SER SÓ PARA OS POBRES – Por Augusto Saboia

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Nessa reforma da previdência só quem vai se lascar somos nós do regime geral, o resto fica tudo como dantes, quem quiser acreditar em conto da carochinha que acredite.

Também não vai sair a reforma política nem a fiscal. As corporações públicas e privadas não vão deixar. E não tem presidente de qualquer partido que dê jeito e parta para o confronto.


PRIMEIRA REUNIÃO PARA TENTAR ACHAR UMA SAÍDA PARA O GRANDE PROBLEMA DO HOLIDAY

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SECRETARIA DE MOBILIDADE E CONTROLE URBANO, BOMBEIROS, DEFESA CIVIL, CELPE, COMPESA, EMLURB, POLÍCIA MILITAR, VIGILÂNCIA SANITÁRIA, MORADORES E COMERCIANTES DO EDF. HOLIDAY DISCUTIRAM A PRECÁRIA SITUAÇÃO DO IMÓVEL E PROGRAMARAM MEDIDAS EMERGENCIAIS.

Na reunião, foi instituída uma comissão de moradores/comerciantes para acompanhar a evolução dos trabalhos e determinar novas medidas. Na próxima semana, será realizada nova reunião.


CONHEÇA ALGUMAS GÍRIAS PERNAMBUCANAS

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A gíria é um tipo de linguagem informal que cada grupo cria para substituir expressões oficiais. Por exemplo, em Pernambuco, falar que alguém é “arengueiro” significa que a pessoa gosta de brigar. E normalmente quem começa a confusão está “arretado” com alguma coisa; pernambuquês para irritado. Mas também pode ser um elogio.

“Fulano faz uma comida arretada!” A palavra “acochar” significa apertar, mas “frouxo” não é só algo folgado, é também uma pessoa medrosa. “Brebotes” são aquelas gostosuras que as crianças gostam de comer. Até acham que é “pala” dos pais quando dizem que comer muito doce estraga os dentes.

“Buruçu” e “vuco-vuco” têm a mesma aplicação na hora de reclamar de uma multidão. “Pense num vuco-vuco pra entrar naquela loja!” E o “pirangueiro” é justamente aquele que foge de qualquer loja, que é pra não gastar dinheiro. Enquanto isso, quem não paga o que deve é “xexeiro”.

O “sibito baleado” é aquele moleque magrinho, magrinho. E aqui tudo que é bom, “é massa.” Quem não tem dinheiro é “liso”, quem fala besteira é “leso.”

“Apois, viu”, nosso dicionário regional é muito rico. “Bote fé” que é um dos mais criativos também.

Deixa um comentário aqui com a gíria que você mais usa


BAIRROS DA BOA VISTA E DE SANTO AMARO NO RECIFE

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Em 1681, Luís do Rego Barros instituiu o morgado (forma de propriedade vinculada na qual o seu titular dispõe da renda, mas não dos bens que a produzem) de Santo Amaro das Salinas e também uma capela sob a invocação de Santo Amaro – o protetor de seu pai -, sobre as ruínas do Forte das Salinas, nome que o bairro tem hoje, iniciando a sua ocupação. Já no extremo sul, em 1643, Maurício de Nassau construía uma ponte, induzindo o povoamento na região.

No governo de Henrique Luiz Freire, foi construída a nova Ponte da Boa Vista, dando início ao aterro da área que permitiu nascer a Rua do Aterro (atual Imperatriz), a Rua da Aurora e a Rua Formosa (depois de alargada, Conde da Boa Vista). Até então, o mangue estendia-se das margens do Rio Capibaribe até a Rua do Hospício. Ao norte, os mangues aforados a Cassemiro José de Medeiros foram aterrados, a partir do início do século XIX.

Em 1820, já estavam instalados na área a Fundição d’Aurora, de Cristovão Starr, e a Igreja Anglicana. Em 1855, em terras conquistadas com aterro, surgiram o Ginásio Pernambucano, o novo prédio da Fundição d’Aurora e, em 1875, o prédio da Assembléia Legislativa.

O nome Boa Vista vem do palácio com o mesmo nome construído por Nassau (hoje não mais existe) e, também, da ponte, obras que estimularam a ocupação da área, nascendo a Rua Velha, a Rua da Glória e a Rua da Matriz.

Com as características das residências de classe média da época, ainda podem ser observadas casas do tipo conjugada, porta-e-janela, nas ruas de Santa Cruz, São Gonçalo, da Glória, Alegria, Leão Coroado, Velha e no Pátio de Santa Cruz.

As intervenções havidas durante o século XIX proporcionaram a esse bairro o surgimento de áreas residenciais muito cobiçadas, como a Rua da Aurora, Rua do Sebo (hoje Barão de São Borja) e a Estrada do Mondego ( atual Rua Visconde de Goiana).


RECIFE E O PRIMEIRO TREM URBANO DA AMÉRICA LATINA

TEXTO DE LEONARDO DANTAS SILVA.

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Naquela tarde de cinco de janeiro de 1867, o inusitado ocorreu no Recife… Como já haviam noticiado os jornais, nas ruas da pacata cidade de pouco mais de 116 mil habitantes, passou a circular o primeiro trem urbano da América do Sul; uma espécie dos atuais metrôs de superfície que por muitos anos tornou-se o meio de transporte preferido da maioria dos habitantes do Recife e de Olinda.

Explorados pela Brazilian Street Railway Company, empresa dirigida por ingleses, os trens urbanos receberam o apelido de maxambomba e logo uniram o centro do Recife à povoação de Apipucos, estabelecendo assim a “Linha Principal”; que ao chegar na Estação do Entrocamento (hoje praça do mesmo nome), se bifurcava em três ramais: Linha Principal (Dois Irmãos), Caxangá (Várzea e Caxangá), Arraial (Casa Amarela e Monteiro).

Haviam ainda os ramais com destino a Olinda e Beberibe, que tinha seu itinerário através da atual Avenida João de Barro, se bifurcando na Encruzilhada de Belém, com as composições seguindo pela Estrada de Belém (Olinda) e Estrada de Beberibe (hoje avenida). A primeira linha da maxambomba, entre o bairro portuário e a povoação de Apipucos, foi inaugurada em 5/1/1867, com bitola de 1.219 mm (4 pés), sendo nesse ano estendida ao bairro Dois Irmãos e em 24/6/1870 a Caxangá.

Um ramal para Arraial (Casa Amarela) começou a funcionar em 24/12/1871. O vocábulo, segundo Pereira da Costa, “tem origem fluminense, em cujo estado há uma localidade [hoje Nova Iguaçu] assim chamada”; na antiga Lourenço Marques (hoje Maputo), capital da República de Moçambique, na África Austral, o vocábulo servia para designar certo tido de transporte coletivo (espécie de micro-ônibus); opinando Antenor Nascentes ter ele origem na corruptela de machine pump (bomba mecânica).

Por sua sonoridade, logo ganhou o folclore sendo cantado nos sambas de então: Moça nenhuma / Me faça tromba/ Qu’eu as embarco / Na maxambomba! O preço da passagem na maxambomba era fixado em 200 réis por cada milha do trajeto e logo foram inaugurados os ramais de Dois Irmãos e Caxangá (1870), Olinda (1870) e Arraial (1871).

Com a construção da ponte Lasserre (ponte da Capunga), no final da atual Rua Joaquim Nabuco, as composições da maxambomba cruzaram a Estrada Nova de Caxangá (atual Avenida Caxangá) e atingiram à povoação da Várzea (1885).

Outra linha, com bitola de 1,4 metro, foi instalada por uma nova companhia formada por acionistas locais, a Trilhos Urbanos do Recife – Olinda e Beberibe, fazendo uso de locomotivas inglesas da Manning Wardle e carros de passageiros fabricados por John Stephenson, em New York.

A ligação com Olinda, porém, só veio a ser inaugurada em 20 de junho de 1870, fazendo o trajeto através da Estrada de João de Barros passando pela Encruzilhada, seguindo pela Estrada de Belém até atingir Salgadinho, Duarte Coelho e o Carmo. Na mesma época, foi construído outro ramal que, bifurcando na Encruzilhada de Belém, seguia em direção à povoação de Beberibe, passando pelo Arruda, Água Fria, Porto da Madeira e outras localidades.

Neste mesmo ano de 1870, segundo o relatório da concessionária, o sistema de transportes era composto por cinco locomotivas, onze carros de passageiros e cinco eram destinados aos serviços de carga.

No recordar do escritor Mário Sette, “cada um de que viveu seu tempo [da maxambomba] guardará uma recordação amável, esquecendo a poeira dos vagões, o sacolejo das rodas, as janelas sem vidraças, os atrasos nos desvios, os argueiros de carvão e os pregos dos bancos que furavam as calças novas… Olhamos, de longe, somente o lado bom das maxambombas.

Sem cometer o gesto ingrato daqueles que recitavam os versinhos em voga antigamente: Trepei na bomba / Comi pitomba; / Atirei caroço /Na maxambomba… A maxambomba, tão integrada à paisagem e ao folclore do Recife, funcionou até 1917 quando a Pernambuco Tramways, adquirindo a “Linha Principal”, consolidou um novo tempo: o tempo do bonde elétrico.


COLEÇÃO DE FOTOS DO MASSACRE DE CANUDOS

Percebendo a importância histórica que teria aquele momento, o fotógrafo expedicionário Flávio de Barros fez registros da quarta e última batalha que destruiu o arraial de Canudos.

As fotografias são de 1897 e mostram tanto oficiais do Exército Brasileiro e seus batalhões quanto os sobreviventes da guerra.

A coleção Canudos está disponível na Villa Digital e suas imagens são reproduzidas a partir de álbuns pertencentes ao Museu da República (RJ).

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Foto 1: Tenente-coronel Dantas Barreto, 1897

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Foto 2: 400 Jagunços prisioneiros, 1897

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Foto 3: Polícia do Pará no acampamento, 1897

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Foto 4: 37º batalhão de infanteria na trincheira, 1897

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Foto 5: Mapa Canudos e suas cercanias, 1897

Acesse o acervo completo: https://bit.ly/2H4WvXP


CASA ONDE PAULO FREIRE MOROU CONTINUA ABANDONADA EM PERNAMBUCO

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A casa onde Paulo Freire passou sua juventude, em Jaboatão, encontra-se abandonada. Um centro cultural? Uma biblioteca comunitária? Nada disso! A falta de sensibilidade da prefeitura faz com que a memória do maior educador brasileiro fique no esquecimento. Filósofo, patrono da educação brasileira e educador, Freire é o brasileiro com mais títulos de “Doutor Honoris Causa” no mundo.

Em 2011 ele recebeu o título de cidadão jaboatanense, mas a casa onde o educador viveu nunca foi revitalizada. Desrespeito e falta de sensibilidade pela conservação do patrimônio tem sido a marca desse governo. Esse é o preço que temos de pagar por termos importado um prefeito que desconhece a nossa história.

TEXTO DE PAULO FREIRE SOBRE JABOATÃO:

“A crise econômica de 1929 obrigou a minha família a mudar-se para Jaboatão, onde parecia menos difícil sobreviver. Uma manhã de abril de 1931 chagávamos à uma casa que me marcaria profundamente. Em Jaboatão perdi meu pai. Em Jaboatão experimentei o que é a fome e compreendi a fome dos demais. Em Jaboatão, criança ainda, converti-me em homem graças à dor e ao sofrimento que não me submergiam nas sombras da desesperação.

Em Jaboatão joguei bola com os meninos do povo. Nadei no rio e tive “minha primeira iluminação”: um dia contemplei uma moça despida. Ela me olhou e se pôs a rir… Em Jaboatão, quando tinha dez anos, comecei a pensar que no mundo muitas coisas não andavam bem. Embora fosse criança comecei a perguntar-me o que poderia fazer para ajudar aos homens.”

(texto extraído do livro – Conscientização: ação e prática da libertação)


Três dias após inaugurado, mobiliário urbano na Lapa é danificado

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

 Mobiliário urbano com a frase RioAmaLapa, aparece danificado três dias após inauguração, na Lapa, região central do Rio de Janeiro.

Inaugurado há apenas três dias pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com o objetivo de valorizar a região do Rio Antigo e incentivar a presença de visitantes no bairro não apenas no período noturno, o mobiliário urbano com a frase RioAmaLapa, na Praça Cardeal Câmara, um dos mais conhecidos bairros boêmios da cidade, já se encontra danificado por ações de vândalos.

Quem passar pelo local e deter um olhar mais atento sobre o mobiliário verá que as letras O (que forma apalavra Rio) e L (de Lapa) estão danificadas.

Uma declaração de amor ao bairro, o mobiliário urbano foi instalado pela prefeitura da cidade com o objetivo de criar mais um ponto de atração turística, valorizando a região do Rio Antigo.

Ao participar da solenidade de inauguração do mobiliário, o presidente do Polo Novo Rio Antigo, Thiago Cesário Alvim, manifestou o desejo de que a iniciativa seja “o marco de uma maior atenção para a região”, que é o terceiro destino turístico diurno e o primeiro noturno da cidade.

É comum à noite, principalmente nos finais de semana, a Lapa receber cerca de 20 mil a 30 mil pessoas por dia. Uma consequência imediata da instalação do mobiliário é de que nos finais de tarde, desde a manhã da última quinta-feira (10), são formadas filas, a maioria turistas, querendo tirar foto tendo como pano de fundo o mobiliário.

Na manhã de hoje (13), quando a reportagem da Agência Brasil esteve no local, mesmo com a alta temperatura – a sensação oscila na casa dos 35º C – já havia fila para selfies à frente do mobiliário RioAmaLapa.

A escultura, produzida em chapas galvanizadas com acabamento em pintura automotiva e tratamento anticorrosivo, foi inspirada em peças instaladas em Amsterdã, na Holanda, e Nova York, nos Estados Unidos, onde existem mobiliário urbano com frases idênticas homenageando as duas cidades.

Edição: Fernando Fraga

Agência Brasil


Mary Mansur inaugura o maior salão do Recife

A Maison Home encerra as atividades e dará lugar a novo espaço de beleza

Mary Mansur está concluindo as reformas na sua A Maison. No dia 15 de fevereiro encerra as atividades da Home e o local dará espaço a ampliação  do novo salão Studium Maison, que promete ser o maior do Recife com 45 posições de atendimento. O espaço, onde funcionava o antigo salão, vai se transformar no café,  com ênfase na parte de patisserie e bolos finos. Mary Mansur promete ainda mais do que duplicar o número de cabeleireiros. Atualmente, conta com nove e vai elevar para 20 profissionais. Inclusive, diz que está recrutando nomes famosos que atuam no mercado.

Mary Mansur – Foto: Jose Britto

O primeiro andar do atual Studium Maison continuará ativo para atender noivas e debutantes. A loja A Maison também permanecerá como se encontra.  A previsão de inauguração oficial é para depois do Carnaval.  Veja abaixo algumas imagens de como ficará o novo espaço, comandado por Mary Mansur. A previsão de inauguração oficial é para depois do Carnaval.


MPPE segue reajuste do STF e concede aumento salarial de 16,38% aos promotores e procuradores de Justiça

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Em resolução publicada no Diário Oficial na manhã desta sexta-feira (11), assinada pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, foi concedido aos membros do Ministério Público de Pernambuco (promotores e procuradores de justiça) um aumento salarial de 16,38%, mesmo valor do reajuste dado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do ano passado.

Aposentados e pensionistas também serão contemplados com o aumento, que, segundo o texto da resolução, é retroativo a 27 de novembro de 2018, data da publicação do reajuste do Supremo.

Ainda não foi informado pelo Ministério Público o impacto que a deliberação trará aos cofres públicos.


Obras da BR-101 são retomadas no trecho entre a UFPE e o Ibura

As obras na pista principal devem ser concluídas até o final de fevereiro

Fotos: Pâmella Cavalcanti (Fotos: Pâmella Cavalcanti)

Fotos: Pâmella Cavalcanti

As obras da BR 101, no trecho que corta o Recife de norte a sul, foram retomadas neste sábado (12). Na fase atual, as obras acontecem no trecho entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o bairro do Ibura, onde serão realizados serviços de reconstrução das camadas de asfalto, além da construção dos retornos e sinalização. Dos 30,7 quilômetros desse trecho da rodovia – da cidade do Paulista até Jaboatão dos Guararapes – cerca de 20 quilômetros já foram concluídos.

De acordo com a secretária estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista, a obra contempla agora o principal trecho da rodovia que corta a principal da Região Metropolitana do Recife. “É o contorno mais importante da BR 101, uma obra orçada em R$ 192 milhões, que esteve suspensa por alguns dias para que o governo do Estado prestasse esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ultrapassada essa fase, as obras estão sendo retomadas, para conclusão dos 10 quilômetros restantes”, explicou.

Com a conclusão da obra, espera-se que o tempo de viagem de Paulista até Jaboatão dos Guararapes, que hoje é estimado em três horas, sejá reduzido em 40 minutos. A intervenção contempla também nova sinalização, construção de acostamento e passarelas de pedestres.

Atualmente, cerca de 240 profissionais estão trabalhando na recuperação da BR 101, além de 35 máquinas. A previsão é que as obras na pista principal estejam concluídas até o final de fevereiro próximo. As demais ações – como os novos acostamentos, passarelas e retornos – deverão ser entregues no máximo até novembro, já levando em conta o período de inverno, entre os meses de maio e julho.


Moradores do Recife criam espaços de lazer às margens do Capibaribe

Jardins,praças e parques foram implantados por iniciativa de pessoas comuns para evitar ocupações indevidas na beira do Rio Capibaribe

Área de lazer à beira do rio na Vila Santa Luzia, bairro da Torre / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Área de lazer à beira do rio na Vila Santa Luzia, bairro da Torre

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Praça RioTeca. Praça das Cigarras. Jardim Secreto. Nenhum desses lugares existe formalmente no Recife. Eles são janelas abertas para o Rio Capibaribe por livre e espontânea vontade de moradores que resolveram assumir a tarefa de transformar áreas ribeirinhas degradadas em espaços públicos atrativos na cidade. Tudo é feito com poucos recursos. O principal ingrediente é a vontade de contribuir com um ambiente mais saudável para todos.

É isso que Claudemir Amaro da Silva vem fazendo há 12 anos num trecho do Capibaribe na Vila Santa Luzia, localizada na Torre, bairro da Zona Oeste do Recife. Marceneiro de profissão, ele aproveitou a retirada de palafitas da comunidade Abençoada por Deus das margens do rio plantou árvores e instalou no local uma biblioteca comunitária para as crianças da vila. Depois expandiu com brinquedos, bancos, mesas e criou a Praça RioTeca.

“Algumas pessoas perguntam qual é o meu interesse com isso, elas não entendem que alguém pode fazer o bem sem esperar nada em troca. Eu só quero tomar conta desse pedacinho da beira do rio para ver a alegria das crianças”, declara Claudemir Amaro da Silva. “Se eu não tivesse feito isso, essa área teria sido invadida novamente por barracos, agora temos um espaço de lazer gratuito”, comenta o marceneiro.

Todas as peças da praça são de materiais descartados que ele restaura, remenda e bota para funcionar novamente. A comunidade usa o espaço para confraternizações. “Fiz a festa de aniversário do meu filho aqui, em setembro do ano passado (2018), os convidados amaram, não gastei com brinquedos nem com salão. O lugar é maravilhoso, esse trabalho de Claudemir é lindo”, declara a tapioqueira Natália Costa, mãe de Thiago Renan, 8 anos.

No Poço da Panela, bairro da Zona Norte da cidade, o educador Cristiano Cavendish reveza os cuidados com a família e com a Praça das Cigarras, criada por ele há cerca de oito anos às margens do rio, na frente da casa onde mora. A ideia surgiu por acaso, quando Cristiano Cavendish encontrou na rua um galho de árvore em formato de pássaro e resolveu colocar na beira do Capibaribe. Logo em seguida, a escultura solitária ganharia outras companhias.

“Achei outro galho diferente e também trouxe, fiz banquinhos com tocos de coqueiro e depois ganhei peças de amigos para ampliar o espaço”, afirma. O artista plástico Augusto Férrer doou as esculturas da cigarra e do Dom Quixote; Braz Marinho levou um pêndulo; Maurício Silva colaborou com duas estátuas moldadas como cabeça e a praça foi surgindo. “De repente, era um ponto de encontro, um lugar ventilado e sombreado onde se pode relaxar e ler um livro”, comenta.

A estante de livros colocada na praça, diz ele, começou a estimular o hábito de leitura entre crianças e adultos. “As pessoas pegam livros, deixam outros, levam para casa, devolvem. É uma troca bacana, num lugar precioso do Recife. Quem vem aqui esquece a miséria urbana, até o trânsito é pouco porque a rua não é asfaltada”, observa Cristiano Cavendish. A Praça da Cigarras fica próxima ao Parque Santana.

Secreto

Em outro trecho do Poço da Panela, um grupo de moradores resolveu mudar o destino de um terreno às margens do Capibaribe, no fim da Rua Marquês de Tamandaré, com lama, cheio de mato e usado para o descarte de lixo. “Era um espaço que inspirava medo, hoje é um lugar de convivência”, declaram o empreendedor Fábio Carvalho e o professor de agronomia Rômulo Menezes, participantes do coletivo que deu origem ao Jardim Secreto.

Antes de criar o jardim, o grupo procurou a prefeitura e ouviu do poder público que não havia recursos para recuperar a área degradada e transformá-la numa praça. “Se fôssemos esperar, nada teria sido feito, então, colocamos a mão na massa e começamos a intervenção”, recorda Fábio Carvalho. “Botamos umas plantinhas e em pouco tempo as pessoas passaram a respeitar a nova ocupação do lugar, é um exemplo de que não precisamos de muita coisa para mudar uma realidade”, diz Rômulo Menezes.

A prefeitura, informam, ajudou com a limpeza inicial do terreno e retirou dez caçambas de entulhos. Criado em meados de 2017, o Jardim Secreto é um ambiente que propicia a socialização. “A oportunidade de interação social é o diferencial do Jardim, promovemos rodas de diálogo, eventos, oficinas, as pessoas se relacionam de maneiras diversas”, destaca a artista visual Clara Khan, participante do coletivo.

Conquista

As ocupações espontâneas de espaços públicos no Recife por cidadãos comuns – às margens do Capibaribe e em outras áreas da cidade – são maneiras que a população encontrou para mostrar que pode colaborar com a construção da cidade. E também podem funcionar como provocação ao poder público, na avaliação do arquiteto e urbanista Geraldo Marinho. “As pessoas estão dizendo que, às vezes, é preciso ser mais modesto, porque elas conseguiram transformar áreas usando poucos recursos”, afirma.

Jardins, hortas comunitárias, praças e bibliotecas criadas por moradores na beira do Rio Capibaribe representam uma grande conquista, destaca Geraldo Marinho. “Em termos de cidadania, significa que as pessoas estão tomando iniciativas transformadoras, isso é um ganho para a cidade. Elas estão abrindo espaços públicos agradáveis, confortáveis e seguros para crianças e idosos. São áreas com grande potencial e que poderiam ser mais bem tratadas pela prefeitura.”

Esse tipo de intervenção, diz ele, pode e deve ser replicada na cidade. “É uma forma de a população cobrar da prefeitura e também um alerta para a gestão pública dizer às pessoas que as ações não dependem só do governante, depende de todo mundo”, declara Geraldo Marinho. “Moradores das Graças, por exemplo, poderiam fazer alguma coisa em ruas que levam ao rio enquanto a obra do Parque Capibaribe não avança”, sugere o arquiteto.

Para Geraldo Marinho, quatro fatores contribuem para esse movimento na cidade: a generalização da pauta ambiental; o crescimento do voluntariado nos últimos 15 anos, que faz as pessoas serem ativas onde moram; a difusão do trabalho colaborativo; e a pauta dos espaços públicos, temam, segundo ele, ainda restrito ao meio técnico e político.

Arquiteta e urbanista da Secretaria de Inovação Urbana do Recife, Rebecca Dantas, disse que a prefeitura vem trabalhando para potencializar e oferecer mais estrutura em áreas criadas por iniciativa de moradores. Uma delas é o Jardim Secreto, que ganhará um espaço de convivência transplantado da Casa Cor com mesa bancos, cadeiras e bicicletário. “A pedido de integrantes do grupo, será acrescentada uma jardineira”, informa Rebecca Dantas.

“O morador é o protagonista desse espaço e o novo ponto de convivência do Jardim Secreto é o resultado da união da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada”, afirma a arquiteta. As iniciativas, diz ela, provam que é possível fazer a cidade de forma conjunta.

JC Cidades


Pernambuco registra maior alta de produção industrial do país

A produção cresceu em seis dos 15 locais avaliados na passagem de outubro para novembro. Nacionalmente, a média de crescimento foi de 0,1%

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Na Região Nordeste foi registrada uma queda de 1,3% na produção industrial

A produção industrial cresceu em seis dos 15 locais pesquisados na passagem de outubro para novembro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média de todo o País, a produção industrial nacional subiu 0,1% em novembro ante outubro. Regionalmente, o maior aumento foi em Pernambuco, com alta de 1,4%.

Logo atrás vem Paraná (1,1%) e Ceará (0,9%). O Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou alta de 0,7% na produção da indústria em novembro ante outubro. Além dele, Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Queda

Na contramão, os nove locais pesquisados pelo IBGE em que houve queda na produção industrial em novembro ante outubro foram Goiás (-6,2%), Amazonas (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,2%), Pará (-1,3%), Bahia (-1,2%), Santa Catarina (-0,9%), Região Nordeste (-0,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Mato Grosso (-0,4%).

Já na comparação de novembro de 2018 com igual mês de 2017, a produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados. Em relação a novembro de 2017, a produção caiu 0,9%. Tanto em 2018 quanto em 2017, novembro teve 20 dias úteis, informou o IBGE.

A indústria paulista teve desempenho pior do que a média, com queda de 3,4%. A indústria de Goiás (-14,2%) teve o pior desempenho, “pressionado, em grande parte, pelas quedas observadas nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (medicamentos)”.

Rio de Janeiro (-5,5%), Amazonas (-2,0%), Mato Grosso (-1,6%) e Região Nordeste (-1,3%), Minas Gerais (-0,6%) e Bahia (-0,3%) completaram o conjunto de locais com queda na produção na comparação de novembro de 2018 com igual mês de 2017.

Segmentos

Na contramão da indústria nacional, a produção no Rio Grande do Sul avançou 12,7% nessa base de comparação, com destaque para os segmentos de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e autopeças), máquinas e equipamentos (tratores agrícolas e máquinas para colheita) e produtos de metal (construções pré-fabricadas de metal, revólveres e pistolas, espingardas de caça e artefatos de alumínio, ferro e aço para uso doméstico).

Também houve alta na produção no Pará (8,3%), com destaque para as indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados). Espírito Santo (4,1%), Santa Catarina (3,6%), Ceará (2,9%), Pernambuco (1,2%) e Paraná (0,3%) também registraram taxas positivas em novembro de 2018 ante igual mês de 2017, informou o IBGE.

Estadão Conteúdo