Porto Alegre:Projeto prevê cara nova para Centro Administrativo

Reforma inclui instalação de serviços como farmácia, academia de ginástica e restaurante executivo

Capital do funcionalismo gaúcho, com população de 3,5 mil servidores, o Centro Administrativo do Estado deve passar por uma grande transformação em 2010.
O prédio, que chegou a ser chamado de “monstrengo” pela cúpula do Judiciário em 2005, deve ser reformado para concentrar serviços.
Atendência é de que a reforma seja autorizada pela governadora Yeda Crusius até a metade de dezembro e que o trabalho se inicie até abril do ano que vem por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
Com as mudanças, os cerca de 5,5 mil funcionários e visitantes que transitam pelo local todos os dias terão acesso a opções como farmácia, academia de ginástica e restaurante executivo.
O objetivo é garantir conforto e evitar a perda de tempo com deslocamentos desnecessários.– Por que não a comodidade? Prédios modernos e funcionais, que atendam a população.
Não é luxo – explica o secretário de Administração, Elói Guimarães.
Licitação deverá ser realizada em dezembro
Com previsão de investimento de R$ 181,9 milhões, o projeto de reforma foi elaborado pela MSCA Informação, Tecnologia, Treinamento e Consultoria e inclui a construção de novos prédios para concentrar os órgãos estaduais junto ao centro.
Como o governo não pretende construir novas estruturas no momento, a expectativa é de que o valor orçado seja reduzido em pelo menos 50%.
Não está definida a necessidade de aporte de recursos do Estado. Quem ganhar a concorrência arcará com os custos dos estudos de viabilidade feitos pela MSCA.
Pelo sistema de parceria, uma empresa assumiria a administração do complexo e investiria no local.
Em contrapartida, teria ganho na oferta de serviços, como a cobrança de visitantes pelo uso do estacionamento, que será ampliado.
Outra possibilidade é cobrar taxas administrativas de quem oferecer serviços no centro.
Se a atividade não for rentável, o Estado ajudará a custear obras essenciais.
As redes elétrica e hidráulica também deverão ser renovadas.
Uma das principais reclamações dos funcionários é o constante mau-cheiro nos banheiros do prédio em razão do encanamento de mais de 20 anos.
Em pesquisa interna, o Executivo constatou também que os servidores querem mais segurança, ou seja, a identificação de quem acessa o complexo.
Atualmente, qualquer pessoa transita livremente pela área. Há três portarias, mas não há controle de entradas e saídas.
Apenas o 21º andar, onde fica o gabinete da governadora, tem acesso restrito durante o dia.Outro pedido é para que mais elevadores sejam instalados, além dos nove disponíveis.
Um novo elevador, com capacidade para 30 pessoas, deve começar a funcionar nas próximas semanas.

Fonte: Zero Hora – RS – 29/11/09


Conta de luz sobe, mas qualidade de serviço cai

A qualidade dos serviços de eletricidade piorou nos últimos anos apesar do aumento no custo da conta de luz. Depois de alcançar o menor nível da história, no período após o processo de privatização do setor elétrico iniciado em 1995, o volume de blecautes voltou a subir em todo o País.
Em algumas localidades, os indicadores estão no pior nível da década, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É o caso das distribuidoras do Pará (Celpa) e de Minas Gerais (Cat-Leo e Cemig), entre outras.
No ano passado, os brasileiros ficaram, em média, 16,61 horas sem eletricidade – número superior às 16,57 horas de 2001, quando o racionamento deixou a rede de distribuição mais folgada e menos vulnerável aos blecautes. A média nacional, no entanto, esconde casos extremos, como o de São Luiz do Anauá, em Roraima, onde as interrupções somaram 1.007 horas em 2008. Isso significa ficar um mês e 11 dias sem eletricidade no ano. Apesar disso, a tarifa média da região está em R$ 290 o MWh, a maior do País.
Nesse caso, a explicação para o alto preço e as interrupções está no fato de o Norte fazer parte do sistema isolado, atendido basicamente por termoelétricas movidas a óleo combustível. Mas a relação qualidade e custo da energia está muito distante do desejável em qualquer região do País, diz o professor da Universidade de São Paulo Ildo Sauer. “Temos as contas de luz mais caras do mundo e uma péssima qualidade de energia.
A justificativa das concessionárias para a piora nos indicadores de interrupção está na severidade do clima, com raios e tempestades. Isso acaba derrubando a rede e interrompendo o fornecimento de energia. “Em São Paulo, o maior problema é a queda de árvores”, diz Roberto Mario Di Nardo, vice-presidente da AES Eletropaulo, maior distribuidora do Brasil.
Segundo ele, até novembro, foram 24.171 interrupções provocadas por queda de árvores ou galhos nas linhas – volume 18% superior a todo o ano de 2008 e 29% em relação a 2007. Isso contribuiu para elevar de 9 para 11 horas o tempo médio que os consumidores ficaram sem luz na região. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado – 29/11/09


CBA aprova kartódromo do Desafio das Estrelas

Presidente elogiou o projeto de construção da pista
O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, aprovou o novo complexo esportivo Arena Sapiens Park, em Canasvieiras, Florianópolis, onde acontece o quinto Desafio Internacional das Estrelas de Kart, neste final de semana, dias 28 e 29.
Pinteiro também elogiou a família Massa, que participou ativamente da elaboração do projeto de construção da nova pista, de 1.207 metros, e com um custo de R$ 1,9 milhão.
O presidente ressaltou que este tipo de iniciativa comprova que o automobilismo tem espaço para que parcerias público-privadas consigam excelentes resultados:
— O Estado de Santa Catarina e a cidade de Florianópolis enxergaram com clareza os benefícios que um investimento desta natureza pode gerar sob a ótica da economia, através da geração de empregos, turismo e a promoção da cidade, ou de valorização social.
Neste particular não tenho dúvidas que o número de catarinenses que praticam o automobilismo de pista será bem maior — declarou Pinteiro.
A nova pista será administrada e mantida pela Federação de Automobilismo de Santa Catarina, cujo presidente Jairo Albuquerque estima que o custo mensal a conservação da arena será em torno de R$ 10 mil mensais.
O traçado do circuito foi idealizado e definido por Lucas di Grassi e Felipe Massa.
Os dois pilotos usaram sua experiência internacional para desenhar as curvas que, segundo eles, “lembram aquelas que nós consideramos as mais interessantes nos autódromos de todo o mundo.” Massa e di Grassi se inspiraram nos circuitos de Abu Dhabi, Istambul, Interlagos e Bahrein.

Fonte: Zero Hora – RS – 28/11/09


India: CBSE open to public-private partnerships in affiliated schools

CHENNAI: The Central Board of Secondary Education (CBSE) has said that it is now open to public-private partnerships in affiliated schools, not just in infrastructure but in other aspects of providing quality education to its students, including curriculum, assessment, training teachers and classroom technologies.
Education officer of the CBSE, Dr Sadhana Parashar, who played an active role in evolving the recently announced examination reforms and continuous comprehensive evaluation, said, “Curriculum reform began 10 years ago, but it took a long time to implement it. We are now looking at assessment in a holistic manner.
The government will look at public-private partnerships in areas besides infrastructure.
The CBSE is open to such partnerships for supportive holding in areas such as curriculum, support material and assessment.
The modalities will have to be worked out before it is taken as a policy decision.
” She was speaking at a conference focused on improving the quality of school education in the country, organised by social enterprise, iDiscoveri Education. Speakers at the conference came up with suggestions to build quality in schools.
James Tooley, professor of education policy at Newcastle University, who has researched private education for the poor in India, spoke of “deregulation of high quality schools of tomorrow that India of the lower-middle class and the lower class can access”.
Speakers called for higher private participation for innovative practices to seep through.
The key speaker, renowned psychologist Dr Howard Gardner, who propounded the theory of multiple intelligences, spoke about the schools of tomorrow.
Professor Gardner said that while there could be no one ideal school of tomorrow, an ideal situation would be where each child had his or her own school, own material, own objectives and own ways of achieving them.
He said, “In future, schools will probably not exist as a standalone entity.
There will be less of a boundary between the home, school and community, with focus on individual education.”

Fonte: India Times – 28/11/09


Copa e eleições não ameaçam o RN

A Copa do Mundo de 2014 e as eleições podem ameaçar a implantação de um plano de privatização de aeroportos no país, mas não representam riscos para o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
A garantia veio ontem do governo do estado e da Casa Civil da Presidência da República, em resposta à reportagem publicada na Folha de S. Paulo.
Segundo o texto, “o governo avalia que seria menos arriscado ajustar terminais e pistas com dinheiro estatal para não causar o atraso na conclusão das obras até a Copa.
A Infraero, responsável pela administração do setor aéreo, também prefere a manutenção do sistema atual”.
Além disso, a equipe de Lula estaria temendo dar munição à oposição se lançar um plano de privatização no ano eleitoral.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou as informações, garantindo que as próximas eleições e os eventos esportivos não vão interferir no processo.
Ele anunciou que vai apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos próximos dez dias, um decreto com o modelo de concessão dos aeroportos.
O modelo, disse o ministro, abre todas as alternativas possíveis para concessões, desde grupos de aeroportos até terminais exclusivos para companhias aéreas.
Ele acrescentou que a decisão final sobre a exploração de áreas públicas ao setor privado ficará a cargo do presidente.
São Gonçalo
No caso do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, não existe ainda decisão sobre o modelo de concessão a ser adotado – se o tradicional ou Parceria Público-Privada, a chamada PPP.
“O Governo aguarda o resultado da avaliação econômico-financeira do empreendimento. A expectativa é de que os estudos sejam concluídos e validados pelo Governo até o final deste ano”, afirmou ontem a Casa Civil, por meio da assessoria de imprensa.
Os estudos apontam um tempo máximo de obra de dois anos e meio.
“Se o aeroporto for concedido em meados de 2010, até o fim de 2012 estará pronto”, estimou ainda a Casa Civil.
Se as expectativas do governo do estado se confirmarem, a iniciativa privada deverá assumir as obras em agosto de 2010.
Na primeira etapa, o aeroporto deverá ter capacidade para receber entre 3 milhões e 5 milhões de passageiros.
O secretário estadual de Planejamento, Nelson Tavares, disse que, em vez de atrapalhar, a Copa do Mundo favorece a implantação do novo aeroporto do Rio Grande do Norte.
“Há um compromisso assumido com a Fifa de que o estado terá um aeroporto novo e esse aeroporto é necessário para o bom andamento da Copa.
Uma coisa é privatizar um investimento antigo.
Outra é privatizar que está praticamente começando do zero”, disse ainda.
A reportagem da Folha diz que está quase certo que, no caso do futuro aeroporto de São Gonçalo do Amarante, será adotado o modelo de concessão ou uma PPP.
Isso, porque os estudos já estão prontos, o aeroporto não pertence à Infraero e começará praticamente do zero.

Fonte: Tribuna do Norte – RN – 27/11/09


Pernambuco:Governador parabeniza ACP por reforma de prédio no Recife Antigo

Na noite dessa sexta-feira (27/11), o governador Eduardo Campos prestigiou a inauguração da reforma do prédio da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), localizado em frente à praça do Marco Zero, no Recife Antigo.
Os serviços de restauração do edifício duraram quase três anos e foram coordenados pelo arquiteto e pesquisador José Luiz Mota Menezes.
A solenidade de abertura da nova sede contou com uma benção especial do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido e com o descerramento de uma placa alusiva à data.
“Esse é um dos mais belos prédios do conjunto arquitetônico do Recife Antigo.
Por isso, a Associação Comercial de Pernambuco presta um grande serviço à restauração do centro do Recife e marca uma das melhores páginas dos seus 170 anos de história”, disse o governador.
Eduardo frisou que o novo prédio da ACP vai se juntar a outros projetos de revitalização em andamento na área, a exemplo da restauração de todo o Cais José Estelita.
“Os armazéns do Porto do Recife, que hoje já recebem a Casa Cor, serão transformados em museu, central de artesanato, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos.
A Caixa Econômica Federal também está fazendo a recuperação do prédio ao lado da ACP.
Ou seja, daqui a dois, três anos, o Recife Antigo vai estar de cara nova”, adiantou o governador. Na ocasião ainda foi lançado o livro “O Palacete da Associação Comercial de Pernambuco”, de autoria do mesmo José Luiz da Mota Menezes.
O livro relata a história da ACP, dos seus fundadores e do projeto de restauração.
O senador Marco Maciel, o prefeito João da Costa e alguns deputados estaduais e federais também prestigiaram a festa.

Fonte: Roberto Pereira/SEI – 28/11/09


Empresários precisam se preparar para desafios, adverte Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, advertiu neste sábado (28) que apesar do momento de sucesso pelo qual o País passa, é preciso que os empresários se prepararem para os desafios que vêm pela frente. Segundo ele, os empresários estrangeiros mostram euforia em investir no Brasil, mas para atender essa demanda o empresariado brasileiro tem que dispor de mão-de-obra qualificada.
“A próxima década será de investimentos no Brasil e o empresariado tem que se preparar para a competitividade internacional e para o negócio do futuro que será a exportação de commodities. Mesmo com alguns problemas, o empresariado está otimista porque o mundo todo quer vir para o Brasil e esses empresários já estão aqui”.
Em palestra para empresários no 32º Prêmio dos Líderes Empresariais, do Fórum de Líderes Empresariais, Meirelles disse que preocupa o Brasil ter crescido rapidamente e também ter se recuperado rápido da crise econômica.
“O governo tem que se preocupar em oferecer recursos e insumos aos empresários para manter o crescimento sustentável. De todos os países do mundo, o Brasil, assim como a China, é o que está sendo visto como o mais promissor”.
Sobre a moratória anunciada pelo governo de Dubai para pagamento de dívidas do fundo de investimentos Dubai World, o presidente do Banco Central evitou fazer análises e disse que prefere esperar até a próxima semana para emitir opinião.

Fonte: Agência Brasil – 28/11/09


Analista apóia isenção de IPI dos móveis e diz que outros setores precisam de ajuda

O gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, apóia as medidas adotadas pelo governo esta semana para desonerar a indústria moveleira do país, mas entende que outros setores também deveriam receber a ajuda do governo.
Além de zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis, incluindo o estoque nas lojas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta semana a manutenção de imposto reduzido para a venda de material da construção civil.
A desoneração do IPI para o setor moveleiro só entrou em vigor ontem, com a publicação do decreto no Diário Oficial e irá até 31 de março do próximo ano, com impacto fiscal de R$ 217 milhões.
Embora lembre que a CNI não acompanha um setor específico, como o moveleiro, com excessivo detalhamento, Flávio Castelo Branco garante que a indústria do setor vinha enfrentado dificuldades desde antes da crise econômica ,devido à competição com os produtos chineses nos mercados interno e externo e a alta carga tributária brasileira.
É importante observar, segundo ele, que o setor, que faz parte do grupo de bens de consumo mais leve, como vestuário, calçados, produtos de madeira e couro, tem sofrido grandes impactos da alta valorização do real, que encarece o produto brasileiro no exterior e deixa aqui dentro, no país, alguns importados mais em conta para os consumidores.
“Tenho relatos de antes de 2009, antes da crise, de dois, três, quatro anos, talvez um pouco mais, do setor, principalmente de Santa Catarina e do Rio Grande Sul, que tem um polo muito forte, que havia dificuldade muito grande com esses problemas”, disse referindo-se aos juros considerados elevados, a carga tributária ainda alta, como tem admitido o próprio governo, a concorrência com a China e ao câmbio sobrevalorizado.
De qualquer forma dados da Receita Federal mostram uma evolução na arrecadação de IPI do setor de 2005 a 2008, ano de forte crescimento da economia brasileira, de aproximadamente R$ 50 milhões, passando de R$ 116 milhões para R$ 166,7 milhões em quatro anos.
Quanto à inflação, Castelo Branco não tem a preocupação que certos analistas vêm demonstrando por causa da elevação do consumo após as desonerações em certos setores para aquecer a economia brasileira, que podem somar de R$ 25 bilhões a R$ 27 bilhões só em 2009 e chegar a algo próximo R$ 100 bilhões, considerando os últimos cinco anos.
Para ele, são preocupações “excessivas”.“A preocupação com a inflação em si é justa, mas um dos objetivos da política econômica é estar sempre atento ao controle da inflação.
O controle da inflação e a estabilidade a longo prazo são os objetivos da política econômica e um prerrequisito para o próprio ambiente de negócio”, afirmou.
Entende Flávio Castelo Branco que os setores beneficiados têm uma grande capacidade não utilizada em seu parque manufatureiro. Por isso, acredita ele, não deveria haver qualquer tipo de preocupação ou risco de uma pressão de custo e inflação devido a uma demanda mais forte por conta de medidas pontuais adotadas nos setores, como o automobilístico, a linha branca, a construção civil e moveleiro.
O problema maior, em sua análise, é se os setores não investirem e não se adequarem às mudanças que estão ocorrendo na economia brasileira pós crise, que poderão ocasionar problemas no médio e longo prazos, principalmente, em função da maior penetração dos produtos importados no país.
Castelo Branco disse que não tem condições de afirmar, como foi aventado na imprensa, se as medidas têm caráter eleitoreiro, embora durante o anúncio o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha garantido que o objetivo é estimular a indústria moveleira, que é dependente das exportações e ainda não saiu adequadamente dos impactos da crise financeira internacional.
“Na verdade, entendo que [as últimas medidas] não é um problema em relação à crise econômica, que afetou seriamente a indústria na primeira parte de 2009.
Ainda, temos segmentos que se ressentem da crise econômica, mas não é propriamente o caso”, disse lembrando, no entanto, as questões macro, de inflação, e relativas à competição explicam por si só a adoção das medidas.
Mas o analista faz questão de frisar que o governo tem adotado uma estratégia pontual de desonerações de uma forma discricionária.
Para ele, do ponto de vista da competitividade para a economia como um todo, é importante observar que ainda há dificuldades quando se tem uma carga tributária alta e isso afeta todos os segmentos da indústria brasileira.
“A carga é elevada para todas. Qual a razão da escolha, eu não saberia dizer”.

Fonte: Da Agência Brasil – 28/11/09


Renault 10% ‘verde’ em 2020

por EDUARDA FROMMHOLD
Marca francesa considera que os veículos eléctricos são uma opção económica complementar mas não substituem as versões a combustão.
A gama de carros eléctricos da Renault deverá representar 10% do total das vendas da marca francesa em 2020, revelou ontem o director de comunicação da Renault Portugal, Ricardo Oliveira, durante os primeiros test drive com jornalistas portugueses, a 18 meses da entrada em comercialização do Kangoo Express ZE (Zero Emissões) no mercado nacional.
O objectivo é oferecer um carro com as mesmas características de segurança e conforto do seu equivalente equipado com motor térmico, mas com um custo de utilização reduzido e amigo do ambiente, uma vez que sendo equipado com um motor 100% eléctrico não produzirá quaisquer emissões de CO2, fumos ou partículas.
Segundo Ricardo Oliveira, a partir de uma utilização média de 50 quilómetros por dia em percurso urbano, o novo veículo torna-se vantajoso em termos de custos face ao seu congénere equipado com motor a diesel.
No protótipo utilizado nos testes, o Kangoo be bop ZE Concept, derivado do Kangoo be bop de série, o comportamento em condução ainda não é totalmente silencioso, sendo perceptível aos ocupantes o silvo contínuo típico dos motores eléctricos, o que não acontecerá na versão final.
No exterior, porém, o silêncio é absoluto, o que parecendo à partida uma vantagem, na realidade não o é em termos da segurança dos peões, obrigando a marca a introduzir um “ruído artificial” na sua versão final.
Em contrapartida, foi possível comprovar a resposta instantânea do motor e a aceleração perfeitamente linear.
Autonomia e velocidade máxima ainda estão longe das que terá o veículo quando entrar em comercialização que, equipado com uma potência de 70 cv, permitirá atingir os 130km/h, segundo o fabricante.
A autonomia, agora limitada a 100 quilómetros, deverá atingir então os 160, mais do que suficientes para a utilização citadina a que se destina.

Fonte: Diário de Notícias – PT – 28/11/09


‘Private sector should invest in health care’

Aabida Allaham
THE role of the private sector goes far beyond making profit for their personal gain.
In fact, chief executive officer at Inter Health Canada, George Commander, says they need to start investing in the public health sector to make it a more viable entity for themselves and the public at large.
When they do, he said, ’results are always better’.
Commander, who specialises in the delivery of healthcare infrastructure and operational start up programmes throughout the globe, was addressing several stakeholders at the Commonwealth Business Forum entitled, ’Innovative Solutions to Healthcare’ onboard the Serenade of the Seas cruise ship docked at the Port of Port of Spain Waterfront on Wednesday when he made the statement.
According to Commander, Public Private Investment Partnership or PPIP, is a government service or private business venture funded and operated through a partnership of government and one or more private sector companies.
’Most governments today struggle with long term planning of their budget, and health care is no exception and so the PPIP is a special form of public private partnership which comprises of a long term, highly structured relationship between the both sectors used to achieve significant improvements to health care systems either at a national or sub national level,’ he said.
The remark, however, drew a smile from Health Minister Jerry Narace who was also a keynote speaker at the forum because, according to him, it is something he has been lobbying for since his appointment to the ministerial post last year.
Nevertheless, Commander insisted that it was just wrong and unsustainable for people to be going to foreign countries to get ’treatment for the most elementary problems’.
He said the private sector could provide the public health sector with the capacity to play a major role in growing health care.
’In simple terms, it should cost the government no more than it does right now, and the patient no more than they pay… but it is still part of the investment partnership that helps to invest into the system and helps to make the system better, not to weigh the system down,’ he said.

Fonte: Trinidad & Tobago Express – 28/11/09


Chineses querem participar de obras de infraestrutura da Copa e das Olimpíadas no Brasil

São Paulo – Empresários chineses se manifestaram hoje (27) interessados em participar das obras de infraestrutura da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016, competições que serão realizadas no Brasil. Eles participaram hoje (27) de um fórum de negócios e investimentos em São Paulo.
Segundo o vice-presidente do China Council for Promotion of Internacional Trade, Yu Ping, as empresas chinesas do ramo de portos, aeroportos, rodovias e gasodutos têm bastante experiência. “E o Brasil realizará futuramente a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Haverá muitas obras de infraestrutura, gostaríamos de participar, e aumentar a parceria nessa área”, disse ele.
Além da área de infraestrutura, Ping ressaltou o interesse chinês em investir no campo energético. “O Brasil e a China são grandes países produtores e consumidores de energia. Aumentar a parceria e garantir a segurança nacional no quesito de energia é de extrema importância”, afirmou.
Hoje, as exportações brasileiras para a China superam as importações. De janeiro a outubro deste ano, foram exportados US$ 17,4 bilhões e importados US$ 12,7 bilhões. Apesar de o país exportar mais, os produtos brasileiros vendidos à China têm menor valor agregado que os comprados.
O Brasil exporta principalmente soja, minério de ferro e óleo bruto de petróleo. As exportações chinesas para o Brasil são, em sua maioria, aparelhos de televisão e rádios, produtos de telefonia e dispositivos de cristal líquido.
O gerente-geral de Negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, Sérgio Rodrigues Costa, destacou a “complementariedade de interesses” entre o Brasil e a China. Para ele, com uma indústria alimentícia sólida, o Brasil pode exportar não somente commodities ou grãos de de soja, mas também alimentos processados.
“Vejo um grande potencial para implementar o comércio nos dois sentidos. Queremos colocar produtos de maior valor agregado”, disse Costa.
Cerca de 300 empresários chineses participaram do encontro em São Paulo.

Fonte: Da Agência Brasil – 28/11/09


Empresários preparam carta para candidatos à sucessão presidencial

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acabou de chegar ao World Trade Center, em São Paulo, para abrir a 32ª edição do prêmio Líderes Empresariais.
O fórum, presidido por Ozires Silva, reúne 1.200 empresários e o evento deste sábado tem como finalidade homenagear os 182 empresários que mais se destacaram no cenário econômico brasileiro e que, de alguma forma, contribuíram para o crescimento e desenvolvimento social do País.
No entanto, o acontecimento mais importante, na avaliação dos organizadores do fórum, será a apresentação do G100, grupo composto por cem representantes referenciais do empresariado brasileiro e que será encarregado de elaborar uma carta intitulada “Documento dos 100 – a Carta de 2010, o País que queremos em 2014”, mostrando o que os empresários entendem que precisa ser feito para o Brasil ser, de fato, um player global.
O documento dos 100, de acordo com os representantes do fórum, segue a tradição dos históricos “Documento dos 8” e “Documento dos 12”, também lançados pelo Fórum de Líderes e que tiveram forte repercussão na sociedade.
O “Documento dos 100” será entregue no primeiro semestre de 2010 aos candidatos à sucessão presidencial.

Fonte: Agência estado – 28/11/09


Portugal:Introdução de portagens deve avançar o mais rápido possível, diz Ministro das Obras Públicas

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse hoje que a introdução de portagens nas vias sem custos para o utilizador (SCUT) é para prosseguir “o mais rapidamente possível”.
“As coisas estão definidas e programadas. A introdução de portagens é fundamental para que os projectos possam continuar”, disse o governante à margem de uma conferência sobre Habitação em Angola.
Questionado sobre a data de introdução das portagens, António Mendonça preferiu não se comprometer com um prazo, afirmando apenas que isso acontecerá “o mais rapidamente possível”.

Fonte: OJE/Lusa – 27/11/09


Portugal: Autarcas pedem ponderação nas Scut

O presidente da Câmara de Viana do Castelo aconselhou “ponderação” ao ministro das Obras Públicas, depois de António Mendonça ter anunciado que a introdução de portagens nas vias sem custos para o utilizador (Scut) vai avançar e que o calendário será “brevemente concretizado”.
Segundo o autarca socialista, José Maria Costa, que lidera também um movimento de 15 câmaras de oposição às portagens na A28, a dinamização da actividade económica na região” pode ser fortemente atingida se as portagens forem introduzidas”, acrescentando que esta Plataforma de Entendimento e Pressão” começa a ganhar muito lastro” .
Os representantes dos municípios pediram já uma audiência com o ministro para expor as suas razões. “Tem que haver um critério que não nos descrimine, nomeadamente em relação ao Algarve”.

Fonte: por PAULO JULIÃO / Diário de Notícias – PT – 28/11/09


Pernambuco: Sectma lançará edital para projetos de educação ambiental e mudanças climáticas

Diante do agravamento e da rapidez dos processos de climáticos no Estado, a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma) irá lançar, até o final do ano, edital público no valor de R$ 750 mil direcionado a projetos de educação ambiental que apóiem a implementação das “Propostas pernambucanas para o enfrentamento às mudanças climáticas”.
Os recursos, provenientes do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), foram aprovados hoje (27), no município de Petrolina, Sertão do Estado, durante reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).
O edital irá contemplar projetos que variam de R$ 3,5 mil a R$ 60 mil.
Poderão participar prefeituras, movimentos sociais, sociedade civil, academia, organizações não governamentais (ONGs), centros tecnológicos, universidades, centros de extensão rural ou outras formas de associação como, por exemplo, os consórcios intermunicipais.
“O edital vem se somar às ações do Governo do Estado para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas”, ressaltou o secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Hélvio Polito, destacando, ainda, a criação do Comitê Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, com a participação de 14 secretarias estaduais, e o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, que formalizou as propostas estaduais de enfrentamento às mudanças climáticas integrantes do documento nacional que será levado a Copenhague no próximo dia 8 de dezembro, quando terá início a Conferência das Partes (COP-15).

Fonte; Portal Pernmbuco – 27/11/09


Meirelles: ‘Brasil está preparado para enfrentar situação pior que Dubai’

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que bancos brasileiros não estão expostos ao conglomerado estatal Dubai World, que declarou moratória de quase US$ 60 bilhões em sua dívida anteontem.
Segundo ele, as instituições nacionais não têm nenhum tipo de vinculação comercial com este conglomerado porque há “restrições da regulação prudencial brasileira”.
“O Brasil está preparado para enfrentar como enfrentou no passado situações muito piores”, comentou ao ressaltar que o País foi bem-sucedido para sair da crise financeira internacional e tem plenas condições de superar “oscilações de humor” registradas nos mercados internacionais.
O mercado financeiro nacional, aliás, não sentiu hoje os reflexos dessa crise como sofreu nesta quinta-feira (26). Às 17h28, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subia 0,72%, aos 66.871,85 pontos, enquanto as bolsas americanas caiam mais de 1%.
Ontem, o Ibovespa caiu 2,25% por causa dos temores sobre o alastramento da crise nos Emirados Árabes.Já o dólar comercial fechou hoje em queda de 0,40%, cotado a R$ 1,7430.
Até na Europa as bolsas fecharam em alta.
Em Londres, o índice FT-100 subiu 0,99%; em Paris, o CAC-40 avançou 1,15%; em Frankfurt, o Dax-30 subiu 1,27%.
“Eu penso que as pessoas estão usando as notícias de Dubai como uma oportunidade de compra”, disse Heino Ruland, estrategista da consultoria Ruland Research, em entrevista à agência Dow Jones.
“Dubai não é uma grande ameaça para a saúde do mundo financeiro.
“Nesse sentido, o presidente do BC afirmou que ainda “não se prevê colapso do sistema financeiro internacional” a partir do episódio envolvendo o Dubai World.
“Agora, é uma situação completamente diferente. É uma situação externa a um grande mercado central”, afirmou após fazer palestra durante evento em São Paulo.
Segundo Meirelles, autoridades regulatórias e monetárias de outros países já enviaram sinais de que o ocorrido com este conglomerado não deve provocar grande abalo no sistema financeiro dos países centrais por exposição do seus bancos àquela instituição.
“São sinais, vamos aguardar os próximos dias. As previsões que temos recebido de fora são de que não se espera um colapso, muito longe daquilo que ocorreu no ano passado por razões diversas”, comentou.
“O fato concreto é que o ambiente hoje é de cuidado.
Alguns bancos devem perder recursos nesta instituição, mas não é algo que possa lembrar episódios passados.”
O Brasil, segundo Meirelles, não deve registrar efeitos a partir do episódio do Dubai World porque está crescendo forte e o País tem “todo o arsenal de medidas de combate à crise em ordem, pronto, preparado”.
Os impactos do risco de default em Dubai divide os economistas. Para o economista Antonio Madeira, sócio da MCM Consultores, um possível calote pode provocar uma nova fuga de investidores e nesse caso, o Brasil poderia ser prejudicado.
“Dubai reacende a preocupação de que mais cadáveres possam surgir à frente”, disse.
Segundo ele, caso não haja uma solução para o problema no emirado, o crédito pode voltar a ficar mais difícil ao redor do mundo.
Madeira disse ainda que o “caminho natural é de um real forte” também em 2010 e que apenas um “flight to quality” (voo para a qualidade) dos investidores poderia reverter essa tendência. Essa fuga de investidores com maior aversão a risco poderia ser causada por novos problemas em bancos nas principais praças internacionais ou simplesmente a descoberta de perdas já existentes, mas ainda não conhecidas.
Já o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, disse que “possivelmente o Brasil deve sentir muito pouco” os efeitos dos problemas que emergiram em Dubai.
“O Brasil está sendo poupado desse tipo de estresse”, afirmou. Para Barros, “o Brasil já foi eleito pelo voto popular dos investidores do mundo inteiro, percebido como de menor risco, sem bolhas”.

Fonte: Meirelles: Agência Estado – 27/11/09

Nota do Editor: Acho que a maioria dos economistas vivem ávidos por notícias deste tipo, pra gerarem um ambiente de desestabilidade par as empresas, fundos ou bancos para quem trabalham, tirarem algum proveito, como sempre acontece.


Angola quer adoptar modelo norueguês de gestão das receitas petrolíferas

Angola está interessada em constituir um fundo soberano com características semelhantes ao criado pela Noruega para gerir as suas receitas petrolíferas, noticia hoje a imprensa norueguesa.
De acordo com o diário Aftenposten, o modelo norueguês de gestão e aplicação das receitas petrolíferas foi discutido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Stoere, com o seu homólogo angolano, Assunção dos Anjos, durante um encontro em Luanda, na quinta-feira.
Angola tem vindo a estudar o modelo de gestão de investimentos do fundo petrolífero norueguês através do programa de desenvolvimento do país nórdico, adianta a mesma fonte.
O fundo angolano deveria estar operacional até final do ano, mas ainda não tem data de lançamento definida.
Durante a visita a Luanda, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, foi convidado a visitar oficialmente a Noruega como forma de reforçar as relações e a cooperação entre Luanda e Oslo.
O governante norueguês adiantou ainda que estão em cima da mesa possibilidades de investimento em Angola em diversas áreas, desde a electricidade, produção de alumínio e fertilizantes.
As participações do grupo petrolífero norueguês Statoil em poços petrolíferos angolanos permitem arrecadar actualmente cerca de 200 mil barris de petróleo por dia.
Segundo afirmou esta semana Lamin Leigh, chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o país africano, Angola pediu apoio na criação do novo fundo soberano angolano, que será alimentado com parte das receitas petrolíferas do país.
“Uma das coisas que nos pediram [nas negociações do programa de acompanhamento anunciado terça-feira] é que usemos a nossa experiência para os ajudar a montar o enquadramento e o desenho do fundo”, afirmou Leigh em conferência de imprensa telefónica.
De acordo com o mesmo responsável, o processo de constituição do fundo já estava em curso mesmo antes das negociações do programa e actualmente as autoridades de Luanda estão a “prosseguir os seus esforços olhando para fundos soberanos noutros países”.
Nas primeiras consultas com o FMI, o objectivo era a criação de um fundo petrolífero, mas o seu âmbito foi alargado.
Segundo Sean Nolan, consultor sénior do FMI, a lógica do instrumento financeiro, no caso de Angola, será de um fundo de poupanças, que estabilize a gestão de receitas.
“O objectivo é desligar, de ano para ano, o posicionamento de políticas fiscais do afluxo de receitas. É essencial para criar um crescimento estável para a economia de Angola a longo prazo, em vez do modelo pára-e-arranca. Colocámos nas nossas discussões muito ênfase nesta questão”, sublinhou Nolan.

Fonte: OJE/Lusa – 27/11/09


Convenção reúne especialistas em mobilidade urbana no Rio

Evento discute ações para melhora e aperfeiçoamento de transporte público

Como melhorar as condições de deslocamento nas grandes cidades e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais dos sistemas de transporte? Para discutir e repensar os modelos de infraestrutura e transporte urbano, ocorreu nos dias 25 e 26 de novembro, no Rio de Janeiro, a Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana.
Durante os dois dias, autoridades e especialistas apresentaram propostas de como as cidades podem modificar seus sistemas de transporte e deslocamento para atender a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Pensando nisto, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, anunciou o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Copa do Mundo em dezembro.
“Terminamos a última rodada com as cidades-sede para definir quais projetos terão nosso apoio por meio do financiamento do Pró-Transporte, ou seja, recursos do fundo de garantia.
Vamos discutir com o presidente Lula esta posição”, disse o ministro.
Segundo o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, a saída para obter transporte de qualidade e com baixo custo está na superfície.
Criador do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que implantou em Curitiba, Lerner afirmou que as vantagens do sistema – que consiste em uma ou mais linhas, onde os ônibus viajam em alta freqüência – são várias.
“Um ônibus com capacidade para 300 passageiros, com intervalo de tempo de 1 minuto entre cada um, transporta 18 mil pessoas por hora.
Isto representa um custo muito menor que o metrô, por exemplo”, disse. Ele ainda falou sobre a segurança que o sistema de tubos (modelo dos terminais) oferece.
De acordo com Lerner, a cidade tem terminais de ônibus que ficam em frente aos estádios de futebol e não há registros de depredação.
Para o presidente do Centro de Trasnporte Sustentável do Brasil, Luis Antonio Lindau, é preciso dar o primeiro passo na direção de uma solução para que cada prefeito planeje, a partir da realidade de sua cidade, a melhor solução.
“As autoridade tem de pensar como será o projeto emblemático, fruto da imaginação de diversas ações voltadas à revisão dos modelos de infraestrutura e transporte para melhorar a vida dos cidadãos”.
São os diversos modelos de transporte coletivo, motorizado ou não e suas ações no melhoramento das condições urbanas da sociedade, que poderão trazer ao país os benefícios que todos almejam. Que a Copa do Mundo de 2014 possa ser o propulsor destas mudanças.

Fonte: Portal da Copa 2014 – 27/11/09


BB estuda aumentar capital para poder emprestar mais

BRASÍLIA – O Banco do Brasil (BB) anunciou ontem que vai estudar, com o Tesouro Nacional, o aumento de seu capital para alavancar sua capacidade de ofertar crédito.
A capitalização ocorreria por meio da emissão primária de ações (lançamento de novos papéis), da qual devem participar os investidores privados e o próprio Tesouro, que não abre mão do controle acionário do banco.
Além da oferta primária, será avaliada também a possibilidade de uma oferta secundária (venda ao mercado de ações que estão com os controladores).
Nesse caso, o objetivo é atingir o nível mínimo de 25% de ações em circulação, exigido pelo Novo Mercado da Bovespa, que tem regras mais rígidas de governança corporativa – relacionamento adequado entre empresas e investidores.
O BB tem até 2011 para atingir esse índice.

Fonte: FABIO GRANER – Agencia Estado – 28/11/09


Após onda de suicídios, France Télécom adotará meio expediente

A France Télécom, terceira maior operadora da Europa, vai destinar 700 milhões de euros (US$ 1 bilhão) para pôr em prática uma série de medidas que permitam que seus empregados mais antigos possam trabalhar por apenas meio expediente.
Segundo o jornal “Le Monde”, a medida faz parte de um acordo firmado com os quatro principais sindicatos de trabalhadores da empresa (CGT, CFDT, CFTC e FO), que representam 68% dos assalariados da companhia.
A redução da jornada é parte de um programa social mais abrangente, adotado pela empresa na esteira das críticas que recebeu pelas más condições de trabalho.
A France Télécom foi abalada por uma onda de suicídios que remonta a 2008.
Nesse período, 25 empregados da companhia tiraram a própria vida.
A provisão de recursos para que os funcionários trabalhem em meio expediente não vai afetar as metas financeiras da France Télécom, disse a empresa nesta sexta-feira em um comunicado.
Dos 700 milhões de euros, 600 milhões de euros serão contabilizados este ano e o restante, em 2010 e 2011.
A empresa suspendeu seu plano de reestruturação, apontado como uma das razões de estresse entre os trabalhadores, ao lado das más condições de trabalho.
Em outubro, o diretor financeiro da France Télécom, Gervais Pellissier, afirmou que a suspensão não terá qualquer efeito em 2009 e que a companhia estava fazendo provisões em custos associados à implantação do regime de meio expediente para os trabalhadores mais antigos.
Desde agosto, a France Télécom e seu presidente-executivo, Didier Lombard, tentam desarmar a tormenta política e a onda de críticas na mídia por causa dos suicídios.
A diretoria da empresa começou então a negociar com os sindicatos para tentar chegar a um acordo sobre medidas concretas, como o plano de trabalho em meio expediente, firmado ontem.Segundo o “Le Monde”, o acordo permite que os trabalhadores que estejam a três anos ou menos da aposentadoria, e trabalhem há 15 anos ou mais na empresa, possam trabalhar em horário parcial e manter uma proporção maior de seu salário com relação à hora trabalhada.
A medida pode beneficiar até 14 mil assalariados.

Fonte: Da Agência O Globo – 27/11/09