Nordestinos são maioria na fila de espera do novo SUV da Peugeot

Montadora apresentou o modelo nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro

Novo SUV da Peugeot

Novo SUV da PeugeotFoto: Divulgação

Engana-se quem acha que o Nordeste não está de olho no mercado Premium de automóveis. Prova disso é o desempenho que a Peugeot tem conseguido na região com o novo 3008. Na apresentação do modelo, nesta quinta-feira (22) no Rio de Janeiro, a montadora revelou que os consumidores nordestinos são maioria na fila de espera do novo SUV, que custa R$ 135.990.

“O nordestino é, hoje, quem mais espera esse carro”, revelou a diretora geral da Peugeot Brasil, Ana Teresa Borsari. Ela contou que o 3008 chega ao Brasil só em julho, mas já é um sucesso no País. Foram necessárias apenas duas horas para que as 50 unidades colocadas em pré-venda fossem adquiridas na última terça-feira (20). Por isso, a Peugeot decidiu abrir uma lista de espera nesta quinta. Desta vez, mais 100 pessoas anteciparam a compra do 3008. E a maioria delas é do Nordeste. “Não tenho nenhum medo de que o 3008 não seja um sucesso comercial na região”, concluiu Ana.

De olho a esta grande procura, a Peugeot disse também que está em negociação para trazer mais carros da França para o Brasil,. Até o momento, só foram liberados 250 unidades por mês, número que já é considerado insuficiente pela montadora. E isso se explica porque há fila de espera até na Europa. Lá, é preciso esperar cerca de cinco meses pelo modelo.

Concessionárias
A diretora da Peugeot Brasil ainda contou que a montadora continua com planos de expandir a sua rede de concessionárias no Brasil, inclusive no Nordeste. A expectativa é de que mais 10 pontos de venda sejam abertos ainda neste ano. E já conversas para que uma delas vá para o Recife. “Estamos com um novo grupo no Recife. Será a segunda nova concessionária da cidade”, revelou Ana.

Preços
Produzido na França, o Peugeot 3008 é vendido em versão única, com uma extensa lista de itens de séries, por R$ 135.990. Só é preciso pagar valores adicionais pela pintura metálica, que chega a R$ 2,1 mil, mas não é necessária na nova cor cobre.

*A repórter viajou a convite da Peugeot.

Por: Marina Barbosa*, da Folha de Pernambuco


Premiê da Noruega cobra solução para a corrupção no Brasil

Presidente cometeu gafe ao dizer que iria se reunir com ‘rei da Suécia’, país vizinho

OSLO – A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, não poupou críticas à corrupção no Brasil em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente Michel Temer. O brasileiro, durante sua fala, garantiu que a democracia está “plantada” e as instituições funcionando com “liberdade”. Mas cometeu uma gafe ao dizer que iria se reunir ainda nesta sexta-feira com o rei da Suécia – na verdade, ele estará com o monarca norueguês, Harald V.

Estamos preocupados com a Lava Jato e é preciso fazer uma limpeza e encontrar uma solução”, disse a chefe-do-governo norueguês, que apontou que o Brasil vive um período “desafiados” e “turbulência”. Oslo investiga empresas locais que são suspeitas de terem feito pagamentos de propinas para ex-diretores da Petrobras, entre eles Jorge Zelada, da cota do PMDB dentro da estatal brasileira. No total, quatro contas já foram bloqueadas na Suíça.
Ao tomar a palavra, Temer se confundiu e ao citar seus comprissos, indicou que estaria com o “Parlamento Brasileiro” e com o “rei da Suécia”. A agenda estabelece um encontro com o parlamento e o monarca norueguês

Temer também insistiu em dar um tom de normalidade. “As instituições funcionam com regularidade extraordinária e liberdade extraordinária”, disse. “A democracia é algo plantado formalmente pela Constituição e praticada na realidade”, insistiu. “Não é sem razão que as medidas tomadas são amparadas pela Constituição, prestigiadas e incentivadas pelo governo”, afirmou.

“É o pensamento dela. Nós respeitamos”, disse Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo e que insistiu que não ouviu ela falar em Lava Jato. “Ela não falou de Lava Jato”, insistiu.

Segundo ele, Temer está “sereno” diante de uma eventual denuncia por parte do Ministério Público.  O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou disponível nesta quinta-feira, 22, uma cópia digital dos autos do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer para a Procuradoria-Geral da República o que, na prática, abre um prazo de cinco dias para que o órgão apresente a denúncia contra o peemedebista.

O ministro também pediu para que a Polícia Federal remeta, “tão logo ultimados”, o relatório final sobre o caso e a perícia feita da gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, do Grupo J&F. A PF havia pedido um prazo extra de cinco dias para concluir as investigações. Para economizar tempo, Fachin determinou ainda que, assim que a PF enviar os documentos faltantes, o conteúdo deverá ser automaticamente remetido ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Vamos esperar e, se sair a denúncia, veremos os autos para tomar as medidas”, insistiu Imbassahy. O ministro não acredita que o processo possa atrapalhar as votações no Congresso. “Tivemos isso com a Odebrecht e tudo que tinha de ser votado foi votado”, argumentou.

Temer, em sua fala, voltou a mencionar o fato de que tem “muito apoio do Congresso nacional” para realizar suas reformas e que o “suporte” do governo é o “diálogo”.

O presidente, mesmo ao falar com a imprensa brasileira de forma separada, não comentou a possibilidade da denúncia e disse que apenas falaria sobre sua agenda na Noruega.

Clima. Além de cobrar soluções sobre a corrupção, Solberg deixou claro que está “preocupada” com o desmatamento no Brasil e com as “forças que querem reduzir” a proteção ambiental no País. Ela confirmou que, diante da situação, haverá um corte do envio de dinheiro de Oslo ao Fundo da Amazônia, no valor de quase R$ 200 milhões. “Haverá um menor pagamento em 2017”, disse.

De acordo com ela, Temer “escutou” as preocupações do governo norueguês. “Esperamos que ele possa atuar”, disse.

Temer, por sua vez, voltou a insistir nas medidas tomadas pelo governo. Mas precisou de ajuda dos ministros para se lembrar do nome do parque nacional que foi ampliado em seu governo. Segundo ele, medidas que reduziriam áreas de proteção foram vetadas.

Depois, aos jornalistas brasileiros, ele minimizou o corte de recursos para a proteção ambiental. “Eles colaboram enormemente para o Fundo Amazônia. As explicações dadas por mim e pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, deixaram claro que há uma revisão desses aspectos”, completou.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo


Refinaria Abreu e Lima: obras serão retomadas nas próximas semanas

Obras da Refinaria serão retomadas nas próximas semanas, anuncia Petrobras. Empresa foi contratada para concluir as obras das Unidades de Tratamento de Águas Ácidas e de Tratamento com Metildietanolamina

Em Suape, Refinaria foi concebida para ser uma das mais modernas do País Foto: Arthur Mota

As obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Suape, na Região Metropolitana do Recife, devem ser parcialmente retomadas.

A informação foi anunciada nesta quinta-feira (22) pela Petrobras e a carteira de enxofre da Refinaria é o alvo. A RNEST está em operação desde 2014, mas algumas obras estão paradas há três anos.

De acordo com o anúncio, as obras da Unidade de Tratamento de Águas Ácidas (UTAA) e Unidade de Tratamento com Metildietanolamina (MDEA), e suas interligações, serão retomadas já nas próximas semanas.

A empresa contratada foi o Consórcio Conenge SC/ Possebon.

A Unidade de Tratamento de Águas Ácidas e a de Tratamento com Metildietanolamina são responsáveis pelo tratamento dos líquidos e dos gases que sobram no processo de produzir combustíveis com baixo teor de poluentes, como o Diesel S-10 (diesel que tem até 10 partes por milhão de enxofre). A MDEA, especificamente, irá produzir ácido sulfúrico, que pode ser usado na produção de fertilizantes e no processamento de minérios.

Do Portal Folha PE


MP exige R$ 50 mi de Assad para fechar delação

R$ 50 milhões de multa

O Ministério Público Federal endureceu a negociação com o doleiro Adir Assad, que operava em SP e discute os termos de uma delação premiada. Ela está na reta final. Mas, para fechar o acordo, os procuradores exigem pagamento de multa de R$ 50 milhões.

As conversas iniciais giravam em torno de multa de R$ 100 milhões, valor que baixou conforme as tratativas evoluíram. O MP, porém, acredita que chegou ao piso e não está mais disposto a ceder.

As garantias apresentadas inicialmente pelo doleiro foram avaliadas como frágeis. As negociações emperraram por um tempo, mas acabaram prosperando.

Adir Assad é tido como operador central de desvios de obras dos governos tucanos em SP. Um dos personagens que ele promete envolver é Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa entre 2007 e 2010, na gestão de José Serra no governo paulista.

Folha de s. Paulo – Mônica Bergamo


Presidente da Eletrobras chama funcionários de “vagabundos”

Divulgação
© Fornecido por Forbes Brasil Divulgação
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., chamou os funcionários da estatal de “vagabundos” e “safados”, de acordo com um áudio vazado de uma reunião do plano de reestruturação da companhia e divulgado pela revista “Veja”. “São 40% de cara que é inútil [sic], não serve para nada, ganhando uma gratificação, um telefone, uma vaga de garagem, uma secretária. Vocês me perdoem.A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público”, diz Ferreira no áudio. O presidente da estatal se referia ao excesso de cargos de liderança. “Temos muito mais gerentes do que precisa. Temos um monte de safado, lamentavelmente, que ganha lá 30, 40 paus [mil reais]. Tá lá em cima, sentadinho.”O áudio foi o estopim para a paralisação dos funcionários promovida pelo sindicato da empresa nesta quinta-feira (22). A repercussão levou Ferreira a pedir desculpas e reconhecer que excedeu o tom ao falar de “situações inaceitáveis dentro de uma empresa do porte da Eletrobras, como falta de comprometimento de alguns gerentes”.

Ferreira assumiu a presidência da Eletrobras no ano passado, após o impeachment de Dilma Rousseff. O objetivo do executivo é realizar um plano de reestruturação que visa cortar custos, assim finalizando a crise financeira pela qual a companhia está enfrentando no momento.

Uma das medidas é reduzir o quadro de funcionários de 23 mil para 12 mil, além da venda de imóveis administrativos e de distribuidoras de energia do grupo. O objetivo é chegar a uma economia de R$ 2,5 bilhões.

Forbes Brasil
Leandro Manzoni


Enquanto Rio privatiza, por que Paris, Berlim e outras 265 cidades reestatizaram saneamento?

O estudo aponta para incompatibilidades entre o papel social de uma companhia de água e saneamento com as necessidades de um grupo privado. Os serviços providos são direitos humanos fundamentais, atrelados à saúde pública e que, pelas especificidades do setor, precisam operar como monopólio.

Entretanto, ela frisa a importância de se conhecer os riscos que uma privatização do fornecimento de água pode trazer e as dificuldades de se reverter o processo.

Nos últimos dois anos, foram listados 32 casos a mais na área hídrica, mas o estudo foi expandido para observar a tendência de reestatização em outras áreas – fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo, transporte, educação, saúde e serviços sociais, somando um total de sete áreas diferentes.

À época, o banco anunciou que 18 Estados haviam decidido aderir ao programa de concessão de companhias de água e esgoto – do Acre a Santa Catarina.

Satoko Kishimoto, uma das autoras da pesquisa publicada nesta sexta-feira, afirma que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes. Ela é coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI), centro de pesquisas com sede na Holanda.

O caso do Rio, e da Cedae, é semelhante ao de outros países em que a privatização de serviços públicos é exigido por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial como contrapartida para socorro financeiro.

“Quando as autoridades locais entram em conflito com uma companhia, vemos batalhas judiciais sem fim. Em geral, as empresas podem mobilizar muito mais recursos, enquanto o poder público tem recursos limitados, e muitas vezes depende de dinheiro proveniente de impostos para enfrentar o processo.”

Cano de esgotoDireito de imagem Bluberries/Getty Images
Image caption Serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes são motivos para a reestatização

Enquanto iniciativas para privatizar sistemas de saneamento avançam no Brasil, um estudo indica que esforços para fazer exatamente o inverso – devolver a gestão do tratamento e fornecimento de água às mãos públicas – continua a ser uma tendência global crescente.

De acordo com um mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias, da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização, de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, de acordo com o estudo, só se conheciam três casos.

Em geral, observamos que as cidades estão voltando atrás porque constatam que as privatizações ou parcerias público-privadas (PPPs) acarretam tarifas muito altas, não cumprem promessas feitas inicialmente e operam com falta de transparência, entre uma série de problemas que vimos caso a caso”, explica Satoko à BBC Brasil.

O estudo detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás – uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz.

Sakoto KishimotoDireito de imagem Divulgação
Image caption Sakoto Kishimoto, coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI)

Privatizações a caminho

A tendência, vista com força sobretudo na Europa, vai no caminho contrário ao movimento que vem sendo feito no Brasil para promover a concessão de sistemas de esgoto para a iniciativa privada.

O BNDES vem incentivando a atuação do setor privado na área de saneamento, e, no fim do ano passado, lançou um edital visando a privatização de empresas estatais, a concessão de serviços ou a criação de parcerias público-privadas.

 Rio de Janeiro foi o primeiro se posicionar pela privatização. A venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) é uma das condições impostas pelo governo federal para o pacote de socorro à crise financeira do Estado.

A privatização da Cedae foi aprovada em fevereiro deste ano pela Alerj, gerando controvérsia e protestos no Estado. De acordo com a lei aprovada, o Rio tem um ano para definir como será feita a privatização. Semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou um acordo com o BNDES para realizar estudos de modelagem.

Da água à coleta de lixo, 835 casos de reestatização

Satoko e sua equipe começaram a mapear as ocorrências em 2007, o que levou à criação de um “mapa das remunicipalizações” em parceria com o Observatório Corporativo Europeu.

O site monitora casos de remunicipalização – que podem ocorrer de maneiras variadas, desde privatizações desfeitas com o poder público comprando o controle que detinha “de volta”, a interrupção do contrato de concessão ou o resgate da gestão pública após o fim de um período de concessão.

A análise das informações coletadas ao longo dos anos deu margem ao estudo. De acordo com a primeira edição, entre 2000 e 2015 foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas.

Em todas esses setores, foram identificados 835 casos de remunicipalização entre o ano de 2000 e janeiro de 2017 – em cidades grandes e capitais, em áreas rurais ou grandes centros urbanos. A grande maioria dos casos ocorreu de 2009 para cá, 693 ao todo – indicando um incremento na tendência.

O resgate ou a criação de novos sistemas geridos por municípios na área de energia liderou a lista, com 311 casos – 90% deles na Alemanha.

A retomada da gestão pública da água ficou em segundo lugar. Dos 267 casos, 106 – a grande maioria – foram observados na França, país que foi pioneiro nas privatizações no setor e é sede das multinacionais Suez e Veolia, líderes globais na área.

ETA GuanduDireito de imagem Cosme Aquino
Image caption Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu (RJ)

Fácil fazer, difícil voltar atrás

De acordo com o estudo, cerca de 90% dos sistemas de água mundiais ainda são de gestão pública. As privatizações no setor começaram a ser realizadas nos anos 1990 e seguem como uma forte tendência, em muitos casos impulsionadas por cenários de austeridade e crises fiscais.

Satoko diz ser uma “missão impossível” chegar a números absolutos para comparar as remunicipalizações, de um lado, e as privatizações, de outro. Estas podem ocorrer em moldes muito diferentes, seja por meio de concessões de serviços públicos por determinados períodos, privatizações parciais ou venda definitiva dos ativos do Estado.

Autoridades que tomam essa decisão precisam saber que um número significativo de cidades e estados tiveram razões fortes para retornar ao sistema público”, aponta Satoko.

“Se você for por esse caminho, precisa de uma análise técnica e financeira muito cuidadosa e de um debate profundo antes de tomar a decisão. Porque o caminho de volta é muito mais difícil e oneroso”, alerta, ressaltando que, nos muitos casos que o modelo fracassou, é a população que paga o preço.

Como exemplo ela cita Apple Valley, cidade de 70 mil habitantes na Califórnia. Desde 2014, a prefeitura vem tentando se reapropriar do sistema de fornecimento e tratamento de água por causa do aumento de preços praticado pela concessionária (Apple Valley Ranchos, a AVR), que aumentou as tarifas em 65% entre 2002 e 2015.

Litígios dispendiosos

A maioria da população declarou apoio à remunicipalização, mas a companhia de água rejeitou a oferta de compra pela prefeitura. Em 2015, a cidade de Apple Valley entrou com uma ação de desapropriação, e o processo agora levar alguns anos para ser concluído.

Satoko afirma que há inúmeros casos de litígios similares, extremamente dispendiosos aos cofres públicos e que geralmente refletem um desequilíbrio de recursos entre as esferas públicas e privadas.

Outro exemplo que destaca é o de Berlim, onde o governo privatizou 49,99% do sistema hídrico em 1999. A medida foi extremamente impopular e, após anos de mobilização de moradores – e um referendo em 2011 -, ela foi revertida por completo em 2013. Foi uma vitória popular, diz Satoko, mas por outro lado o Estado precisou pagar 1,3 bilhão de euros para reaver o que antes já lhe pertencia.

É um caso muito interessante, porque a iniciativa popular conseguiu motivar a desprivatização”, diz Satoko. “Mas isso gerou uma grande dívida para o Estado, que vai ser paga pela população ao longo de 30 anos.”

Moeda de troca para austeridade

Já tem uma década que a Lei do Saneamento Básico entrou em vigor no Brasil, mas metade do país continua sem acesso a sistemas de esgoto. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 50,3% dos brasileiros têm acesso a coleta de esgoto. Para a outra metade do país – 100 milhões de pessoas – o jeito de lidar com dejetos é recorrer a fossas sanitárias ou jogar o esgoto diretamente em rios. Já o abastecimento de água alcança hoje 83% dos brasileiros.

Satoko lembra o caso da Grécia, onde a privatização das companhias de água que abastecem as duas maiores cidades do país, Atenas e Thessaloniki, era uma das exigências do programa de resgate ao país.

“É um approach absolutamente injusto, porque a companhia de águas é vendida meramente para pagar uma dívida. Mas, com isso, o dinheiro entra no orçamento público e imediatamente desaparece. Depois disso, a empresa já saiu das mãos públicas – ou indefinidamente, ou por períodos de concessão muito longos, que costumam ser de entre 20 a 30 anos “, pondera.

Luiz Fernando Pezão e Paulo Rabello de Castro

Direito de imagem André Telles Image caption Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (direita), assina acordo de cooperação técnica com presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, para que o banco faça a modelagem da concessão da Cedae.

Lógica do lucro ‘incompatível’ com serviços

No papel, a Cedae é uma empresa de economia mista, mas o governo estadual do Rio detém 99,9% das ações. A companhia atende cerca de 12 milhões de pessoas em 64 municípios.

Apesar das muitas deficiências que costumam ser apontados na qualidade e na abrangência do serviço prestado, a empresa tem ganhos expressivos: só em 2016 o lucro foi de R$ 379 milhões, contra R$ 249 milhões em 2015 – um incremento de 52%.

Satoko afirma que o argumento da ineficiência de sistemas públicos de esgoto não podem ser uma justificativa para a privatização.

“Seus defensores apresentam a privatização como a única solução, mas há muitos bons exemplos no mundo de uma gestão pública eficiente. Afinal, 90% do fornecimento de água no mundo é público”, lembra. “A solução não é privatizar, e sim democratizar os serviços públicos.”

Satoko considera que grupos privados não têm incentivo para fazer investimentos básicos que não teriam uma contrapartida do ponto de vista empresarial. No caso do Rio, por exemplo, investimentos necessários para aumentar o saneamento em áreas carentes não dariam retorno.

“Com a concessão para grupos privados, a lógica de operação da companhia muda completamente. Os ativos não pertencem mais ao público. Ela passa a ter que gerar lucros e dividendos que sejam distribuídos para acionistas”, diz Satoko.

“O risco é enorme. Sistemas de água não pertencem ao governo, e sim ao povo. Se esse direito se perde, torna-se mais difícil implementar políticas públicas.”

A discussão necessária, considera, é como tornar uma companhia de saneamento mais eficiente e lucrativa para a sociedade. Quando a dívida pública se estabelece como prioridade, não há mais espaço para esse debate.


PF apreende joias de Adriana Ancelmo no Rio de Janeiro

PF apreende mais de R$ 5 mi em contrabando no aeroporto do Rio: A carga continha celulares de última geração, equipamentos hospitalares, computadores e outros equipamentos de informática

© Agência Brasil – A carga continha celulares de última geração, equipamentos hospitalares, computadores e outros equipamentos de informática

A Polícia Federal realizou uma operação nas ruas da zona sul do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (23) para cumprir dois mandados de busca e apreensão. De acordo com o UOL, trata-se de uma operação complementar às investigações da Lava Jato.

Os agentes estavam em busca de joias de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, que estariam desaparecidas. A PF tenta reaver 149 joias, de um total de 189, que teriam sido comprados como uma forma de lavar dinheiro oriundo de corrupção.

Segundo o G1, pelo menos 15 joias foram apreendidas em endereço ligados a mulher do ex-governador do Rio.

Os alvos foram um apartamento no Jardim Botânico, onde vive a ex-governanta de Adriana, Gilda Maria de Souza Vieira da Silva, e um prédio em Ipanema, onde mora Lucia Ancelmo Mansur, irmã da ex-primeira dama.

O apartamento da cunhada do ex-governador, em Ipanema, foi vasculhado pelos agentes da PF. Segundo as investigações, algumas joias apreendidas foram compradas por Adriana e teriam sido dadas de presente a uma sobrinha, filha de Nusia.

Notícias ao Minuto


Schin produz primeiro videoclipe de Luiz Gonzaga

Asa Branca, composição de 1947 de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, acaba de completar 70 anos

Setenta anos se passaram desde que a música Asa Branca conquistou o Brasil e o mundo, ecoando a voz do povo nordestino e sua luta contra a seca. A composição de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em parceria com Humberto Teixeira nasceu em1947 e permanece atual. Por todo o seu simbolismo e representatividade na obra de Gonzagão (1912 – 1989), a Schin, cerveja do jeito que o povo gosta, decidiu produzir o primeiro videoclipe de Luiz Gonzaga, reforçando sua homenagem ao principal músico do Nordeste que dá voz à campanha de comunicação, que está dentro do movimento #eternogonzagão, que também conta com filme de TV, latas comemorativas, mídia externa, ações no digital, patrocínio de eventos e ativação nos pontos de vendas de Pernambuco e Bahia.

“Esta é uma iniciativa arrojada e inédita. Quando nos debruçamos sobre a obra do grande artista Gonzagão e nos deparamos com as mais de 600 músicas e 200 discos gravados, sentimos falta de um projeto audiovisual que evidenciasse toda a beleza do sertão nordestino e sua riqueza musical. Com os novos recursos tecnológicos, pudemos resgatar e ampliar a força do vinil e a voz deste pernambucano que tantas emoções nos traz com esta grande composição, considerada o Hino do Nordeste”, afirma o gerente de Marketing de Schin, Bruno Piccirello.

As tomadas foram realizadas em Exu, interior de Pernambuco, cidade que fica cerca de 600 km de Recife, terra de Luiz Gonzaga, seu filho mais ilustre. Mais de 12 horas foram necessárias para a produção do videoclipe, que traz cenas de lugares por onde viveu Luiz Gonzaga. As imagens do artista pernambucano são do acervo da TV Cultura.

A gravação reuniu cerca de 70 músicos, tocadores de sanfona, triângulo e zabumba, entre eles Oswaldinho do Acordeon, grande parceiro de Gonzagão, e outros sanfoneiros renomados de todo o Brasil: Clayton Sobrinho Gama, Ana Caroline Lourenço da Silva, Sarah Assis, João Roberto de Santana Alves, Terezinha Bezerra Chaves, Lulinha Alencar, Enok Virgolino Dantas, José Marcelino da Silva; o zabumbeiro José Ferreira de Souza, os trianguleiros José Aluizio Cruz e Estevão Ferreira Júnior, que, além da sanfona, também participa como vocal na gravação. A concepção e produção do filme é da agência New Style.

“Resgatar a tradição é a maior inovação que poderíamos trazer para o São João de Schin. Trazer o Gonzagão de volta em uma grande homenagem, dando a oportunidade aos fãs de assistir ao seu primeiro videoclipe, permite às pessoas se reconectarem aos valores do São João, do Nordeste, da música e cultura brasileira. Isso tem tudo a ver com a Schin, uma marca democrática, brasileira e que conversa com todos”, explica o CCO da NewStyle, Thomas Tagliaferro.

O lançamento do videoclipe foi realizado no dia 22 de junho. A produção já pode ser vista nos canais oficiais de Schin nas redes sociais: Facebook: facebook.com/schin.oficial, no canal da Schin no YouTube  eInstagram: @schin_oficial. Mais informações também podem ser encontradas no site: https://www.schin.com.br/

Ficha técnica:

Agência: NewStyle

Cliente: Heineken Brasil

Marca: Schin

Título: #eternogonzagao

CEO: Pipo Calazans

CCO: Thomas Tagliaferro

Direção de Criação: Pipo Calazans e Thomas Tagliaferro

Criação: Pipo Calazans, Thomas Tagliaferro, Luciano Rios, Alan Ferrazza, Manuel Veiga, Thiago Campelo, Rafael Nascimento e Renato Borges

Planejamento: Thiago Nascimento, Leonardo Ribeiro

Produção: Tatiana Monteiro, Dani Sevilha

RTVC: Alessandra Costa

Atendimento: Lucimari Nakamura e Jordana Araujo

Aprovado por: Glaucia Gouveia, Bruno Piccirello, Murilo Marchi

Produtora de vídeo: Zeppelin Filmes

Direção de Cena: Rodrigo Zanchini

Direção de Fotografia: Felipe Hermini

Direção de Produção: Bernie Walbenny

1a Assistente de Direção: Priscila Romo

Montador: André Sposito

Produtora de Áudio: Brisa

Direção de Produção: Heloisa Aidar

Direção Musical: Marcio Arantes

Curadoria e Produção Musical: Mariana Aydar

Produção: Priscila Melo

Mixagem: Lenza

Masterização: Fernando Sanshes

Sobre a HEINEKEN Brasil

A HEINEKEN Brasil chegou ao país em maio de 2010, após a aquisição da divisão de cerveja do Grupo FEMSA e, em 2017, adquiriu a Brasil Kirin Holding S.A (“Brasil Kirin”), tornando-se o segundo player no mercado brasileiro de cervejas. No Brasil, a empresa gera mais de 10 mil empregos e tem 16 fábricas localizadas em Alagoinhas (BA), Alexânia (GO), Araraquara (SP), Benevides (PA), Blumenau (SC), Campos de Jordão (SP), Caxias (MA), Horizonte (CE), Igarassu (PE), Igrejinha (RS), Itu (SP), Jacareí (SP), Manaus (AM), Pacatuba (CE), Ponta Grossa (PR) e Recife (PE). O portfólio de cervejas é composto por Heineken, Desperados, Sol, Kaiser, Bavária, Bavária Premium, Baviera 0,0%, Xingu, Amstel, Kirin Ichiban, Schin, No Grau, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra e Glacial. O portfólio não alcoólico inclui refrigerantes, sucos, energético e água como Água Schin, Itubaína, K Energy Drink, Schin Tônica, Skinka, Viva Schin, Viva Schin Mini. A empresa importa Dos Equis, do México, Birra Moretti, da Itália e Edelweiss, da Áustria. Com sede em São Paulo, é uma subsidiária da HEINEKEN NV, a maior cervejeira da Europa, a segunda em termos de rentabilidade e a terceira em volume. A HEINEKEN opera 170 cervejarias em mais de 70 países.


Cinco praias nordestinas para fugir do frio

Na saga “Game of Thrones” cuja sétima temporada vem sendo aguardada ansiosamente pelos fãs, em julho, o grande desafio é sobreviver ao inverno muitos graus abaixo de zero e derrotar o inimigo sem morrer ou congelar. Na nossa realidade, o calendário marca a chegada da estação mais gelada do ano para esta quarta-feira, 21 de junho de 2017.

Não há nada que os amantes das altas temperaturas possam fazer para evitar o frio que se aproxima, no entanto, sempre existe a possibilidade de migrar para o norte e fugir, mesmo que por poucos dias, da estação mais fria do ano para aproveitar o calor e curtir uma praia em pleno inverno.

Aqui vai portanto, uma dica boa com  5 praias do nordeste onde o inverno não tem vez!

Confira a lista, prepare as malas e #partiu calor!

1-    Pratagy, Alagoas

 

Na capital alagoana, a sugestão fica por conta da paradisíaca e deserta Praia de Pratagy, que é uma das mais belas e tranqüilas de Maceió. Destaque para o exuberante contraste de cores oferecido pelo local, que se vê envolto não só pela imensidão azul turquesa do mar que banha a alvíssima areia da praia, mas também pela presença do sol, presente de janeiro a janeiro. Quem quiser tornar a experiência ainda mais cômoda, o Pratagy Beach All Inclusive Resort surge como opção de hospedagem…

2-    Jericoacoara, Ceará

Jericoacoara está longe de ser uma praia comum. O lugar ésimplesmente fantástico! Tanto é que, em 1994, o jornal The WashingtonPost classificou a praia cearense com uma das dez mais bonitas doplaneta. Cerca de 20 anos depois, o portal de notícias americano TheHuffington Post selecionou Jericoacoara como a quarta melhor praia domundo. Bem, com tantas recomendações assim, está claro que o lugarnão deve ficar de fora do seu roteiro, não é mesmo? Jericoacoara fica a 300 km deFortaleza e é uma excelente opção para fugir do frio…

3-    Praia do Francês, Alagoas

Localizada a apenas 18 quilômetros de Maceió, no município de Marechal Deodoro, a Praia do Francês, que leva esse nome por conta da exploração de contrabandistas franceses, é reconhecida tanto pela sua exuberante beleza, quanto pela boa infra-estrutura. Bastante procurada por surfistas, por oferecer as “melhores ondas” do estado alagoano, o local oferece diversos atrativos, como passeios de barcos e visitação as famosas piscinas naturais do estado.

4-    Praia da Pipa, Rio Grande do Norte

 

A 85 quilômetros de distância da capital Natal, no município de Tibau do Sul, a estonteante Praia da Pipa se destaca por oferecer tranquilidade e badalação na mesma proporção, agradando assim os mais variados perfis de viajantes. O local dispõe de diversas opções de atividades, que variam desde passeios de barcos e buggy a mergulho com golfinhos. A Baía dos Golfinhos, aliás, é um ótimo ponto de observação desses simpáticos animais.

5-    Porto de Galinhas, Pernambuco

Famosa pela diversidade de belezas naturais, esta belíssima praia pernambucana, localizada a apenas 50 quilômetros de Recife, no município de Ipojuca, encanta tanto pela tonalidade da água, quanto pelo rico ecossistema marinho, onde a fauna e flora exibem-se em meio os paradisíacos recifes de corais.  

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Lalá Café muda de endereço e renova cardápio no Recife

Lalá Café muda de endereço e renova cardápio

Mantendo o toque afetivo na cozinha, o Lalá Café aposta em um cardápio cheio de novidades no seu novo endereço. Um casarão antigo na Rua Amélia, nas Graças, compartilhado com a loja de móveis Muma, preserva o clima aconchegante de casa de vó, essência presente da marca, e vira cenário para apreciação de crepes e novas entradinhas assinadas pelo chef André Mendonça. As delícias se somam a sucessos da casa, como a sobremesa colinho de vó, o sanduíche de pernil e o coffee shake.

Apostas do Lalá, os crepes chegam às mesas em dez sabores. Cada um deles leva o nome de um grande disco de cantoras brasileiras. O Tropix (R$ 26,50) é recheado com pernil, chutney de maçã e relish de repolho agridoce. Já o ‘Barulhinho bom’ (R$ 27,00) recebe recheio de calabresa levemente apimentada, com cubinhos de abacaxi na chapa e creme de queijo, enquanto que o Divino Maravilhoso (R$ 28,90) tem massa rendada de provolone, camarão no azeite e alho, molho de cream cheese e gorgonzola mais pedacinhos de manga chapeados e rúcula.

A opção batizada de Sem pecado e sem juízo (R$ 23,90) é o crepe da sobremesa colinho de vó, uma das opções de recheio doce, que leva massa de chocolate, cubinhos de brownie, sorvete de creme e farofinha de leite ninho. Entre as entradinhas, são novidades os dadinhos de provolone maçaricados com porção de redução de uva (R$ 12,50) e chips de banana com guacamole e cubinhos de bacon (R$ 15,50).

O crepe Sem Pecado tem aparência criativa e crocante (Fotos: Divulgação)

Entre as bebidas, há quatro novas opções de café, sendo dois quentes e dois gelados. Na primeira categoria, estão  o machiatto e o latte mascavo, que fez sucesso no Recife Coffee e foi incorporado ao cardápio. Na segunda, entram o café limão, uma misturinha de café, sorvete de creme, brigadeiro, toque de limão e amêndoas, e o capuccino gelado.

No novo espaço, o painel de lambe lambe que cobre as paredes ganhou 8 metros de comprimento, todo feito de colagens pelo designer André Rebouças.

SERVIÇO
Lalá Café
Rua Amélia, 470, Graças
Funcionamento: De terça a sexta-feira, das 13h às 21h; aos sábados e domingos, das 15h às 20h.


Empresários lançam selo de paisagismo e arquitetura de eventos no Recife

Villa Garden Eventos - Crédito: Divulgação

Villa Garden Eventos – Crédito: Divulgação

Luciano Lacerda, Janaína Guerra, Felipe e Sophia Reinaux, da Villa Garden, lançam, no dia 27 de junho, sua nova Villa Garden Eventos. O novo braço do selo será voltado para atender casamentos e outros eventos.

Os empresários agora vão preparar a arquitetura e paisagismo, junto a uma equipe multiprofissional. A promessa é que todos os detalhes do projeto sejam entregues em 60 dias, com todos os detalhes e vontades do cliente.

Yuri Bruscky, gerente de eventos, Janaína Guerra e Luciano Lacerda - Crédito: Divulgação

Yuri Bruscky, gerente de eventos, Janaína Guerra e Luciano Lacerda – Crédito: Divulgação

Além do projeto visual, a própria sede da Villa Garden poderá receber os eventos de médio e pequeno porte, já que conta com um jardim de 1200 m².

O lançamento do Villa Garden Eventos será a partir das 19h, na Rua Quarenta e Oito, 490, no Espinheiro. A noite contará com coquetel e docinhos.


Capela no Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco

Crédito: Peu Ricardo/DP

Foto ilustrativa – Crédito: Peu Ricardo/DP

Diario PE

O presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Harro Burmann, construiu uma capela para os funcionários dentro do parque fabril. Todos os dias, às 12h30, o capelão faz uma celebração.

Ele criou, inclusive, um armário para que todos possam guardar suas bíblias e evangelhos no espaço. “Para trabalhar num país como o nosso, tem que ter muita fé”, brincou.

Harro Burmann - Crédito: Peu Ricardo/DP

“Para trabalhar num país como o nosso, tem que ter muita fé”, brincou Harro Burmann – Crédito: Peu Ricardo/DP


Nova boate LGBT irá inaugurar no Rosarinho

Crédito: Divulgação

A The Valley, nova boate dedicada ao público LGBT, vai abrir as portas no bairro do Rosarinho – Crédito: Divulgação

O Recife vai ganhar uma nova boate dedicada ao público LGBT. A The Valley, abre as portas entre os meses de julho e agosto, no bairro do Rosarinho, com projeto do arquiteto Alexandre Figueiredo e designer Michelle Braga.

A casa poderá receber de 350 a 400 pessoas, com programação de festas e shows de quinta-feira a domingo. “Assim como o público LGBT, nossa premissa foi fugir de regras e monotonia para conceber o projeto.

O uso de luzes e cores vibrantes se contrapõem à mistura de elementos industriais com modernos, que se harmonizam com duas grandes árvores totalmente integradas com a casa”, explicou o arquiteto.

Foto ilustrativa - Crédito: Paulo Paiva/DP

Foto ilustrativa – Crédito: Paulo Paiva/DP

A The Valley estará sob o comando dos sócios Paulo Ross, Walmir Barros e Nuno Souza, que tinham este projeto há algum tempo. “O público LGBT é muito carente de opções no Recife. Existem poucas boates e apenas festas paralelas. Não existe lugares fixos.”, afirma Paulo Ross.

“Sempre tivemos esse sonho e surgiu essa oportunidade, e agora só faltam poucos detalhes”, adianta. Para a abertura, os sócios estão em busca de grandes atrações. A boate funcionará na Rua Caio Pereira, no Rosarinho, ao lado da Prodieta e do Canela’s Gastrobar.


Polos juninos incrementam a economia local e atraem turistas para Pernambuco

Caruaru, Gravatá, Petrolina, Limoeiro, Arcoverde e Bezerros são os municípios mais procurados nesse período

Já conhecido como tradicional polo dos festejos populares do Brasil, Pernambuco espera receber milhares de visitantes que vão aproveitar as festas juninas. A expectativa é as festividades de São João injete, aproximadamente, R$ 260 milhões na economia de Pernambuco. A previsão é fruto de pesquisa realizada pela Empetur, que aponta um crescimento de 0,85% em relação à receita acumulada em 2016. Cidades com tradição nos festejos juninos, no interior, são responsáveis por grande parte da receita do Estado.

Uma campanha foi lançada sob o tema “Pernambuco é todo São João”. O jingle cultural com autêntico forró já está nas rádios das principais cidades do Nordeste e as TVs foram invadidas com images que mostram a tradicional festa junina com quadrilha, forró, trio pé de serra, fogueiras, fogos e comidas típicas que darão o tom da festa desse ano.

A Empetur ainda instalou Centros de Atendimento ao Turista (CATs) temporários nos principais pontos de fluxo turístico. Os CATs móveis funcionarão entre os dias 22 a 26 de junho e contam com atendentes especializados, trilíngues (português, inglês e espanhol) e disponibilizando todos os materiais produzidos pela Empetur.

O CAT Caruaru ficará localizado no Polo Cultural e terá como parceira a Prefeitura do município. Já o município de Arcoverde contará com o CAT móvel (ônibus), na Praça da Bandeira, principal polo de animação junina, que funcionará também das 16h às 22h.

OCUPAÇÃO HOTELEIRA – A expectativa de ocupação hoteleira durante o São João nos polos juninos é de 94,62%, considerando Caruaru, Gravatá, Petrolina, Arcoverde e Bezerros. “Pernambuco tem trabalhado de forma intensa na divulgação do seu calendário festivo nos mercados emissores e em novos mercados, e também fechado parcerias com empresas do setor turístico. Todo esse trabalho admite estimar um crescimento nos números do São João em relação ao último ano”, diz o secretário de Turismo de Pernambuco, Felipe Carreras.

AEROPORTO – No Aeroporto Internacional do Recife, o número da movimentação de passageiros, segundo a Infraero, é de cerca de 100 mil turistas, entre embarque e desembarque. Lá está sendo esperado um incremento de 8% no desembarque comparado ao mesmo período do ano anterior. As cidades que mais vão emitir visitantes para o Recife são: São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.

TIP – Já no Terminal Rodoviário Prefeito Antônio Farias, a previsão é que, durante os dias de 22 a 26 de junho, ocorra a chegada de aproximadamente 32.500 passageiros, o que significa um aumento de fluxo de até 40% se comparado ao movimento normal, a previsão é a de que sejam oferecidas uma média de 135 viagens extras. No Estado de Pernambuco, os destinos mais procurados são os municípios que se consolidaram como rotas tradicionais, como Gravatá, Caruaru, Arcoverde e Petrolina. Para as viagens interestaduais, os principais destinos são João Pessoa, Campina Grande Natal, Fortaleza, Maceió e Aracajú.

Nessas datas, para atender a demanda do período de festejos juninos, o TIP irá funcionar com operação especial. Só para Caruaru estão previstas cerca de 30 viagens por dia, e a operadora responsável pela linha (Caruaruense) está preparada para oferecer a inclusão de horários suplementares com saídas a cada 15 minutos (no dia 23) ou 30 minutos (no dia 24), caso haja demanda. A previsão é de que 5.000 passageiros escolham brincar o São João no município. Outras linhas oferecidas pela empresa Progresso e que passam em Caruaru também ganharão reforço, com um aumento de 50% da frota ligando as localidades de Maceió x Caruaru e Campina Grande x Caruaru. Os veículos partem de meia em meia hora.


Governo de Pernambuco garante a tradição junina nos polos do estado

São JOão

Mais de 80 cidades de todas as RDs irão vão receber artistas e grupos culturais contratados pelo Governo, que destina cerca de R$ 9 milhões à programação do ciclo festivo

Irah Caldeira, Petrúcio Amorim Josildo Sá, Santanna, Nadia Maia, Cristina Amaral, Família Salustiano, Geraldinho Lins, Azulão, Adiel Luna, Alceu Valença, Ivan Ferraz, Rogério Rangel, Beto Ortis, Academia da Berlinda, Fulô de Mandacaru, Benil, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, grupo de bacamarteiro Fulô de Mandacaru, Coco de Roda Raio de Luz, Quadrilha Matuta do Açude de Pedra, Valdir do Forró Pé de Serra, Forró do Matulão, Violeiro Heleno Fragoso, Ciranda do Mestre Galdino e centenas de outras atrações foram contratadas pelo Governo de Pernambuco para animar o Ciclo Junino nos municípios do estado.

Por meio de uma Convocatória Pública realizada pela Secult/Fundarpe e Seturel/Empetur, a gestão estadual reforça o compromisso de garantir a manutenção das tradições culturais do festejo em todas as regiões pernambucanas. O edital foi direcionado para fazer circular, por todo Pernambuco, artistas do forró, bandas de pífanos, bumba meu boi, cavalo marinho, ciranda, coco, embolada, bacamarte, mamulengo, mazurca, quadrilha junina, reisado, repente, são gonçalo, viola, xaxado e trios de forró pé de serra.

“Mais de 200 artistas e grupos culturais identificados com as tradições deste período foram contratados e serão pagos com recursos do Estado. Ao todo serão em torno de 300 apresentações, um recorte mais que necessário em tempos como este, no qual o poder público precisa incentivar a música e os ritmos que – a despeito de toda a qualidade comprovada – ainda aparecem muito pouco na televisão e quase não são tocados ao longo do ano na grande maioria das rádios comerciais do estado”, comenta Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura.

Mestres e grupos de cultura popular, inclusive alguns Patrimônios Vivos do Estado, também integram a lista de contratados. “São João é uma das festas mais afetivas do nosso calendário, da parte de quem faz a política pública do estado é um compromisso a construção de um calendário que valorize a essência da nossa cultura, as raízes da nossa identidade”, destaca a Presidente da Fundarpe Márcia Souto.

Figurando entre os contratados pelo Governo do Estado para enriquecer a programação do São João de Arcoverde, o cantor Maciel Salú comentou, após o show realizado no último sábado (17): “Dinheiro público tem que ser bem investido no fomento à cultura, que é muito rica em todos os cantos desse estado. Temos muitos grupos, muitos CDs de boa qualidade, mas que têm pouco espaço na mídia, precisamos ficar mais atentos e não deixar que alguns municípios acabem com a tradição”.

Também de Arcoverde, que faz um São João de todas as culturas, o Mestre Ciço Gomes (Coco Trupé), ressalta a importância dos artistas de Pernambuco serem valorizados neste período: “Não é questão de preconceito, todo artista precisa trabalhar, mas este é o mês de cantar a música nordestina, nosso forró, o baião. Precisamos respeitar o período onde despontaram artistas como Luiz Gonzaga, o Trio Nordestino e, digo mais, quando se contrata um artista da terra, o dinheiro fica aqui, é com ele que a gente paga um técnico, compra um figurino”, movimentando a cadeia da cultura no estado.

A mestra Ana Lúcia do Coco, que se apresenta na Casa da Cultura, conta que aprendeu a viver o período de São João com o pai: “É uma tradição que hoje vivo com muito amor, tinha apenas três anos quando entrei no coco e hoje, todo ano, recebo muitos grupos de coco em casa e a gente sai pelas ruas com o andor, vivendo o São João como antigamente. Depois, a festa acontece até o raiar do dia, é uma alegria, só vindo pra ver essa riqueza toda”.

São João da Casa da Rabeca, importante polo de manutenção das tradições juninas, também recebe apoio do Governo

SÃO JOÃO NA CASA DA CULTURA

Até o dia 23 de junho, pernambucanos e turistas que visitarem a Casa da Cultura poderão viver o São João das tradições. As apresentações gratuitas de grupos como Ciranda Mimosa, Netas de Selma do Coco, Quadrilha Junina Raio de Luz, Banda de Pífano Fulni-ô, entre outros, acontecem sempre a partir das 11h, animando o equipamento cultural e incentivando ainda a cadeia do artesanato pernambucano.

FORRÓ DO SALU EM OLINDA

A Casa da Rabeca, em Olinda, recebe a 14ª edição do Forró do Salú, com incentivo da Secult-PE e da Fundarpe, que contratou toda a programação artística. Nesta sexta (23) e no sábado (24), sempre a partir das 20h, se apresentam Família Salustiano e a Rabeca Encantada, Ivan Ferraz, Gilmar Leite, Rogério Rangel, Coco de Roda Raio de Luz, Beto Hortis e Nádia Maia. A entrada é gratuita.

São JOão

VII PIPOCO NA MATA – Tradicional encontro de manifestações da cultura popular reunirá grupos de coco, ciranda, forró e bacamarte, de 23 a 15 de julho, em diversos terreiros da Mata Norte de Pernambuco. A abertura acontece nesta sexta, no Sítio Açude de Pedra, em Lagoa de Itaenga, do mestre Nieto, com o grupo de bacamarteiros Rei do Cangaço e o Coco Raio de Luz.

O Governo de Pernambuco, através da Secult e Fundarpe, também apoia a realização do 5º ENCONTRO DAS VARIANTES CULTURAIS DOS BOIS E SIMILARES DE PERNAMBUCO, que reunirá 23 grupos de bois de todo estado de Pernambuco, e acontecerá em Caruaru, ainda neste mês de junho.

ALGUNS SHOWS CONTRATADOS PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO

ARCOVERDE

Sábado, 17/6
– Maciel Salú

Domingo, 18/6
– Academia da Berlinda
– Adiel Luna

Sábado, 24/6
– Alceu Valença

Domingo, 25/6
– Maciel Melo

GLÓRIA DO GOITÁ

Sábado, 24/6
19h – Mestre Zé Lopes (Patrimônio Vivo)

GRANITO

Terça-feira, 27/6
0h – Geraldinho Lins

ITAMBÉ

Domingo, 25/6
18h – Petrúcio Amorim

AFOGADOS DA INGAZEIRA

Quinta-feira, 29/6
23h30 – Elba Ramalho

AGRESTINA

Terça-feira, 13/6
23h – Alcymar Monteiro

JABOATÃO DOS GUARARAPES

Sexta-feira, 23/6
21h30 – Alceu Valença

JOÃO ALFREDO

Sábado, 17/6
Cristina Amaral

LAGOA DO CARRO

Sexta-feira, 30/6
22h – Irah Caldeira

MACAPARANA

Sábado, 17/6
22h – Irah Caldeira

Domingo, 18/6
17h – Santanna

NAZARÉ DA MATA

Domingo, 25/6
22h – Cristina Amaral

PESQUEIRA

Sábado, 17/6
0h – Fulô de Mandacaru

SANHARÓ

Sábado, 24/6
0h – Azulão

SERTÂNIA

Sábado, 24/6
23h30 – Josildo Sá

TACAIMBÓ

Quarta-feira, 28/6
0h – Benil

PROGRAMAÇÃO SÃO JOÃO PIPOCO NA MATA

Quinta-feira – 23 de junho
Lagoa de Itaenga – Sítio Açude de Pedra
A partir das 16h     

Grupo de Bacamarteiros Rei do Cangaço
Coco de Roda Raio de Luz
Quadrilha Matuta do Açude de Pedra
Trio de Forró Pe de Serra Lindolfo do Forró

Quinta-feira – 29 de junho
Goiana – Terreiro do Maracatu de Baque Solto Leão da Fortaleza
A partir das 20h

Grupo de Bacamarteiros Rei do Cangaço
Ciranda da Fortaleza

Coco de Roda Raio de Luz

Sábado – 01 de julho
Glória do Goitá – Sede do Maracatu Baque Solto Águia Dourada
A partir das 20h

Banda de Forró Pé de Serra “Cenário Nordestino”
Ciranda da Flor de Mestre Carlos Antônio
Valdir do Forró Pé de Serra

Sábado – 1 de julho
Tracunhaém – Terreiro do Maracatu de Baque Solto Leão Formoso de Tracunhaém
A partir das 20h

Grupo de Bacamarteiros Rei do Cangaço
Quadrilha Matuta do Açude de Pedra
Ciranda do Mestre Bi
Ciranda de Mestre Edmilson
Ciranda de Mestre Gentil

Domingo -2 de julho
Lagoa de Itaenga | ”A Noite do Coco de São Pedro” – Sítio Açude de Pedra
A partir das 14h

Coco de Roda do Mestre Bio Caboclo
Coco da Paz de Mestre Pita
Coco de Roda Popular da Fortaleza
Coco de Roda de Mestre Borge Lucas

Domingo – 09 de julho
Paudalho – Sítio Varame do Mestre Bio Caboclo    Domingo –
A partir das 16h

Grupo de Bacamarteiros Rei do Cangaço
Coco de Roda do Mestre Bio Caboclo

Sábado – 14 de julho
Glória do Goitá – Terreiro do Maracatu de Baque Solto Carneiro Manso
A partir das 20h     

Coco de Roda Raio de Luz
Ciranda Bela Rosa de Mestre Bi
Forró Pé de Serra de Glória

Domingo – 15 de julho
Lagoa de Itaenga – Sítio Açude de Pedra
A partir das 11h     

Grupo de Bacamarteiros Rei do Cangaço
Coco de Roda Raio de Luz
Forró do Matulão
Violeiro Heleno Fragoso
Ciranda de Mestre Zé Galdino


Bairro do Recife terá casa de eventos em antigo armazém do Porto

O armazém 14, no cais do Porto, foi restaurado e será reaberto em julho no Bairro do Recife

De frente para o mar, o imóvel terá 1.900 metros quadrados de área livre para eventos / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

De frente para o mar, o imóvel terá 1.900 metros quadrados de área livre para eventos
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O armazém 14 do Porto do Recife, que nasceu como depósito de carga no começo do século 20 e abrigou um teatro no início do século 21, abrirá suas portas ao público em julho de 2017 com nova função. Localizado de frente para o mar, quase na cabeceira da Antiga Ponte Giratória,  no Bairro do Recife, o prédio foi restaurado e transformado numa casa de eventos para usos variados.

Com 85 metros de comprimento por 20 metros de altura, o velho galpão terá 1.900 metros quadrados de área livre para festas de casamento, 15 anos e formatura, congressos e feiras. No Itaipava Catorze, nome do novo espaço de lazer e entretenimento do Bairro do Recife, há também um palco e dois camarins para pequenas apresentações artísticas, como shows e peças de teatro.

“É a primeira casa desse porte a ser inaugurada no Bairro do Recife”, afirma o empresário Gustavo Satou, um dos sócios do Itaipava Catorze. O imóvel preserva as fachadas do depósito de cargas, inclusive com o mesmo nome do passado estampado na parede – Armazém Frigorífico. “Manter a denominação na fachada não me custou nada”, declara o empreendedor.

Na área interna, o galpão se apresenta com dois pavimentos (térreo e mezanino), elevador, dois grandes bares (um em cada pavimento), quatro baterias de banheiros com 50 cabines distribuídas nos dois pisos e cozinha de apoio. A varanda externa, com dois metros por 80 centímetros, totaliza 160 metros quadrados de área com vista para o mar.

“Por dentro, é um prédio moderno. O mezanino de aço e concreto será fechado e tem ar-condicionado”, diz Gustavo Satou, que também é sócio do Seu Boteco, instalado no armazém 12. A cor bege com cinza das fachadas segue o padrão dos outros galpões revitalizados na área não operacional do Porto do Recife. “Tudo com autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional)”, afirma.

A obra, iniciada há dois anos e meio, faz parte do Projeto Porto Novo Recife, conduzido pela iniciativa privada para a reocupação de sete armazéns desativados do Porto com atividades de lazer, gastronomia, hotelaria, convenções e escritórios. A reabertura do armazém 14, prevista para novembro de 2016, teve de ser remarcada em função de ajustes.

PORTO NOVO

Gustavo Satou e os sócios Bruno Rego, Waldemar Valente e Jonathan dos Santos investiram R$ 7 milhões na restauração do prédio e nos equipamentos. Com a inauguração da casa de eventos no Bairro do Recife, o Porto Novo Recife completa um quarteirão de galpões revitalizados da Praça do Marco Zero até a Ponte Giratória, entre o cais e a Avenida Alfredo Lisboa.

Nesse trecho, batizado Festival Center, há outros dois armazéns (12 e 13) que funcionam com bares e restaurantes. O armazém 9, que também faz parte do complexo, é ocupado por uma empresa de consultoria multinacional. Há projetos para transformar o galpão 15 em hotel e as edificações de número 16 e 17 em centro de convenções integrado ao hotel.

Os três imóveis encontram-se no Cais de Santa Rita, bairro de São José. No mesmo local, junto ao hotel, está prevista a construção de uma marina internacional. O Porto Novo Recife preferiu não se pronunciar sobre o andamento das propostas para armazéns 15, 16 e 17.

JC Cidades


Ivan Moraes afirma que projeto da PCR pode beneficiar Novo Recife

Projeto de lei prorroga por dois anos o prazo das aprovações de projetos arquitetônicos, licenças e autorizações

Projeto Novo Recife é um dos mais polêmicos da gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) / Foto: Acervo JC Imagem

Projeto Novo Recife é um dos mais polêmicos da gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB)

Foto: Acervo JC Imagem

O vice-líder da oposição vereador Ivan Moraes Filho (PSOL) criticou, nesta quarta-feira (21), em sua página no Facebook um dos 30 projetos de lei encaminhados pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). O alvo da celeuma é a proposta 11/2017, de autoria do Executivo. Segundo Ivan, o Novo Recife pode ser beneficiado com a proposta. Se o texto for aprovado, o prazo das aprovações de projetos arquitetônicos, licenças e autorizações pode ser prorrogado por dois anos.

“O Novo Recife foi aprovado no Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) em dezembro de 2015. E sua validade venceria no próximo mês”, informou Ivan.

Duas emendas foram apresentadas ao projeto. A primeira limita a prorrogação do prazo dos projetos apenas para os empreendimentos cuja vigência da licença vence em 2017. A outra emenda solicita que o benefício proposto pela Prefeitura não se aplique aos projetos de impactos, acima de 20 mil metros², como o Novo Recife.

As duas emendas serão ainda analisadas, para serem aceitas ou rejeitadas pela Comissão de Legislação e Justiça. Depois o projeto segue à votação no plenário.

Segundo Ivan, na justificativa do PL 11/2017, a Prefeitura não informou a lista dos empreendimentos que serão contemplados com a medida.

GOVERNO

Procurada, a líder do governo, Aline Mariano (PMDB), afirmou que o projeto é um “incentivo para investimento”.

Por meio de nota, ela defendeu que, se aprovada, “a lei possibilitará que o setor imobiliário consiga prosseguir com os empreendimentos imobiliários já aprovados pela gestão municipal – que não tiveram suas construções iniciadas devido à crise econômica que o país tem passado”. O objetivo, justifica ela, é estimular o aquecimento da economia, gerando mais emprego e renda através das construções na capital pernambucana.

PROJETOS DE LEI

Semana passada, o prefeito Geraldo Julio (PSB) encaminhou pacotão de projetos em regime de urgência para à Câmara dos vereadores. Foram 30 projetos de uma vez para tramitação na Câmara, sendo 13 em caráter de urgência. Desde então, os secretários de Geraldo foram à Casa José Mariano explicar as propostas e outros vereadores, como Rinaldo Júnior, criticaram outros PLs.

LEIA O CONTEÚDO DO PL:

Projeto de Lei 11/2017 

JC Política


PPP: Doria pede aval à Câmara para vender 240 áreas e criar fundo imobiliário

Ideia é capturar a valorização de lotes comercializados e obter recursos como garantia para PPP

Doria pede aval à Câmara para vender 240 áreas e criar fundo imobiliário

Proposta é usar os terrenos para compor um Fundo Imobiliário Municipal  Foto: FABIO MOTTA/ESTADAO

SÃO PAULO – A gestão João Doria (PSDB) enviou à Câmara Municipal projeto que pede autorização para venda de todos os terrenos da Prefeitura de São Paulo com área de até 10 mil m² que não sejam usados por equipamentos públicos, além de um lote de 50,4 mil m² em Pinheiros, zona oeste. Levantamento do Estado no cadastro do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aponta ao menos 240 imóveis que se encaixam nas regras. A proposta é usar os terrenos para compor um Fundo Imobiliário Municipal.

Essa estratégia servirá tanto para que a Prefeitura capture a valorização desses terrenos quando forem vendidos quanto para obter recursos para dar como garantia em futuros projetos de parcerias público-privadas (PPPs), segundo o secretário de Desestatização, Wilson Poit. Ele apresentou o fundo como “o maior do País”. “Ainda não temos ideia de quanto poderá ser arrecadado. Estamos falando em centenas de imóveis, mas poderão ser milhares. A grande vantagem é a possibilidade de captura da valorização dos terrenos”, afirma.

O destaque à “captura” ocorre por causa da possibilidade de o fundo se associar a incorporadoras que farão projetos nos terrenos, segundo a Prefeitura. Atualmente, quando a gestão municipal quer vender um terreno, ele é oferecido ao mercado por meio de leilão. “E essa não é a forma que o mercado atua”, diz Sérgio Lopes, diretor de projetos da SP Parcerias, empresa da Prefeitura que cuida do programa de desestatização.

“As incorporadoras trabalham com permutas. O antigo dono do terreno passa a ser sócio da empresa, recebendo unidades depois que o projeto é realizado”, afirma ele. Com as vendas feitas pelo fundo, a Prefeitura poderia ser essa “sócia” das empresas. Dessa forma, ainda segundo Lopes, no lugar de receber um valor de leilão, a Prefeitura poderia conseguir um valor até maior, quando as obras privadas estiverem prontas. “A proposta é que o fundo garanta uma rentabilidade maior do que a inflação.”

Os lucros deverão ser usados pelo poder público para investimentos nas áreas sociais da cidade, conforme promessas feitas pelo prefeito Doria.

Lei

O texto do projeto de lei enviado pelo Executivo afirma que, antes de serem enviados ao fundo, os imóveis terão de passar por avaliação e, em caso de problemas cadastrais, quem adquirir os terrenos é que terá de regularizá-lo. O levantamento feito pelo Estado no cadastro do IPTU, disponível no site da Prefeitura, mostra que, somados, os 240 terrenos têm um valor venal de cerca de R$ 380 milhões. O fundo acompanhará as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e terá cotas comercializadas na Bolsa de Valores, ainda de acordo com o diretor da SP Parcerias.

Para o arquiteto e urbanista Cândido Malta Campos Filho, o fato de o poder público se beneficiar da valorização de terrenos que faziam parte do patrimônio público é uma vantagem. Ele destaca, entretanto, que a ociosidade dos terrenos que serão colocados à venda deveria ser mais bem avaliada pela cidade, por meio de planos de bairros. “O Município não tem terrenos para creches, por exemplo”, afirma. “Um plano de bairro poderia analisar a oferta de serviços em cada região e a demanda, para garantir que a melhor opção para cada bairro é a venda do terreno ou de outros serviços”, afirma.

Debate

Para a oposição à gestão Doria na Câmara Municipal, o ponto negativo da proposta é que ele é “genérico”, ao liberar a venda de todos os terrenos com até 10 mil m². “Do nosso ponto de vista, a proposta é ilegal. Os terrenos deveriam ser especificados. O único especificado é o de Pinheiros”, diz o líder da oposição, Antonio Donato (PT). Esse lote abriga atualmente a Prefeitura Regional do bairro e alguns prédios da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). “É um cheque em branco”, afirma Donato.

O secretário Poit rebate. Afirma que o plano de desestatização já vem sendo fatiado a pedido do Legislativo, com apresentações separadas de seis propostas para Anhembi, Interlagos e outros locais.

POR BAIRROS

Ao menos oito terrenos ficam na região da Sé, centro da cidade, com uma área somada de 2.300 metros quadrados.

Pinheiros

Além do terreno da Prefeitura Regional do bairro da zona oeste, há outras quatro áreas no bairro que poderão ser vendidas.

Morumbi

O bairro nobre da zona sul tem dez terrenos que se encaixam nas regras apresentadas pela Prefeitura. Somados, têm área de 4,6 mil metros quadrados.

Guaianases

O bairro do extremo leste da cidade tem 25 terrenos da Prefeitura que se encaixam nas regras. Somados, têm 23,3 mil metros quadrados de área.

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo


O crescimento das startups no Recife

Investidores que preferem apostar em empresas incubadas garantem que o retorno financeiro vale mais a pena

Só o Porto Digital conta com 260 empresas que geram cerca de R$ 1,4 bilhão de receita por ano

Só o Porto Digital conta com 260 empresas que geram cerca de R$ 1,4 bilhão de receita por ano
Foto: Beto barata/pr

A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um dos setores que vem crescendo no Recife. E até tem ganhado espaço no mercado pernambucano e do Brasil. Só o Porto Digital conta com 260 empresas que geram, por ano, R$ 1,4 bilhão de receita. Na última quarta-feira (21), em um evento da Amcham com a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de Pernambuco (Assespro-PE), empreendedores e investidores debateram sobre os caminhos do setor.

Yves Nogueira, que é empresário há 23 anos e investe em empresas incubadas desde 2013, acha que o retorno desses investimentos na área de tecnologia vale muito mais a pena do que qualquer outro tipo de aplicação. Ele e seu irmão, Ítalo Nogueira, que é presidente da Assespro-PE e também empresário, investiram R$ 500 mil em algumas startups no ano de 2015

O resultado já gira em torno de 30 vezes o valor desembolsado – cerca de R$ 1,5 milhão em apenas dois anos. “É claro que existe o risco. Se eu invisto em dez empresas, sete – provavelmente – será dinheiro jogado fora, duas empatam e uma será um case de sucesso”, explicou.

Além do lucro praticamente certo, Nogueira enxerga o investimento também como um meio de obter satisfação pessoal. Afinal, ele já sentiu na pele as dificuldades de começar um negócio do nada e o quanto é necessário ajudar no início da carreira. “Acaba que não se trata só sobre o dinheiro, nós também opinamos sobre o produto ou serviço, ajudamos com a parte jurídica e damos dicas sobre questões práticas”, relatou, ao abordar a troca de vivências com os jovens empreendedores. “Eles têm as ideias inovadoras, nós temos os anos de experiência”, disse.

Se do lado dos investidores os riscos fazem parte do processo, o dos startupeiros é cheio de sonhos e vontade de fazer o negócio dar certo. Ed Dantas, empreendedor e membro do coletivo Manguezal, destacou a importância do trabalho ser cooperativo e conectado. “Não dá para crescer só. Precisamos uns dos outros”, colocou.

E o presidente do instituto C.E.S.A.R, Sérgio Cavalcanti, corrobora com o jovem. Ele acredita que a evolução do ecossistema depende do interligamento entre os colaboradores e talentos.

“Acabou o tempo da velha economia que ditava o produto que os consumidores querem comprar. O futuro, que já começou, é observar as carências e propor soluções”, comentou. “E que sorte nós temos de ter nascido em uma País com tanto problema, não é? Muitas oportunidades de criar e resolver”, brincou Cavalcanti.

E com essa descontração, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e vice governador, Raul Henry, concordou. Ele lembrou do momento instável que a política e economia brasileira está vivendo e apontou para os empreendedores como o que há de melhor contra a crise.

“Enquanto a maior parte da juventude está em casa estudando para concurso, vocês serão os que vão rumar o Brasil para a retomada do crescimento”. O prefeito da cidade do Recife, Geraldo Júlio, acrescenta: “É preciso muita coragem para buscar e criar oportunidades, mas o capital humano que temos aqui aceita o desafio”, pontuou.

Por: Folha de Pernambuco


Futuro do Estaleiro nas mãos de Temer: 3.850 empregos estão em risco

O Estaleiro Atlântico Sul entrou em campanha para o governo editar uma MP que autoriza a renegociação de financiamentos

Por: Mariama Correia

Segundo o presidente do EAS, se a Medida Provisória for editada, não teria mais necessidade de aporte dos acionistas para manter o negócio no próximo ano

Segundo o presidente do EAS, se a Medida Provisória for editada, não teria mais necessidade de aporte dos acionistas para manter o negócio no próximo ano – Foto: Rafael furtado

O futuro do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape, está mais do que nunca nas mãos do Governo Federal. Se há dez anos a vinda do empreendimento para o Estado foi orquestrada pelo governo Lula, agora, a sobrevivência da planta naval, que emprega 3.850 pessoas diretamente, depende de decisões estratégicas da gestão Michel Temer.

Entre elas, a empresa espera a edição de uma Medida Provisória (MP) que autoriza a renegociação de financiamentos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), voltado aos projetos do setor naval.

A medida traria alívio ao EAS, que já chegou a ter sete mil funcionários, mas enxugou os quadros depois de perdas sucessivas de contratos com a Sete Brasil e a Transpetro.

Atualmente, a dívida total da empresa está avaliada em R$ 1,6 bilhão até 2027, dos quais R$ 1,3 bilhão é com o BNDES, banco público de fomento. Todos os anos, o EAS paga R$ 350 milhões aos bancos e, embora a administração garanta que vai fechar este ano com um balanço operacional, pela primeira vez, positivo, essa saída de recursos impacta negativamente no resultado financeiro da empresa e nos preços dos navios.

Com a edição da MP, que autorizaria a renegociação de débitos em até dois anos, o EAS, assim como outras empresas de navegação e estaleiros em situação crítica, poderiam prorrogar os pagamentos, ampliar a quantidade de parcelas e evitar a inadimplência. “O governo quer manter empregos ou gerar desemprego? Quer manter a indústria naval ou acabar com ela?”, questionou o presidente do EAS,

Harro Burmann, em encontro com a imprensa, na quarta (21). Ele defende que, se medida for editada, não teria mais necessidade de aporte dos acionistas para manter o negócio no próximo ano. De 2015 a 2017, as sócias Camargo Corrêa e Queiroz Galvão aportaram R$ 1 bilhão.

Há ainda definições importantes envolvendo a Petrobras, cujo maior acionista é o Governo Federal. Entre elas está o direcionamento com relação à própria política de conteúdo local (para ampliar a participação da indústria nacional no segmento). A estatal, principal demandante do setor naval no País, tem comprado navios e plataformas no exterior, por uma mudança de posicionamento, depois da crise disparada pelos escândalos de corrupção.

“É justo a Petrobras lucrar e nós ficarmos no prejuízo?”, indagou o presidente do EAS. Sem a revisão da decisão de importar os produtos e a edição da MP, Burmann intera que, diante da ausência de novas encomendas, se mantém o risco de fechamento da empresa em 2019, (quando completa o restante do pacote da Transpetro).

Nas mãos da Petrobras está ainda uma liberação de um aditivo de contrato para concretizar a conquista de novas encomendas com a South American Tanker Company (Satco) para construção de oito navios MR, no valor de US$ 1,8 bilhão.

Esse aditivo precisa ser liberado até dezembro, quando expira o prazo do contrato. Outros cinco navios suezmax DP2 integram o pacote negociado com a Staco, os quais ampliariam o fôlego de produção até o ano de 2022.

Folha PE