Brisa recebe primeiro troço do TVG em Novembro

A adjudicação do primeiro troço do projecto da Alta Velocidade, entre Poceirão e Caia, é uma das prioridades do novo Governo e deverá acontecer já em meados de Novembro.
O consórcio Elos, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, acedeu a todas as condições impostas pela Rave na resposta formal que deu na passada sexta-feira, dia em que terminou o período de audiência prévia previsto no relatório preliminar da comissão de avaliação.
Na avaliação das propostas da segunda fase do concurso do consórcio Elos e do agrupamento Altavia, liderado pela Mota-Engil em termos de riscos técnico-financeiros as duas foram classificadas como “medíocre” por comportarem, diz o júri, um risco para os parceiros públicos muito elevado.
Os dois concorrentes, como é referido no relatório , incluíram, nas propostas finais, disposições que a comissão de avaliação considerou que “aumentam o risco do Estado de forma que o júri entende ser inaceitável na contratação da parceria, não podendo ser recomendado ao Governo que as aceite, quaisquer que sejam as circunstâncias”.
No entanto, admitiu que os concorrentes pudessem aceitar eliminar essas disposições das suas propostas.

Fonte: Jornal de Negócios – Portugal – 26/10/09


O fracasso do biodiesel

Criado há cinco anos para, como disse então o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transformar-se em “mais uma chama acesa no coração da gente nordestina”, o Programa Nacional de Biodiesel está se apagando. Até agora não alcançou nenhuma das metas sociais que o governo lhe atribuiu nem estimulou o plantio de novas culturas, como mamona, girassol e dendê, que impulsionaria a agricultura familiar nas regiões mais pobres do País.
O programa foi criado para estimular a produção de um combustível mais limpo e biodegradável, derivado de fontes renováveis, como óleos vegetais e gorduras animais, para substituir total ou parcialmente o diesel derivado do petróleo utilizado em caminhões e ônibus e como combustível para gerar energia e calor. Mas, para transformar o programa em uma das estrelas de seu governo, o presidente Lula acrescentou-lhe outros objetivos, como o estímulo à produção agrícola nas regiões menos desenvolvidas, como o Norte e o Nordeste, e sobretudo o combate à pobreza nas áreas rurais.
Nada disso está sendo alcançado, como mostrou o Estado, em reportagem de Nicola Pamplona.
O presidente escolheu a mamona como símbolo do programa. A produção dessa matéria-prima por agricultores familiares, especialmente no Nordeste, abriria o caminho para essas famílias trocarem as difíceis condições de vida que enfrentam hoje por um pouco mais de conforto e segurança econômica daí ele ter falado em “chama acesa no coração” dos nordestinos.
A reportagem deixou claro que o programa praticamente não utiliza a mamona e outras oleaginosas alternativas.
Sobrevive graças, sobretudo, à produção de biodiesel a partir da soja (que responde por 78,7% da produção total).
O sebo bovino aparece como segunda matéria-prima mais utilizada (14,6%) e o óleo de algodão, como terceira (4,1%).
As demais fontes para a produção do biodiesel, como as sempre citadas pelo presidente, respondem por apenas 2,6% do volume produzido atualmente.
A incontestável predominância do uso da soja na produção do biodiesel contraria frontalmente dois dos principais objetivos do programa do governo.
Em lugar da pretendida desconcentração regional da produção, a soja está levando à concentração, pois as Regiões Centro-Oeste e Sul já respondem por 71,6% do combustível produzido.
E é uma matéria-prima cultivada em grande escala, o que tende a afastar dessa cultura pequenos agricultores que não disponham de recursos tecnológicos, embora parte da produção da soja do Sul do País saia de propriedades familiares.
Era previsível que, na primeira fase do programa do biodiesel, a soja fosse utilizada amplamente, por ser uma cultura com grande volume de produção e por questões logísticas.
Mas ela não é a matéria-prima mais adequada para o biodiesel, pois seu rendimento é mais baixo.
Calcula-se que apenas 18% de cada grão de soja pode ser utilizado para fazer óleo; nas demais oleaginosas, o rendimento é de cerca de 40%.
Além disso, como seu preço está mais sujeito às oscilações do mercado mundial do que o das demais matérias-primas potenciais, a soja torna o programa brasileiro de biodiesel mais vulnerável.
“O governo errou no timing”, diz o coordenador do programa do biodiesel, Arnoldo de Campos, pois esperava uma diversificação mais rápida das matérias-primas.
Talvez pudesse ter evitado o erro se levasse em conta fatores conhecidos quando lançou o programa.
O dendê, por exemplo, além de só poder ser cultivado com eficiência numa determinada faixa do território brasileiro, leva oito anos para gerar a primeira colheita.
Mas o erro mais notável está no caso da mamona, que simboliza o programa do biodiesel. Seu óleo tem um alto valor de mercado, de cerca de três vezes o preço do biodiesel.
Era previsível que os produtores, a fornecer a mamona por preço menor para a produção de biodiesel, iam preferir vendê-la às empresas que pagam mais, que são as indústrias química – que com ela produz óleos lubrificantes, de cosméticos e farmacêutica.
O presidente da Petrobrás Biocombustíveis, Miguel Rossetto um dos criadores do programa de biodiesel, diz que, em três anos, podem surgir matérias-primas competitivas para substituir a soja. Pode ser, mas, então, o presidente que tanto falou do biodiesel e da mamona não estará mais no poder.

Fonte: Estadão – 26/10/09


Vilas beneficiarão 794 famílias

Projeto de construção dos vilarejos produtivos está orçado em R$ 100 mi
JAMILLE COELHO
As 794 famílias que residem nas imediações do canal de aproximação dos eixos Norte e Leste do projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional que envolve a transposição serão reassentadas em 18 Vilas Produtivas Rurais (VPRs), distribuídas entre Pernambuco e os estados da Paraíba e Ceará.
O projeto de construção dos vilarejos, articulado pelo Ministério da Integração Nacional, está orçado em R$ 100 milhões.
No Sertão pernambucano, nos municípios de Cabrobó, Salgueiro, Sertânia e Valverde, estão sendo construídas oito vilas e cerca de 248 moradias, sendo que algumas famílias receberão apenas os lotes para o cultivo agrícola, uma vez que a área próxima ao canal só é utilizada por algumas famílias para o plantio de diversos tipos de cultura.
O local foi visitado pela comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua recente visita ao Estado.
De acordo com a coordenadora dos programas ambientais do Ministério da Integração, Elianeiva Odísio, a previsão do Governo Federal é entregar as moradias e quintais produtivos até dezembro deste ano às comunidades de Junco, em Cabrobó (55 casas construídas), Negreiros (26) e Uri (45), as duas últimas localizadas em Salgueiro.
As outras cinco vilas ficarão situadas nas comunidades de Queimada Grande (25 casas) e Malícia (20), em Salgueiro; Captação, em Cabrobó, outra receberá o nome de Vila Produtiva Rural de Salão, em Sertânia, e, a última, intitulada Pilões, em Valverde.
“As obras de Pilões e Salão já foram iniciadas. A ideia é entregar todas as moradias e os espaços produtivos até o fim do primeiro semestre de 2010”, explicou Elianeiva.
Cada uma das famílias atendidas pelo projeto receberá uma casa de 99 m² com duas varandas, três quartos, uma cozinha e um banheiro.
Além disso, terão direito a cinco hectares de terra para criação de animais e produção de culturas como feijão, milho e algodão.
Um hectar será para a irrigação da área, onde será utilizada a água vinda do canal do Rio São Francisco.
Além das residências e do quintal produtivo, a área conta com posto de saúde, escola e área de lazer.
“Os reassentados serão capacitados com assistência técnica para desempenhar os trabalhos agrícolas”, informou Elianeiva. O Ceará receberá quatro vilas e a Paraíba, seis.

Fonte: Folha de Pernambuco – 26/10/09


Brasil e Uruguai terão acordo monetário

BRASÍLIA – O Banco Central firmou acordo com a autoridade monetária do Uruguai para dar início ao processo de comercialização de produtos entre os dois países nas moedas locais.
De acordo com o BC, foi assinada uma carta de intenções entre os dois países para implementação do sistema.
A comercialização em moeda local deverá valer a partir do segundo trimestre de 2010.
“A redução de custos por não utilização de uma terceira moeda e o aumento da liquidez e da eficiência do mercado de câmbio em peso uruguaio e real são alguns dos benefícios que adviriam da implementação do sistema”, afirmou o BC em nota.
Desde setembro do ano passado, o Brasil já comercializa produtos com a Argentina em moeda local.

Fonte: Folhapress – 26/10/09


Transposição remete a Castro Alves

PAULO MARINHO
A transposição do rio São Francisco remete à época da compositora e pianista Chiquinha Gonzaga e do “poeta dos escravos”, Castro Alves.
No longínquo século XIX, por volta de 1850, o imperador Dom Pedro II já anunciava a transposição como um plano para enfrentar a seca nordestina.
Todavia, como lembra o próprio presidente Lula em discursos, faltava estrutura, engenharia.
E a ideia foi prorrogada por “mais alguns anos”.
Em 1943, em pleno século XX e já na República, o popular presidente Getúlio Vargas levantou os debates acerca do assunto.
Sem dados concretos e aprofundamento, não chegou a resultados práticos.
Esta transposição citada acima não é a primeira na bacia do Velho Chico.
Vale destacar que, em 1963, tendo como preocupação não inundar a cidade de Capitólio (Minas Gerais), o rio Piumhi, afluente do Rio Grande, teve toda sua bacia transposta para a bacia do São Francisco.
Caiu nas mãos dos governos ditatoriais a responsabilidade de fazer o primeiro projeto de combate à seca.
No governo de João Figueiredo (1979-1983) houve a maior estiagem do País.
O planejamento surgiu a partir daí.
De fato, nos primeiros anos do governo Lula é que o estudo da transposição ganhou forma através do empenho do então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes.
Em 2007, já na segunda administração, as obras começaram a sair do papel.
Lula fala que em 2012 todo o empreendimento estará pronto.
Apenas em 2025 as águas devem ser aproveitadas na sua capacidade máxima.

Fonte: Folha de Pernambuco – 26/10/09


Diretor da AEB diz que Brasil precisa aumentar número de satélites

O diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela afirmou que o Brasil precisa investir mais em tecnologia espacial para aumentar o número de satélites.
A afirmação foi feita na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento organizado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, onde Villela alertou os visitantes sobre a importância do Programa Espacial Brasileiro.
“Se compararmos com outros países, o Brasil possui apenas três satélites em operação, enquanto os Estados Unidos da América possuem 400, a Rússia 85 e a China 55”, comparou.
O pesquisador comentou que o Brasil dispõe de apenas uma plataforma de lançamento, localizada na Base de Alcântara, no Maranhão.
No entanto, de acordo com Villela, ela é a melhor base do mundo, devido à sua posição geográfica.
Em sua palestra na tenda armada na Esplanada dos Ministério ele demonstrou como a tecnologia espacial está presente no cotidiano.
“O que vocês acham que a área espacial tem a ver com a vida de vocês?”, perguntou Villela antes de demonstrar que as que dependem da área espacial todas as tecnologias ligadas às telecomunicações, como internet, telefonia celular e televisão.
“Sem os satélites, essas comodidades da vida moderna não seriam possíveis”.
Villela também enfatizou a importância dos satélites para o monitoramento do território, das fronteiras e da costa brasileira.
“O Brasil precisa da área espacial. Não é apenas uma aventura, nós precisamos dela.”, destacou.
Hoje (25) é o último dia da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Pela tenda armada na Esplanada dos Ministérios e pelos demais eventos que ocorreram em outras partes do país, o governo estima que passaram cerca de 100 mil pessoas.
A semana contou com mais de 22 mil eventos cadastrados, em ações em todo o País. Participaram do evento cerca de 650 instituições espalhadas por mais de 430 municípios.
Em 2008, foram realizadas 10.859 atividades, em 445 cidades e com a participação de aproximadamente 755 instituições de ensino e pesquisa e entidades diversas em todo o País.Neste ano, a sexta edição da SNCT teve como tema Ciência no Brasil e homenageou os 300 anos do primeiro voo de balão de ar quente, uma iniciativa do padre Bartolomeu de Gusmão .
Também foram comemorados o centenário da educação profissional e tecnológica e a descoberta do mal de Chagas pelo sanitarista Carlos Chagas e os 150 anos de nascimento do naturalista suíço Emílio Goeldi, que dá nome a uma das principais instituições de pesquisa do país, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Museu Emílio Goeldi, no Pará.

Fonte: Pernambuco.com – 25/10/09


João da Costa promete ouvir população sobre o Carnaval

Começa nesta segunda-feira (26) e segue até o próximo dia 12 de novembro, o processo de escuta realizado pela Prefeitura do Recife sobre o Carnaval.
As escutas são uma iniciativa do prefeito João da Costa, que com o término das atividades carnavalescas de 2009, solicitou que a Secretaria de Cultura realizasse reuniões com os envolvidos no período momesco sociedade civil, agremiações, fornecedores e trade turístico para avaliação, críticas e sugestões para a maior festa da cidade.
Durante as escutas, todas as pessoas presentes podem se expressar e fazer solicitações, dar sugestões e avaliar as ações referentes ao Carnaval.
Todas as falas são gravadas para que haja uma transcrição do que foi colocado e nenhuma manifestação seja perdida.
“Desde abril já começamos a ouvir os núcleos internos, os coordenadores de polos, as agremiações carnavalescas, o Fórum de Música e o trade turístico. Agora é o momento de convocarmos a população de cada RPA, para que se expressem sobre o que aprovam e o que desejam para o próximo ano” explica o coordenador Executivo do Carnaval 2010, André Brasileiro.
“Até o momento, temos percebido que, de uma maneira geral, o formato está aprovado, mas é claro que queremos sempre ouvir, pois é uma diretriz da gestão a horizontalidade e a democratização das ações” completa.

Fonte: Blog do Jamildo – 25/10/09


Obras para a Copa envolvem parcerias públicas e privadas

Brasília – O governo federal já definiu as tarefas de cada setor para a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014.
As obras nos portos e aeroportos serão de responsabilidade da União, enquanto os governos estaduais e municipais cuidarão da expansão de vias exclusivas para ônibus, além de estradas, viadutos e metrôs, assim como do projeto para veículo leve sobre trilhos (VLT) com apoio de R$ 5 bilhões de linhas crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os principais projetos estão localizados nas cidades-sede da Copa, mas o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, em entrevista à Agência Brasil, disse que o país inteiro será beneficiado com os investimentos. “Estive em Moçambique, que faz fronteira com a África do Sul [onde será realizada a Copa do Mundo de 2010], e lá há expectativas de se beneficiar com os jogos no país vizinho”, disse.
No Brasil os principais projetos envolvem a implantação do BRT (bus repit transit), ampliação do metrô e obras no aeroporto em Belo Horizonte; expansão do metrô, implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) e melhoria da rede viária em Brasília; obras de infraestrutura e no metrô de Cuiabá.
Em Curitiba serão realizadas obras de infraestrutura e construído o metrô. A implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) e do metrô também estão entre as prioridades em Fortaleza. Em Manaus, a prioridade é ampliar o aeroporto e aperfeiçoar o sistema de infraestrutura da cidade.
A implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT), obras no aeroporto e de infraestrutura são os principais projetos em Natal. Em Porto Alegre devem ser ampliadas a linha 2 do metrô, ampliação do aeroportos e de vias urbanas.
No Recife, o objetivo é concluir as obras da Cidade da Copa, enquanto em São Paulo e Salvador a idéia é ampliar as linhas do metrô. No Rio, as obras também envolvem ampliações no metrô, além do Arco Metropolitano.
As obras nos estádios das cidades-sede envolvem investimentos públicos e privados cujos valores variam de acordo com o local, que vão de de R$ 138 milhões (da iniciativa privada) no Arena da Baixada, em Curitiba, até R$ 600 milhões no Estádio Nacional de Brasília (investimento público).

Fonte: Agência Brasil – 25/10/09


Copa do Mundo e Olimpíada começam a gerar investimentos internos e externos

A quatro anos da Copa do Mundo no Brasil e a seis da Olimpíada do Rio de Janeiro, os investimentos internos e externos já começaram.
Estudos preliminares, obtidos pela Agência Brasil, indicam que apenas a realização dos Jogos Olímpicos criará um impacto de R$ 90 bilhões somente na capital fluminense.
Esses investimentos podem gerar a partir de 2016 cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos por ano, número que pode chegar a 130 mil depois de 2017.
Alemães e ingleses foram os primeiros a manifestar interesse em participar dos preparativos para a Copa, enquanto empresários brasileiros das áreas de engenharia e serviços querem investir tanto em 2014 quanto 2016.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ainda não concluiu a análise numérica sobre expectativa de investimentos para a Copa do Mundo de 2014.
Por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve disponibilizar linhas de crédito para obras em estádios e investimentos na rede hoteleira.
Representantes públicos reuniram-se com empresários para informar que as oportunidades de investimentos estão nos setores de arquitetura, locação de equipamentos como tendas e veículos, indústrias de segurança equipamentos de detecção e identificação, materiais de construção, de comunicação, obras de infraestrutura, eventos culturais, turismo e lazer.
De acordo com os especialistas, ainda é cedo para saber o valor absoluto do que será aplicado no país, tanto na Copa quanto na Olimpíada.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, disse que os efeitos dessas aplicações serão a curto, médio e longo prazos.
Segundo Ramalho, isso ocorrerá a partir do momento em que as aplicações trarão novas tecnologias e paralelamente farão com que o país seja um exportador de serviços em decorrência da experiência adquirida com a execução dos dois eventos.
“A expectativa adicional é que o país ganhará na exportação de serviços, engenharia e tecnologia de software já no primeiro momento”, afirmou Ramalho.
“Fora isso serão executadas em parcerias dos governos federal, estaduais e municipais obras de infraestrutura e a chamada mobilidade urbana [obras de construção e expansão de vias nas cidades].
”Integrantes de vários segmentos do governo federal iniciaram reuniões com representantes dos governos estaduais e municipais para definir responsabilidades na realização tanto da Copa quanto da Olimpíada.

Fonte: Da Agência Brasil – 25/10/09


Prédio vai ajudar a perpetuar o patrimônio cultural brasileiro

O Paço do Frevo, um espaço dedicado à celebração e valorização da manifestação cultural, está próximo de sair do papel. A solenidade para formalização de parcerias acontece na manhã desta segunda-feira, na Praça do Arsenal, Bairro do Recife.
Participam do evento o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o prefeito de Recife, João da Costa; o secretário municipal de Cultura, Renato L; o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho; o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto; o superintendente da Área Industrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Julio Cesar Maciel Ramundo; o presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco, José Ricardo Diniz; o diretor executivo do Instituto Camargo Corrêa, Francisco de Assis Azevedo; e o presidente da Companhia Energética de Pernambuco, Luiz Antônio Ciarlini.
De acordo com a prefeitura, o espaço se tornará uma referência cultural, arquitetônica e histórica não só de Pernambuco, mas também de todo o país, contribuindo para perpetuar a riqueza desse patrimônio cultural e imaterial brasileiro.
O edifício de arquitetura eclética que vai abrigar o Paço do Frevo será totalmente recuperado. Com quatro pavimentos e 1.733m2, o imóvel fica no Bairro do Recife e faz parte do complexo turístico das cidades de Recife e Olinda, tombado pelo IPHAN desde 1998.
Até 1973, nele funcionava a sede da Western Telegraph Company.
O projeto de museografia terá assinatura de Bia Lessa.
O projeto é uma iniciativa do Governo do Estado de Pernambuco, com realização da Fundação Roberto Marinho; parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da em Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur); e apoio do Grupo Camargo Corrêa, da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), do Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) e do Ministério da Cultura e Lei de Incentivo à Cultura.

Fonte: Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR – 25/10/09


Eduardo Campos assina decreto para liberar verba aos projetos de assistência social

Durante a cerimônia de abertura da 8° Conferência Estadual de Assistência Social, que começa nesta segunda-feira (26), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, irá assinar um decreto para liberar 14,7 milhões destinados ao financiamento de 250 projetos de assistência social.
A conferência acontece no Centro de Convenções de Pernambuco, a partir das 10h.
Na programação do evento, estão palestras, debates, plenárias de deliberações e trabalhos em grupos.
Participarão representantes do Ministério de Desenvolvimento Social, do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Assistência Social.
Usuários de assistência social também poderão participar e opinar sobre o que deve ser melhorado pelo Estado na prestação desse tipo de serviço.
Ao todo, 58 delegados que irão representar Pernambuco na conferência Nacional, em Brasília, de 30 de novembro a 3 de dezembro, vão ser eleitos durante o evento.

Fonte: JC Online – 25/10/09


Imposto modesto do Brasil sobre o capital estrangeiro é uma política sábia

Financial Times
22/10/2009
Diferente da garota de Ipanema, o balançar do real não tem nenhuma graça.
A paixão dos investidores estrangeiros provocou uma valorização da moeda, desde seu ponto mais baixo no primeiro trimestre, de 54,5% frente ao dólar e de 23% em termos ponderados pelo comércio até que o governo disse “basta” e implantou um imposto de 2% sobre o investimento estrangeiro indireto.
Apesar de os investidores ofendidos terem provocado uma queda tanto dos preços das ações quanto do real, esta foi uma boa escolha do governo.
Mas justificá-lo como gestão cambial, entretanto, significa começar pelo lado errado das coisas.
A valorização do real é um sintoma da situação do Brasil; a causa por trás é o afluxo de capital que está aumentando em intensidade há anos, interrompido temporariamente pela crise financeira.
Bovespa tem recuperação tímida após taxa para estrangeiros
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 0,28% nesta quartafeira, aos 65.485,59 pontos, após ter caído quase 3% ontem.
No ano, o ganho é de 74%. A cotação do dólar comercial caiu 1,26% nesta quarta-feira, a R$ 1,726 na venda, devolvendo boa parte dos ganhos alcançados na terça-feira, após o início da taxação do capital estrangeiro.
Com esta atração (os títulos da dívida pública do Brasil agora estão classificados com grau de investimento pelas principais agências de classificação de crédito) vem problemas.
Um é o custo de oportunidade de US$ 222 bilhões em reservas que, rendendo virtualmente nenhum juro, são uma forma onerosa de proteção contra a fuga de capital.
Segundo certas estimativas, isso já custou ao Brasil 1% a 2% de seu produto anual.
E há o risco de que o capital estrangeiro perturbe a economia.
O capital cada vez mais entra no Brasil como investimento de curto prazo, em vez de investimento estrangeiro direto.
Apesar de a média móvel de três meses dos investimentos estrangeiros diretos em agosto, de US$ 1,6 bilhão, ser menos da metade da média do ano passado, os investimentos mais que dobraram, para US$ 5,2 bilhão.
Este amor pelo samba pode ser excessivo: os ingredientes estão posicionados para o surgimento de uma bolha de ativos clássica.
O status iminente do Brasil como grande exportador de petróleo apenas aumenta a pressão.
O governo é sábio em se preocupar antes que seja tarde demais.
Nosso sistema monetário global frágil e febril deixa os países emergentes com poucas opções para conter bolhas, muito piores do que esse imposto.
Enxugar a liquidez domesticamente apenas melhora os negócios.
Permitir que a taxa de câmbio vá às alturas é uma receita para o desastre.
Após estrangular as exportações (metade das quais de manufaturados), ela cedo ou tarde despencaria em caso de interrupção do afluxo de capital.
O Brasil tem moldado suas políticas de forma sensível. O imposto é modesto. Ele não se aplica ao investimento estrangeiro direto, menos propenso a gerar bolhas.
Mais importante, ele trata os investidores honestamente, ao cobrá-los na entrada, em vez de quando tentam resgatar seu dinheiro, como fez a Malásia há uma década.
Agora o governo deve tranquilizar os investidores certificando-se que de entenderam seu pensamento.
Um Brasil bem-sucedido terá que conviver com um real forte.
O imposto não altera esse fato, mas ajuda a manter a tarefa administrável.

Tradução: George El Khouri Andolfato


Um ano humilhante para os economistas briguentos

Financial Times – 13/10/09
Alan Beattie
Em Londres (Inglaterra)
Estes são tempos lúgubres para a ciência lúgubre, ou assim prosseguem as queixas.
A principal acusação é de que a economia fracassou em prever a crise financeira e tem poucas ideias a respeito de como impedir uma repetição.
Nesta segunda-feira (12), o Prêmio Nobel anual de Economia foi concedido pela primeira vez para uma mulher, a americana Elinor Ostrom, compartilhando a glória com o também americano Oliver Williamson (não é tecnicamente um Nobel de fato, mas não vamos entrar neste assunto) e, com ele, uma base proeminente de credibilidade a partir da qual pregar ao mundo.
Dado o estado da disciplina, o Nobel realmente deveria ser concedido?
Sendo um economista, eu vou presumir que a resposta seja sim, sem sentir a necessidade de provar.
Mas poderia ser de ajuda acompanhar o prêmio com um rebaixamento judicioso da certeza espúria com que os economistas fazem seus pronunciamentos.
Como é compulsório citar John Maynard Keynes pelo menos uma vez em qualquer discussão como esta, vamos logo com isso.
Os economistas, disse Keynes, deveriam buscar ser considerados no mesmo patamar que dentistas -pessoas humildes realizando discretamente seu trabalho.
Mas não tem sido bem assim.
Nos últimos meses, os cidadãos da econoblogosfera têm assistido com crescente divertimento, ou alarme, um bate-boca entre Paul Krugman (oficialmente conhecido como “o ganhador do Nobel, Paul Krugman”), de Princeton e do “The New York Times”, e John Cochrane, da Universidade de Chicago.
Cada um é um agente representativo de duas escolas.
A primeira, uma abordagem mais keynesiana com uma análise macroeconômica mais abrangente, tende ao ceticismo em relação à eficiência dos mercados e está atualmente pedindo por gastos do governo para ajudar a tirar o mundo da recessão.
A segunda, cujas conclusões macroeconômicas estão enraizadas mais proximamente da microeconomia, deposita uma maior confiança nos mercados e é cética em relação a uma política fiscal ativa.
Falando de modo geral, eles são conhecidos respectivamente como economistas “água salgada” e “água doce”, devido à preponderância dos primeiros nas academias costeiras americanas -Harvard, Princeton, Berkeley- e os últimos nas universidades próximas dos Grandes Lagos -Chicago, Minnesota, Carnegie-Mellon.
O ataque inicial do prof. Krugman acusou a escola de Chicago de refletir “uma Era das Trevas da macroeconomia, na qual conhecimento arduamente obtido foi esquecido”.
O contra-ataque do prof. Cochrane comparou o prof. Krugman a um cientista que nega que o HIV causa a Aids ou que considera o aquecimento global um mito.
Curiosamente, o “ex-favorito” para o prêmio Nobel Eugene Fama, de Chicago, é um dos mais novos dentre o pessoal de água doce.
Seu trabalho ajudou a popularizar a “hipótese da eficiência do mercado”, que, falando de modo geral, defende que os preços dos ativos nos mercados financeiros refletem toda a informação disponível.
Essa tese está sob intenso ataque em consequência da crise financeira, e um Nobel para o prof. Fama sem dúvida incitaria ainda mais a controvérsia e transformaria a disputa com o prof. Krugman em uma batalha de laureados.
A abundância de sarcasmo na economia me surpreendeu quando cheguei à matéria via o estudo de história.
Os historiadores discordam, de forma frequentemente violenta, mas poucos declarariam que a abordagem de seus oponentes é incontestavelmente errada, ou buscariam se reunir em grupos de acadêmicos de mentalidade semelhante.
As comparações do prof. Cochrane do prof. Krugman a um cientista dissidente são significativas, mas enganadoras.
A física e a biologia desenvolveram grandes corpos de conhecimento estabelecido que não é seriamente contestado.
Ainda há, é claro, controvérsias acirradas.
Mas ninguém está genuinamente tentando derrubar as leis do movimento de Newton.
A economia não tem esperança de decidir de forma definitiva grande parte da matéria, certamente não a esta altura.
A matéria é confusamente complexa, assim como relativamente jovem, e grande parte dos dados é incompleto e não confiável.
Insistir que a economia é uma ciência “hard” parece alimentar a virulência do desacordo, já que os oponentes podem ser retratados não apenas como equivocados, mas como ilegítimos.
Para constar, eu estou no lado água salgada no que se refere à teoria econômica e as atuais recomendações de políticas.
Mas estou disposto a aceitar que possa estar errado.
Não é de desrespeito que a economia precisa: é de uma dose de humildade.
E qualquer um que disser o contrário é um idiota.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Nota do Editor: Achei esse artigo muito interessante e esclarecedor no que diz respeito ao despreparo dos economistas em saber como realmente o mercado funciona, na maioria das vezes ficam no achismo, colocam previsões as vezes muito pessimistas, outras vezes otimistas, com isso as Bolsas sobem ou descem, de acordo com as previsões desses pseudos cientistas, com isso muita gente ganha dinheiro muito rápidamente especulando na Bolsa de Valores outros perdem, enfim, é como aquela piada: Sabe porque a boa parte dos economistas tem pouco cabelo, porque vivem coçando a cabeça e dizendo Errei de Novo.
Acho que existe profissionais bons e ruins em qualquer profissão, mais os Economistas poderiam ter um pouco mais de humildade em saber que não são os donos da verdade, o que move o mundo não é a especulação para ganhos de ocasião, o mundo se constroi com a economia do trabalho, de acreditar e investir em projetos que melhorem nossas infra-estruturas, aumente o nível de emprego, melhore a condição de vida das pessoas, educação eficiênte e atendendo a todos, isto era que os economistas deveriam estudar, em como ajudar para que essas coisas aconteçam, não ficar a serviço da especulação, como infelizmente grande parte vive.


Telefonia móvel: preços no País são os mais altos do continente, diz ONU

SÃO PAULO – O Brasil está na lista dos países do continente americano com preços de serviços de telefonia fixa, móvel e de banda larga mais caros.
No caso da telefonia móvel, o País tem o preço mais oneroso ao consumidor, na comparação com os demais países do continente.
Os dados são do levantamento sobre a sociedade da informação, realizado pela União Internacional de Telecomunicações da ONU (Organização das Nações Unidas).
Os números foram divulgados na última quinta-feira (22).
Segundo o levantamento, enquanto Guatemala e Costa Rica têm os preços mais baixos para a cesta de telefonia móvel, de US$ 5 (ou PPP$ 8 – paridade do poder de compra), o Brasil o custo é de US$ 37 (PPP$ 44).
Os Estados Unidos estão em primeiro lugar entre os países com os preços mais em conta de telefonia móvel e de internet banda larga e ficam na segunda posição quando os custos são de telefonia fixa.
Acesso à tecnologia aumentou no País
Segundo o estudo, entre 2003 e 2008, o Brasil obteve crescimento expressivo no número de celulares e de utilização da internet, comparado com os demais países do estudo.
A penetração da telefonia móvel passou de 19% para 63% e o uso de internet cresceu de 9% em 2003 para 35% no ano passado.
O estudo também apontou que em 2003 existiam 46,3 milhões de contratos de telefonia móvel. No ano passado esse número alcançou 150,6 milhões o que fez o País ficar na sétima posição entre os demais países da América.
Ainda segundo o estudo, a tecnologia GSM se popularizou no Brasil.
Em 2003, ela representava 15% do total, no ano passado ele chegou a 90%.
Considerando a América Latina e o Caribe, a ONU aponta que o País é o mercado mais importante para telefonia móvel.

Fonte: Infomoney – 23/10/09


Vila Brasilândia em São Paulo tem mutirão da solidariedade

São Paulo – Mais de 300 voluntários promovem neste domingo na Vila Brasilândia, zona Norte de São Paulo, o mutirão da solidariedade.
Os moradores da região receberão atendimento médico, odontológico, orientação jurídica e serviços como corte de cabelo.
Haverá ainda orientação profissional para elaboração de currículo para pessoas que estão em busca de uma oportunidade de trabalho.
A previsão dos organizadores é atender mais de 1,5 mil pessoas.
Durante o mutirão, mais de 50 alunos entre 11 e 20 anos de escolas da região, integrantes da banda Marcial Trovões, tocam temas de filmes e desenhos animados, como Titanic, Rei Leão 2, entre outros.
O mutirão é uma parceria entre os clubes Rotary Club de São Paulo, da Freguesia do Ó, Noroeste, Norte, Santana, Pacaembu e da subprefeitura da Freguesia do Ó/ Brasilândia.

Fonte: Agência Estado – 25/10/09


Brasil antecipa adição de 5% de biodiesel ao diesel

O aumento da adição, previsto para 2013, será obrigatório já em 2010.
A medida, anunciada pelo presidente Lula, aumentará para 2,4 bilhões de litros a produção de diesel no país.
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na última semana que a adição de 5% de biodiesel ao diesel consumido no Brasil foi antecipada em três anos.
O chamado B5, que entraria em vigor apenas em 2013, já será obrigatório em janeiro de 2010.”É um combustível menos poluente e mais gerador de empregos.
Temos todas as razões do mundo para consagrá-lo.
O Brasil pode se apresentar como um grande referencial mundial em conhecimento tecnológico e capacidade produtiva”, disse Lula.A expectativa, de acordo com a Presidência da República, é de que o B5 aumente a produção de biodiesel para 2,4 bilhões de litros em 2010, fortalecendo a posição do Brasil na liderança mundial de energias renováveis em escala comercial.
Para Lula, o país é hoje respeitado mundialmente e é preciso aproveitar o que chamou de “momento de ouro” para transformar o futuro em políticas sociais e econômicas “sólidas”.
O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, cobrou que é preciso “fazer do biodiesel uma realidade”.
Segundo ele, o país vai se beneficiar com a geração de emprego e renda lideradas pela produção do biodiesel, além da menor emissão de CO2 na atmosfera.
O presidente lembrou que a nova mistura deverá contribuir também para reduzir a importação de diesel pelo Brasil.
Ele destacou que o país não pode continuar a depender apenas da soja.
Perdemos 28 anos [desde que o biodiesel foi patenteado, em 1975].
Essa decisão já deveria ter sido tomada”, afirmou.
Lula acredita que a crise econômica mundial veio “provar” que o Estado precisa ser regulador e, ao mesmo tempo, indutor.
“Isso aumenta as nossas responsabilidades”, disse, ao sugerir que reuniões sobre biodiesel sejam realizadas pelo menos uma vez ao ano.
“Se a gente não induzir o cidadão, não vai acontecer.
Temos que dizer que queremos, que vamos comprar, que vamos usar e qual a política de incentivo”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil – 25/10/09


Portugal: Trabalhadores das auto-estradas pedem fim da lei que permite instalação de “chips” nos automóveis

Os trabalhadores das auto-estradas aprovaram uma moção pedindo a revogação da lei que permite a instalação de “chips” nos automóveis para preservar os postos de trabalho existentes e garantir o direito dos automobilistas à privacidade.
A moção foi aprovada por unanimidade no Encontro Nacional de Trabalhadores de Auto-Estradas, onde estiveram reunidos cerca de 200 funcionários de concessionárias de todo o país, e entregue no ministério das Obras Públicas, juntamente com um caderno reivindicativo.
Em causa estão os decretos-lei 111, 112 e 113/2009 que, segundo o documento, “não acautelam a defesa dos postos de trabalho” dos trabalhadores das auto-estradas e não garantem a integridade e confidencialidade dos clientes da Via Verde.
Além disso, “o sistema de controlo das passagens que virá a ser administrado pelo SIEV (Sistema de Identificação Electrónica de Veículos) assenta num tipo de fiscalização, à base de videovigilância, que coloca em causa a privacidade dos utentes”, acrescenta o documento.
A data para a instalação dos Dispositivos Electrónico de Matrícula, vulgarmente conhecidos como “chips” e que servirão para a cobrança de portagens, está dependente da publicação de uma portaria que estabelecerá, mas os sindicalistas contactados pela Lusa admitem que a regulamentação pode não chegar a ser concretizada devido às alterações na composição da Assembleia da República que saíram das últimas legislativas.
“Estes decretos-lei só foram aprovados com os votos do PS”, disse o dirigente do Sindicato dos Trabaladores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), António Moreira.
“Se os outros partidos mantiverem a palavra estas leis não vão passar”.
Esta legislação “põe em causa cerca de três mil postos de trabalho”, adiantou Ivo Santos, funcionário da Brisa e secretário nacional do grupo de auto-estradas do CESP.
“A legislação não acautela os direitos dos trabalhadores e vai ao arrepio dos direitos da mobilidade.
Com os “chips” passa a haver um controlo efectivo de todos os sítios por onde um automóvel passa e todos os veículos terão a obrigatoriedade de usar este chip”, criticou.
António Moreira não excluiu a hipótese de greve se os trabalhadores não virem atendidas as suas reivindicações.

Fonte: Jornal de Notícias – Portugal – 25/10/09


Dupla inventa filtro para capturar CO2 de indústria

REINALDO JOSÉ LOPES
Dois químicos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se uniram a uma empresa para dar um drible no risco representado pelo dióxido de carbono, gás que é o principal responsável pelo aquecimento global.
Esferas de cerâmica desenvolvidas pela dupla têm potencial para filtrar a substância nas chaminés das fábricas e transformá-la em insumo industrial, dizem eles.
Por enquanto, a invenção, que deve ser objeto de uma patente internacional, mostrou ser capaz de sequestrar 40% do gás carbônico emitido pela queima de combustíveis.
Na segunda fase da pesquisa, recém-iniciada, a intenção é melhorar esse potencial “filtrador” de CO2 (fórmula química da substância) para algo como 60%.
A nova fase do projeto deve mobilizar recursos da ordem de R$ 2,3 milhões, divididos de forma mais ou menos igual entre fundos públicos (da UFMG, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mineira) e privados (da empresa Amatech).
Tomando a iniciativa
Aliás, num raro caso de interação entre a pesquisa universitária e o setor empresarial no país, foi o pessoal da Amatech que procurou a dupla da UFMG.
“Eles vieram falar com a gente, mas ficou claro que a ideia original deles não era viável”, conta Jadson Belchior, que toca o projeto ao lado de Geraldo Lima.
“Eles queriam usar um material pastoso que seria complicado de trabalhar.”
Belchior e Lima puseram-se a imaginar uma maneira de filtrar o CO2 com um material sólido, chegando às esferas de cerâmica, cuja composição química exata não pode ser mencionada ainda por causa da necessidade de conseguir a proteção da patente antes.
Eles revelam, porém, que é a estrutura microscópica das esferas que interage com o gás, fazendo com que este se combine à cerâmica.
“Nos experimentos, as esferas, que pesavam 10 gramas, passam a ter 14 gramas”, conta Belchior.
Ainda é preciso encontrar a melhor maneira de integrar as estruturas ao sistema de exaustão de uma indústria, por exemplo. O pesquisador da UFMG diz que uma analogia com tocadores de CDs pode ser útil.
“Poderíamos usar algo parecido com aqueles tocadores que possuem espaço para três CDs, já que depois de um tempo a esfera perde a capacidade de absorver gás carbônico”, diz.
Uma vez que a “gaveta” esteja cheia, o CO2 pode ser extraído das esferas por calor ou por reações químicas, permitindo sua a reutilização e a reciclagem da substância como insumo para indústrias como a de refrigerantes, cujas borbulhas nada mais são que gás carbônico.
Isso aumentaria a viabilidade econômica do processo.
Hoje, o pico de eficiência da reação ocorre a cerca de 600ºC. Como diferentes indústrias e diferentes tipos de exaustão correspondem a temperaturas variadas, a ideia é ampliar a faixa de calor na qual a reação é otimizada.

Fonte: Folha de S.Paulo – 25/10/09

Universidade e empresa devem repartir royalties de filtro

A tecnologia dos químicos da UFMG para filtrar CO2 deve ser transferida até o final do ano para a Amatech, prevê o acordo assinado entre a universidade e a empresa.
André Rosa, diretor da companhia, diz que ainda não é possível prever quando a tecnologia chegará ao mercado, mas se diz otimista em relação ao potencial dela.
“Para mim, parece claro que nós podemos ficar bem à frente, em termos de custo, das outras tecnologias propostas hoje para sequestrar gás carbônico”, diz ele, referindo-se a ideias como o CCS (sigla inglesa de captura e sequestro de carbono), no qual o gás oriundo da combustão em termelétricas, por exemplo, é bombeado para reservatórios subterrâneos.
O andar dos trabalhos já permite cogitar o teste das esferas cerâmicas em contextos reais.
“Não sabemos ainda quando e onde será possível um teste em escala piloto, mas é provável que usemos a estrutura da UFMG.
Ao que tudo indica, cada indústria terá de adaptar a solução às suas necessidades.”
Empresa e universidade devem dividir meio a meio os royalties oriundos da utilização da patente. A possibilidade de sublicenciar a tecnologia para fabricantes fora do Brasil interessa à Amatech, afirma Rosa.
“É certamente uma tecnologia que pode ser interessante bem além das nossas fronteiras”, avalia o diretor.

Fonte: Folha de S.Paulo – 25/10/09


Metrorec apresenta projetos de expansão

Novos diretores visitaram ontem direção da Folha
Os novos diretores Administrativo-Financeiro e de Comunicação do Metrô do Recife (Metrorec), José Renato Lira e Mônica Maranhão, empossados no início deste mês, fizeram uma visita à direção da Folha de Pernambuco, ontem pela manhã, para apresentar os projetos de expansão da empresa.
A principal ação, segundo eles, está concentrada nas obras de ampliação da malha ferroviária, com ajuda de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
A comitiva foi recebida pelo diretor Executivo, Paulo Pugliesi, e o diretor Comercial do jornal, José Américo Lopes.
A intenção do Metrorec é instalar até julho de 2010 Veículos Leves sob Trilhos (VLT) no trecho entre a estação Cajueiro Seco e Cabo.
O projeto de implantação será finalizado até a primeira quinzena de novembro.
“Temos também o objetivo de preparar o sistema de transporte para a Copa do Mundo em 2014, onde a cidade de São Lourenço da Mata será uma das sedes do campeonato”, destacou José Renato Lira.
Atualmente, o Metrorec opera com 25 carros elétricos.
Desses, 17 veículos passaram por reformas, foram climatizados e contam com sistema de frenagem especial.
Outros oito metrôs receberão os serviços nos próximos meses.
A empresa ainda possui quatro locomotivas movidas a diesel.
Por dia, 210 mil pessoas utilizam o serviço.
Para expansão da Linha Sul, o Metrorec investiu R$ 400 milhões.
No ano passado, o Metrorec contabilizou 54 milhões passageiros.
Ao todo, são 39,5 quilômetros de malha ferroviária elétrica e 35 quilômetros a diesel.

Fonte: Folha de Pernambuco – 24/10/09


Israel testa energia elétrica gerada pela pressão dos veículos

Elías L. Benarroch
Jerusalém- Cientistas israelenses superaram com sucesso o primeiro teste de um revolucionário sistema para gerar energia elétrica a partir da pressão exercida por veículos, que poderia se transformar em uma fonte ilimitada de energia renovável.
O novo sistema, testado recentemente em uma estrada do centro de Israel, inspira-se nas propriedades dos materiais piezelétricos.
“Estes materiais permitem a conversão da energia mecânica exercida pelo peso dos veículos em energia elétrica”, explica à Agência Efe a cientista Lucy Edery-Azulay.
A inovadora tecnologia é resultado de longos anos de pesquisa no Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, e desde 2007 pela empresa tecnológica Innowattech, da qual a entidade acadêmica é parceira.
As unidades geradoras são colocadas sob o asfalto das estradas, e a energia acumulada por sua deformação é armazenada em baterias ao longo da calçada, para depois ser transferida facilmente à rede nacional.
O teste, realizado sem o conhecimento dos motoristas, incluiu um pavimento adaptado de 13 metros e, com a energia elétrica acumulada, foi possível iluminar a extensão elétrica de um trecho da via.
Com placas geradoras ao longo de um quilômetro, seria possível gerar energia elétrica suficiente para abastecer 2,5 mil casas, afirmam os cientistas.
Segundo Edery-Azulay, “cada pista pode produzir por quilômetro cerca de 200 quilowatt-hora”, por isso uma estrada de quatro faixas produziria 1 megawatt-hora.
“Nossos cálculos de otimização preferem estradas de uso massivo, pelas quais passem por hora cerca de 600 veículos pesados, ou seja, de caminhonetes para cima”, especifica a cientista.
“O peso é decisivo para a quantidade de energia a ser gerada”, insiste, “e, no que diz respeito ao motorista, é uma estrada absolutamente normal que não produz consumo extra de combustível ou causa desgaste algum ao veículo”.
Israel, um país de pouco mais de 22 mil quilômetros quadrados, conta com cerca de 250 quilômetros de estradas nas quais seria possível instalar os revolucionários geradores, e a empresa já fabricou também unidades para linhas ferroviárias, pedestres e aeroportos.
Ao contrário de outros métodos de energia renovável, como a eólica ou a solar, estes geradores não dependem das condições meteorológicas, mas apenas do fluxo de veículos ou pessoas.
Também não requer grandes obras, pois a instalação dos geradores é feita quase na superfície – cinco centímetros de profundidade e seu custo é menor que o dos sistemas de energia solar, enquanto se obtém quase o mesmo ponto de consumo, barateando os custos da extensão elétrica.
Após o primeiro teste, os pesquisadores se voltam agora para o programa piloto de ampliar a superfície geradora a um quilômetro, antes de passar para a fabricação em massa de unidades geradoras às empresas elétricas.
“Chegaram pedidos de todo o mundo”, afirma Edery-Azulay, consciente de que ainda está longe o dia em que este recurso limpo e, a princípio, ilimitado, se transforme em substituto dos combustíveis fósseis.
“Estamos ainda muito longe de poder nos desvincular das usinas elétricas convencionais”, adverte a cientista, que vê no Ocidente um dos mercados prioritários para o novo sistema, devido à grande quantidade de caminhões pesados que rodam pelas estradas europeias e americanas.

Fonte: EFE – 25/10/09