Pernambuco: Empresas de construção civil buscam sustentabilidade

A preocupação ambiental chegou aos canteiros de obras, com práticas como energia solar e gestão de resíduos

Por: Mateus Jatobá 

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A sustentabilidade é um tema cada vez mais importante para o mundo atual, sobretudo na construção civil. Afinal, algumas atividades do setor causam impactos ambientais grandes, seja pela quantidade de resíduos que produzem ou pelas modificações feitas nas áreas em que serão erguidos os novos prédios.

Por isso, cada vez mais empresas buscam levar soluções que contribuam com um meio ambiente melhor para seus canteiros de obras. Em Pernambuco, algumas das práticas já adotadas são a destinação adequada dos resíduos, a instalação de painéis solares e a oferta de carregadores para veículos elétricos.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), José Antônio Simón, a sustentabilidade realmente tornou-se uma preocupação do setor. Por isso, cada vez mais construtoras seguem preceitos sustentáveis no Estado. “É um caminho sem volta.

E nós já temos canteiros de obras bem sustentáveis, com todas as ações corretas para os resíduos sólidos”, afirmou Simón, dizendo que o Sinduscon apoia e discute isso com seus associados. “Precisamos ver além do custo. Ver os retornos gerados”, defendeu.

Entre as práticas mais comuns no segmento no Estado, está o remanejamento correto dos resíduos que são gerados nos canteiros de obras. Segundo o gerente de construção dos empreendimentos da OR na Reserva do Paiva, Victor Amadheo, a construtora trabalha com práticas que reduzem até 50% o uso da água e ainda busca a destinação correta dos resíduos da obra.

“Buscamos modernizar os processos para implantar formas mais sustentáveis, utilizando o mínimo de água, gerando menos resíduos e destinando os resíduos gerados para cooperativas, o que movimenta até mesmo a cadeia do setor. Isso acaba sendo um diferencial para a empresa”, contou.

Mas a atuação das construtoras não fica restrita somente a isso. Algumas também atuam em projetos que ajudam na redução dos custos durante as obras e, posteriormente, podem trazer benefícios aos usuários.

Uma das práticas que vêm tendo boa utilização nesse sentido é a energia solar, que passa por um processo de expansão em todo o País. De acordo com o sócio-diretor da BomTempo Engenharia, Renato Bomtempo, existem soluções para economia de energia tanto durante a obra, quanto depois dela, quando o apartamento já está concluído.

“A energia solar pode ser usada em qualquer unidade consumidora de energia, seja comércio, residência ou indústria, desde que seja adequada ao projeto e as suas especificações”, disse Bomtempo, lembrando que o sistema sempre busca uma economia financeira e pode gerar uma economia de até 95% na fatura de energia dos futuros moradores dos prédios.

Ele conta ainda que esse tipo de solução também serve para a valorização dos empreendimentos, por gerar economia nas contas e beneficiar o meio ambiente.

“A sustentabilidade permite a redução da emissão do CO2 e ainda permite a isenção do aumento da energia. Por isso, é um setor que tem uma perspectiva de crescimento. Só aqui em Pernambuco, temos 28 colaboradores e esperamos contratar mais 12 neste ano”, finalizou.

Folha de Pernambuco


RECIFE: Ecobarreira é instalada no canal do ABC, na Mustardinha

Iniciativa sustentável foi desenvolvida por estudantes da rede municipal do Recife e será apresentada, em outubro, no Paraguai

Por: Guto Moraes 

Estrutura, composta por garrafas pets, foi instalada no canal do ABC

Uma projeto sustentável desenvolvido por alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Antônio de Brito Alves pode influenciar positivamente no cotidiano dos moradores do bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife.

Com suporte dos professores e apoio da Empresa de Manutenção de Limpeza Urbana (Emlurb), os estudantes desenvolveram um protótipo de barreira de contenção de lixo para o canal do ABC: a Ecobarreira. A instalação, em caráter experimental, ocorreu na segunda-feira (13).

Com 2,50m de altura e 6,50m de largura superior e 5,50 inferior, a estrutura é composta por garrafas pets conectadas umas às outras através de arames de aço até formar uma grande rede. Ao todo, cerca de 30 pessoas se envolveram na concepção do protótipo. “Nós observamos que no canal em frente à escola havia muito lixo e, como muita gente traz guaraná para cá, poderíamos usar as garrafas recicláveis para fazer a Ecobarreira”, relatou a estudante do 8º ano, Kleytiane Larissa, de 13 anos.

Desde 2015, a escola realiza o projeto Água: um bem precioso, onde são discutidas questões sobre responsabilidade social e consciência ecológica. Após um aumento na suspeita de casos de dengue e outros vírus causados pelo Aedes aegypti no bairro, os alunos miraram o canal como um dos possíveis focos de proliferação do mosquito. “Eles estudaram a extensão do ABC e realizaram um mapeamento com suporte de um drone”, explicou a professora de Geografia Maria Lopes, uma das coordenadoras do projeto.

No ano passado, a Ecobarreira alcançou o primeiro lugar na Feira de Conhecimentos do Recife. Como premiação, o projeto será apresentado pela escola na Feira Internacional de Ciências e Tecnologias (Ciencap), que ocorre em outubro no Paraguai.

A estudante do 9º ano, Maria Clara Sales, 15 anos, está entre os alunos que irão ao Ciencap e falou da importância da iniciativa. “É muito triste o que acontece com o meio ambiente e a gente vem trabalhando com ele há bastante tempo. O projeto conscientiza os alunos e a comunidade, e isso é muito gratificante”, observou.

Durante todo o período de teste do protótipo um monitoramento será feito semanalmente. “Haverá a retirada e medição do resíduo retido. Iremos verificar se, de fato, ele está conseguindo atingir o objetivo de retenção do lixo e qual o tipo de material está sendo capturado.

Ao final, daremos um diagnóstico sobre a eficácia do protótipo”, explicou a diretora da Emlurb, Marília Dantas. Caso seja aprovado, três outras unidades deverão ser implantadas também no canal do ABC.

Ainda de acordo com a diretora Marília Dantas, R$ 7 milhões são investidos por ano na limpeza dos canais. “O investimento é alto e poderiam estar sendo feitos outros serviços de manutenção urbana com esse valor. É preciso uma contribuição da sociedade; a consciência das pessoas para que minimizem o descarte irregular. Não adianta só o poder público fazer essa tarefa.”

Folha PE


Novo espaço de convivência artística inaugura no Derby


Samuca, Tarsila, Eduardo e Ronaldo. Crédito: Társio Alves/Galeria Quadrado

O mais novo ambiente de convivência de artes plásticas, gráficas e fotográficas abre nesta quinta-feira (16), na Praça do Derby. A Casa do Derby abrigará uma galeria de arte, a Galeria Quadrado, além de uma escola,Qubo Escola, a Qubo Loja e um café, o Café Cartum. 

Samuca Andrade, Ronaldo Câmara, Eduardo Henriques, Tarsila Myrtle e Roberto Nóbrega são os empreendedores do novo espaço que nasce da junção de vários impulsos, reunindo vocações e interesses que se complementam.

A inauguração do espaço conta com o I Quadrado Internacional de Gravura, realizado em parceria com o Coletivo Ita-Quatiara, que leva seleção de artistas nacionais e mexicanos premiados, que utilizam as várias técnicas de gravura.

Entre eles Eduardo Robledo, Jorge Noguez, Maria Luiza Estrada, Kalako. A mostra com curadoria de Rennat Said é em homenagem ao mestre Hélio Soares, referência na litografia do Brasil. 


Confirmado! Bon Jovi virá ao Recife em setembro

Está confirmado! , a banda Bon Jovi vai trazer a turnê This House Is Not For Sale para o Recife. O grupo, que será headliner do Rock in Rio, com show no dia 29 de setembro, no palco Mundo, se apresenta no dia 22 de setembro, no Arruda.

A turnê no Brasil também inclui apresentações nos dias 25 de setembro, no Allianz Parque, em São Paulo e 27 de setembro, em Curitiba. A banda Goo Goo Dolls é a convidada especial para este giro. A venda de ingressos terá início no dia 17 de maio. 


O PRIMEIRO CINEMA DO RECIFE

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“O primeiro cinema do Recife foi o Pathé, localizado na Rua Nova (antiga Barão da Vitória), nº 45, inaugurado no dia 27 de julho de 1909.

Possuía 320 cadeiras e um camarote para autoridades e pessoas importantes. Seus sócios-proprietários eram Antônio Jovino da Fonseca e Francisco Guedes Pereira.

Os filmes exibidos pertenciam à Pathé-Frères, fundada por Charles Pathé. As sessões aconteciam no horário das 12h às 16h e das 18h às 22h.”

Fonte: Fundaj


O CARANGUEJO METÁLICO E O MANGUE NA RUA DA AURORA

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A bonita escultura de um caranguejo metálico, enorme, medindo cerca de cinco metros e meio de altura e sete metros de largura, localizado em frente ao Ginásio Pernambucano, faz parte da paisagem do Cais da Rua da Aurora, bairro da Boa Vista, Zona Central da Região Metropolitana do Recife.

O idealizador desta obra de arte confeccionada com sucata de ferro e cujo título é “Carne da minha perna” (alusão ao escritor Mário de Andrade) é Augusto Ferrer, juntamente com outros colegas artistas plásticos – Jorge Alberto Barbosa, Lúcia Cardoso e Eddy Pólo.

Segundo Augusto Ferrer, esse caranguejo é uma homenagem ao Recife e, indiretamente, ao saudoso cantor e compositor Chico Science (um dos criadores do movimento mangue) e também ao geógrafo pernambucano Josué de Castro.


ESCOLA MUNICIPAL DE FREVO NO RECIFE

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Na cidade do carnaval uma instituição cultural das mais tradicionais e festejadas, lugar de aprender frevo é na escola. Para perpetuar a dança que há décadas traduz como nenhuma outra a cultura da capital pernambucana, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, oferece cursos para iniciantes e iniciados na dança que surgiu da capoeira, ministrados na Escola de Frevo Maestro Fernando Borges.

Para este semestre, estão sendo oferecidas 212 vagas em 20 turmas, que vão desde o Infantil 1 até o Adulto Avançado, nos três turnos. As aulas começam na próxima semana (7), são gratuitas e podem ser feitas duas vezes por semana (segundas e quartas/ terças e quintas) ou só uma vez (sextas). As inscrições devem ser feitas de hoje (1) até a próxima sexta-feira (4), das 9h às 17h, na própria escola, na Encruzilhada. Os interessados devem apresentar uma foto 3X4, uma cópia da Identidade ou Certidão de Nascimento.

A Escola de Frevo foi inaugurada em 1996, com o objetivo de contribuir para a preservação da cultura pernambucana, a partir de uma de suas mais características e bonitas manifestações. Inicialmente pensada para oferecer oficinas de sombrinha e máscaras de carnaval, a escola hoje é um dos principais espaços de divulgação, salvaguarda e perpetuação da imensa biblioteca de passos de frevo, que podem se executados ao som do ritmo genuinamente pernambucano, considerado principal embaixador da nossa cultura e declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.

A escola, que fez 21 anos no último mês de março, atende atualmente 680 alunos, dos 5 anos de idade em diante, contribuindo com a difusão da cultura pernambucana, promovendo inclusão social, geração de renda e apontando um futuro profissional para muitos dos alunos que passam por lá. Os quatro instrutores responsáveis por ministrar as aulas são todos ex-alunos, que encontraram no frevo uma paixão e um meio de vida.

A escola conta ainda com uma Companhia de Dança, que faz apresentações em eventos, participa de festivais e recebe convites até para apresentações fora do país. No último mês de julho, quatro jovens da escola formaram a única delegação brasileira que participou do Chengdu International Sister Cities Youth Music Festival, um encontro anual de música que reúne todas as cidades-irmãs de Chengdu, localizada na Província de Sichuan, parte oriental da China.

Mas todos os estudantes da escola sobrem ao palco pelo menos duas vezes por ano: nos meses de junho, no Sítio Trindade, e em dezembro, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu.

Serviço:
Matrícula: Até sexta-feira (4)
Horário: Das 9h às 17h
Local: Escola de Frevo, Rua Castro Alves, 440, Encruzilhada
Informações: (81) 3355-310


A CRUZ DO PATRÃO NO RECIFE ANTIGO

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A Cruz do Patrão, construída no istmo que liga o Recife à Olinda, está localizada ao norte do Forte do Brum e ao sul do Forte do Buraco, edificado pelos holandeses no século XVII e hoje desaparecido. Trata-se de uma pesada e alta coluna dórica, feita de alvenaria, com seis metros de altura e dois de diâmetro, tendo em cima uma cruz de pedra.

A cruz original era de madeira e, segundo Pereira da Costa, o monumento teria sido construído, no início do século XIX, possivelmente em 1814, para servir de baliza às embarcações que entravam no porto do Recife. O nome indica patrão-mor, mestre de barco.

Segundo a tradição, o local é tido como mal-assombrado, porque era onde se enterravam escravos que morriam ao chegar da África. Por ser um lugar ermo, nas suas proximidades ocorriam, também, vários assassinatos e fuzilamentos.

As pessoas que iam do Recife à Olinda à noite, evitavam passar por perto da Cruz do Patrão, pois havia uma crença que se o fizessem, ouviriam gemidos angustiantes, veriam almas penadas ou seriam perseguidos por espíritos maléficos.

Gilberto Freyre, no seu livro Guia prático, histórico e sentimental da cidade do Recife, diz que na época colonial, no local onde hoje se encontra a Cruz, os negros se reuniam para fazer catimbó e que certa vez apareceu o diabo, pegou uma “negra de toutiço gordo e sumiu com ela no meio d´água. Tudo isso, entre estouros e no meio de muita catinga de enxofre”.

Maria Graham, uma inglesa que visitou o Recife, conta no livro de viagens que escreveu sobre o Brasil do século XIX, que viu no local cadáveres mal enterrados, com pés e pernas sobre a terra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a 2ª Companhia Independente de Guardas foi encarregada de fazer a proteção do porto contra os alemãs. Os soldados temiam guarnecer a Cruz, muito mais pelos mal-assombros do lugar do que pelos possíveis invasores.

Recife, 10 de setembro de 2003.

(Atualizado em 24 de agosto de 2009).

FONTES CONSULTADAS:

A CRUZ do Patrão. Suplemento Cultural D. O. PE, Recife, ano 16, p. 10, abr. 2002.

FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife: estátuas e bustos, igrejas e prédios, lápides, placas e inscrições históricas do Recife. Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1977. p. 36-37.

Fonte: GASPAR, Lúcia. Cruz do Patrão. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Site Fundaj
Bibliotecas da Fundaj

Foto: 1930

Hoje necessita de recuperação do local para poder ser visitada como merece, mas nossos gestores Incompetentes não ajudam.


BOLSONARO E BILL DE BLASIO, DOIS IMBECIS NA FORMA DA LEI

NEW YORK, NEW YORK – APRIL 30: New York City Mayor Bill de Blasio speaks onstage during the 2019 New York City Police Foundation Gala at New York Hilton Midtown on April 30, 2019 in New York City. (Photo by Owen Hoffmann/Patrick McMullan via Getty Images)

ACHO O PRESIDENTE BOLSONARO UM IMBECIL NA FORMA DA LEI, MAS NÃO CONCORDO COM O PREFEITO DE UMA CIDADE COMO NOVA YORK VIM QUERER DAR UMA DE BOM MOÇO DO MEIO AMBIENTE NUMA CIDADE QUE MAIS LANÇA POLUIÇÃO E CONSOME MAIS ENERGIA DE CARVÃO DO MUNDO, TAMBÉM É UM IDIOTA.


Vasco da Gama de cara nova com o Mais Vida nos Morros

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O prefeito Geraldo Julio entregou nesta nesta sexta-feira (10) o resultado do projeto que mobilizou 350 famílias. Comunidade é a 10ª a receber o projeto, que está em andamento em outras duas localidades (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

Os morros do Recife estão passando por uma bonita transformação urbanística. Na tarde desta sexta-feira (10), moradores do Vasco da Gama, localizado na Zona Norte da cidade, comemoraram o resultado dessa transformação, em mais uma edição do programa Mais Vida nos Morros, projeto da Prefeitura do Recife que leva cor, arte urbana e consciência ambiental para comunidades. O prefeito Geraldo Julio esteve no local para fazer a entrega e parabenizar a população pelo engajamento na iniciativa.

“O Mais Vida nos Morros está crescendo, está se espalhando na cidade. Já são agora doze áreas e a intervenção aqui no Vasco da Gama foi uma das maiores que fizemos. A gente consegue ver no olhar dos moradores a transformação que acontece no bairro. Uma moradora estava me dizendo que agora eles passam a cuidar melhor do seu bairro. Isso é que é importante, todo mundo junto, a Prefeitura, iniciativa privada e os moradores transformando a cidade”, destacou o prefeito que garantiu que até o final do ano mais 6 comunidades receberão o projeto.

Recentemente reconhecido como referência nacional para inovação em políticas públicas pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos – ONU-Habitat, o projeto Mais Vida nos Morros tem como objetivo despertar sentimento de comunidade nos moradores, preocupação com o coletivo, autoestima e identidade, buscando o orgulho do morador com o seu território. Tudo isso é feito a partir de oficinas, diálogo e integração dos moradores com as pinturas feitas nas áreas, melhorando a relação do cidadão com o seu entorno e sua cidade. Ao todo são 12 áreas já beneficiadas pelo projeto. A etapa do Vasco da Gama foi a décima entregue, e outras duas estão em andamento. 

O secretário executivo de inovação Urbana da Prefeitura do Recife, Tullio Ponzi, falou da integração dos moradores com o projeto. “O morador passa a ser parte da solução dos problemas. A gente mostra com isso que a cidadania você pode exercer todos os dias. O programa também traz várias ações voltadas para o lixo, cuidados, práticas sustentáveis, compostagem do lixo orgânico, plástico transformado em banquinhos ou lixeiros. Aqui vemos a gestão pública tornar o morador o grande protagonista, diagnosticando problemas e propondo soluções. É realmente um programa transformador”, afirmou o secretário sobre o programa, que teve início em 2016 e já beneficiou diretamente mais de 13 mil recifenses, moradores do Alto do Maracanã, Córrego do Jenipapo, Mangabeira, Alto José do Pinho, Ibura, Alto Santa Isabel, Morro da Conceição, Sítio São Brás, Beberibe e Vasco da Gama. 

O morador da localidade, Dionizio Gomes de Lima, falou de como foi bom receber o program no local. “Foi maravilhosa a experiência, primeiro de tudo porque nosso lugar ficou mais limpo. Aqui era feio, desorganizado e aí recebemos orientações, nos integramos e todos estão fazendo a sua parte e tornando o lugar mais legal. As plantas, as pinturas das paredes, tudo os moradores ajudando a organizar. Foi muito bom, as casas estão lindas, arrumadas, a rua mais agradável”, comentou o aposentado.

Durante os três últimos meses, os moradores participaram de encontros, para pensar como poderiam melhorar o lugar em que moram, e receberam oficinas que os ajudaram a repensar em alternativas para o descarte do lixo, compostagem e ainda culinária sustentável e artesanato, com objetivo de criar incentivos para estimular uma mudança de comportamento do morador em relação a separação do seu lixo. As ruas, calçadas e as escadarias tiveram intervenções artísticas, tudo pensado com as crianças e para elas. 

Na Escola Municipal Chico Science uma horta foi construída pelos jovens e servirá como um verdadeiro laboratório para os estudantes multiplicarem os conhecimentos para toda a comunidade. A quadra da região  foi totalmente reformada, recebeu novo gradil, recuperação estrutural e pintura, e o parque infantil anexo à quadra ainda ganhou uma cerca nova, banquinhos e brinquedos recuperados.

“É muito bom poder ver o poder de transformação desse projeto. Para nós o sentimento é de felicidade. Nossa missão como empresa é levar cor para a vida das pessoas. Acreditramos muito nesse projeto e participar disso é maravilhoso”, declarou Rosângela Kirzner, Gerente Técnica das Tintas Coral, parceira do Mais Vida Nos Morros, junto com as empresas Asa, Rota (Mídia Exterior), Italiana, Cimento Forte, ConcrEpoxi, Bem-te-vi, Deskontão, Armazém Achaqui e Grupo KarneKeijo.

No evento, que comemorou a entrega do resultado do projeto, os moradores também contaram com feirinha de culinária sustentável, brincadeiras para as crianças e apresentação no teatro Lobatinho. A noite ainda recebeu as apresentações musicais da Galeria do Ritmo e das cantoras Nena Queiroga e Bia Villachan.


PERNAMBUCO NA 17ª SEMANA DOS MUSEUS

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Pernambuco tem programação gratuita e diversa na 17ª Semana Nacional de Museus
Espaços culturais ligados à Secult-PE/Fundarpe abrem seus acervos permanentes e montam mostras especiais para celebrar a ocasião.

“Museus como Núcleos Culturais: o Futuro das Tradições” é o tema deste ano

Os museus de Pernambuco ligados à Secult-PE/Fundarpe se preparam para mais uma edição da Semana Nacional de Museus, evento que acontece este ano entre os dias 13 e 19 de maio e é promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em 2019, a programação tem como tema “Museus como Núcleos Culturais: o Futuro das Tradições”. O Dia Nacional de Museus é celebrado em 18 de maio.

Participam do evento: o Museu de Arte Sacra (Maspe), o Museu Regional de Olinda (Mureo), Estação Central Capiba/Museu do Trem, Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) e Museu do Barro de Caruaru (Mubac).

“Essa é uma ótima oportunidade não só para os turistas conhecerem nossos equipamentos culturais, como também para os próprios pernambucanos redescobri-los. A partir de uma programação que dialoga com temas atuais, os visitantes poderão conferir que esses espaços não se restringem ao passado, pois estão sempre se renovando e se referem também ao futuro, como adianta o tema da Semana neste ano”, comenta o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto.

Para o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, o evento também deve aproximar a relação entre o público e os espaços. “Esta gestão tem a preocupação de dinamizar nossos museus através de uma programação diversificada. A grade preparada para a 17ª Semana Nacional de Museus é uma mostra do trabalho que fazemos durante todo o ano e é também um convite para que os visitantes frequentem sempre nossos equipamentos”, diz ele.

Confira abaixo a programação completa dos equipamentos culturais participantes da 17ª Semana Nacional de Museus:

MUSEU REGIONAL DE OLINDA – MUREO

Exposição permanente – Mobiliários, pinturas, louças, pratarias e peças de grande valor histórico para a vida social, religiosa da cidade.

10 a 31 de maio – “Arte no Varal Musical“, do artista plástico e compositor DIDO SANTOS.

Abertura dia 10 de Maio, às 17h, com apresentação de Dido Santos do projeto “Recital de música autoral, voz e violão“.
Participações dos poetas: Luiz Carlos, Sidney Ramos e José Evangelista.

Endereço: Rua do Amparo, 128, Amparo – Olinda
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h
Telefone: (81) 3184.3159 | 3194.3160

MUSEU DO TREM – ESTAÇÃO CENTRAL CAPIBA

Exposição permanente “Chegadas e Partidas: a memória do trem em Pernambuco”

14 de Maio | Jogo Didático “Chegadas e Partidas” com estudantes do Ensino Fundamental | 10h às 12h.

15 de Maio | Mesa: Cultura, tradição e identidade: a relação entre museu e cidade no bairro de São José. A mesa discutirá a relação do museu com o seu entorno, sua representatividade para a cidade e sua importância na composição da identidade urbana | 14h às 16h.

Participantes

Aluísio Câmara – Historiador, Museólogo e curador da exposição “Chegadas Partidas: A Memória do Trem em Pernambuco”.

Amélia Reynaldo – Arquiteta e urbanista, Doutora pela Universidade da Catalunha, Espanha, professora da Universidade Católica de Pernambuco, atua com ênfase em planejamento e preservação do espaço urbano.

Ângela de Almeida Cunha – Arquiteta e urbanista, realizou o projeto integrado de acessibilidade entre a Estação Central e a Casa da Cultura.

16 de Maio | Cine Estação “Recife, paisagens culturais e tradições” | das 14h às 16h.

Edição especial trazendo a exibição dos filmes: “O Mercado de São José” (10 min. 16mm e direção de Fernando Monteiro), seguida de um bate-papo com o diretor.

17 de Maio | Workshop “Noções e práticas de conservação do patrimônio cultural”. | 14h às 16h | inscrições via: educativomt@gmail.com |

Noções básicas de teoria, conservação e preservação, prática de processos museológicos, higienização de peças, além das demandas ligadas à ressignificação sofrida pelos objetos culturais e as possibilidades de releitura e curadoria.

Endereço: Rua Floriano Peixoto s/n, São José – Recife
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h | Sábado, das 10h às 17h | Domingo, das 10h às 14h
Telefone: (81) 3184.3197

MUSEU DO ESTADO DE PERNAMBUCO – MEPE

Exposições permanentes

O Casarão e a Cidade, usos e costumes – Curadoria de Ana Cristina Carvalho. Apresenta a trajetória histórica do palacete com ambientação do século XIX e costumes da aristocracia pernambucana.

Pernambuco, Território e Patrimônio de um Povo – Curadoria de Renato Athias e Raul Lody. A mostra de longa duração expõe a história da ocupação do território pernambucano da pré-história à atualidade.

Mostras de Curta Duração:

Até 02 de Junho – AGÔ Afrosagrado – de Roberta Guimarães. Curadoria: Raul Lody. Mostra fotográfica idealizada a partir da pesquisa da artista em 12 terreiros, resultando no livro “O sagrado, a pessoa e o orixá”.

14 a 19 de Maio – Ação Educativa| Oficinas e outras atividades direcionadas ao público visitante, com o recorte temático das tradições e culturas presentes no acervo e nas mostras em cartaz no museu;

14 de Maio – Mesa Redonda (19h)|”Mirando las coleciones desde otros sentidos: curadoria, objetos e cosmologia na Amazônia colombiana e no nordeste brasileiro”
Participante: Salima Cure Valdivieso (PPGA/UFPE)
Mediador: Alexandre Gomes (UFPE)

16 de Maio – Ação Educativa| Formação para professores de artes da rede pública de ensino.
09h às 12h – MEPE 90 anos
14h às 17h – Exposição Agô, com a fotógrafa Roberta Guimarães.

Endereço: Av. Rui Barbosa, 960, Graças – Recife
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h | Sábados e domingos, das 14h às 17h
Telefone: (81) 3184.3174

MUSEU DO BARRO DE CARUARU – MUBAC

Exposição permanente – O espaço expositivo do museu está composto pelas seguintes salas: Ceramistas do Alto do Moura, Mestre Vitalino e sua família, Coleção Abelardo Rodrigues e Pinacoteca Luiza Maciel, que expõe telas de artistas de Caruaru retratando a cidade e suas tradições.

13 de maio a 10 de junho| Mostra temporária “Diego e Frida: um sorriso no meio do caminho”, com imagens, em sua grande maioria, registradas pelos amigos do casal, como Manuel Álvarez Bravo, Nicholas Muray, Edward Weston, Guillermo Kahlo, Peter Jules, Guillermo Zamora e Juan Guzmán.

Endereço: Praça Cel. José de Vasconcelos, 100, Centro – Caruaru
Visitação: Terça a sábado, das 9h às 17h | Domingo, das 9h às 13h
Telefone: (81) 3727.7839 | 3721.2545

GALERIA TEREZA COSTA RÊGO

Até o dia 10 de junho – Mostra coletiva “O Museu é Vivo”, um recorte da coleção “Doe-se ao MAC”, na Galeria Tereza Costa Rêgo. A mostra fica exposta de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Endereço: Rua 13 de maio, 149, Varadouro – Olinda
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 13h
Telefone: (81) 3184.3153


RELÍQUIAS DO BAIRRO DO RECIFE

SINAGOGA KAHAL ZUR ISRAEL

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Nos imóveis de números 197 e 203, da Rua do Bom Jesus, existiu a primeira sinagoga das Américas, que funcionou até 1654. Em 1679, as casas foram doadas aos padres oratorianos, e, posteriormente, foram destruídos os vestígios da sinagoga, e o prédio, alugado para o comércio. Nas prospecções efetuadas, no local, objetivando a restauração da antiga sinagoga, dentre as descobertas efetuadas, a mais importante delas, do ponto de vista da comunidade judaica, foi a de um poço de pedra, de 1,70 m de profundidade por 70 cm de diâmetro, a Mikva, usado na cerimônia do banho espiritual. Nesse ritual, os judeus ortodoxos são purificados antes de fazer orações e antes da celebração do Dia do Perdão.
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Os imóveis foram restaurados e neles foi implantado o Centro Cultural Judaico de Pernambuco.
Os judeus recifenses temiam as perseguições da Inquisição portuguesa e fugiram; mas quem não temia? Alguns se cristianizaram, foram chamados de cristãos novos; outros se dispersaram pelo mundo atrás de terras mais seguras; entre esses, um grupo dirigiu-se para a América do Norte, onde lá fundou a cidade de Nova Amsterdã, atual Nova York.

BRUM

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Aqui foi uma das praias mais frequentadas do Recife. Enquanto as classes média e rica preferiam as margens do Rio Capibaribe, o povo comparecia e aproveitava suas cabanas de palhas. As obras de modernização do porto, aterrando as margens do Rio Beberibe, ainda afluente do Rio Capibaribe, acabaram com a praia do Brum. Era no Brum que ficavam os depósitos da Ferro Carril, empresa que explorava os serviços de transporte de bondes puxado por burros, existentes de 1871 a 1914, quando foram desativados. Entravam em operação os bondes elétricos da Tramways. A Praça Tiradentes que fica na Rua do Brum homenageia o mártir da Inconfidência Mineira, trazendo-o para perto de nossos heróis pernambucanos que, tanto como ele, pagaram alto preço pela coragem, ousadia e pelo amor à liberdade.
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Zilda Mamede, paraibana, nascida em 1928, bibliotecária e poeta. Do seu poema Noturno do Recife:
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“Nos mistérios do rio me perdi,
Na amargura do rio me encontrei,
Na sombra que beijava a flor do rio
Senti minha saudade anoitecer.”
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ESTAÇÃO DO BRUM

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O bonito prédio, com suas colunas de ferro, foi restaurado, sob os cuidados da Corregedoria de Justiça, para ser a sede do arquivo do judiciário. A estação serviu a The Great Western of Brazil Railway entre 1881 e 1934. Por lá, passavam os trens para Santo Amaro, cruzando o Rio Beberibe pela Ponte do Limoeiro, que foi inaugurada em 1811 (na época somente ferroviária) e permite a ligação do Bairro do Recife ao de Santo Amaro. Uma nova ponte foi construída, em 1963.
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FORTE DO BRUM

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Foi construído pelo engenheiro português Diogo Paes, em 1626, por determinação de Matias de Albuquerque, mas concluído pelos holandeses em 1631. Cercado por um largo fosso, deve seu nome ao presidente do Conselho Político, o neerlandês Johan de Bruyne, que o povo acostumou-se a chamar de Brum. Os portugueses reformaram-no em 1690.
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Nesse forte, esteve preso Bernardo Vieira de Melo, em 1712, e aqui se refugiou, em 1817, o Governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. A capela é portuguesa, construída em 1654, após a expulsão dos flamengos.
Durante a 2ª Guerra Mundial, serviu para acantonamento de unidades militares de artilharia. Desde 1987, funciona como Museu Militar, abrigando exposição de armas, fardamentos e munições utilizadas na época da invasão holandesa.
Na frente do forte, um padrão de pedra e uma cruz de Malta de ferro homenageiam o Infante Dom Henrique, iniciativa da colônia lusitana no Recife na passagem do quinto centenário de sua morte, ocorrida em 1460, em Sagres, Portugal. Foi um dos conquistadores de Ceuta, no norte da África: marco inicial da expansão marítima portuguesa, em 1415.
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CRUZ DO PATRÃO

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Esse obelisco arredondado foi aqui instalado no início do século XVII. Com 6 metros de altura, é encimado por uma cruz, para auxiliar na orientação dos navios que entravam no porto. Ao norte do obelisco, estava o Forte do Buraco, já demolido; ao sul, o Forte do Brum. Aqui negros pagãos eram enterrados, e fuzilados os condenados e militares rebeldes. 
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Hercílio Celso (1899–1957), recifense. Do poema Recife, Minha Cidade:
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“O Rio Capibaribe,
Em frente à Cruz do Patrão,
abraça-se ao Beberibe, 
num grande abraço de irmão.”


O JARDIM BOM E BONITO DE PERNAMBUCO

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HISTÓRIA

A história do município de Bom Jardim está ligada a uma lenda do início
do século XVIII de que as terras pertencentes a um único rico fazendeiro
tinha a denominação de Santana.

O sentimento religioso impulsionou o seu desenvolvimento, pois o rico
proprietário convidou um sacerdote para dar assistência aos poucos
católicos dos arredores. Depois mandou construir uma capelinha
dedicada à Santana, entre uma vegetação cercada de ipês e pela beleza
do colorido das flores

O sacerdote encantou-se com a paisagem, classificando o local de
majestoso, pois até havia “árvores de ouro”, referindo-se às flores
amarelas dos ipês e passou a chamar o lugar de Bom Jardim.

O povoado começou a crescer, habitado por mercadores de algodão do
sertão da Paraíba e o arruamento aumentou depressa, com o
movimento dos tropeiros que iam buscar aquele produto em Campina
Grande para beneficiá-lo no Recife.

DADOS DO MUNICÍPIO

Bom Jardim fica situado no Agreste Setentrional de Pernambuco, a 110
Km do Recife. Hoje, é um dos mais prósperos municípios agrestinos,
tendo na cultura do abacaxi e na extração do granito e pedras
semipreciosas a sua maior riqueza.

A Terra dos Músicos, como é apelidada, tem a maior reserva de granito
marrom-imperial do mundo.

Bom Jardim é famosa pela Pedra do Navio , a Cachoeira de Paquevira, os
Caboclinhos , os casarões em estilo europeu, as igrejas católicas, a Pedra
do Caboclo, entre tantas outras belezas naturais desse poético
município.

FONTES: IBGE, AMUPE e CONDEPE/FIDEM


ITAPISSUMA ONDE O RIO E O MAR SE ENCONTRAM

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HISTÓRIA

O local onde hoje fica a cidade de Itapissuma foi, primitivamente, uma
aldeia indígena situada entre o mar e o Rio Itapissuma. Ali, em 1588 foi fundado um povoado, por iniciativa de padres franciscanos,entre dois alagados, Bacurinho, ao norte e Suruajá ao sul.

Em 1646, ainda quando do domínio holandês, foi construída uma ponte
ligando a Vila de Itapissuma à Ilha de Itamaracá, à época capitania do donatário Duarte Coelho. Hoje essa ponte se chama Getúlio Vargas.

A primeira capela construída em Itapissuma foi a de São Gonçalo do Amarante, do século XVII, fundada pelo padre Camilo de Mendonça. A palavra Itapissuma é de origem Tupi Guarani, que quer dizer Ita – Pedra – Xuma – Negra e designavam as grandes pedras negras e moles que existiam às margens do Canal de Santa Cruz.

Para alguns, a palavra seria uma corruptela de Itapicima e significaria pedra de superfície lisa.
Como boa parte dos municípios pernambucanos, a evolução de Itapissuma se deu da seguinte forma: aldeia, povoado, vila, distrito e município.

DADOS DO MUNICÍPIO

Itapissuma, município da Região Metropolitana do Recife, a 45 Km da capital, está situada no litoral norte de Pernambuco e cercada por rios, mar e manguezais. É reconhecida como um dos principais pólos náuticos do Nordeste, além de ser considerada Patrimônio da Humanidade por
sua reserva de Mata Atlântica. Às margens do Canal de Santa Cruz é possível ver toda beleza que reserva a cidade. A pesca artesanal é uma das principais atividades da
população. Se o visitante preferir comprar peixes, caranguejos, ostras, polvos, a dica é o Mercado de Crustáceos, um dos maiores da região.

FONTE: IBGE, AMUPE e CONDEPE/FIDEM


O LINDO FORTE CASTELO DO MAR NO CABO DE SANTO AGOSTINHO

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Forte do Pontal de Nazaré (“Castelo do Mar”)
Foto: drone_recife_pe

O Forte do Pontal de Nazaré, também referido como Castelo do Mar, localizava-se no pontal de Nazaré, no atual município de Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do estado de Pernambuco, Brasil.

As ruínas estão situadas na face sul do cabo de Santo Agostinho, local da descoberta do Brasil pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón em 26 de janeiro de 1500.

História

Há uma certa confusão entre os estudiosos sobre a(s) fortificação(ões) denominada(s) “de Nazaré”, no cabo de Santo Agostinho, no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654): o Forte do Pontal de Nazaré, sobre o pontal, e o Reduto de Nossa Senhora de Nazaré, no alto do morro, na vila de mesmo nome.

Em termos estratégicos, o primeiro foi mais importante na região, cobrindo o ancoradouro na garganta, entre o cabo e o recife, entrada da barra do rio Suape e do rio Ipojuca, considerada como uma das mais importantes da costa pernambucana (SOUZA, 1885:84-85).

Na sequência da conquista de Olinda e Recife, a “Memória” de 20 de Maio de 1630, oferecida ao governo neerlandês de Pernambuco por Adriaen Verdonck, descreve a importância esse ancoradouro e a sua defesa:

“(…) junto à foz do rio [Ipojuca] há 2 ou 3 canhões a fim de impedir a entrada ao inimigo (…); aí vão as barcas carregar de 100 a 110 caixas de açúcar para transportá-las ao Recife, como o fazem em todos os outros lugares.”
A primitiva bateria foi ampliada e reforçada com a pedra granítica abundante no local, na contra-ofensiva portuguesa e espanhola de 1631, pelas forças de defesa comandadas por Bento Maciel Parente, ficando guarnecida por quatorze homens e artilhada com cinco peças de bronze. Tinha, na ocasião, a função de proteger o desembarque de reforços e suprimentos. GARRIDO (1940) informa que a sua planta, em alvenaria de pedra “em forma de cauda de andorinha” (sic), compreendia três baterias artilhadas com cinco peças de bronze e dois pedreiros (op. cit., p. 73).

Reforçada pelo terço napolitano de Giovanni di San Felice, conde de Bagnoli, esta estrutura sustentou o assalto combinado das forças neerlandesas (1.500 homens do almirante Joan Cornellizon Lichthart e de Sigismund van Schkoppe em Fevereiro de 1634), ante as quais virá a capitular, com honras militares, a 2 de Julho de 1635, sendo rebatizada como Forte van der Dussen (BARRETTO, 1958:151-152). A rendição do Arraial Velho do Bom Jesus desde 8 de Junho de 1635, e a desta praça, abriram aos neerlandeses, em meados desse ano, a ocupação da Zona da Mata Nordestina.

O “Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil”, de autoria do próprio Adriaen van der Dussen, datado de 4 de Abril de 1640, complementa, atribuindo-lhe um efetivo de duas companhias com 196 homens:

“O Cabo de Santo Agostinho tem, (…) no Pontal, o Forte Van der Dussen, que é uma bateria murada, com um hornaveque do lado do morro, em forma de tenalha e circundada de uma forte paliçada; serve para manter sob nosso domínio todo o porto, porque os seus tiros atingem a barra, dominando assim o porto. Nessa fortificação estão 6 peças de bronze, a saber: 2 de 24 lb, 2 de 12 lb e 2 de 6 lb.”
BARLÉU (1974) transcreve a informação: “(…) o [forte] de Van der Dussen, no Cabo de Santo Agostinho, o qual defende o porto com seis bocas de fogo.” (op. cit., p. 144) Atribui-lhe, entretanto, guarnição de apenas 170 homens (op. cit., p. 146). Com relação à paliçada, foi esta determinada por Maurício de Nassau na iminência do ataque de uma frota espanhola ao nordeste neerlendês (c. 1639): “(…) Igual tarefa executou Herckmann [proteção cingindo-o de estacada] no Cabo de Santo Agostinho, onde está o forte de Van der Dussen (…)” (op. cit., p. 159).

Uma década mais tarde, a 10 de Setembro de 1645, quando sob o comando do neerlandês Hoogstraten, este entrega-o aos portugueses mediante a soma de 18 mil escudos [cruzados?] e o comando de um Regimento (SOUZA, 1885:84-85). Foi guarnecida por um Tenente, um Condestável, dez fuzileiros, dois artilheiros e praças de Infantaria dos Terços do Recife (GARRIDO, 1940:73).

O levantamento histórico realizado pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (1997), indica que esta estrutura sofreu reparos em 1763, ocasião em que se informava que a face voltada para a enseada “fora de novo principiada mas não fora concluída”, continuando aberta no lado voltado para o continente. A estrutura apresentava então duas baterias, uma das quais caída à época. Internamente cinco cômodos serviam como Corpo da Guarda, Armazém, Casa da Palamenta e Casa da Pólvora. Um pequeno vestíbulo dava acesso à Casa da Pólvora. As dependências dos Quartéis da Tropa e da Casa do Comando ficavam numa estrutura em separado, a montante: o Quartel do Forte. Figura na “Coleção de Mapas de vários regimentos da Capitania de Pernambuco (c. 1763)” como um “Reduto na barra” (“Planta do Reduto que se acha na barra de N. S. de Nazaré”. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa) (IRIA, 1966:61).

SOUZA (1885:85) reporta que à época (1885), esta estrutura encontrava-se desarmada e desguarnecida.

Atualmente em ruínas, que não se encontram tombadas, o sítio sofreu pesquisa arqueológica pela Fundarpe, bem como uma intervenções de consolidação das muralhas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Foi avaliado pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE em Outubro-Novembro de 1997, carecendo de pesquisa sistemática e de obras de consolidação das estruturas.

Com o formato de um polígono heptagonal aberto, além do terrapleno e das muralhas, podem ser vistos, à entrada, as ruínas da Casa da Pólvora e do Quartel da Tropa.

O acesso à estrutura, na extremidade sul do cabo de Santo Agostinho, é feito pela atual vila de Nazaré, a partir da bifurcação da rodovia PE-28 com a estrada do Hotel Blue Tree Park.

Atualmente integra o Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti.


Última etapa da Área Sul do Projeto Pontal, em Pernambuco, está em fase de conclusão

Resultado de imagem para Área Sul do Projeto Pontal, em Pernambuco

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está concluindo a implantação da última etapa da Área Sul do Projeto de Irrigação Pontal, localizado em Petrolina (PE). A empresa agora se prepara para iniciar a entrega dos primeiros lotes. Estima-se que, até 2020, todos estejam sob a responsabilidade dos futuros proprietários.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, durante sua passagem na região, visitou o Projeto Pontal. Na ocasião, ele acionou a elevatória da última etapa da Área Sul, ativando a Estação de Bombeamento 03, que tem como função elevar a água para o canal principal, responsável por irrigar toda a área Trecho C do canal.
O ministro reiterou o potencial econômico do setor da agricultura irrigada de Petrolina no cenário nacional e comemorou com a perspectiva de geração de mais de 1,4 mil empregos diretos e 1,7 mil indiretos que o projeto irrigado trará para o município.

A Codevasf, responsável pela idealização e implantação do projeto, teve como principal objetivo a criação de empreendimentos agrícolas, agropecuários e agroindustriais para pequenos e grandes produtores.
Tendo como fonte hídrica o rio São Francisco, o Pontal abrange duas grandes áreas integradas que foram denominadas de Pontal Norte e Pontal Sul, separadas pelo riacho Pontal, afluente do rio São Francisco pela margem esquerda.

Ocupando uma área total de cerca de 29 mil hectares, a área destinada à irrigação abrange cerca de 7,6 mil hectares e foi dividida em duas categorias: lotes empresariais e lotes familiares, sendo 3,5 mil ha no Pontal Sul e 4,1 mil ha no Pontal Norte.

Por meio de licitação, a Codevasf promoveu seleção de irrigantes para a ocupação de 299 lotes com área de 6 ha cada, destinados aos pequenos produtores, e 37 lotes destinados a empresas com 46 ha cada um.
Segundo o diretor-presidente da Codevasf, Marco Aurélio Ayres Diniz, para a implantação dessa obra, estão sendo adotados novos critérios de planejamento e novo modelo de acompanhamento, o que vai permitir alcançar os resultados estabelecidos pela Companhia.

Investimentos

As obras de implantação e estruturação da Área Sul do Projeto de Irrigação do Pontal representaram um investimento de R$ 335 milhões e têm como principais resultados o canal de aproximação, três estações de bombeamento, sendo uma de captação e duas elevatórias, 63 quilômetros de canais de irrigação, 10 quilômetros de condutos forçados e três subestações de força, 67 quilômetros de estradas pavimentadas e 34 quilômetros de estradas vicinais.

Situada em uma área do polo hidroagrícola Petrolina (PE)/Juazeiro(BA), um dos mais importantes centros de produção e exportação de frutas tropicais irrigadas Brasil, a região possui uma infraestrutura logística que facilita o acesso a três portos e estradas em boas condições, além da proximidade com o aeroporto de Petrolina que fica a 40 quilômetros do projeto.

Compromisso social e meio ambiente

Mais de 140 famílias de pequenos produtores que habitavam a área de sequeiro receberam da Codevasf capacitação e assistência técnica. De acordo com o superintendente da 3ª Superintendência Regional da Companhia, Aurivalter Cordeiro, a implantação do Perímetro de Irrigação Pontal está baseada no processo de integração de utilização e acesso à água, beneficiando as diferentes categorias de produtores, sempre respeitando as dimensões econômicas, sociais e ambientais. 

“Esses lotes de sequeiro foram destinados àquelas pessoas do meio rural. Alocamos essas famílias de modo que continuassem com os seus costumes, mantendo sua cultura, explorando a parte sequeira e criando seus animais. Para que isso fosse possível, disponibilizamos pontos de água permanentes para facilitar a vidas dessas famílias”, afirmou o superintendente.

Seguindo os mesmos preceitos, a Codevasf, no intuito de preservar o meio ambiente, destinou 20% da área total do Pontal para reserva legal, dividindo o espaço em duas unidades de conservação denominadas de Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre Riacho Pontal e Unidade de Conservação Parque Estadual Serra do Areal, respectivamente no Pontal Sul e Pontal Norte. Além dessas unidades, também foram reservadas áreas de preservação para compensação ambiental às áreas a serem desmatadas para o plantio.
Segundo o supervisor de Fiscalização de Obras da Codevasf, Leonardo Lyra, alguns lotes envolvem essas áreas, mas ele foi enfático ao informar que um dos critérios exigidos no edital para a seleção de posse dos lotes foi a proibição de uso desses espaços de compensação ambiental. “Temos uma fauna e flora riquíssimas nessa localidade. A Codevasf está preservando isso. A tendência é que, com os irrigantes, a proteção seja ainda maior. Colocamos a economia, o meio ambiente e o social no mesmo patamar”, acrescentou Lyra.

Mais informações: http://www.codevasf.gov.br
Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf


Iniciada obra que beneficia dez distritos de Sertânia com água da Transposição do Rio São Francisco

Foto 1. Estação Elevatória  Moxotó 1, localizada no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, que capta água do Rio São Francisco : Aluisio Moreira.

Foto 2 .Início da obra para a construção da Estação de Tratamento do distrito de Rio da Barra ( serviços de terraplanagem), uma das unidades do sistema de abastecimento da localidade. A água para alimentar o Sistema de Rio da Barra será captada diretamente do Canal do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, distante  dois quilômetros da Estação Elevatória 1, que  já alimenta o Sistema Moxotó.                           

Um sonho antigo dos moradores de dez distritos de Sertânia – vizinhos do canal do Eixo Leste da  Transposição-, era ver as águas do Rio São Francisco chegar às torneiras das casas de cada um deles. Esta semana, o  Governo de Pernambuco iniciou  a obra de implantação do Sistema de Abastecimento de Água de Rio da Barra com a construção, inicialmente, da Estação de Tratamento de Água (ETA), que está na fase de terraplanagem da área onde o equipamento será instalado.  “Aquela situação de ver a água passar na porta de casa e não chegar às torneiras angustiava os moradores e também o governador Paulo Câmara que nos deu a tarefa de passar a abastecer os moradores com água de qualidade”, afirmou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

A região beneficiada é formada pelos distritos de Barreiros, Cacimbinha, Maia, Rio da Barra, Salgadinho, Salgado, Santa Maria, São Gonçalo, Valdemar Siqueira e Xique-Xique, totalizando cerca de quatro mil moradores que dependiam de caminhões-pipa. O investimento é da ordem de R$ 6 milhões para implantar todo o sistema de abastecimento de água. A previsão de conclusão é para setembro do próximo ano.

A captação será feita diretamente do canal da Transposição do Eixo Leste do Rio São Francisco, distante dois quilômetros da Estação Elevatória 1, que já alimenta o Sistema Moxotó com águas do “Velho Chico” por meio da Barragem de Moxotó ( distrito Rio da Barra).  Será construída uma Estação de Tratamento de Água com capacidade para tratar 15 litros de água por segundo. Três reservatórios com capacidade para armazenar 100 mil litros cada um, serão construídos- dois na comunidade de Rio da Barra e outro no distrito de Valdemar Siqueira- além de duas estações elevatórias para bombeamento da água. Será construída uma adutora  de 17, 4 quilômetros  de extensão, além de 13,6 km de rede de distribuição. A ETA contempla ainda uma estação para tratamento de efluentes, a fim de preservar o meio ambiente.


Voluntários realizam mutirão de limpeza das margens do Rio Capibaribe neste sábado (11), na Rua da Aurora

O movimento de preservação ambiental “Pró-Capibaribe” vai distribuir luvas e sacos gratuitamente para os participantes. Evento é aberto ao público, terá início às 14h, com ponto de encontro em frente ao monumento Tortura Nunca Mais

Para preservar a vida do mangue e das espécies que vive no rio, o movimento de preservação ambiental ‘Pró-Capibaribe’ reunirá voluntários na tarde do sábado (11), às 14h, em frente ao monumento Tortura Nunca Mais para realizar o segundo mutirão de limpeza das margens do rio. Para participar não é necessário efetuar inscrição prévia. Basta chegar no dia, horário e local marcados usando roupas leves e galocha ou sapato que suporte a umidade do rio. As luvas, sacos para descarte dos lixos, água e lanche serão entregues gratuitamente no momento da ação. A expectativa é que ao menos uma tonelada de lixo seja retirada manualmente pelos participantes.

A primeira ação do Pró-Capibaribe aconteceu no dia 7 de abril de 2019 e reuniu cerca de 30 recifenses. Nem mesmo a chuva que caiu no dia impediu que os voluntários removessem aproximadamente meia tonelada de resíduos do Rio Capibaribe. Todo o material retirado do rio foi encaminhado para uma cooperativa de catadores de material reciclável. Nesta segunda edição, um caminhão da ECOFROTA de limpeza urbana vai ficar responsável por direcionar os resíduos para reciclagem.

O mutirão é um caminho que abraça tanto a prática da educação ambiental quanto a mudança de uma parte da paisagem do rio. Tudo isso para reforçar a limpeza que já é realizada pela Prefeitura, que não dá conta do grande fluxo de descarte incorreto de resíduos na cidade. A melhora da qualidade do Capibaribe passa fundamentalmente pela ação ambiental realizada tanto pelas ações governamentais quanto atitudes feita pela própria população. No entanto, essa realidade esbarra no descarte incorreto de resíduos sólidos. Para se ter uma ideia, o Brasil deixa de arrecadar cerca de 3 bilhões de reais por ano por não aproveitar matérias-primas recicláveis.

No Recife, o cenário não é diferente: os lares do município produzem mais de 40 mil toneladas de resíduos sólidos por mês e, desse total, apenas 2% viram matéria-prima reciclável, segundo a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (EMLURB). O impacto que esse cenário gera é um desperdício de 98% dos resíduos produzidos no Recife. Ou seja: o que poderia ser matéria-prima para aquecer a economia local a partir da coleta seletiva feita por cooperativas, hoje está prejudicando diretamente o meio ambiente da cidade.

Para o vereador Rodrigo Coutinho (Solidariedade), atitudes como essa reforçam o que deveria acontecer desde o princípio: o Rio Capibaribe ser uma prioridade para a cidade. “Nosso Capibaribe pode oferecer muito ao Recife em termos de mobilidade urbana e educação ambiental. Pensando em reduzir o impacto do plástico para o meio ambiente, propus a  Lei Ordinária nº 137/2018, que tramita na Câmara. Ela pretende impedir a comercialização de canudos desse material. Levamos em consideração o impacto às espécies marinhas, que têm sofrido muito com o lixo. O caminho é repensar nossos hábitos, reciclar o que pudermos e repensar nosso consumo”, explica, complementando que vê nessas diretrizes um caminho possível para melhorar a qualidade ambiental do município.


App brasileiro que traduz Português para Libras é premiado pela Google

A plataforma está disponível para Android e iPhone, de graça, nas Google Play e App Store. (Imagem: Reprodução)
A plataforma está disponível para Android e iPhone, de graça, nas Google Play e App Store. (Imagem: Reprodução)

A tecnologia a serviço do bem. Este é o mote do Desafio Google de Impacto em Inteligência Artificial (IA), que premiou 20 organizações pelo desenvolvimentos de soluções em tecnologia para os maiores problemas da humanidade. E um dos vencedores é brasileiro!

É a Hand Talk, uma plataforma que traduz o Português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), facilitando a comunicação digital para os brasileiros e falantes da língua portuguesa com deficiência auditiva. O aplicativo usa um avatar, o Hugo, que traduz automaticamente texto e áudio para Libras. A ferramenta ainda pode ser instalado em sites de empresas, tornando-os acessíveis para essa população. O app está disponível para Android e iPhone, de graça, nas Google Play e App Store.

Para apoiar os projetos, a Google vai ceder US$ 25 milhões em subsídios, crédito e consultoria do Google Cloud, orientação de especialistas em IA do Google, além de um programa de aceleração e outros suportes para os 20 escolhidos.

O anúncio dos vencedores foi feito durante a conferência para desenvolvedores Google I/O, nesta terça-feira (7). A iniciativa faz parte do projeto Google IA para o Bem Social, que busca por as novas tecnologias na linha de frente contra os problemas da humanidade – tendo desenvolvido soluções em IA para prever enchentes, combater a fome e proteger a vida marinha.

mundobit


UFG desenvolve medicamento que reverte overdose de cocaína

Lançamento no mercado depende de parceria com a indústria farmacêutica

A nanopartícula é capaz de capturar a cocaína em circulação na corrente sanguínea, e evitar os efeitos da droga

A Universidade Federal de Goiás (UFG) anunciou o desenvolvimento de uma nanopartícula capaz de capturar a cocaína em circulação na corrente sanguínea e, assim, evitar os efeitos da droga, até mesmo quando consumida em quantidades que causam “overdose” e podem levar à morte.

A nanopartícula é administrada por meio de medicamento intravenoso. Testes feitos com ratos nos laboratórios do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos da UFG, o FarmaTec, indicam a capacidade de captura de até 70% da cocaína no organismo e o retorno quase imediato da pressão arterial e dos batimentos cardíacos ao estado normal.

“A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos”, diz a farmacêutica Sarah Rodrigues Fernandes, em material de divulgação da UFG. Ela é autora da pesquisa, que resultou em sua dissertação de mestrado defendida há três semanas no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da universidade.

“Ao capturar a cocaína, a nanopartícula mantém a droga aprisionada em seu interior. Não permite que a droga se difunda pelo cérebro ou outras regiões do organismo. Possibilita, então, que haja tempo para uma terapia de resgate”, explica à Agência Brasil a farmacêutica Eliana Martins Lima, orientadora do trabalho e professora de nanotecnologia aplicada à área farmacêutica.

A cocaína aprisionada na partícula é retida pelo fígado na passagem da corrente sanguínea e é destruída no metabolismo feito pelo órgão.

“O que nós buscamos com isso foi viabilizar uma forma de que, no momento em que o paciente começa a perder sinais vitais, seja possível ao médico ou ao Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] salvá-lo, reduzindo aquela dose tóxica que está na corrente sanguínea”, acrescenta a orientadora, que trabalhou como professora visitante no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Inovações
O experimento bem-sucedido traz duas inovações. Além de obter resultados quase imediatos para diminuir os efeitos da cocaína, a pesquisa muda e acrescenta o modo de usar nanotecnologia em terapias com medicamentos.

Desde os anos 1990, a nanotecnologia é utilizada para levar de forma mais eficaz partículas aos alvos no organismo que precisam de recuperação e proteção. O experimento mostra que a nanotecnologia também pode ser proveitosa para buscar e aprisionar substâncias e reverter um quadro crítico.

As chamadas partículas nanométricas, obtidas a partir de componentes químicos orgânicos naturais (lipídeos) e de moléculas de baixa massa (polímeros), são extremamente pequenas (1 nanômetro é 1 milhão de vezes menor que o milímetro) e, por isso, eficientes na circulação sanguínea.

Comercialização
A eventual disponibilização do medicamento para uso no socorro de pessoas em processo de overdose depende de parceria entre a universidade e laboratórios farmacêuticos. Até poder ser utilizado em seres humanos, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A produção de medicamento é investimento de médio a longo prazo. Além dos testes, a indústria farmacêutica precisa custear os laboratórios de fabricação em massa e fazer a comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção deverá fazer o registro para a venda.

“Nosso papel como universidade pública é formar pessoas altamente qualificadas, jovens cientistas, pesquisadores e, no meio desse caminho, produzir conhecimento novo. É muito importante, agora, que as indústrias farmacêuticas, percebam a capacidade de contribuir com esse processo de inovação e, dessa forma, identifiquem que vão conseguir manter um espaço importante no mercado”, diz Eliana.

Por: Agência Brasil