Após delatado, Alckmin leva preocupação a tucanos

Na direção do PSDB o ambiente também é de incerteza. Aliados de Geraldo Alckmin já verbalizam que o teor de sua citação na delação da Odebrecht diminuiu a possibilidade de ele ser visto pela totalidade da sigla como um presidenciável com chances de êxito.

Pupilo do governador, João Doria (PSDB-SP) faz grande sombra a Alckmin. No evento deste sábado (21) promovido pelo Lide, grupo empresarial criado pelo prefeito, políticos ficaram abismados com o volume de pedidos para selfies que Doria recebeu.

A pressão do prefeito paulistano funcionou e a Câmara Municipal extinguiu a comissão de estudos que discutiria seu plano de privatizações. Doria temia que os debates atrasassem a aprovação dos projetos na Casa. Seis dos sete integrantes do grupo faltaram à sua instalação — inclusive dois petistas.

(Painel – Folha de S.Paulo – Daniela Lima)


Federal de Pernambuco ganha melhorias do MEC

O ministro da Educação, Mendonça Filho, inaugurou, há pouco, oito obras da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Além da transRural, via que vai garantir a mobilidade e acessibilidade a UFRPE, serão entregues o Prédio Ariano Suassuna,  que é um complexo administrativo dos cursos de História, Administração, Letras e Ciências Sociais; o Edifício da editora universitária; Complexo Acadêmico Administrativo que irá abrigar mais de dez cursos de graduação a distância.

Serão inaugurados ainda os galpões de avicultura, bubalinocultura e da Fábrica de Ração e a ampliação da rede elétrica de média tensão. Juntas, as obras somam um investimento de R$20.410.000,00. ” São obras importantes de infraestrutura que garantem mais qualidade para o desenvolvimento da Educação”, destacou o ministro.

Durante a solenidade o ministro pontuou que tem garantido a manutenção de recursos,  possibilitando a conclusão de obras que estavam há muitos anos paradas. ” Desde assumi já liberamos 82,5 milhões de reais em investimentos para a UFRPE (de maio/2016 até agora). Outros 78,5 milhões de reais em investimentos ainda serão liberados para a instituição esse ano”, garantiu  Mendonça Filho.


Gilmar quer barrar reajuste de servidores

Preocupado com o estado das contas públicas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para barrar uma nova onda de reajustes a servidores públicos federais fundamentados no princípio de isonomia a partir de uma legislação de 2003.

Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei 10.698, que fixava aumento de R$ 59,87 para os funcionários públicos civis da administração federal direta, autárquica e fundacional. Fez-se então uma interpretação “generosa” da lei, entendendo que a fixação de valor único para todas as categorias resultou em porcentuais diferentes de aumento conforme os vencimentos de cada uma.

Vários órgãos do Judiciário, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Superior Tribunal Militar (STM) e Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiram aplicar o reajuste para seus próprios servidores, gerando efeito cascata. Fixaram como critério de reajuste o porcentual de 13,23%, tendo como referência os servidores de menor remuneração.

“Essa foi uma interpretação que comprometia as finanças públicas, porque, ao consagrar os membros do Judiciário com uma gratificação retroativa, acabava por estender a todos os servidores a mesma gratificação. É inequívoco que se trata de mais um artifício, valendo-se da chamada autonomia administrativa e financeira”, comentou Gilmar Mendes ao Estado.

Em maio de 2016, por unanimidade, a 2ª Turma do STF barrou o reajuste de 13,23% a servidores da Justiça do Trabalho – na época, falou-se que o impacto poderia chegar a R$ 42 bilhões, caso o reajuste fosse estendido a todas as folhas de vencimentos dos servidores.

Corporativismo. Mesmo assim, a pressão corporativista continua e há casos de decisões favoráveis ao reajuste em instâncias inferiores, provocando insegurança jurídica e levando à multiplicação de processos.

“Agora continuam a pipocar casos em que querem manter os benefícios que já foram concedidos, por isso, achei por bem, diante dos precedentes, propor a súmula vinculante”, disse Gilmar. A súmula vinculante é um verbete editado pelo próprio STF, que tem efeito em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

A proposta de Gilmar é a seguinte: “É inconstitucional a concessão, por decisão administrativa ou judicial, do chamado ‘reajuste de 13,23%’ aos servidores públicos federais, ante a falta de fundamento legal”. Ainda não foi marcado o julgamento da proposta.

Estadão conteúdo


Documentos da Odebrecht na Suíça chegam ao Brasil

Segundo delatores e investigadores, o servidor traz registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010

Uma cópia do servidor com 2 milhões de páginas de documentos, e-mails e provas de transações bancárias das atividades suspeitas da Odebrecht já está em Brasília. Os dados guardados pela construtora na Suíça passam atualmente por uma “preparação” para que possam ser usados pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O conteúdo é tratado pelos procuradores da força-tarefa como uma espécie de “caixa-preta da República” de todos os pagamentos de propinas pela construtora pelo mundo. Entre as informações contidas no servidor estão, segundo os delatores e investigadores, os registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010.

Os dados vão ajudar no cruzamento de informações com os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados às delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Comprovantes

A expectativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de obter comprovantes de pagamentos, tabelas de transferências e extratos bancários. As defesas de políticos investigados têm minimizado o conteúdo das acusações.

Até agora, há registro de mil relações bancárias ligadas à Odebrecht em contas na Suíça, com o bloqueio de US$ 1 bilhão. Pelas movimentações da construtora, US$ 635 milhões passaram pelas contas secretas.

Veja Online


Milhares saem às ruas em cidades ao redor do mundo contra ‘ataque da política contra a ciência’

People gather in front of the Brandenburg Gate in support of scientific research during the March for Science in Berlin, Germany, 22 April 2017

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Image caption Thousands of protesters around the world have taken part in the first-ever March for Science

Milhares de cientistas estão indo às ruas neste sábado em centenas de cidades ao redor do mundo contra o que acreditam ser um “ataque político global contra os fatos”.

Programada para o Dia da Terra, a Marcha pela Ciência busca estimular ações de proteção do meio ambiente.

Seus organizadores afirmam ser também uma celebração da atividade científica e um pedido de apoio e proteção à comunidade de pesquisa mundial.

O principal evento será uma passeata em Washington, capital dos Estados Unidos. Segundo seus idealizadores, não se trata de uma ação contra o presidente americano, Donald Trump, apesar de afirmarem que seu mandato agiu como um “catalizador” do movimento.

Uma das inspirações para essa mobilização foi outro protesto global recente, a Marcha das Mulheres, organizada em janeiro contra Trump e em prol dos direitos femininos.

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Image caption Cientistas foram às ruas em Sydney, na Austrália
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Image caption Cartaz protesta contra corte de orçamento de pesquisa científica
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Image caption Cientistas também se manifestaram em Berlim, na Alemanha

Organizadores da Marcha pela Ciência em Viena, na Áustria, disseram por meio de sua página no Facebook ter crescido a mobilização em torno de um movimento global pouco após o início do mandato da Trump.

O presidente americano já disse que considera as mudanças climáticas uma farsa, uma visão que gerou a preocupação na comunidade científica de que haja na população dúvidas crescentes quanto a fatos apoiados em evidências científicas.

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Image caption Uma multidão protestou em Viena, na Áustria
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Image caption Protestos também ocorreram em Genebra, na Suíça

Em Londres, cientistas e entusiastas da ciência participaram de uma passeata entre o Museu da Ciência e a praça do Parlamento.

Muitos se manifestaram contra o que veem ser uma “tendência preocupante” de políticos duvidarem deresultados de pesquisas científicas.

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Image caption Museu da Ciência foi o ponto de partida de passeata em Londres
Marcha pela Ciência
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Image caption Milhares marcharam até a praça do Parlamento na capital britânica

A meta do protesto é aproximar cientistas e seu trabalho do público em geral.

Os idealizadores do movimento global dizem ser um desafio fazer essa ponte entre a comunidade científica e a população e até mesmo incentivam cientistas a entrar na política para fazer com que suas vozes sejam ouvidas.

BBC Brasil


Exposição fotográfica em SP chama atenção para acidentes de trabalho

Como parte da programação do Abril Verde, o MPT realiza exposição sobre trabalhadores. Na foto, trabalhadores da construção civil
Como parte da programação do Abril Verde, o MPT realiza exposição sobre trabalhadores © André Esquivel/Livro Trabalho/MPT

Está em cartaz na capital paulista a exposição fotográfica “Trabalhadores” dedicada às vítimas de acidentes de trabalho. A ação, promovida pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), faz parte da Campanha Abril Verde, promovida pelo órgão em todo o país. A mostra pode ser conferida até o dia 28 de abril, das 9h às 17h, na Rua Cubatão, sede do órgão.

A exposição conta com 25 imagens que mostram as condições de trabalho em setores com grande incidência de irregularidades em relação à saúde e à segurança. São fotos sobre a colheita de cana-de-açúcar, o setor frigorífico, a construção civil, o uso de amianto, a indústria do gesso e a realidade dos vaqueiros nordestinos.

As obras são de autoria de Geyson Magno, André Esquivel e Walter Firmo. Elas fazem parte dos livros Trabalho e O Verso dos Trabalhadores, publicados pelo MPT em 2015. Durante a ação, serão distribuídos kits com as edições da revista MPT em Quadrinhos, que aborda temas relativos à saúde e à segurança dos trabalhadores.

Outra ação que faz parte da campanha ocorrerá no dia 26 de abril durante a rodada da Copa do Brasil. Será feito um minuto de silêncio em memória às vítimas de acidentes de trabalho.

Segundo o MPT, a partir de levantamento de dados da Previdência Social, o Brasil tem média de mais de 700 mil acidentes por ano desde 2010. Em 2014, foram 704 mil registros, sendo 2.783 casos fatais e 251,5 mil que resultaram em afastamentos por um período superior a 15 dias.

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil
Edição: Amanda Cieglinski


Odebrecht apresenta extratos de propina negociada com Temer

Odebrecht apresenta extratos de propina negociada com Temer: Valores superam 40 milhões de dólares; reunião entre ex-executivos teria ocorrido no escritório do atual presidente

© Marcos Corrêa/PR Valores superam 40 milhões de dólares; reunião entre ex-executivos teria ocorrido no escritório do atual presidente A empreiteira Odebrecht entregou à força-tarefa da Operação Lava Jato extratos que comprovariam pagamento de propina negociada em uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, os valores superar os US$ 40 milhões citados anteriormente por delatores. Segundo depoimento dos ex-executivos, o encontro em que foi firmado o pagamento aconteceu no escritóro do peemedebista em São Paulo.

O dinheiro seria ligado a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, relacionado a certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

Os repasses teriam sido realizados entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos apresentados pela empreiteira chegam a US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas atinge US$ 65 milhões. Parte do montante teria sido pago em espécie no Brasil, enquanto a maioria foi distribuída a contas de operadores no exterior.

Segundo o ex-presidente da Odebrecht Engenharia Márcio Faria, no encontro com Temer não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina” relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha. O presidente teria acertado 5% de propina do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.

A assessoria de Michel Temer diz que o presidente “jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que “a narrativa divulgada não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta”.

O peemedebista “contesta de forma categórica” o envolvimento de seu nome em negócios escusos e diz que nunca defendeu interesses particulares na Petrobras, nem apoiou pagamento de valores indevidos a terceiros.

Notícias ao Minuto


22 de abril, uma data para ser enterrada da história do Brasil – Por Augusto Saboia

Hoje é comemorado, não por mim, a maior mentira e tragédia para o Brasil, fomos “descobertos” pela pior raça do mundo na época, os Portugueses.

Dia de grande tristeza, apesar de ser neto de português e ter família lá. Não tenho a mínima vontade de conhecer esse paiseco, só se for para ter raiva.

Nenhuma colônia desse paiseco prestou para nada. Até hoje.

As vezes a verdade doí muito, a estória que contavam para nós no primário com heróis, entradas e bandeiras, expulsão dos holandeses e formação da nação brasileira, tudo estória da carochinha, fomos explorados até a última gota, só tivemos a primeira Universidade na época de Getúlio Vargas, e perdemos 400 anos na mão desse exploradores que nem cuidar do próprio país sabem, pois é falido há muito tempo e insignificante no contexto europeu.

Essa data para mim é de luto.

Aliás uma data que nem é comentada em nenhum meio de comunicação há muito tempo, mas eu não deixo passar em branco, a História mesmo ruim não deve ser esquecida. O brasileiro não estuda história, acha perda de tempo, eu não.


Caxias do Sul instala ponto de ônibus com teto verde que produz energia solar

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O projeto instalou placas fotovoltaicas no local para que a parada seja energeticamente autossuficiente
Fotos: Divulgação

Na cidade de Caxias do Sul (RS), um ponto de ônibus foi restaurado com o tema sustentabilidade e se transformou em uma parada ecológica. O projeto foi idealizado pelo escritório de arquitetura sustentável ecco! archi studio, em parceria com a empresa de transporte coletivo Visate. As informações são do Razões Para Acreditar.

Batizado de Parada Verde, o projeto usou a estrutura original do ponto de ônibus, onde fez pequenos ajustes para que ela pudesse receber um teto verde, que traz benefícios para o meio ambiente e aos usuários do transporte coletivo.

O projeto instalou placas fotovoltaicas no local para que a parada seja energeticamente autossuficiente. As placas oferecem pontos de recarga de celular e garantem a iluminação da região com lâmpadas LED.

Na composição dos bancos e do próprio telhado, foram utilizados resíduos de madeiras plásticas. Além disso, assentos antigos de ônibus foram reformados e aproveitados no local, que ganhou uma camada de vidro laminado, para protegê-lo contra as intempéries.

A Visate aproveitou a inauguração da Parada Verde para anunciar o lançamento, em parceria com a Volvo, do primeiro ônibus híbrido de Caixas do Sul, movido a biodiesel e eletricidade.


Novo carro de polícia da Ford utiliza motores elétricos

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A montadora afirma que, além de propulsão elétrica, o carro também conta com motor mais eficiente
Fotos: Divulgação/Ford

Com o objetivo de aliar segurança pública e proteção ao meio ambiente, a Ford anunciou na segunda-feira, 10 de abril, sua versão híbrida para carros de polícia. O novo “Police Responder” é o primeiro veículo com foco em forças policiais que usa motores elétricos, além daqueles de combustão. O carro é, de forma geral, um Ford Fusion com algumas modificações.

O Responder faz parte de um pacote de 13 veículos híbridos que a montadora vai anunciar até 2020. A empresa está investindo 4,5 bilhões de dólares em um plano de expansão de carros elétricos em seu portfólio. Nem mesmo veículos com foco em forças policiais ficaram de fora dessa ambição, informou a Exame.com.

“Eletrificar nossa próxima geração de carros é o centro do nosso comprometimento inabalável com sustentabilidade”, afirma o presidente da Ford Joe Hinrichs em comunicado à imprensa.

A montadora afirma que, além de propulsão elétrica, o carro também conta com motor mais eficiente. A Ford promete economia anual de quase 4.000 dólares por carro. Para forças policiais de grandes cidades, com grandes frotas, a economia vira milionária.

O veículo usa o motor elétrico somente abaixo dos 95 km/h. Acima dessa velocidade, ele passa a usar motor a combustão. Ele é modificado para sobreviver a colisões na traseira de outros veículos até a 120 km/h.


Brasileiros poderão visitar o Canadá apenas com autorização eletrônica

A partir do dia 1 de maio, às 10 horas – horário de Brasília – alguns cidadãos brasileiros serão elegíveis a solicitar uma Autorização Eletrônica de Viagem, em vez de um visto, para voar para ou transitar em um aeroporto canadense.

Através dessa iniciativa, cidadãos do Brasil que tiveram um visto canadense emitido nos últimos 10 anos, ou que possuam um visto americano de não imigrante válido, serão elegíveis a solicitar um eTA.

O eTA facilitará a ida de muitos brasileiros ao Canadá. O processo de solicitação é simples e de baixo custo (CAD$ 7), levando apenas alguns minutos para ser concluído. A Autorização é válida por até 5 anos e permite que pessoas viagem ao Canadá quantas vezes desejarem por curtos periodos (normalmente até 6 meses por viagem) para estudar, visitar, fazer negócios ou transitar por um aeroporto canadense. A maioria dos casos são aprovados em minutos.

“O Canadá valoriza imensamente sua parceria com o Brasil”, disse o Embaixador do Canadá no Brasil, Riccardo Savone. “Facilitar as viagens fomenta um profundo entendimento e cria oportunidades de fortalecer nossos laços vitais entre pessoas, negócios e turismo”.

Resumo de como serão as novas exigências de entrada a partir de 1 de Maio

Como você está viajando ao Canadá Qual documento de viagem você precisará:
Voando para ou transitando por um aeroporto canadense e é elegível a solicitar um eTA. Você pode solicitar um eTA ou um visto.
Voando para ou transitando por um aeroporto canadense mas você não é elegível a um eTA. Você precisará solicitar um visto.
Voando para o Canadá com sua família. Você é elegível para solicitar um eTA mas sua familia não é. Você pode solicitar um eTA. Os membros de sua familia deverão solicitar um visto.
Dirigindo dos EUA para o Canadá, chegando por ônibus, trem ou barco, incluindo cruzeiros marítimos para o Alasca (mesmo se não planeja desembarcar em porto canadense). Você precisará solicitar um visto.
Viajando entre o Canadá e os EUA em uma combinação de avião, trem, carro ou barco. A melhor opção é solicitar um visto pois proporciona mais flexibilidade.
Voando para o Canadá e você tem um visto canadense válido. Você pode viajar com esse visto até a data de sua expiração.
Voado para o Canadá para estudar ou trabalhar por mais de seis meses.  Você precisará solicitar uma permissão de estudos ou de trabalho. O visto será emitido automaticamente, e permitirá que você embarque em seu vôo para o Canadá.

 

Informações rápidas

O website do Governo do Canada, Canada.ca/eTA, é o único site válido onde viajantes podem solicitar um eTA. Tudo o que o viajante necessita é de um passaporte, um cartão de crédito ou débito e um endereço de e-mail.

Os viajantes com um visto canadense válido, assim como cidadãos dos Estados Unidos, incluindo cidadãos Americanos-canadenses, não necessitam de eTA.

Os cidadãos canadenses, incluindo aqueles que possuam dupla cidadania, não podem solicitar o eTA e precisarão de um  passaporte canadense válido para voar para o Canadá.

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Brasilturis


Trump retoma patriotismo econômico e corta a contratação de trabalhadores estrangeiros

O presidente assina ordem executiva que limita os vistos para profissionais qualificados

Medida também potencializa a compra de produtos norte-americanos

Donald Trump
Donald Trump antes de viajar para Wisconsin. AFP

Donald Trump voltou à sua zona de conforto. Em uma fábrica de chaves de fenda, em Kenosha (Wisconsin), o presidente dos Estados Unidos retomou nesta terça-feira seu discurso mais nacionalista e assinou uma ordem executiva para restringir a entrada de imigrantes ao mercado de trabalho e potencializar a compra de produtos norte-americanos. É o velho sonho da América profunda, aquela que olha para o mundo externo e seus habitantes com desconfiança, e que nas mãos de Trump conduziu à narrativa xenófoba e isolacionista que marcou sua campanha.

América Primeiro. Este é o lema que Trump invoca sempre que tenta mudar o ritmo. Depois de algumas semanas nas quais, sobrecarregado pelo peso da realidade, abandonou muitos de seus postulados eleitorais (deixou de atacar a China, bombardeou o regime sírio e até elogiou a OTAN), o presidente voltou às raízes. A esse caudal de votos que maneja tão bem e que lhe deu nos depauperados estados do antigo cinturão industrial a vantagem que lhe permitiu derrotar Hillary Clinton.

Diante de um público comprometido, voltou a acusar a China de participar da espoliação dos Estados Unidos, ameaçou mais uma vez sair do NAFTA se não houver “grandes mudanças”, qualificou de desastre a Organização Mundial do Comércio e apresentou a cereja do bolo do dia: a ordem executiva a partir da qual nos próximos 220 dias os departamentos federais devem revisar suas políticas à luz da doutrina do compra de americano, contrata americano. “Esta medida protegerá os trabalhadores como vocês. Chegou a hora. Acreditem”, disse Trump.

A diretriz dá prioridade aos nativos e representa um novo golpe ao legado de Barack Obama em matéria de imigração e vistos. Especialmente prejudicado fica o capítulo dedicado aos trabalhadores altamente qualificados: 85.000 vistos (H-1B) que são oferecidos anualmente e que alimentam as indústrias mais avançadas do Silicon Valley. Uma janela muito procurada por profissionais estrangeiros, mas que para a Administração Trump representa “um exemplo de abuso” e uma forma de “reduzir o emprego americano e reduzir salários”.

“Aos 80% dos que entram em nosso país por este programa se paga menos do que a média dos trabalhadores em idênticas condições”, afirmou um funcionário de alto escalão da Casa Branca. Nesse sentido, a ordem pretende reduzir o número de beneficiados e limitar a concessão apenas aos “mais talentosos”. Esta restrição foi rejeitada pelas grandes empresas de tecnologia. Alertam que seu efeito pode ser o contrário do desejado e que não se descarta que estimule a fuga das empresas para o exterior.

Outro objetivo da ordem é reativar a compra de produtos fabricados nos EUA. Para isso, cortará as isenções às importações que se aplicam a quase 60 países. Símbolo desta política é o aço norte-americano. Um material que Trump já prometeu que será de uso obrigatório em seu plano de infraestrutura e que a normativa não admite que proceda de material fundido no exterior, apesar de o produto acabado ser feito nos Estados Unidos. “É preciso assegurar que os benefícios do Compre de Americano sejam compartilhados em toda a cadeia de produção”, afirmou um porta-voz da Casa Branca.

Em um momento em que as pesquisas não sorriem para Trump, este retorno ao patriotismo econômico tenta reativar seu capital político. Nas últimas semanas, o eleitorado viu seu presidente mergulhar no labirinto internacional. Síria, Afeganistão e Coreia do Norte se afastaram do universo que votou nele. Uma distância que o governante, consciente de sua fragilidade eleitoral, tenta encurtar sempre que pode. Às vezes com discursos, outras com regras criadas para impactar seu criadouro natural. Esta é uma delas. Altissonante, nacionalista e com forte apelo nas pesquisas. O tipo de política de que Trump gosta.

EL PAÍS Brasil


Terminal de carga de Petrolina registra recorde na exportação

 

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto de Petrolina/Senador Nilo Coelho (PE) registrou, no primeiro trimestre de 2017, 555,4 toneladas de mercadorias exportadas – um crescimento de 215% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram contabilizadas 176,2 toneladas.

Atualmente, o aeroporto pernambucano conta com uma frequência semanal da empresa Cargolux, que opera com um Boeing 747-400 e, diferentemente de anos anteriores, não teve interrupção do cargueiro, que normalmente ocorre no início do ano. Em 2016, para se ter uma ideia, a temporada da empresa foi iniciada em 2 de março.

Para Moyses Barbosa, superintendente do Aeroporto de Petrolina, o expressivo crescimento na movimentação de cargas se deve não somente à regularidade do cargueiro desde o início do ano, mas também ao esforço de fidelização de clientes estratégicos para o setor de carga aérea.

O Teca petrolinense tem 3 mil m² de área e conta com seis câmaras de armazenamento, três antecâmaras de resfriamento e dois túneis de resfriamento – toda uma infraestrutura para atender os clientes do setor de Exportação do Vale do Rio São Francisco. Os principais itens exportados a partir do Teca são frutas, como manga, mamão, uva e limão, sendo as duas últimas com menor representatividade.

Além disso, o Aeroporto de Petrolina também registrou aumento na movimentação de passageiros. Na comparação com o primeiro trimestre de 2016, o crescimento foi de 14,7%. Entre janeiro e março de 2017, foram 127.877 embarques e desembarques, ante 111.467 contabilizados no mesmo período do ano passado.

As salas de embarque e desembarque do terminal de passageiros passaram por modernização em 2013. No caso do embarque, o espaço mais do que dobrou de tamanho, passando de 307 m² para 788 m² na sala de embarque. Já o desembarque, mais do que triplicou, saindo de 235 m² para 777 m², ampliando assim a capacidade de atendimento, que passou para 1, 5 milhão de passageiros por ano.

A movimentação média diária é de seis pousos e decolagens comerciais regulares, de três companhias aéreas (Avianca, Azul e GOL). Os destinos dos voos que partem de Petrolina são: São Paulo – Campinas e Guarulhos, Recife (PE) e Salvador (BA).


Ex-gerente do Ciods indiciado por corrupção e falsidade ideológica em Pernambuco

No último dia 12, foi publicado no Diário Oficial do estado o pedido para que o coronel Ricardo Fentes seja submetido ao Conselho de Justificação

De acordo com o gestor da Polícia Civil, Joselito Kherle (centro), Fentes foi indiciado por corrupção passiva e falsidade ideológica.
Foto: Wagner Oliveira/DP.

O ex-gerente do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods) coronel Ricardo Fentes foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva e falsidade ideológica. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, no mesmo inquérito, também foram indiciados os empresários Edmilson Carneiro da Silva, Gilberto Lopes Bezerra Júnior e João Gonçalves da Silva Neto pelo crime de corrupção ativa.

Segundo a polícia, o coronel confessou ter recebido indevidamente o valor de R$ 400 mil reais em contratos de prestação de serviço ao Ciods, ao longo da sua gestão, no ano de 2015. O crime de falsidade ideológica é relativo à emissão de falso atesto da conclusão de serviços para que as empresas pudessem receber o valor de contrato. A investigação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp).

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (20), o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Joselito Kherle do Amaral, informou que a investigação, que começou em 2015 e foi concluída em fevereiro de 2017, foi conduzida pela delegada Patrícia Domingos. No inquérito, o ex-gerente do Ciods foi indiciado por corrupção passiva e falsidade ideológica, e os dois empresários por corrupção ativa.

De acordo com Kherle, o crime de falsidade ideológica foi comprovado pelo fato de o ex-gerente do Ciods receber propinas relativas ao conserto e manutenção de câmeras de segurança da SDS espalhadas pelo Recife e Região Metropolitana. “Ele recebia, mas os serviços não eram executados. Duas empresas venceram a licitação para fazer a manutenção das câmeras de segurança, mas não prestavam o serviço, apesar de pagar uma parte a ele (Fentes). Acreditamos que algumas câmeras que deixaram de funcionar nesse período não foram consertadas, e o estado ficou sem elas por isso”, afirmou. Segundo o gestor da Polícia Civil, novas empresas estão prestando o serviço atualmente.

18/08/2016- Credito: Rafael Martins/ Esp. DP- LOCAL- Sede da corregadoria da Secretaria de defesa social na Av. Conde da Boa Vista.

Corregedoria da SDS também está investigando o coronel.
Foto: Rafael Martins/DP.

No último dia 12, foi publicado no Diário Oficial do estado o pedido para que o coronel Ricardo Fentes seja submetido ao Conselho de Justificação, atendendo proposta do secretário de Defesa Social. O Conselho de Justificação pode determinar a perda da patente do coronel.

Procurado pelo Diario, coronel Fentes informou que ainda não havia sido informado do seu indiciamento. Disse também que iria provar sua inocência na Justiça e negou que tivesse confessado em depoimento o recebimento de R$ 400 mil.

Por: Diario de Pernambuco


Cais do Sertão no Recife Antigo reabre após um mês fechado

Após um mês fechado devido a reforma e atraso de salários, museu Cais do Sertão reabre para visitação. Coordenador do espaço afirmou que, até a próxima semana, pagamentos de despesas serão quitados.

Fechado desde o dia 22 de março, o museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife, voltou a funcionar na manhã desta sexta (21). Ao longo de praticamente 30 dias, uma reforma no piso e o atraso no repasse de verbas para o pagamento de salários dos funcionários impediram que o local reabrisse as portas para o público, gerando expectativas e desapontamento em quem quis visitar o espaço durante esse período.

“A gente deu sorte de pegar a reabertura, porque sempre tivemos vontade de visitar”, o estudante Diego Rivas. “Eu moro no Recife, mas tem muita coisa aqui que ainda não conheço”, comenta Leidiane Siqueira. O espaço, desde 2014, mostra o Sertão através dos olhares de cineastas, fotógrafos, artistas plásticos, músicos e artesãos.

“Tentamos fazer uma operação à noite para reformar o piso, mas não deu certo. Houve muita poeira, o que nos obrigou a fazer uma paralisação técnica”, explica o coordenador do museu, Gilberto Freyre Neto. Além da reforma, o atraso dos salários dos 31 funcionários e de outras contas para pagar também foi um empecilho para a normalização do funcionamento do local.

Ainda de acordo com o coordenador do museu, há lentidão na transferência dos R$ 285 mil que custeiam o funcionamento do equipamento. O valor é repassado através de um convênio com o governo de Pernambuco.

“Nesse processo, a gente tem alguns descompassos que geram lentidão na transferência desses recursos, mas acredito que na próxima semana a gente vai ter o pagamento de boa parte dessas despesas que estão em atraso”, garante o responsável pelo Museu.

Veja vídeo aqui: Após um mês fechado devido a reforma e atraso de saláriosmus

Do G1 – PE


“Rachas” na Via Mangue no Recife

Quando cai a noite e o movimento diminui nas vias do Recife, a Via Mangue, em Boa Viagem, mais parece uma pista de corrida. Na rodovia, que é expressa, a velocidade máxima permitida é de 60 quilômetros por hora, mas, sempre por volta das 23h das quartas e quintas-feiras, motoqueiros realizam competições e chegam até a andar na contramão, pondo em risco as próprias vidas e as de quem circula corretamente pelo local.

Um dos “rachas”, que são disputas ilegais de velocidade, foi flagrado pela TV Globo, em que foram contadas ao menos 11 motos envolvidas, todas em velocidades acima da permitida na Via Mangue. A pista é monitorada por várias câmeras de segurança e, ao longo do percurso, existem vários radares, que parecem não intimidar quem anda fora da lei.

Para praticar os rachas, eles fazem uma volta de reconhecimento da pista, para ter a certeza de que ninguém vai incomodar. A TV Globo acompanhou um grupo com sete motociclistas, que, antes de entrar na Via Mangue, exibem as altas cilindradas das motos. O grupo de infratores circula livremente na via, sem ser parado por ninguém.

Existe uma Lei Federal que proíbe a prática de rachas, com penas que variam entre seis meses e dois anos de prisão. Segundo o gerente de fiscalização do Detran, Paulo Paz, a infração é passível de multa gravíssima, com suspensão do direito de dirigir e remoção do veículo.

“Geralmente, são grupos bem articulados, que marcam os encontros pela internet. O Detran trabalha com carros e motos descaracterizados, em conjunto com batedores da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), para buscar os motociclistas. Também vamos intensificar as fiscalizações junto à Polícia Militar”, prometeu.

Técnico em eletrotécnica, Bruno Cordeiro também precisa passar pela Via Mangue para chegar a qualquer lugar da cidade, e se preocupa, além dos acidentes, com a insegurança no local. “Você vê muita gente na pista. Os caras pulam na frente da gente. A pista está sem os alambrados e qualquer um pode passar de um lado para o outro, tentar assaltar e voltar para a comunidade. Não tem como se proteger”, disse.

Segundo a Polícia Militar, o 18º Batalhão faz rondas na Via Mangue, além do vide monitoramento, mas não há registros de ocorrências de rachas ou denúncias em nenhum dos canais de comunicação com a corporação. Robson Graciniano, um dos motoristas que precisa passar pela Via Mangue, diz que é muito esquisito e a iluminação é muito baixa. “É bem arriscado, passo por aqui todos os dias e nunca vi polícia passar. Passo com muito medo”, afirmou.


Receita pede ao STF provas da Lava-Jato para cobrar impostos atrasados.

Receita quer recuperar impostos que possivelmente deixaram de ser pagos pelos investigados – Montagem com fotos de arquivo

Segundo a Receita, alguns dos alvos já têm procedimentos fiscais instaurados, enquanto outros ainda não, mas não esclarece quem exatamente. O órgão garantiu que todos os documentos que vierem a ser compartilhados serão protegidos por sigilo fiscal. A Receita tem pressa porque, após cinco anos, a legislação não permite cobrar tributos atrasados.

“Nesse contexto, possível celeridade na obtenção desses documentos otimizará as decisões acerca das confirmações necessárias quanto à efetividade dos indícios de infração tributária que deram causa aos procedimentos fiscais instaurados e em face de novos alvos potenciais que ainda não tiveram ações fiscais iniciadas”, informou a Receita.

Ao todo, a Receita pediu acesso a 13 inquéritos, sendo 11 da Lava-Jato, e uma ação cautelar. Além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Fernando Collor (PTC-AL), e Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), são alvos os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE), José Mentor (PT-SP) e Vander Loubet (PT-MS). Há ainda três inquéritos que envolvem vários parlamentares do PP e do PMDB investigados por formação de quadrilha.

Os outros dois inquéritos — erroneamente identificados como sendo da Lava-Jato pela Receita — investigam o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que já foi vice-presidente da Câmara. Esses casos não estão com Fachin, mas com o ministro Marco Aurélio Mello. Tanto os inquéritos com Fachin como aqueles com Marco Aurélio são anteriores à delação dos executivos da Odebrecht, que levou à abertura de 76 novas investigações no STF.

O documento da Receita é de 30 de março e foi protocolado no STF no dia seguinte. O texto é assinado pelos auditores-fiscais Erico Piredda da Graça, da Coordenação Nacional da Operação Lava Jato da Receita, e Eduardo Pucci Hercos, chefe da Divisão de Auditorias Especiais. Em 17 de abril, Fachin deu 15 dias para o Ministério Público Federal (MPF) dar sua opinião sobre o pedido. Só depois disso ele tomará uma decisão.

“Como é do conhecimento de Vossa Excelência, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) tem fiscalizado contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, citados nos autos da Operação Lava Jato”, disse a Receita Federal a Fachin. Acrescentou ainda que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação na primeira instância, já autorizou o compartilhamento de provas.

O GLOBO


Por que sedativo prestes a vencer faz Estado americano correr para executar presos

Da esquerda para a direita, no topo, os condenados: Don Davis, Stacey Johnson, Jack Jones e Ledell Lee; na linha de baixo: Jason McGehee, Bruce Ward, Kenneth Williams and Marcel Williams

Direito de imagem Getty Images
Image caption Os oito homens que o Arkansas pretendia executar em onze dias

O Estado do Arkansas, nos EUA, realizou nesta quinta-feira sua primeira execução em 12 anos.

O cumprimento da sentença de morte de Ledell Lee, condenado por assassinato, faz parte dos esforços das autoridades locais executar oito presos em um período de 11 dias.

O plano se deve ao fato de que o estoque de uma das três substâncias utilizadas nas injeções letais, o sedativo midazolam, vence no próximo dia 30 – é muito difícil adquirir o produto por causa da recusa da indústria farmacêutica em fornecê-lo para esse fim.

A medida do Estado provocou polêmica e foi parar nos tribunais – as três primeiras execuções acabaram canceladas devido a decisões judiciais.

A morte de Lee aconteceu após a Suprema Corte dos EUA rejeitar, por 5 a 4, um recurso dos presos argumentando que o Arkansas estava acelerando injustamente os processos, o que seria uma “punição cruel e atípica”.

As batalhas judiciais se estenderam até poucas horas depois de Lee ter recusado sua última refeição – no lugar, ele pediu para receber a comunhão.

Quase no último momento, o obstáculo legal foi removido e Lee foi executado. Ele foi declarado morto às 23h56 (horário local), quatro minutos antes do mandado que determinava sua morte expirar.

Ele estava no corredor da morte havia mais de 20 anos, após ser condenado por espancar Debra Reese até a morte com uma chave de roda em 1993.

Ledell Lee
Direito de imagem Handout
Image caption Lendell Lee estava no corredor da morte havia mais de 20 anos

Em outra decisão, o Supremo Tribunal do Estado também revogou a sentença de uma instância inferior que havia proibido o uso do brometo de vecurônio, outra substância usada nas injeções letais.

A McKesson Corporation, que fornecia a droga, acusou o Departamento de Justiça do Arkansas de não ter dito que planejava usar a substância em execuções.

Como muitos Estados dos EUA, o Arkansas tem lutado para conseguir as drogas das quais precisa para executar as penas.

Exames de DNA

A advogada de Lee, Nina Morrison, criticou o cronograma do Estado, dizendo que negaram a seu cliente “a oportunidade de realizar testes de DNA que pudessem provar sua inocência”.

“Ninguém deve ser executado quando há a possibilidade de que a pessoa é inocente”, disse Morrison em um comunicado, no qual também afirmou que “pessoas razoáveis” podem discordar do uso da morte como “forma adequada de punição”.

Stella Lee
Image caption Stella, mãe do preso executado, sustenta que ele era inocente

O outro preso que seria executado no mesmo dia conseguiu a suspensão da pena para que seja realizado um teste de DNA avançado, exame com o qual seus advogados dizem poder provar sua inocência.

Stacey Johnson foi condenado pelo assassinato de Carol Heath, que foi espancada e teve a garganta cortada em 1993.

O caso do Arkansas mostra o quão difícil ficou para os Estados americanos aplicar a pena de morte por injeção letal – além das ações judiciais para tentar revertê-las, as empresas farmacêuticas têm manifestado não querer seus produtos associados com a prática.

O governo local ainda tenta executar a pena de morte de mais três presos até o fim do mês.

Por que esses homens foram condenados?

Bruce Ward – estrangulou a vendedora de loja Rebecca Doss, uma adolescente

Don Davis – assassinato com característica de execução de Jane Daniel após assaltar sua casa

Stacey Johnson – assassinato de Carol Heath, que foi espancada, estrangulada e teve a garganta cortada

Ledell Lee – espancou até a morte Debra Reese com a chave de roda que o marido tinha dado a ela para se proteger

Jack Jones – violentou e matou a vendedora Mary Phillips e espancou quase até a morte sua filha de 11 anos

Marcel Williams – violentou e matou Stacey Erickson após sequestrá-la em uma loja de conveniência

Jason McGehee – assassinato de um adolescente com o qual vivia em 1996

Kenneth Williams – assassinato do agricultor Cecil Boren durante uma fuga da prisão onde tinha sido encarcerado por assassinar a líder de torcida Dominique Hurd

BBC Brasil


Casa de espetáculos da Natura abre em maio em São Paulo

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São Paulo vai ganhar uma nova casa de espetáculos em maio.

Nas próximas semanas, será inaugurada a Casa Natura Musical, um espaço para shows de médio porte construído na Rua Artur de Azevedo, 2120, (quase esquina com a Rua dos Pinheiros), no bairro boêmio de Pinheiros.

Com foco em música brasileira, a casa terá palco com 11 metros de altura, 11 de largura e 5,5 de profundidade. O empreendimento vai ter capacidade para 500 pessoas sentadas e 1 mil de pé. Haverá ainda uma terceira configuração, em que o público assiste ao espetáculo do lado de fora da casa, em apresentações ao ar livre, gratuitas.

Na retaguarda da casa de espetáculos estão Edgard Radesca (fundador do Bourbon Street), Paulinho Rosa (dono do Canto da Ema) e a cantora e compositora Vanessa da Mata. Eles acertaram contrato de name righting de cinco anos com a marca Natura, que há cerca de 11 anos mantém o projeto Natura Musical.

A inauguração do espaço está previsto para maio.

casanaturamusical

Forbes


Preconceito religioso cresce 19% no Brasil

Só no ano passado, foram registradas 300 denúncias de discriminação

Carol Nunes e Batoul Khamis. Ambas são jovens, cursam ensino superior e moram em Guarulhos, porém as semelhanças não são apenas essas. Infelizmente, as duas sofrem ou já sofreram algum tipo de ofensa por conta de suas religiões. O preconceito religioso é um tema abordado no mundo inteiro. No ano passado, foram registradas 300 denúncias de discriminação religiosa no país, 19% a mais que no ano passado.

De acordo com o SOS Racismo, órgão responsável por receber denúncias de preconceito religioso em Guarulhos, foram recebidas 30 denúncias no ano passado. A maioria das vítimas de preconceito é de candomblecistas e judeus.

“Recebo ofensas só pelo fato de usar véu”, diz a estudante de biomedicina Batou Khamis, 18 anos. Ela é muçulmana desde que nasceu e conta que ouve, constantemente, vários tipos de insultos. “Trabalho em um restaurante com o meu pai e várias vezes aparecem clientes que são ofensivos comigo. Falam que sou terrorista e que roubo o emprego dos brasileiros, sendo que eu sou brasileira”, diz.

De acordo com Khamis, a falta de informação é o principal fator que contribui para o preconceito religioso. “Muitas pessoas não conhecem a religião e logo pensam que todos os muçulmanos são terroristas ou algo do tipo. Falta uma divulgação maior da mídia”.

Porém, nem sempre a discriminação religiosa vem apenas de desconhecidos. A estudante de jornalismo Carol Nunes, 25, diz que recebe ofensas de familiares e conhecidos pelo fato de ser candomblecista. Ela segue a religião desde 2012 e conta que sua tia a ofendia constantemente. “Minha tia não aceita de jeito nenhum. Ela frequenta uma igreja muito tradicional aqui em Guarulhos e me faz ameaças, falando que vai me tirar de casa e que Deus um dia vai me cobrar pelas minhas escolhas”, conta.

Até mesmo a sua mãe, Dona Marli, de 60 anos, foi contra a decisão da filha no começo. “Quando contei pra minha mãe que eu estava indo para o Candomblé e estava gostando, ela ameaçou se matar. Surtou de uma forma que eu não esperava. A ponto de pegar uma faca na cozinha e querer cortar os pulsos. Eu fiquei muito mal. Cheguei até a sair da religião por um tempo”, relata.

De acordo com Carol, os almoços em família acabam sendo uma dor de cabeça pois, sempre que podem, os parentes a ofendem e rebaixam a sua religião. “Sempre quando estão falando de Deus e eu tento falar sobre o Candomblé, caem de pau em cima de mim”.

Ela diz que não só ela sofre com as ofensas, mas sua mãe também é vítima. “Como o centro de Candomblé que eu frequentava era do lado da minha casa, eu saía com as vestimentas e todo mundo via. Assim que os vizinhos descobriram, fizeram a vida da minha mãe um inferno”.

Carol acredita que, além da falta de informação na mídia sobre a religião, um dos fatores que contribuem para o preconceito são as pessoas que usam a fé como uma ferramenta de extorsão de dinheiro. ”Eu quero morrer quando eu vejo cartazes na rua com as frases ‘trago seu amor de volta’, pois isso mancha a imagem do Candomblé. Essas tentativas de ganhar dinheiro em cima da fé alheia são as parte negativa de muitas religiões”.

Carol acredita que dificilmente as religiões cristãs vão ajudar a reduzir o preconceito educando seus integrantes para a tolerância. “Quando você vai em casas de Candomblé, ninguém fala mal da Igreja Evangélica ou de outras religiões. Em compensação, a Igreja desce o pau no Candomblé, falando que qualquer evento negativo na vida de um fiel é culpa de algum espírito ou obra do Candomblé”, desabafa.

Por Brandon Tibúrcio do Nascimento Lima