PIB cresce, mas investimento não reage

Fernando Dantas

Puxado pelo consumo das famílias e pelo setor de serviços, o Brasil saiu da recessão no segundo trimestre, com um crescimento de 1,9% ante o primeiro, na série que elimina influências sazonais (ou 7,8%, anualizando o dado, como se faz nos Estados Unidos e em outros países).
Houve queda nos dois trimestres anteriores, o que configurou a recessão.
Da leva de países que conseguiram sair da recessão já no segundo trimestre, o Brasil se destacou como um dos que obteve crescimento mais forte, o que animou os analistas em relação às projeções para este ano e 2010.
Pelo lado negativo, houve queda de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) ante o mesmo período de 2008.
Os investimentos ainda se mantêm deprimidos, com o recuo recorde de 17% ante o segundo trimestre de 2008.
A indústria, embora tenha crescido 2,1% ante o primeiro trimestre, caiu 7,9% em relação ao segundo trimestre de 2008.
No primeiro semestre, o PIB caiu 1,5%, o pior resultado semestral da série iniciada em 1996. “O consumo continua sustentando o PIB”, disse Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar os dados, ontem, no Rio.
A indústria, a mais afetada pela crise, acumulou o terceiro trimestre de queda ante igual período do ano anterior, mas o recuo de 7,9% foi menor que o do primeiro trimestre, de 9,3%.
No semestre, a indústria teve queda de 8,6%, a pior em dois trimestres consecutivos desde 1996, o início da série.
Em relação ao segundo trimestre de 2008, houve recuo de 10% na indústria de transformação; de 9,5% na construção civil; de 4% no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e de 0,8% na indústria extrativa mineral (com alta de 5,9% de petróleo e gás).
As maiores quedas na indústria de transformação foram em máquinas e equipamentos, metalurgia, peças para veículos, mobiliário e vestuário e calçados.
Apesar do mau desempenho, a indústria iniciou a recuperação no segundo trimestre, com avanço de 2,1% ante o trimestre anterior.
Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do IBGE, notou que segmentos ligados ao investimento, como máquinas e equipamentos, puxaram para baixo a indústria, enquanto bens duráveis e semiduráveis, como automóveis e eletroeletrônicos, impulsionados pelas desonerações tributárias, tiveram o melhor desempenho.
A agropecuária teve queda de 4,2% no segundo trimestre, em relação a igual período de 2008, prejudicada por quedas projetadas para as safras de soja, milho e café.
No semestre, a agropecuária acumula queda de 3%. O mau desempenho da indústria e da agropecuária foi compensado pelos serviços, que cresceram 2,4% no segundo trimestre, ante igual período de 2008, e 1,2% ante o primeiro trimestre

Fonte: O Estado de São Paulo – 12/09/09


São Paulo fará um “puxadinho” no Morumbi

O São Paulo fará um “puxadinho” para agradar à Fifa. Além do prédio a ser construído com dinheiro público em frente ao Morumbi para caminhões de TV, estacionamento e espaço vip, o novo projeto para a Copa do Mundo de 2014 prevê a reforma do atual edifício-garagem do estádio.
O anexo ficará no portão 17, na avenida Giovanni Gronchi. Nele haverá também novos vestiários e um centro de imprensa para o Mundial.
Enquanto pôde, o clube negou-se a fazer a adequação.
Mas, em reunião recente, o comitê executivo da Fifa exigiu a construção de novos vestiários e ordenou que a entrada dos times fosse concentrada no meio de campo atualmente é feita pelos fundos do gramado.
A saída foi usar o “puxadinho” colado ao Cícero Pompeu de Toledo.
“Todos os futebolistas que entram em nossos vestiários os elogiam, mas a Fifa faz questão de padronizar os estádios da Copa do Mundo”, contou Alberto Dellape, o diretor de marketing são-paulino.
“Achávamos que não era necessário.
Mas acatamos o que a Fifa pediu”.
Segundo o dirigente, o custo final da reforma do estádio (R$ 300 milhões, provavelmente financiados em parte pelo BNDES) não terá aumento significativo com a nova edificação
Dellape admitiu, no entanto, que a demora da entidade para definir a sede da abertura da Copa causa dificuldades ao marketing tricolor.
“Seria melhor que eles já tivessem escolhido Facilitaria muito o fechamento de parcerias para financiar as reformas que serão necessárias, embora muitas já tenham começado”, declarou.
O dirigente afirma que os sócios tricolores não serão prejudicados pela utilização de cerca de 50 mil metros quadrados da área social do clube para hospitalidade a parceiros comerciais da Fifa. “O São Paulo tem 200 mil metros de área social, vai haver espaço suficiente”, explicou Dellape.
O comitê executivo paulista ainda não estimou os gastos para as adequações do entorno do estádio tampouco como serão empregados os recursos.
Só se sabe que haverá necessidade de colocar dinheiro público nas obras, por meio de parcerias público-privadas ou financiamento do BNDES.
“Ainda estamos em uma fase de delimitação dos espaços”, justificou Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris.(AE)

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul – 12/09/09


Mais licitações sairão para Suape

Até o fim deste mês, o Governo do Estado estará assinando o protocolo de intenções para construção dos Cais 6 e 7 no Complexo Industrial Portuário de Suape.
De acordo com o presidente do Complexo Portuário de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Bezerra Coelho, já existe um estudo de viabilidade para instalação de um novo terminal de contêineres nos Cais 6 e 7.
Agora, o Governo aguarda a liberação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
“A nossa expectativa é de que esta liberação saia até dezembro para que, em janeiro, nós possamos publicar o edital de licitação”, estimou Bezerra Coelho. Segundo ele, com o terminal o Estado pode atrair novas cargas.
“No estudo de viabilidade, nós percebemos que existe uma boa taxa de retorno”, destacou. Ainda não há previsão do valor investido e do número de empregos gerados com a construção.
Com a construção do recém-inaugurado Cais 5, foram gerados 800 empregos diretos e investidos R$ 125 milhões.
Até a próxima semana, a Petrobras deve assinar os cinco últimos contratos para construção da Estaleiro Atlântico Sul.
A previsão, informada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, é de que os documentos sejam assinados ainda no início da semana. Ao todo, o Estaleiro já assinou 16 contratos.
O secretário também aguarda, para os próximos dias, a reapresentação do edital de licitação do acesso rodoferroviário às Ilhas de Tatuoca e Cocaia.

Fonte: Folha de Pernambuco – 12/09/09


Batalha pela autonomia do Aeroporto do Porto mobiliza políticos, empresários e associações nortenhas

Políticos, empresários e associações nortenhas falam a uma só voz quando o tema é o futuro do Aeroporto do Porto, defendendo a gestão autónoma como o modelo mais indicado para o desenvolvimento da região.
O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, chegou a referir-se à luta pelo modelo autónomo de gestão como um “objectivo regional”, tendo organizado um ciclo de debates que passou por várias cidades para alertar para a importância da questão.
A Associação Comercial do Porto, Associação Empresarial de Portugal, Associação Industrial do Minho e Associação Industrial do Distrito de Aveiro também se mobilizaram pela abertura de um concurso para a gestão autónoma do Aeroporto do Porto.
Em Julho do ano passado, a JMP e as quatro associações exigiram uma decisão política que viabilizasse a gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro, depois de terem enviado uma carta – subscrita pelos cinco presidentes – ao primeiro-ministro.
O silêncio de José Sócrates levou o grupo a lançar, em Abril, uma nova ofensiva, desafiando os líderes dos partidos a pronunciarem-se sobre o futuro do aeroporto do Porto.
Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, recorda que foi o primeiro-ministro, José Sócrates, a lançar o desafio de autonomizar o aeroporto portuense num jantar com empresários do Norte.
Neste meio tempo, a Sonae e a Soares da Costa manifestaram interesse e disponibilidade para concorrer à gestão do Aeroporto do Porto.
A batalha pela autonomia assenta num estudo da Faculdade de Economia do Porto e da Deloitte, encomendado pela JMP, que atesta que apenas a gestão autónoma interessa ao Norte, apontando a parceria público/privada, com a parte pública assegurada por entidades locais e regionais.

Fonte: Oje – O Jornal Econômico – Portugal


Sete grupos na corrida a novo concurso para telecomunicações do TGV

A construção das linhas de alta velocidade está ainda dependente do vencedor das legislativas, mas a preparação de todo o processo continua em marcha.
Apesar de toda a polémica em torno do projecto ferroviário de alta velocidade e das indefinições sobre a sua eventual suspensão em função dos resultados eleitorais de 27 de Setembro próximo, são já sete os grupos empresariais que se perfilam para o novo concurso do TGV português.
Este prevê o fornecimento do equipamento de telecomunicações e de sinalização para todo o projecto.
O Diário Económico apurou que são sete os grupos que pretendem entrar na corrida ao concurso à nova Parceria Público-Privada (PPP) que o actual Governo e a RAVE – Rede de Alta Velocidade – empresa pública responsável pela condução do processo, querem deixar pronto para ser lançado logo nos primeiros dias após as eleições legislativas, caso o poder político-partidário que for sufragado nas urnas assim o entender.

Fonte: Díario Econômico – Portugal – 11/09/09


Morumbi não descarta recurso público para a Copa-2014

O novo projeto do Morumbi para a Copa de 2014 não descarta a utilização de dinheiro público para adequar o entorno do estádio às exigências da Fifa.
Apresentada à entidade no último dia 4, a nova proposta prevê a construção de um edifício garagem e comercial, anexo à arena e com área de 50 mil metros quadrados, em frente à praça Roberto Gomes Pedrosa.
A construção é apresentada como saída para uma das exigências Fifa: um espaço de 85 mil metros quadrados no entorno do Morumbi para abrigar espaços para patrocinadores, autoridades, imprensa e vips.
De acordo com o novo projeto, o prédio, com quatro pavimentos, abrigará estacionamento para 1.200 veículos, vestiários, zona mista, espaços vip e escritórios da entidade.
Para viabilizar o edifício, os dois andares de garagem serão construídos e explorados pela iniciativa privada, segundo o Comitê de São Paulo.
Porém a área comercial, nos dois últimos pavimentos, poderá ficar a cargo do setor público.
“A urbanização da praça ficará a cargo da prefeitura e será um legado da Copa.
A parte comercial do prédio também pode ser feita pelo governo ou por uma PPP (Parceria Público-Privada).
Já estamos discutindo isso, mas vamos esperar a aprovação do projeto na Fifa antes de decidirmos isso”, disse Caio de Carvalho, coordenador do Comitê de São Paulo.
Alvo de críticas, o projeto original do Morumbi, enviado à Fifa em fevereiro, previa que só haveria emprego de dinheiro público em obras de infraestrutura, e não em instalações para adequar o estádio à Copa.
No início desta semana, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que considera inviável que o estádio são-paulino seja palco de partidas decisivas do Mundial, em virtude da falta de espaço em seu entorno.
Mas, segundo Adalberto Baptista, diretor de marketing do São Paulo, a nova proposta para o Morumbi atinge as metas da entidade e disponibiliza a área exigida para patrocinadores, vips e imprensa.
“Antes era uma espécie de maquiagem, e não mexeríamos muito na estrutura do Morumbi. Agora apresentamos novas construções, com tudo o que foi pedido”, declarou Baptista.
Para isso, além da construção do edifício-garagem, o novo projeto prevê um estacionamento para caminhões de TV a 30 metros do estádio e a utilização de uma área de 35 mil metros quadrados, dentro da área social do clube, como espaço de hospitalidade para patrocinadores e convidados vips, com instalações provisórias para abrigar restaurantes e lojas.
Segundo Baptista, o novo projeto cede a todas as exigências feitas pelos inspetores da Fifa aos membros do Comitê Paulista em seminário realizado em 21 de agosto, no Rio.
“Estávamos insistindo em algumas posições que considerávamos corretas, como a manutenção dos nossos vestiários, mas a Fifa não aceitou.
Então fizemos as mudanças”, disse.

Fonte: Folha de São Paulo – 11/09/09


Metrô e monotrilho terão tarifas iguais em SP

A Prefeitura de São Paulo planeja fazer uma linha de monotrilhos na zona sul ligando a região do Jardim Ângela à Vila Olímpia, passando por Santo Amaro e pelo eixo das avenidas Chucri Zaidan e Luiz Carlos Berrini.
A tarifa cobrada do usuário será igual à do metrô.
O monotrilho um tipo de trem que usa pneus e trafega em vias elevadas é mais conhecido pelo uso em parques de diversões, como na Disney.
A Folha teve acesso nesta semana ao projeto de 34,6 km, que inclui ainda um ramal até a Vila Sônia, perto da futura linha 4-amarela do metrô.
O custo de todas as etapas (incluindo desapropriações e equipamentos) deve passar de US$ 1,7 bilhão, R$ 3,2 bilhões.
A primeira fase, entre a estação Santo Amaro do metrô (linha 5-lilás) e a região do terminal de ônibus do Jardim Ângela, ficará pronta, segundo promete a prefeitura, até julho de 2012, último ano da gestão Gilberto Kassab (DEM).
A licitação deverá sair até outubro.
Já a ligação até a Vila Olímpia deve ser iniciada, mas não concluída no atual mandato.
A prefeitura prevê que a tarifa do sistema de monotrilho seja igual à do metrô, que geralmente é mais alta que a dos ônibus, meio de transporte mais usado pelos moradores do Jardim Ângela e da M’Boi Mirim para chegar ao centro.
Os cálculos apontam que a nova linha atenderá 80% da demanda atual de trajetos locais feitos de ônibus e quase 100% das rotas para a região central.
O secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, alega que a tarifa do monotrilho igual à do metrô é necessária por ser um sistema com custo de construção e de manutenção superior ao dos ônibus.
Além disso, afirma Moraes, ele se assemelha mais ao metrô que aos ônibus e a diferença do preço da passagem entre os dois modos, na sua opinião, não é tão grande, hoje R$ 2,30 dos ônibus e R$ 2,55 do metrô.
A ideia, no entanto, é que seja feita a integração com a rede tradicional sobre trilhos.
Assim, se o usuário sair do monotrilho e embarcar na linha 5-lilás do metrô, não deverá pagar nova passagem.
A área do Jardim Ângela foi escolhida porque, segundo a secretaria, os ônibus não suportam a demanda.
O novo sistema deve ter capacidade para 30 mil pessoas por hora.
Já a Vila Olímpia será beneficiada porque, na avaliação de técnicos, é mal atendida pelo transporte público e porque cresceu muito a partir dos anos 1990, com a expansão dos escritórios na região da Berrini.
Também estão previstos monotrilhos na zona leste (entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes), na zona norte (da Lapa à Cachoeirinha) e na região da Roberto Marinho (passando pelo aeroporto de Congonhas).
Custo do sistema é menor que o do metrô
Construir uma linha de monotrilhos é mais rápido e mais barato que fazer metrô, com a possibilidade de transportar mais gente do que nos ônibus e com baixo impacto no visual urbano.
Essas são os principais vantagens apontadas pela prefeitura e pelo Estado para expandir os monotrilhos.
Mas a utilização dessa tecnologia no transporte de massa é controversa entre os especialistas há mais de 50 monotrilhos espalhados no mundo, mas esse meio de transporte nunca teve amplo espaço nas principais metrópoles desenvolvidas.
Entre as ressalvas feitas estão as dificuldades para mudança do veículo entre as vias e para retirar os passageiros em emergência.
Técnicos temem que a opção pelo monotrilho possa não ser a melhor para locais de alta demanda (como Jardim Ângela e M’Boi Mirim) por ser uma estrutura menor que a do metrô, que leva até 50 mil pessoas por hora.
Estão em fase de projeto cerca de 100 km de monotrilhos a serem implantados nos próximos anos em SP.
O km do monotrilho custa de US$ 50 milhões a US$ 70 milhões, incluindo desapropriações.
Já cada km de metrô pode custar até US$ 200 milhões, diz a prefeitura.
A referência internacional é de US$ 100 milhões, sem contar desapropriações e trens.
O monotrilho é uma inovação no transporte da cidade.
Até então, a discussão era construir metrô ou corredor de ônibus, que custa até US$ 30 milhões por km.
Construção pode ser feita por meio de PPP
Parte da linha de monotrilhos da zona sul de São Paulo pode ser feita por meio de uma PPP (parceria público-privada).
A decisão deve sair no fim de setembro.
O primeiro trecho, de Santo Amaro ao largo Piraporinha, é o único que deve ser bancado com dinheiro da prefeitura cerca de US$ 260 milhões, ou R$ 490 milhões.
Os trechos restantes podem ser entregues à iniciativa privada, que faria a obra e poderia explorar a bilheteria por um período a ser definido 20 anos, por exemplo.
A maior parte do sistema de trens e metrô da região metropolitana foi construída e é administrada pelo governo do Estado.
Apenas a futura linha 4-amarela (Luz-Vila Sônia), que será entregue parcialmente no primeiro semestre de 2010, foi entregue à iniciativa privada.
A prefeitura estima que cada km da nova linha de monotrilho custe de US$ 50 milhões a US$ 70 milhões, dependendo do volume de desapropriações.
O primeiro trecho, de Santo Amaro a Piraporinha, é onde haverá menos desapropriações.
A estimativa é que o gasto com desapropriações somente no trecho previsto para 2010, de Santo Amaro ao Jardim Ângela, chegue a R$ 80 milhões.
Ainda não foi feita uma estimativa do custo das demais áreas, que seriam entregues a partir de 2014, para a Copa do Mundo.

Fonte: folhaonline.com.br


Ministra interina da Casa Civil rebate críticas de Aécio

A ministra-chefe interina da Casa Civil, Erenice Guerra, inaugurou o estilo bateu levou, ao divulgar nota oficial contestando as declarações do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de que o governo federal “está devendo uma ação mais consistente” no Estado e que age com “descaso” em relação à proposta de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a ampliação do metrô de Belo Horizonte.
Em atitude inédita, a resposta da Casa Civil ao governo de Minas foi distribuída para a imprensa, via e-mail, cerca de uma hora depois de as declarações de Aécio terem sido divulgadas nos noticiários online.
Na nota, a Casa Civil diz que “estranha” a manifestação do governador e que “ao contrário” do que ele afirma “não há descaso do governo federal em relação a Minas Gerais”, justificando que “o Estado e sua população estão sendo beneficiados com investimentos importantes”.
Depois de destacar que “quem construiu e mantém o metrô de Belo Horizonte é o governo federal”, a nota prossegue informando que “somente dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o Estado mineiro está sendo contemplado com investimentos que somam R$ 50,6 bilhões”.
Diz ainda que, a discussão sobre “a ampliação do metrô em BH está subordinada à definição dos projetos de todas as cidades-sede da Copa de 2014” e que no orçamento de 2009 estão previstos R$ 66 milhões para a conclusão do trecho Eldorado-Vilarinho, e R$ 50 milhões para a vedação da faixa de domínio do trecho Barreiro-Calafate.
Cita ainda que os projetos executivos das Linhas 2 e 3, orçados em R$ 15 milhões, estão sendo bancados pelo governo federal.
Por fim, a nota destaca que além dos investimentos do PAC e da Copa 2014, o governo federal está beneficiando Minas Gerais, por exemplo, com 16 novas escolas técnicas e 12 novos campi de universidades.
E 1 milhão de famílias mineiras estão recebendo o auxílio financeiro do Bolsa Família.

Fonte: Agência Estado – 11/09/09


Guias sobre Meio Ambiente Paulista é fruto de parceria público-privada (PPP)

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Empresa das Artes lançarão nos próximos meses uma coleção de livros que vai elevar o nível das publicações que se referem ao meio ambiente. São as Publicações dos Parques Estaduais e Áreas de Proteção Ambiental Paulistas.
De acordo com nota da Empresa das Artes, esta iniciativa não visa apenas atrair os cidadãos para essas áreas públicas de conservação ambiental, mas busca promover a integração da sociedade com as áreas naturais.
“Na perspectiva do desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo, será também uma importante ferramenta na promoção da conservação da biodiversidade, da valorização do patrimônio histórico cultural, dessas áreas e irá proporcionar um salto qualitativo na gestão das Unidades de Conservação paulistas”, diz a nota.
Os livros fazem parte de uma política de incentivos e apoio ao fomento do turismo sustentável nas áreas públicas de conservação ambiental.
Esta parceria foi fruto de um concorrido edital, vencido pela Editare editora/Empresa das Artes.
São dezenas de publicações, a saber: Guias dos Parques Estaduais, Guias das APAS Marinhas, Guia de Ecoturismo do Estado de São Paulo e um livro sobre o Mosaico das Ilhas e Áreas Marinhas protegidas do Estado de São Paulo.
A apresentação do projeto editorial, vencedor do edital, ocorre dia 24 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp.

Fonte: Diário do Turismo – 11/09/09


Metrô da Copa depende de parcerias privadas

PPPs darão mais agilidade para que as obras sejam concluídas antes do Mundial de 2014

Para que as obras do metrô de Porto Alegre fiquem prontas antes da Copa do Mundo de 2014, é preciso que se iniciem em 2011 sob a legislação das Parcerias Público-Privadas (PPPs), que dá mais agilidade ao processo, em comparação com as licitações públicas.
A informação foi divulgada ontem pelo superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb, Humberto Kasper.
A Lei das PPPs executa a obra a tempo da Copa.
De outra forma, não.
Tem de começar em 2011 disse o superintendente.
Atualmente, estão concluídos os estudos do traçado da linha do metrô e financeiro.
Seguem em elaboração as diretrizes ambientais (previsão para conclusão em outubro), o modelo jurídico-institucional (dezembro), o modelo do edital de contratação (dezembro) e o projeto funcional de engenharia (janeiro de 2010).
A execução da obra tomará os três anos anteriores ao campeonato de futebol, do qual a Capital é uma das sedes.
O projeto prevê a conclusão da primeira fase da linha do metrô em 2013, ligando o centro da cidade (Estação Mercado) à Zona Leste (Estação João de Oliveira Remião), perfazendo 15,3 quilômetros.
A segunda parte é prevista para estar pronta em 2023, e atravessará a Zona Norte, passando por avenidas como Sertório, Assis Brasil e Farrapos, completando 34,4 quilômetros de percurso. O custo total é de US$ 2,5 bilhões.
Antes de as primeiras fundações do metrô de Porto Alegre começarem a ser instaladas, o aeromóvel que ligará o Salgado Filho à Estação Aeroporto da Trensurb estará operando, conforme Kasper.
Ao custo de R$ 30 milhões, o veículo estará pronto em outubro de 2010 para cruzar o trajeto de 854 metros em um minuto e 10 segundos.
O modelo do aeromóvel ainda está sendo escolhido entre três opções, mas o certo é que será movido por dois motores de Honda Civic.
A tecnologia é desenvolvida por UFRGS e PUCRS. Todas as licenças estão concedidas, de acordo com Kasper.

Fonte: Zero Hora – RS – 11/09/09


Ministro garante Natal como sede

Natal está confirmada definitivamente como sendo uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
A afirmação, feita ontem pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, durante abertura do Fórum Legislativo das cidades-sedes, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, afasta de vez a informação veiculada semana passada pelo jornal Folha de São Paulo, dando conta de que a Fifa reduziria de 12 para dez o número de sedes do mundial. O ministro do Governo Federal foi mais além no otimismo quanto a capital potiguar e disse que “Natal tem tudo para ser a melhor sede da Copa do Mundo realizada no Brasil”.
Júnior SantosOs deputados federais Henrique Alves, Robson Faria e Afonso Hann estiveram juntos com parlamentares potiguares e autoridades do executivo discutindo a participação legislativa potiguar na Copa Orlando Silva ressaltou também o fato da capital estar cumprindo todas as determinações da Fifa e trabalhar a contento na realização dos trabalhos necessários. Ele voltou a afirmar que não será utilizada verba pública, especificamente a de recursos federais, para a construção de estádios.
“Há outro tipo de dinheiro público, como do governo estadual, por exemplo, que pode ser utilizado” frisou.
Inicialmente programado para começar às 14h, o Fórum sobre a Copa do Mundo na AL teve início com um atraso de pelo menos quatro horas, o que ocasionou a diminuição no número de palestrantes.
O presidente da Casa, deputado estadual Robinson Faria, fez um discurso enaltecendo toda a classe política do Estado. Segundo ele, esta foi uma conquista “de todos”.
Somente a prefeita Micarla de Sousa, e o secretário de Turismo do Estado e presidente do Comitê Gestor da Copa em Natal, Fernando Fernandes, expuseram as respectivas palestras, previamente programadas, e que mencionavam sobre viabilidade e desafios do projeto.
A chefe do Executivo Municipal enfatizou que estão sendo previstos recursos da ordem de R$ 6 bilhões até 2014, segundo ela, mais de cinqüenta vezes o investimento da capital, ano passado. “O turismo corresponde a 70% do PIB (Produto Interno Bruto) de Natal.

Nossa expectativa é de que se gere uma usina de empregos”, afirmou Micarla de Sousa.Ao apresentar o cronograma até agora cumprido à risca pelo Comitê Gestor de Natal 2014, o secretário Fernando Fernandes observou que uma etapa superada e que considera importante foi a concretização do pré-estudo de viabilidade econômica, entregue à Fifa no dia 31 de agosto.
O próximo desafio, explicou ele, será o cumprimento do prazo para que todas as licitações da obra da Arena das Dunas sejam feitas, até 31 de dezembro deste ano.
Sobre o modelo de gestão a ser utilizado pelo Comitê Gestor para a construção do complexo esportivo, ele explicou que este será feito através de um projeto privado, por meio de uma Sociedade de Propósitos Específicos (SPE), onde Estado e Município terão, cada um, 50% da obra.
O poder público terá 100% das ações preferenciais e a empresa acionista privada terá 51% das ações ordinárias.
Ministro faz visita breve ao MachadãoAntes de participar do II Encontro Legislativo nas Cidade Sedes da Copa 2014, que está acontecendo em Natal, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, foi conhecer de perto o estádio Machadão, que vai ser demolido em fevereiro de 2010 para a construção da Arena das Dunas.
A rápida visita, que durou menos de 20 minutos, o Ministro fez questão de afirmar que o o projeto natalense é um dos melhores apresentados a Fifa.
“Tenho certeza que Natal tem tudo para ser a melhor sede de toda a Copa do Mundo que vai ser disputada no Brasil.
Não é porque sou nordestino que digo isso.
Digo porque o projeto da Arena é muito bonito, e todo o restante chamou a atenção da Fifa de maneira positiva”, revelou Orlando Silva Júnior.
Perguntado se as obras dos estádio iriam receber verbas do Governo Federal, o Ministro foi enfático ao afirmar que não.
“Conversei com o presidente Lula e ele me disse que não vai reservas verbas federais para a construção das estádios e arenas.
Temos que incentivar as Parcerias Público-Privadas”, revelou.
Já sobre a possibilidade de o número de cidades sede cair de 12 para 10, Orlando Silva tratou de tranquilizar a população potiguar afirmando que isso não vai acontecer.
“A Fifa queria que o Brasil tivesse entre 8 e 10 cidades sede para a Copa de 2014, mas o presidente Lula queria contemplar o máximo de cidades e esse número foi esticado para 12. Conversei com o Ricardo Teixeira (presidente da CBF), e ele me confirmou que não vai diminuir o número de sedes.
Podem ficar tranquilos que Natal vai sediar jogos da Copa que será disputada no Brasil”, finalizou Orlando Silva.
Estádio será demolido no 2º semestre
Sobre o início da construção da nova arena, face a declaração do ministro Orlando Silva, dando conta de que o prazo é em março do próximo ano, o secretário Fernando Fernandes tranqüilizou os clubes norte-riograndenses, afirmando que o campeonato estadual ocorrerá normalmente no primeiro semestre de 2010.
Ele garantiu que o estádio Machadão somente será implodido no segundo semestre.
“Nós vamos iniciar a obra até março, como determinou a Fifa, mas iremos começar pela área onde ficam hoje os portões do Centro Administrativo, que é onde começa o projeto da Arena”, explicou Fernandes.
A comitiva de representantes do Governo Federal, Estadual e Prefeitura de Natal fez uma rápida visita ao Machadão.
A prefeita Micarla de Sousa observou que o desafio, a partir de agora, é conseguir a garantia de investimentos para a realização das obras públicas e de infraestrutura, que darão suporte ao complexo da Arena das Dunas; gerenciar cronogramas, riscos, custos, mudanças e qualidade do projeto; e a preocupação com a sustentabilidade e com o meio ambiente.
“Não queremos elefantes brancos e algo suntuoso sem serventia.
Nós queremos investir para deixarmos a nossa cidade preparada para os desafios do futuro”, assinalou.
Mencionado pelos políticos presentes como sendo um dos principais articuladores para transformar Natal em uma das sedes da Copa do Mundo, o deputado federal Henrique Alves frisou que a capital se transformará em um necessário pólo para o mundial realizado no Brasil.
Após ser anunciada como uma das escolhidas pela Fifa, em 31 de maio, os organizadores da capital potiguar já realizaram pelo menos oito audiências públicas, emitiram a licença ambiental prévia, antes do prazo estabelecido, criou o comitê gestor integrado e contratou a Fundação Getúlio Vargas, que deverá acompanhar todo o processo.
As cidades do Natal e de Brasília serão as duas primeiras a tratar dos detalhes sobre o planejamento para a Copa 2014 com o Governo Federal.
Investimentos podem ser de até R$ 6 bilhões
A Prefeita de Natal, Micarla de Souza, presente ao II Fórum Legislativo nas Cidades-Sedes da Copa, afirmou que até 2014 Natal receberá um investimento entre capital público e privado estimado em R$ 6 bilhões.
A quantia equivale a 50 vezes o orçamento investido neste tipo de projeto em 2008.
Diante destes números, num curto espaço de tempo, Micarla salienta que a cidade irá se transformar numa “usina” de empregos.
A prefeita estima que o mercado de trabalho sofrerá um aquecimento muito forte nos próximos anos, até porque a partir de 2014, Natal vai ingressar definitivamente na rota internacional do Turismo.
Foi justamente para os empresários desse setor que Micarla destinou um pedido especial: “A prefeitura vai se preocupar com a qualificação da nossa população e pediria aos empresários de turismo que não fosse buscar mão de obra qualificada fora, que prestigiem a população local.
”Atenta as questões ambientais, a Prefeitura de Natal também anunciou que a cidade fará parte do projeto Copa Carbon Free, onde residirá a preocupação de fazer um evento limpo, evitando a emissão de CO2, a partir da construção da Arena das Dunas.
A reciclagem também faz parte do projeto central e também foi antecipado que os resíduos de concreto da demolição do estádio Machadão serão reaproveitados na pavimentação de 8 Km de vias públicas na cidade.
“Nossa cidade vai entrar num ciclo virtuoso de desenvolvimento, onde todos vão ganhar, mas o nosso grande desfaio será cumprir todas as metas exigidas até 2014 e depois disso deixar um legado de benefícios para nossa população, nós não queremos herdar elefante branco após o evento”, salientou Micarla de Souza.

Fonte: Tribuna do Norte – 11/09/09


“Spread” do Brasil é o segundo maior do mundo e só perde para Zimbábue, diz relatório

SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial mostrou que o spread bancário (diferença do custo do dinheiro captado e ofertado pelas instituições financeiras) do Brasil é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Zimbábue.
No Brasil, o spread identificado no ano passado foi de 35,6 pontos percentuais, maior do que o registrado em outros 127 países, enquanto que no Zimbábue, o indicador ficou em 457,5 pontos percentuais.
MAIS ECONOMIA
Os dados são do relatório de competitividade global, estudo que mostrou o efeito da crise em países com grande foco no setor de serviços financeiros, como os EUA, Inglaterra e Islândia.
A pesquisa compreende vários indicadores distintos, como dados de crescimento econômico, mas também de saúde e usuários de internet.
Maiores spreads Para se ter uma ideia, na Hungria, onde há o menor spread do mundo, a taxa é de 0,3 ponto percentual.
Na Lituânia, a diferença entre custo de captação e de empréstimo de dinheiro pelos bancos é de 0,8 ponto percentual, enquanto na Finlândia é de 1,3 ponto percentual, mesma taxa da Coreia e Japão.

Fonte: infomoney – 10/09/09


Porto e Lisboa ligadas por duas auto-estradas a partir das 24 horas

As cidades do Porto e Lisboa vão passar a estar ligadas por duas auto-estradas a partir das 24 horas de hoje, com a abertura do último lanço da concessão rodoviária da Costa da Prata, entre Estarreja e Angeja.
Este lanço da auto-estrada A29, em conjunto com a A25 (Aveiro/Vilar Formoso), a A17 (Marinha Grande/Aveiro) e a A8 (Lisboa/Leiria) completa a ligação alternativa à A1 entre Porto e Lisboa.
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, visita sexta-feira este último lanço da Costa da Prata a estar concluído, com uma extensão de 13 quilómetros.
“A conclusão deste lanço e a consequente conclusão da concessão Costa de Prata vem facilitar a circulação entre as cidades do Litoral Norte, bem como o percurso Porto/Lisboa, uma vez que fica disponível de forma ininterrupta o corredor alternativo à A1”, afirma em comunicado o director técnico da AENOR, Rui Guimarães.
O último lanço da concessão representa um investimento de 50 milhões de euros e começou a ser construído em Novembro de 2007.
Este último lanço integra “o primeiro grande projecto nacional de eficiência energética em iluminação pública”, tornando esta auto-estrada “a primeira da Europa” iluminada a LED (lâmpadas de baixo consumo energético).
A concessão Costa de Prata é uma das três vias para as quais foi anunciada em 2006 a intenção de começar a cobrar portagens, ao lado das concessões Grande Porto e Norte Litoral.
O grupo AENOR, do grupo Mota-Engil, é responsável pela exploração de 850 quilómetros de auto-estradas em Portugal, integrados em seis concessões rodoviárias: Concessão Norte, Concessão Costa de Prata, Concessão Beiras Litoral e Alta, Concessão Grande Porto, Concessão Grande Lisboa e Concessão Douro Interior.

Fonte: Oje-O Jornal Econômico – Portugal – 10/09/09


Feldman fala sobre o futuro do Pacaembu

Uma comissão formada por oito vereadores aprovou a concessão do Pacaembu à iniciativa privada na última quarta-feira. Agora um relatório será enviado ao prefeito Gilberto Kassab e ao secretário municipal de esportes, Walter Feldman.

Walter Feldman concedeu uma entrevista exclusiva à reportagem do LANCENET! para falar sobre projetos futuros para o Pacaembu.
LANCENET!: O senhor já recebeu o relatório do Pacaembu?
WALTER FELDMAN: Ainda não recebi o relatório da concessão do Pacaembu, mas conversei na semana passada com o vereador Dalton e com o vereador Goulart.
Eles me colocaram um pouco a linha do que vai ser, mas ainda não li nada.
Me comprometi de receber o relatório na semana que vem para conversar depois conversar com a comissão e saber qual a posição tomada.
LNET!: O senhor confirma que está no comando de um projeto para o Pacaembu avaliado em 250 milhões de reais?
WF: Nós recebemos várias ideias de como o Pacaembu poderia ficar se houvesse um alto investimento. Recebemos também um projeto do próprio Corinthians.
Eu pretendo viabilizar a demonstração de uma das ideias que me chegou, que mostra que o Pacaembu tem todas as condições de ser modernizado, independente de discutir concessão e discutir Corinthians.
A ideia é de como reformar o Pacaembu do jeito que está, conversando o patrimônio histórico, melhorando as condições de acústica, de segurança, de conforto dos torcedores, ou seja, como é que seria um novo Pacaembu.
LNET!: Pode adiantar como é esse projeto? Qual a empresa responsável?
WF: Setores interessados em modernizar o Pacaembu, têm muitos: instituições, setores empresariais, empresas internacionais, tem de tudo.
Então, nós escolhemos aquele que nos pareceu mais interessante e eu devo no dia da entrega do relatório apresentar aquilo que nós sintetizamos como os caminhos mais interessantes.
Na verdade, estou fazendo a síntese agora.
Nós podemos falar disso um pouco nos próximos dias.
O que posso adiantar é que é uma ampliação da capacidade do Pacaembu, construção de um estacionamento, cobertura, tudo aquilo que os estádios modernos do Mundo têm.
Hoje o Pacaembu, pelas condições que têm, incomoda muito a região onde se encontra.
Esse projeto é para mostrar que a modernização melhorar o entorno, diferente do que a comunidade pensa.
LNET!: Esse projeto visa a Copa do Mundo?
WF: Não tem nada a ver com isso, até porque o São Paulo, o Estado e a prefeitura trabalham na linha do Morumbi. Essa é a nossa posição.
Não vamos mudar de ideia e não tem alternativa b. A modernização do Pacaembu não tem nada a ver com Copa do Mundo, até porque o Pacaembu jamais chegaria ao número necessário de vagas para receber os torcedores.
LNET!: Caso esse projeto seja apresentado e aceito, o Corinthians fica de fora? Fica sem o Pacaembu!?
WF: Não tem nada a ver com o Corinthians.
Eu não estou discutindo a fonte de recursos ou quem vai pagar a conta.
Eu estou discutindo como um projeto arquitetônico bem feito transformaria o Pacaembu de um estádio antigo para um estádio moderno. Mas ser também que seja uma modernização pública. Pode ser uma PPP (Parcerias Público-Privadas).
LNET!: O senhor chegou a ver o projeto do Corinthians?
WF: Cheguei a ver, sim.
Eu diria que é um projeto intermediário comparado ao que quero apresentar.
100 milhões é uma reforma modesta.
Parece que um dos vereadores usou esse termo na reunião de hoje (quarta-feira).
Só com a manifestação como essa do Corinthians, fica um Pacaembu bem melhor, mas muito aquém do que ele poderia ser.
LNET!: E sobre a retoma do estacionamento do Parque São Jorge que “é” da Prefeitura?
WF: O estacionamento está sendo analisado pelos órgãos jurídicos da Prefeitura.
Isso quem está tocando é o secretario Claudio Lembo.

Fonte: Lancenet – 10/09/09


Copa-2014: obras com data marcada

SALVADOR – Todos os estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014 vão precisar começar suas obras, obrigatoriamente, até março do ano que vem.
De acordo com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o prazo dado para a abertura de licitações, que acabava em dia 31 de agosto, deixou de existir.
Segundo ele, cada estádio tem seu próprio modelo de gestão.
Alguns, por serem particulares, não tem obrigação de abrir licitação, além de poderem adotar diferentes modelos de captação de recursos.
Na data prevista, nenhuma das cidades havia lançado edital para reformas ou construção de novos estádios.
– O prazo obrigatório fixado pelo Comitê Organizador é para o início das obras em março do ano que vem afirmou Ricardo Teixeira.
Soluções para o Morumbi seriam complicadas
O dirigente disse ainda que é impossível alijar o setor público do processo de construção ou reforma de estádios.
No entanto, garantiu que todos os gastos que caberão ao comitê organizador local não receberão aportes do governo federal:
– O BNDES terá sua participação, outros estádios serão parcerias público privadas, mas não há como o processo não envolver o governo.
Maracanã e Mineirão, por exemplo, pertencem ao governo e ainda são tombados. Por isso mesmo, suspendemos o prazo para processos de licitação.
O Comitê Organizador do Mundial tem orçamento de US$ 470 milhões, dinheiro que virá da Fifa, via Banco Central. Não cabe a nós fiscalizar gastos públicos.
Cada nível de governo tem os seus órgãos fiscalizadores que devem atuar.
Como é no dia-a-dia, na vida do país.
Embora evitasse falar especificamente sobre o Morumbi, cujo projeto foi novamente criticado na última terça-feira por Jérome Valcke, secretário-geral da Fifa, Ricardo Teixeira deu a entender que algumas soluções para que o estádio do São Paulo atenda a exigências da entidade são difíceis de realizar.
Em conversa informal, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que esteve em Salvador para acompanhar o jogo da seleção, brincou com Teixeira:
– Acho que poderíamos fazer toda a Copa no Maracanã e no Engenhão. ‘Nenhum estádio está pronto para a Copa’.
Segundo Teixeira, hoje, nenhum estádio do Brasil está pronto para a Copa do Mundo:
– Venho dizendo isso há algum tempo.
Foi o que o Jérome falou.
Sobre o Morumbi, ele disse que o relatório feito sobre o estádio tem coisas importantes que precisam ser modificadas e que ele duvida que possam ser feitas.
Qualquer pessoa que pegar o relatório no qual a Fifa especifica o que cada estádio precisa ter vai ver que é a coisa mais simples do mundo perceber quais são as obrigações.
O dirigente garante que os estádios não são o tema mais preocupante para o Brasil:
– Hoje, nossa preocupação número 1, 2 e 3 são os aeroportos.
Depois, passaria a falar de estádios e mobilidade urbana.

Fonte: O Globo – 10/09/09


Governo de Pernambuco anuncia 2º estaleiro hoje

O grupo sul coreano Sungdong será confirmado, hoje, como responsável pela tecnologia do segundo estaleiro para a zona portuária, segundo informou o presidente do Complexo Portuário Industrial de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, em evento no gabinete do governador Eduardo Campos.
Com um investimento de mais de US$ 400 milhões e uma área de aproximadamente 100 hectares, o empreendimento terá a parceria da Galvão Engenharia e da Alusa.
Fechando o consórcio, a holandesa SBM Off Shore NV seria incumbida de elaborar o projeto da obra.
Na época da assinatura do protocolo de intenções para o estaleiro, em abril passado, projetava-se a geração de 1 mil empregos nas obras civis e 2,5 mil quando o empreendimento naval entrasse em operação.
Serão fabricadas embarcações e sondas para perfuração de poços de petróleo em alto mar.
“Sem contar com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), há demanda para mais seis estaleiros.
Com certeza, nós agregamos quatro. Todos eles devem ser anunciados até o fim deste mês”, acrescentou Bezerra Coelho.
Em abril, o dirigente afirmou que os dois estaleiros poderão ser concorrentes ou parceiros.
Porém, o Centro de Reparação Naval, que estava sendo viabilizado e tinha orçamento estimado em R$ 250 milhões, corre sério risco de sair dos planos de Suape.
Faltaria espaço para agregar o investimento.
Aliás, espaço parece ser a grande “dor de cabeça” da administração portuária. A discussão atual é sobre os locais onde ficarão os novos projetos.
“Com esses projetos consolidados, passaremos a ser os primeiros na indústria naval brasileira”.
A procura por navios é oriunda das necessidades crescentes em relação ao pré-sal.
Por conta da agenda atribulada do presidente Lula para os eventos de amanhã em Pernambuco, a inauguração do Cais 5 e até o anúncio do fechamento de cinco grandes contratos da Refinaria Abreu e Lima já estão fora da “maratona”.

Fonte: Folha de Pernmbuco – 10/09/09


Profissionais reúnem-se em Salvador para debater sustentabilidade dos estádios

Começa hoje em Salvador o segundo Fórum de Arquitetos da Copa, que reunirá os projetistas de todas as arenas concebidas para a Copa de 2014.
A sustentabilidade econômica e ambiental das arenas será o tema central do encontro, que segue até amanhã, 11 de setembro, em Salvador.
O encontro, que integra uma série de eventos organizados pelo Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia) e pelo Portal2014 (www.copa2014.org.br), acontece no hotel Convento do Carmo, na capital baiana.
Estarão reunidos neste segundo encontro do Fórum dos Arquitetos da Copa os autores dos projetos das doze sedes da Copa 2014, além dos arquitetos das cidades que não foram selecionadas pela Fifa.
De acordo com o vice-presidente de Arquitetura do Sinaenco, Leon Myssior, o objetivo do grupo é o de “se constituir num espaço de debates sobre os principais problemas encontrados pelos arquitetos, promover a troca de experiências sobre as melhores soluções de projeto e apresentar inovações tecnológicas, disponíveis no Brasil e no exterior, para estádios”.
No final do encontro será elaborado um documento propositivo para ser encaminhado ao Ministério dos Esportes.
Outro ponto a ser debatido será a participação do “time” numa exposição especial, que será realizada na 8a Bienal Internacional de Arquitetura, em dezembro próximo, em São Paulo. Patrocinadores
O fórum dos arquitetos da copa tem o patrocínio das empresas: Atlas Schindler, Autodesk, Cerâmica Atlas, Cromex, Day Brasil, Furukawa, Haver Brasil, Holcim, Instituto do PVC, Lanxess, Quattor, Usiminas e VM Tubes.

Fonte: Portal da Copa – 10/09/09


Eduardo garante: Pernambuco terá jogos da Copa de 2014

Do Diário Oficial – Pernambuco

“De forma nenhuma Pernambuco está ameaçado de não ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014”.
A garantia foi dada pelo governador Eduardo Campos em entrevista concedida ontem.
O Governador lembrou que ontem, dia 9, transcorreu a última data para questionamentos ao projeto, apresentado ao mercado em uma série de audiências públicas.
“Dia 16 de setembro, é o prazo para lançarmos o edital de contratação.
Ou seja: tudo está sendo monitorado e acompanhado dentro do prazo. O Brasil será o País sede da Copa de 2014 e Pernambuco será um dos Estados sedes”, frisou.
Segundo Eduardo, apenas três estados cumpriram todos os prazos fixados pela Fifa, e um deles é Pernambuco.
“Nós lutamos para que o Brasil fosse sede da Copa do Mundo e desde que houve a confirmação nós começamos a trabalhar com diversos profissionais para aprontar a documentação, bastante complexa, que foi apresentada à Fifa.
Nosso projeto, em regime de Parceria Público-Privada, foi elogiado pela Fifa e pela CBF”, afirmou.
Eduardo ainda lembrou que a primeira opção do Estado era trabalhar com a possibilidade de reformar um dos três estádios do Recife.
“Apresentamos à comissão da Fifa os três estádios, mas eles não aprovaram nenhum deles para sediar jogos de Copa do Mundo.
Desta forma partimos para outra alternativa”, falou Eduardo, lembrando que a necessidade de grandes obras de acesso e área de estacionamento para mais de seis mil veículos eram exigências que não poderiam ser atendidas.
O projeto de Pernambuco é um dos que apresentam a vantagem de não ser financiado com recursos públicos.
A Parceria Público-Privada (PPP) modelada pelo Governo vai garantir que a iniciativa privada seja o grande financiador da Cidade da Copa.


Polêmica em torno das sedes da Copa

Do Diário Oficial – Pernambuco

A possibilidade de o Recife ficar de fora da Copa do Mundo de 2014, devido ao atraso no cronograma estabelecido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da falta de recursos para a construção de um novo estádio, como foi divulgada em matérias publicadas na Folha de S. Paulo e no Jornal do Commercio, nos dias 7 e 8 deste mês, respectivamente, gerou polêmica no Plenário.
Em pronunciamento, o líder da Oposição, Augusto Coutinho (DEM), criticou o Governo do Estado por não cumprir o prazo de 31 de agosto para o lançamento do edital de licitação a fim de construir a arena em São Lourenço da Mata. O líder do Governo, Isaltino Nascimento (PT), rebateu: “O Estado tem até o próximo dia 16 para apresentar o edital de licitação”, explicou.
Durante o tempo de liderança, Alberto Feitosa (PR) leu nota oficial divulgada, ontem, no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), retificando a publicação da Folha.
“Não é verdade que executivos da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) podem eliminar até duas cidades antes do fim do ano, reduzindo o total de sedes a dez”, diz o texto.
Conhecido como Cidade da Copa, o projeto pernambucano prevê, além do novo estádio, a construção de hotéis, hospital, centros comerciais e nove mil unidades habitacionais. O valor estimado é de R$ 1,6 bilhão e será realizado por meio de Parceria Público-Privado (PPP).
Na opinião de Coutinho, caso o governador Eduardo Campos (PSB) tivesse optado pelo Estádio do Arruda, não haveria problemas com o prazo de licitação, uma vez que as cidades que vão reformar as arenas estão livre das exigências.
“O projeto está equivocado e pode inviabilizar que o Estado seja uma das subsedes do torneio.
É chegada a hora de se reavaliar a questão”, defendeu, acrescentando que Governo dificilmente conseguirá construir a arena sem colocar dinheiro público.
“Até agora não foi apresentado nenhuma estudo de viabilidade econômica nem apresentado nome de investidor interessado”, comentou.
O Projeto Cidade da Copa foi um dos mais elogiados pela Fifa, de acordo com Isaltino Nascimento.
“É uma iniciativa vitoriosa, descentraliza a economia e estimula o crescimento da Região Oeste, incorporando, além do empreendimento futebolístico, a habitação”, enfatizou, registrando que a notícia divulgada na imprensa faz o jogo das cidades que não conseguiram ser escolhidas como subsede e ainda têm esperança de ser.
Quanto aos prazos, explicou que termina hoje uma consulta pública a fim de os interessados apresentarem sugestão para o edital de licitação que será lançado no próximo dia 16. A consulta foi aberta desde o dia 10 de agosto.
Em apartes, Pedro Eurico e Terezinha Nunes, ambos do PSDB, e Miriam Lacerda (DEM) endossaram o pronunciamento de Coutinho.
“É preciso correr com as ideias para colocá-las em prática.
A solução não será dada da forma que está posta”, disse o tucano.
Nadegi Queiroz (PMN), André Campos (PT) e Izaías Régis (PTB) defenderam o Governo. Campos disse que era hora de instalar a Comissão de Acompanhamento da Copa em Pernambuco, a fim de debate melhor o assunto.
O colegiado foi criado no primeiro semestre e vai analisar também as iniciativas tomadas para dotar Pernambuco de infraestrutura necessária para o evento.
O presidente é André Campos.


Chile, Peru e Brasil são os mais preparados para as PPPs na América Latina e Caribe

Estudo mostra que maioria dos países da região ainda precisa criar regulamentação para as parcerias
As parcerias público privadas (PPP) são vistas atualmente pelos governos da América Latina e do Caribe como boas alternativas para a construção de obras de infraestrutura.
No entanto, segundo estudo da Economist Intelligence Unit, poucos países da região já têm marcos legais para promover as PPPs.
Chile, Peru e Brasil são exceção nesse cenário, ocupando os três primeiros lugares no ranking de 19 países elaborado pela Economist.
A pesquisa utilizou um índice, chamado de Infrascope, para avaliar a capacidade dos países de implementar as PPPs em setores como água, esgoto e transportes.
Nenhum dos países avaliados pelo instituto conseguiu alcançar a nota máxima de 100 pontos.
O Chile ficou na primeira colocação (64,3), com um ambiente regulatório razoável combinado com condições atrativas para investimentos e facilidades para financiamento, seguido por Peru (58,9) e Brasil (57,8).
A maior parte dos países da região teve pontuação entre 20 e 30 pontos, com poucos alcançando os 40 ou 50 pontos.
Segundo o estudo, isso sugere que a grande maioria dos países na América Latina e Caribe precisa ainda melhorar substancialmente seu marco regulatório para atrair investidores da iniciativa privada.
A Venezuela (7,1) terminou em último lugar, logo após Nicarágua (10) e Equador (14,5), prejudicados pela baixa consistência e qualidade de seu marco legal e de suas instituições.
“O Infrascope é único porque enfatiza as leis, instituições e procedimentos que são fundamentais para o sucesso no longo prazo dos projetos em transportes, água e esgoto”, diz Vanessa Sanchez, gerente de pesquisa da Economist Intelligence Unit.
“O índice leva em consideração aspectos tanto financeiros quanto não financeiros”.
O indicador é baseado em cinco fatores: a regulamentação do país para projetos de concessão; a capacidade das instituições para preparar, recompensar e supervisionar projetos; a capacidade do governo de fazer cumprir as leis, assim como o sucesso de projetos anteriores; o ambiente político, social e de negócios para investimentos; e facilidades para financiar obras de infraestrutura.

Fonte: Época Negócios – 09/09/09