Produtores podem inscrever projetos no Funcultura a partir de sexta (22) em Pernambuco

Os interessados em participar da segunda etapa do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) que destinará R$ 6 milhões para a realização de produtos em todas as etapas da cadeia produtiva do audiovisual já poderão se inscrever a partir desta sexta-feira (22).
O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (www.fundarpe.pe.gov.br).
Nessa fase, os recursos serão divididos da seguinte forma: R$ 3 milhões para longas-metragens; R$ 1 milhão para curtas; também R$ 1 milhão para produtos para televisão; R$ 960 mil para difusão e formação e; R$ 40 mil para desenvolvimento do cineclubismo.
Os recursos são válidos para qualquer etapa de cada projeto.
Para participar do concurso, é necessário entregar, na sede da Fundarpe, o formulário de inscrição preenchido, endereçado à Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife-PE, CEP: 50050-000.
Serão aceitos, no máximo, quatro projetos por proponente.
Poderão se inscrever pessoas físicas e jurídicas pernambucanas, residentes ou sediadas no Estado há no mínimo um ano.
No caso de propostas de longas-metragens será exigida a apresentação por pessoa jurídica, com sede em Pernambuco há pelo menos um ano.
Também serão aceitas propostas enviadas pelos Correios, com data de postagem até o último dia de inscrição. A iniciativa faz parte da política pública adotada pela Fundação com o objetivo de valorizar a linguagem, considerada estratégica para o desenvolvimento do Estado.
CADASTRO – Todas as pessoas interessadas em participar da segunda etapa do Funcultura, voltada para o Audiovisual, devem possuir o Cadastro de Produtor Cultural junto à Fundarpe.
O cadastro é feito de forma gratuita, na sede da Fundação, e quem ainda não o possuir, pode dar entrada no processo até quinze dias antes do fim das inscrições.
HISTÓRICO – O 1º Edital do Audiovisual, lançado em outubro de 2007, disponibilizou para o setor um total de R$ 2,1 milhões e aprovou 29 projetos.
Foram contemplados oito projetos de longas-metragens e oito de curtas-metragens, além de nove produtos para TV – incluindo minisséries, séries de documentários e programas televisivos. Além disso, foram aprovados também oito iniciativas de Formação (cursos e oficinas) e Difusão (mostras e festivais).
Já o 2º Edital do Audiovisual, lançado em outubro de 2008, investiu R$ 4 milhões e aprovou 47 projetos.
Desses, foram contemplados 10 projetos de longas-metragens, 13 de curtas-metragens, 11 de produtos televisivos, 10 projetos de Formação e Difusão e três voltados para o Cineclubismo.

Fonte: Portal PE – 19/01/10


Investigada, OMS revê regras de pandemia

Pressionada e investigada por causa da Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias.
O anúncio foi feito nessa segunda-feira (18) pela diretora da entidade, Margaret Chan.
Nesta terça-feira (19), o Parlamento do Conselho da Europa inicia uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na entidade.
Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.
A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor.
Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21.
Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes.
Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença.
Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.
Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo “Information” se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos.
Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.
Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento.
Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas.
No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK.
“A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde”, diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.
Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus.
“Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar”, disse.
Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais.
O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.

Fonte: Agência Estado – 19/01/10


A história do homem que inventou os BRIC

Giliian Tett

Jim O’Neill, economista chefe do Goldman Sachs, criou a denominação BRICs há uma década, para ilustrar o potencial do Brasil, Rússia, Índia e China.
Jim O’Neill, quando inventou o termo BRIC, em 2001, não conhecia três desses quatro países (à excepção da China), e não falava nenhuma dessas línguas.
Na secretária de Jim O’Neill, economista chefe do Goldman Sachs, destacam-se quatro pequenas bandeiras.
Parecem um pouco deslocadas, no meio dos dispendiosos terminais informáticos presentes no luxuoso escritório londrino deste banco e parecem ter ficado ali esquecidas depois de um trabalho de geografia feito por uma criança ou deixadas ali, quais recordações baratos de uma viagem de mochila a uma série de destinos exóticos.
Mas estas bandeiras remetem para uma história muito mais interessante e para a forma dinheiro e ideias novas podem ajudar a reformular o mundo.
Estes pequenos pedaços de tecido representam quatro grandes países: Brasil, Rússia, Índia e China. O’Neill começou a olhar melhor para estes países há cerca de uma década, atribuindo-lhes a designação de BRIC.
Este termo foi o resultado de um exercício mental assente na previsão – divulgada ao público e em nome do Goldman – segundo a qual, por volta de 2041 (uma data que seria revista para 2039 e depois para 2032) os BRIC ultrapassariam as seis maiores economias ocidentais em termos de poderio económico.
As quatro bandeiras passariam a representar assim os novos pilares da economia do século XXI.
Na altura foram muitos os que desdenharam esta ideia.
Mas estas previsões ficaram na cabeça de todos no mundo ocidental, surgindo O’Neill como o legítimo inventor desse conceito.
Com as suas raízes na classe trabalhadora de Manchester, O’Neill, um homem alto, não tem propriamente o ar de pertencer à elite que percorre normalmente o mundo a viajar.
O seu escritório está decorado com “memorabilia” vermelho cereja do Manchester United Football Club e mantém a pronúncia da sua meninice.
De facto, quando inventou o termo BRIC em 2001 não conhecia três desses quatro países (à excepção da China), e não falava nenhuma dessas línguas.
Fonte: Económico – PT – 19/01/10

UNE propõe que 50% do Fundo Social do Pré-Sal seja destinado à educação

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, reivindicou nessa segunda-feira (18), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o governo se empenhe mais nas discussões em torno da criação do Fundo Social do Pré-sal para que parte dos recursos do novo fundo sejam investidos em educação e em projetos que aumentem o tempo de permanência dos brasileiros na escola.
Chagas afirmou que, apesar das políticas educacionais nos últimos anos terem apresentado melhorias na qualidade do ensino do país, é preciso ampliar os investimentos no setor.
Segundo ele, a média de permanência do brasileiro adulto na escola é de sete anos e que não chega a 30% o percentual de escolas públicas que têm uma quadra de esportes.
“O salário dos nossos professores ainda é muito defasado e o Brasil tem apenas 13,9% de jovens, de 18 a 24 anos, com acesso à universidade.
Isso tudo demonstra a necessidade de se aplicar melhor os recursos em educação, principalmente, em aumentar o aporte de de recursos em educação.
Portanto, na nossa avaliação, essa questão do fundo será muito importante”, disse o presidente da UNE.

Fonte: Agência Brasil – 19/01/10


Itália envia porta-aviões ao Haiti em parceria com o Brasil

O porta-aviões italiano Cavour partirá nesta terça-feira de Muggiano, norte do país, rumo ao Haiti.
O envio faz parte de uma operação conjunta com o Brasil para ajudar as vítimas do terremoto de magnitude 7 que devastou o Haiti no último dia 12.
A bordo do porta-aviões estará uma equipe de 800 pessoas, entre militares e profissionais da área da saúde, que prestarão socorro às milhares de vítimas do terremoto, que deixou dezenas de milhares de mortos, incluindo 19 brasileiros.
O Cavour tem 220 metros de comprimento e pode hospedar até 20 helicópteros e aviões, além de contar com salas de operação, setores de terapia intensiva e de reanimação.
Antes de chegar ao Haiti, o porta-aviões italiano fará uma escala no Brasil para receber médicos das Forças Armadas do país.
A operação será realizada sob responsabilidade do comandante Gianluigi Reversi.

Fonte: da Ansa, em Muggiano/da Folha Online – 19/01/10


Apesar de leis restritivas, indústria bélica alemã tem alto volume de exportação

Alemanha não permite exportar armas para regiões onde elas possam acirrar ainda mais os conflitos já existentes. Mesmo assim, Paquistão e Israel continuam comprando submarinos alemães.
A indústria bélica alemã passa por uma fase áurea. Nos últimos cinco anos, o volume de armamentos exportados pelo país quase duplicou, segundo computou o Instituto da Paz Sipri, de Estocolmo, no ano passado.
Difícil fornecer números exatos sobre essas transações, comenta Otfried Nassauer, do Centro de Informação para Segurança Transatlântica, de Berlim. Nos últimos dois anos, a Alemanha autorizou exportações entre 8 e 9 bilhões de euros.
Mesmo que esses números se refiram apenas às autorizações concedidas pelo governo, e não necessariamente ao valor real da exportação, eles indicam que a Alemanha está entre os maiores exportadores de armas do planeta.
“Se o país está em terceiro, quarto, quinto ou sexto lugar, depende da estatística e de seus respectivos critérios”, diz Nassauer.
A Alemanha continua sendo alvo de críticas pelo fato de exportar armas para países envolvidos em conflitos armados, como o Paquistão e Israel, por exemplo, que nos últimos anos fizeram encomendas significativas de submarinos à indústria nacional.
A Conferência Igreja e Desenvolvimento costuma divulgar um relatório anual sobre exportações, do qual constam dados como esse. O prelado Karl Jüsten, da Igreja católica, critica as exportações alemãs de armamentos:
“Quem estiver disposto a combater a escalada armamentista em certas regiões como o Oriente Médio, o Sudeste Asiático ou a América do Sul não pode alimentar essa dinâmica com transações bélicas.”
Para resguardar os direitos humanos
Armamentos de guerra, como por exemplo tanques e fuzis, só podem ser exportados com autorização oficial expressa. Para equipamentos que não são usados diretamente como armas ou podem ter aplicação civil, como motores de navios, por exemplo, as regulamentações são menos rigorosas.
A permissão ou o indeferimento do negócio dependem de diversos fatores. Isso inclui não apenas questões técnicas, ou seja, para qual finalidade exata o produto será comprado. A situação do país em questão também é importante. É necessário avaliar se os armamentos a serem exportados podem acirrar ainda mais os conflitos já existentes ou contribuir para a violação dos direitos humanos.
Esse tipo de questionamento também consta do processo de corrupção em torno do ex-lobista de armas Karl-Heinz-Schreiber e suas transações com o governo Helmut Kohl nos anos 1990.
Nesta segunda-feira (18/01), começa em Augsburg o julgamento de Schreiber, acusado de sonegação de impostos e corrupção.
Nos anos 90, ele subornou – entre outros políticos – o vice-ministro da Defesa Ludwig-Holger Pfahls, a fim de obter aval para exportações de armas à Arábia Saudita.
Tolerância varia de acordo com o país
Para Nassauer, quem arca com a responsabilidade da decisão é sempre a esfera política. “Sobretudo em casos controversos, as empresas vivem tentando levar os ministérios e os encarregados ministeriais a tomarem uma decisão a seu favor, em nível político.
Isso sempre envolve lobistas, como o Sr. Schreiber, ou então mediadores”, explica ele.
Em comparação com outros países, inclusive dentro da Europa, a Alemanha faz parte dos exportadores mais restritivos.
Apesar de os países-membros da União Europeia haverem se comprometido a respeitar as normas comuns de exportação de armamentos, o grau de tolerância difere bastante de país para país.
Conglomerados multinacionais, como por exemplo a Eads, costumam fechar negócios por meio de países que não levam tão a sério as regulamentações.

Autor: Matthias Bölinger (sl)Revisão: Augusto Valente

Fonte: da Deutsche Welle, na Alemanha – 19/01/10


ABL dá início ao “Ano Joaquim Nabuco”

Abertura teve a participação do presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça, e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim
A Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, deu início, na última segunda-feira (18), ao “ano Joaquim Nabuco”.
A cerimônia de abertura teve a participação do presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça, e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
O pernambucano Joaquim Nabuco morreu há 100 anos.
Ele foi um dos fundadores da Academia.
Além de escritor, foi político, diplomata, historiador, jurista e jornalista defendendo o fim da escravidão no Brasil.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com – 19/01/10


Passos Coelho defende gestão privada de pequenos e médios hospitais

por Patrícia Silva Alves
No livro “Mudar”, Passos Coelho explica como os privados têm lugar no seu modelo de gestão da saúde
Pedro Passos Coelho, o único candidato assumido à liderança do PSD, pretende definir um modelo mais liberal da gestão da saúde em Portugal.
No capítulo “De boa saúde” do seu livro “Mudar”, Passos Coelho assume “um programa de concessão de gestão a privados de unidades hospitalares de pequena e média dimensão”.
A nortear esta medida, impõe-se o “princípio de não agravamento dos custos marginais de exploração das unidades de saúde para os mesmos padrões de serviço”.
O candidato quer que esta gestão “contribua para a produção de indicadores de comparabilidade entre o desempenho público e privado para serviços e patologias semelhantes, mas também preparando a sua futura eventual privatização”.
Passos Coelho encara os gastos com a saúde como uma componente da despesa social do Estado: “A despesa social não pode ser vista de forma separada, segmentada.
Não podemos estar a falar da despesa com saúde, da despesa com educação, da despesa com pensões.
Temos de falar da despesa social. E essa tem de ter um peso em impostos e um peso no financiamento privado.
“No limite, argumenta Passos Coelho, “se temos de gastar mais na saúde, isso deve implicar gastar menos na educação; se gastarmos mais na educação, isso deve ter a contrapartida de gastarmos menos nos apoios sociais, e por aí fora”.
Segundo uma estimativa da OCDE, refere o livro, “os gastos totais com saúde, que representam hoje 10% do PIB, poderão passar a 16% em menos de 10 anos”.
Assim, defende que a racionalização da “despesa com cuidados médicos e de saúde” se deve apoiar na transferência dos custos da saúde para os utentes através de taxas, com a contrapartida dos desagravamentos fiscais.
O antigo líder da JSD defende a criação de um sistema de saúde misto, de responsabilidade pública e privada.
Regulação Passos Coelho quer introduzir maior competitividade entre “prestadores públicos e privados de saúde e a efectivação da liberdade de escolha individual”, mas reconhece que se podem levantar “problemas de transição delicados”.
E sugere a escolha criteriosa “das unidades de saúde pública destinadas à concessão de gestão privada”.
Todo o “processo e ca- lendário que envolve a materialização da liberdade de escolha, recorrendo se for caso disso a experiências-piloto, com uma implementação sequencial”, exige “cautela”.
A acompanhar a crescente liberalização do sistema de saúde, Passos Coelho advoga a necessidade de “aprofundamento e alargamento das competências da Entidade Reguladora da Saúde [ERS], sobretudo em matérias associadas aos processos de avaliação da gestão privada de equipamentos públicos e das parcerias público-privadas”.
No seu livro, o candidato a líder do PSD defende a exclusividade no vínculo laboral dos médicos: “É preferível, mantendo a possibilidade de passar de um lado para o outro, não poder estar nos dois lados ao mesmo tempo e assim evitar o conflito de interesses.” E justifica: “A exclusividade de funções será uma medida adequada de racionalização e transparência do sistema de saúde.” Esta medida foi, aliás, defendida pelo Ministério da Saúde em 2009, mas acabou por não ir para a frente.
Menos impostos
“Tem de haver um compromisso de que a despesa pública não pode ter este peso tão grande, sob a forma de impostos, nos rendimentos dos cidadãos”, escreve Passos Coelho.
Em resposta ao problema, propõe que “uma parte da despesa com a saúde possa ser efectuada pelas pessoas directamente, à sua escolha”.
“Ao assumirem a sua co-responsabilidade nas despesas de saúde, os cidadãos devem ser beneficiados com desagravamentos fiscais”, defende Passos Coelho.
Isto porque “com o nível a que chegaram as despesas no Sistema Nacional de Saúde, apenas com a sua boa gestão e eficiência não resolvemos o problema”.
A solução passa por uma “redução efectiva da carga fiscal de modo que os cidadãos e as famílias disponham de um nível de rendimento que lhes permita efectuar estas e outras escolhas sem existir um sentimento implícito de injustiça no modo como os impostos são utilizados pela sociedade”.
Passos Coelho ressalva, porém, que para “as pessoas de mais baixos rendimentos”, “a saúde não poderá deixar de permanecer tendencialmente gratuita, o que é garantido pela isenção de co-pagamentos nos cuidados públicos”.
Medicamentos
O candidato social-democrata pretende também intervir numa “área nevrálgica para a boa gestão do sistema”: a política dos medicamentos.
Passos quer uma maior penetração dos genéricos, a criação de unidoses ou minidoses e ainda uma maior liberalização no regime das farmácias.
É também partidário da privatização da formação dos médicos.
“Não há razão nenhuma para que não existam escolas privadas de Medicina”, escreve.
Com a campanha em andamento, Passos Coelho apresenta “Mudar” dia 21, em Lisboa.
Hoje lança o site www.passoscoelho-mudar.com, em que fala das ideias do seu livro.

Fonte: I Hoje – PT – 19/01/10


PPPs são novo rumo para a infraestrutura

Cristiano Tutikian
O desenvolvimento de atividades econômicas depende de um setor de infraestrutura forte e consolidado.
O cenário no Brasil, porém, é outro. Os anos passam e os governos se sucedem, mas os problemas continuam os mesmos.
Esse é um obstáculo que necessita urgentemente ser superado. Por infraestrutura, entende-se toda a base física que possibilita aos mais diversos setores da economia o desenvolvimento de suas atividades.
Engloba, assim, os setores de educação, saúde, saneamento, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia e silos.
Tome-se, como exemplo, a instalação de indústria em determinado município.
Não bastará adquirir área, construir planta apropriada, contar com pessoal qualificado e com modernos processos de gestão.
Precisará, também, de água, energia, portos e rodovias adequados ao escoamento eficiente de sua produção.
Os gargalos de infraestrutura, portanto, impedem o incremento da atividade econômica, reduzindo o grau de atratividade de novos investimentos.
O aquecimento da economia interna tende a agravar esses problemas. Nesse contexto, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) apresentam-se como solução para ao menos parte de tais problemas.
Isso porque as PPPs representam uma nova racionalidade, baseada na coordenação entre os setores público e privado, regulada por normas diversas das gerais de concessões e licitações. Trata-se de alternativa mais adequada aos projetos de infraestrutura, solucionando o principal entrave enfrentado pelos governos para investir recursos públicos em projetos dessa natureza: limitação de orçamento e deficiência de gestão.
As PPPs, desse modo, devem ser compreendidas como um novo instituto jurídico, a partir de uma visão renovada das relações entre o público e o privado.
A aceitação desta lógica de cooperação é apenas o primeiro, mas fundamental, passo para a alteração do quadro da infraestrutura do País.
Sem essa mudança de mentalidade, corre-se o risco de muitos projetos jamais deixarem de ser exatamente o que são: apenas projetos.

Fonte: Jornal do Comércio – RS – 19/01/10


Britânicos alertam para contratos de presídios

Comitiva gaúcha conheceu ontem modelos de parcerias público-privadas

Para que presídios privados não se tornem alvo de embates judiciais, os contratos que regerão as Parcerias Público-Privadas (PPPs) devem ser flexíveis, permitindo que novos serviços aos presos e ampliações de vagas sejam possíveis com o passar das décadas.
Essa foi a principal lição tirada pelos integrantes da comitiva gaúcha que está na Europa para conhecer penitenciárias construídas e administradas por empresas.
Antes da série de visitas a três casas prisionais na Grã-Bretanha que se inicia hoje, duas reuniões marcaram a segunda-feira dos gaúchos em Londres.
Pela manhã, a comitiva se encontrou com representantes da Partnerships UK (PUK), uma PPP criada para regular e fiscalizar outros projetos de parcerias público-privadas, nascida em 1992 de uma força-tarefa para auxiliar no processo de privatização de serviços públicos.
Eles nos alertaram que os contratos devem ser flexíveis para que possam sofrer ajustes ao longo de 30 anos, tempo médio de duração de uma PPP, pois as necessidades mudam com o tempo explicou o secretário do Planejamento e Gestão, Mateus Bandeira, que chefia a comitiva.
Ranking de presídios surpreende comitiva
No encontro, representantes da PUK informaram que 11% dos presos já estão em presídios construídos por meio de PPPs, que representam 10% do total de cadeias do país.
Todas as novas penitenciárias que estão sendo planejadas aqui (Grã-Bretanha) também serão construídas com PPPs.
Ainda existem projetos para que a iniciativa privada assuma cadeias públicas afirmou Bandeira.
No encontro à tarde com integrantes da National Offender Management Service (NOMS), os integrantes foram surpreendidos com um ranking de qualidade dos presídios locais.
Conforme a agência que atua na administração dos serviços penitenciários, tanto a primeira quanto a última colocação são ocupadas por casas prisionais construídas em PPPs.
Se no primeiro lugar está a HMP Altcourse, situada em Liverpool, que abriga 900 presos, no últimoestá uma casa prisional destinada a adolescentes.
Quando se trata de adolescentes, as necessidades são outras, mas eles ainda estão aprendendo, começaram há menos de 15 anos disse o secretário.
Após a visita à Europa, o governo pretende redigir o texto da licitação para uma PPP para construção de um complexo prisional para 3 mil presos na Região Metropolitana.
A intenção é que a licitação seja publicada ainda no primeiro semestre.

Fonte: Zero Hora – RS – 19/01/10


Trem das Montanhas Capixabas é inaugurado

Foi inaugurado nesta segunda-feira (18) o Trem das Montanhas Capixabas, a mais nova atração turística do Espírito Santo.
Com uma cerimônia de lançamento oficial, que contou com a presença de autoridades da região, a litorina partiu de Viana, pela manhã, em sua viagem inaugural até a estação final de Araguaia, no município de Marechal Floriano.
Durante o evento, a Serra Verde Express, empresa que opera o trecho, lançou o programa de incentivo ao uso do atrativo pelos capixabas.
Quem morar em uma das cidades por onde os trens da Serra Verde Express passam (ou municípios próximos estipulados pela empresa) terá desconto no valor da passagem.
Os capixabas terão desconto de 15% no trem do ES.
E se quiserem conhecer os outros trens turísticos operados pela empresa terão cinco por cento de desconto em qualquer um deles.
Para ter direito é preciso se inscrever no site Clube Amantes da Ferrovia (www.amantesdaferrovia.com.br), preencher os dados solicitados e comprovar residência, para que a carteirinha seja emitida na hora.
A carteirinha deverá ser apresentada na compra do bilhete.
No Espírito Santo, os tíquetes são vendidos nas estações e agências de turismo cadastradas.
A nova atração turística capixaba vai percorrer a região de Domingos Martins , num trecho ferroviário de 46 quilômetros que integra a malha Centro-Leste sob concessão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), compreendido entre as estações de Viana e Marechal Floriano.
O passeio tem início a uma altitude de 15 metros acima do nível do mar chegando ao destino a uma altitude de 530 metros.
Durante o percurso, o passageiro poderá apreciar a paisagem da serra, do mar e da Mata Atlântica, com pontes, túneis e cachoeiras.
Os preços dos pacotes que combinam o bilhete ferroviário a passeios pela região foram divulgados em dezembro e começam em R$ 198.

Fonte: Da Agência O Globo – 19/01/10


Hemobrás – PE – Obras de conservação têm início

Serviço na estrutura de fundação de blocos da Hemobrás deve durar 6 meses
JAMILLE COELHO
A Construtora JR de Oliveira Ltda iniciou as obras de conservação da estrutura de fundação dos blocos B01, onde ficará a câmara fria para armazenar o plasma, e B17, que abrigará os geradores de energia, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), no Polo Farmacoquímico, em Goiana.
O serviço deve durar seis meses, tempo previsto para que seja dada a ordem de serviço de toda a obra da estatal orçada em R$ 540 milhões. No trabalho de manutenção, que teve início no último dia 4, a empresa está investindo R$ 52,6 mil.
“As ferragens das fundações estão levemente danificadas. Estamos lixando a camada oxidada e, em seguida, usando um produto anticorrosivo”, declarou o assessor da presidência da Hemobrás, o engenheiro Eduardo Sivini.
Ele acrescentou que os blocos B01 e B17 começaram a ser construídos em abril de 2009, mas tiveram as obras canceladas no último mês de agosto, depois de uma sentença da 6ª Vara da Justiça Federal, emitida em 29 de julho de 2009. Com isso, apenas 2,1% das obras foram adiantadas.
Além disso, também está sendo providenciada a iluminação da área. Para isso, já foram implantados 13 dos 15 postes e a previsão é de que nos próximos 15 dias a energia elétrica seja instalada no local.
No último dia 15, os representantes do Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB) entregaram a primeira parte do projeto executivo para as obras dos blocos B01, B06, B12 e B17. A segunda etapa do projeto, que contempla os demais blocos, deve ser concluída e entregue até o dia 15 de março, segundo Sivini.
“O gestor do contrato de conservação, o engenheiro Nelson Buso, viajou hoje (ontem) para se reunir com a equipe técnica da Hemobrás, em Brasília. Já que o material está sendo avaliado, pode sofrer algumas modificações”, declarou o engenheiro da Hemobrás Francisco Dominici. A estatal vai operar com a transferência de tecnologia do LFB.
PAVIMENTAÇÃO
Ainda neste mês, a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) deve abrir licitação para contratar a empresa que fará a pavimentação do terreno da fábrica. A Hemobrás repassará R$ 3,34 milhões à agência para contratar o serviço.
Os envelopes com as propostas das construtoras interessadas deverão ser abertos ainda esta semana, segundo o diretor de Negócios da agência, Jarbas Albuquerque.
O prazo de conclusão das obras é de três meses após o início das atividades.

Fonte: Folha PE – 19/01/10


EUA, França e Brasil brigam por predominância no Haiti, diz ‘Spiegel’

Enquanto os haitianos lutam por sobrevivência após o devastador terremoto da semana passada, os Estados Unidos, a França e o Brasil estão “brigando pela predominância” no país, diz um artigo publicado no site da revista alemã Der Spiegel.
O artigo, assinado pelo correspondente da revista em Londres, Carsten Volkery, diz que o governo haitiano acompanha esse desenrolar “desfalecido”.
Como exemplo da disputa pela predominância no país, a revista cita a decisão do presidente haitiano, René Préval, de passar o controle do aeroporto de Porto Príncipe para os americanos, o que causou uma “chiadeira internacional” e levou o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, a dizer que os Estados Unidos praticamete “anexaram” o aeroporto.
França e Brasil protestaram formalmente em Washington “porque aviões americanos receberam prioridade para pousar em Porto Príncipe enquanto aviões de organizações de ajuda eram desviados para a República Dominicana”, segundo a revista.
A Spiegel diz que o Brasil, que lidera as forças da missão de paz no Haiti, “não pensa em abrir mão do controle sobre a ilha” e que, se depender da vontade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de reconstrução do Haiti “deve permanecer um projeto latino-americano”.
A disputa diplomática em andamento “lembra o passado político da ilha”, diz a revista, “quando constantemente os 8 milhões de haitianos se tornavam um joguete de interesses internacionais”.
Colônia
Por causa da situação precária no país e da fragilidade do governo, vários analistas ouvidos pelo artigo preveem que o país mais pobre das Américas pode voltar a se tornar uma “espécie de colônia”.
“Desde 2004, a ilha é um protetorado da ONU”, diz a revista, lembrando que as tropas de paz zelam pela ordem e segurança no país, treinam a polícia local e até organizam as eleições.
Henry Carey, especialista em Haiti da Georgia State University, diz no artigo que o mandato da ONU deverá ser estendido e que o país voltará a ser uma colônia, “dessa vez da ONU”.
Para o analista, isso seria “positivo”, se for mantida a recente tendência de estabilização econômica e política verificada no país.

Fonte: BBC Brasil – 19/01/10


Países aceleram processo de adoção de órfãos haitianos

Encurtando a burocracia ou ignorando a papelada normalmente requerida, autoridades nos EUA e na Holanda abriram caminho para que vários órfãos haitianos possam partir do Haiti, informa nesta segunda-feira a rede de TV americana CNN, citando autoridades dos dois países.
Todas as crianças tinham adoções pendentes com possíveis pais nos dois países antes do terremoto que atingiu o país na terça-feira, e os dois governos disseram que a emissão dos documentos foi agilizada ou até mesmo suspensa para fazer com que as transferências ocorram de uma forma emergencial.
Há 300 casos de adoções pendentes com famílias americanas. Seis crianças chegaram à Flórida no domingo à noite. O Ministério de Relações Exteriores da Holanda fretou um aviões para pegar 100 crianças nesta segunda-feira, disse a porta-voz Aad Meijer à CNN.
No Haiti há 380 mil órfãos, de acordo com o Fundo Infantil da ONU, e há expectativa de que o número aumente depois do terremoto. Além disso, aqueles que viviam em orfanatos antes da tragédia podem estar desabrigados agora, já que há informações de orfanatos destruídos na zona do terremoto.
Algumas crianças que perderam seus pais no terremoto ou foram separados deles pela tragédia estão sendo realocados na República Dominicana, informa a CNN citando a Kids Alive International, um grupo de defesa dos direitos das crianças.
Cerca de 50 órfãos e crianças abandonadas chegarão à cidade de fronteira de Jimani na quarta-feira, disse a organização. Os esforços, coordenados com os governos de ambos os países, eventualmente levarão as crianças de volta ao Haiti. Algumas serão reunidas com os pais com os quais perderam a comunicação depois do terremoto.

Fonte: iG São Paulo – 18/01/10


Petrobras opera 1ª térmica bicombustível de etanol e gás

SÃO PAULO – A Petrobras inaugura amanhã, em cerimônia com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a conversão da usina termelétrica (UTE) de Juiz de Fora para operar com etanol.
A usina, que faz parte do parque gerador da petrolífera, operava apenas com gás natural e agora é bicombustível.
Inédita no mundo, a operação com etanol, iniciada em 31 de dezembro, encontra-se em testes para otimização.
Com isso, a companhia pretende flexibilizar seu parque gerador, que tem capacidade instalada de 7.028 megawatts (MW).
São 14 termelétricas a gás natural (5.820 MW), 12 a óleo (892 MW) e 15 pequenas centrais hidrelétricas – PCHs – (316 MW).
Instalada no Distrito Industrial de Benfica, em Juiz de Fora (MG), a usina tem duas turbinas aeroderivadas GE LM 6000, fabricadas pela General Electric (GE), e capacidade total instalada de 87 MW.
Está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e tem contratos de fornecimento de energia até 2020.
Uma dessas turbinas, com capacidade instalada de 43,5 MW, foi adaptada para utilizar também o etanol.
A conversão da turbina consistiu na troca da câmara de combustão, de dois bicos injetores e na instalação de equipamentos periféricos (sistema de recebimento, tanques, bombas e filtros) que permitem o recebimento, o armazenamento e a movimentação do etanol para a turbina.
A nova câmara de combustão foi desenvolvida pela GE especialmente para uso de etanol e gás natural.
A instalação dos equipamentos foi realizada no Brasil, na Oficina de Turbo Máquinas da Petrobras, em Macaé (RJ).
Cerca de 90% dos materiais e equipamentos para a infraestrutura de recebimento, armazenagem e transferência do etanol para a turbina são nacionais.
Em relação aos equipamentos adquiridos para conversão da turbina, o porcentual é de 5%.

Fonte: AE – Agencia Estado – 18/01/10


Pernambuco: Eduardo faz visita surpresa às obras do Hospital Dom Helder Câmara

O governador Eduardo Campos começou a semana fazendo uma visita surpresa às obras do Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, nesta segunda-feira (18/01).
Ele chegou sozinho, por volta das 8h, para checar o ritmo das obras e conversar com os funcionários.
Durante quase uma hora, o governador percorreu as instalações, tirou dúvidas e ouviu o relato dos trabalhadores.
Ao final da vistoria, no pátio externo do canteiro, o governador reuniu pedreiros, carpinteiros, eletricistas e outros profissionais envolvidos na construção para lembrá-los da importância do projeto e pedir que trabalhem com “carinho e zelo” para que a população receba o novo serviço no próximo dia 1º de maio.
“Quero agradecer o empenho de todos vocês na construção desse novo hospital. Vocês estão trabalhando para milhares de pessoas que precisam. Pessoas que terão suas vidas salvas aqui nesta unidade de saúde. Quando ele estiver pronto e oferecendo saúde de qualidade à população pernambucana, vocês vão olhar e dizer ‘esse hospital teve a minha participação’”, afirmou.
Eduardo Campos disse ainda que a construção dos três Hospitais Metropolitanos é parte de um compromisso de governo para melhorar a vida dos pernambucanos.
“Estamos fazendo, em quatro anos, o que foi negado a Pernambuco durante quatro décadas, construindo novas unidades de saúde, modernas e equipadas, capazes de prestar atendimento de qualidade aos pernambucanos”, disse.
Localizado às margens da BR-101 Sul, o Dom Helder Câmara será o segundo hospital entregue à população pelo Governo do Estado.
No último dia 15 de dezembro, Eduardo inaugurou o Miguel Arraes, em Paulista.
Já o Pelópidas Silveira, no Curado, abrirá as portas no segundo semestre deste ano.
O Dom Helder tem 12.754,37 m² de área construída, seis pavimentos, e terá 157 leitos.
Sua estrutura irá beneficiar mais de 500 mil pessoas que moram na zona sul da Região Metropolitana do Recife e também da Mata Sul.
Será destinado ao atendimento de pacientes que necessitem atendimentos de média e alta complexidade, com ênfase em clinica médica, cirurgia geral e traumato-ortopedia.
As obras no local estão bastante aceleradas.
Mais de mil operários estão trabalhando dia e noite na nova unidade de saúde.
Segundo a gerente geral de Acompanhamento de Ações Especiais de Construção, Tercília Vilanova, o Hospital Metropolitano Sul Dom Helder Câmara vai funcionar nos mesmos moldes do Miguel Arraes, primeiro metropolitano a ser inaugurado.
“Também estará integrado a três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs): a do Cabo de Santo Agostinho, Engenho Velho e Barra de Jangada”, disse.
Tercília afirmou ainda que a obra física deve ficar pronta até o início de abril.
“Teremos um mês para instalar os equipamentos e mobiliário para que o hospital comece a funcionar”, disse.

Fonte: Portal PE – 18/01/10


São Paulo já pode captar até R$ 150 milhões do BNDES para o Morumbi

Clube investirá R$ 90 milhões próprios para adequação do estádio

O São Paulo FC já pode captar até R$ 150 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a reforma do Morumbi, segundo informações do Comitê Executivo paulista da Copa 2014.
De acordo com a entidade, o clube utilizará outros R$ 90 milhões próprios para a adequação do estádio às exigências da Fifa, visando à partida de abertura do Mundial.
O valor consta em um dos anexos da Matriz de Responsabilidades assinada na última quarta-feira (13/1), em Brasília, entre União, estado e prefeitura de São Paulo.
O documento define as responsabilidades de cada ente federado na organização da Copa.
No mesmo anexo, também há previsão de outros R$ 250 milhões do BNDES para obras de urbanização no entorno do estádio, que ficarão sob responsabilidade do município ou do governo estadual.
O valor inclui melhoria de vias, drenagem de córregos, estacionamento e a construção de um edifício de 50 mil metros quadrados sobre a praça Roberto Gomes Pedrosa, que terá conexão a uma estação de metrô.
Durante o Mundial, este edifício será usado como estacionamento e área de hospitalidade para os convidados da Fifa e o público vip.
O segundo anexo da Matriz corresponde a recursos de R$ 1,082 bilhão do PAC da Mobilidade Urbana, pacote de investimentos federais em transporte público, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), para facilitar o acesso a estádios, aeroportos e portos nas 12 cidades-sede.
Em São Paulo, o valor será usado na construção de um monotrilho ligando o Aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi, e na expansão da avenida Perimetral, que conectará o estádio à Marginal Pinheiros, uma das principais vias da cidade.
O custo total dos projetos é de R$ 3,175 bilhões.
Empréstimos
O empréstimo para o monotrilho terá taxa nominal de juros de 5,5% anuais e prazo de amortização de 30 anos, com quatro de carência.
Já as prestações do financiamento para o Morumbi serão corrigidas pela TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo, em torno de 6% ao ano), com acréscimo de 1,9% anualmente e 12 anos para pagamento O prazo de carência é de três anos.

Fonte: Portal da Copa 2014 – 18/01/10


PREFEITURA DO RECIFE PINTA PONTES E PONTILHÕES DA CIDADE

A partir desta terça-feira (19), as pontes do Recife começam a ganhar um novo colorido que ressaltará a beleza da cidade conhecida por ser a Veneza brasileira.
A Prefeitura do Recife vai pintar 21 pontes de grande porte e 25 pontilhões que cortam os rios e canais da Capital.
As primeiras a receberem o novo visual serão as pontes da Buarque de Macedo e Maurício de Nassau.
Com um investimento orçado em R$ 1,3 milhão, a iniciativa faz parte do plano “Recife em Ação” e foi anunciada pelo prefeito João da Costa, em outubro do ano passado.
A pintura será aplicada nos pilares, vigas e guarda-corpos das pontes.
Executado pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), o trabalho também prevê a realização de pequenos reparos nessas estruturas, caso seja necessário.
“Além de resgatar a beleza deste cartão postal, a ação valoriza a história da nossa cidade que é tão ligada às pontes. Teremos todo o cuidado na preservação deste patrimônio.
Por isso, as cores utilizadas na pintura de cada estrutura estarão de acordo com o apontado pelo acervo da Emlurb”, ressaltou o presidente da Emlurb, Carlos Muniz.
Segundo ele, as pontes do Centro serão priorizadas na renovação do visual.
São elas: pontes Princesa Isabel, Boa Vista, 6 de Março, Giratória e Limoeiro.
“As pontes Maurício de Nassau e Buarque de Macedo ficarão prontas para a Folia de Momo. Mas, vamos priorizar todas as estruturas que dão acesso aos principais pólos do Carnaval Muticultural do Recife, no Centro.
Acreditamos que as cores delas vão se harmonizar com a decoração da festa e proporcionar aos turistas uma melhor visão da nossa cidade”, avaliou Muniz.
Depois das estruturas do Centro, o trabalho beneficiará os acessos às zonas Sul e Oeste, a exemplo das pontes Paulo Guerra, Gilberto Freire, Motocolombó, Joaquim Cardoso e Cândido Pinto (ou Ponte da Torre).
Dezesseis pontilhões que cortam o canal da Avenida Agamenon Magalhães também serão pintados, além das duas comportas existentes no local.
O mesmo ainda acontecerá com as vinte estruturas – entre pontilhões e passarelas – que cortam o Canal de Setúbal.
A expectativa é que todo o serviço de pintura e reparos seja concluído no final de abril.
Cais – Os cais dos rios que contornam os bairros do Recife, São José, Santo Antônio, Boa Vista e Jaqueira, também terão o visual renovado.
A Prefeitura iniciou o serviço de pintura nas estruturas que margeiam os rios da cidade, potencializando esses mirantes para a contemplação de visitantes e moradores.
A iniciativa prevê a pintura dos pilares, vigas, muretas, guarda-corpos, postes, bancos e jarros já existentes nos logradouros.
O trabalho contemplará os cais da Alfândega, Santa Rita, Martins de Barros, Rua do Sol, Detenção, José Mariano, Aurora, José Estelita e Edgar Amorim (Jaqueira).
Lista das pontes
1. Ponte 6 de Março (Ponte Velha)
2. Ponte da Boa Vista
3. Ponte Princesa Isabel
4. Ponte Buarque de Macedo
5. Ponte Maurício de Nassau
6. Ponte Giratória (Ponte 12 de Setembro)
7. Ponte do Limoeiro
8. Ponte Paulo Guerra
9. Ponte do Vintém (Viaduto Torre/Parnamirim)
10. Ponte Cândido Pinto (Ponte da Torre)
11. Ponte Estácio Coimbra (Ponte do Derby)
12. Ponte Professor Lima e Castro (próximo ao Sport)
13. Ponte Professor Morais Rego (Ponte da Capunga)
14. Ponte Gilberto Freire (Imbiribeira/Boa Viagem)
15. Ponte Motocolombó
16. Ponte Alimonda Irmãos
17. Ponte Eudoro Correia (Avenida Sul)
18. Ponte Agamenon Magalhães
19. Ponte Joaquim Cardoso
20. Ponte Gregório Bezerra
21. Ponte/viaduto José Barros Lima (Joana Bezerra)

Fonte: Portal PCR – 18/01/10


Pernambuco: Compesa recebe US$ 190 milhões do Bird para tocar obras no estado

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) recebeu um aporte de US$ 190 milhões (o equivalente a R$ 336 milhões) provenientes do Banco Mundial (Bird). Os recursos já foram aprovados e serão alocados em 100 obras na área de recursos hídricos do estado. O financiamento total deverá ser pago em 15 anos, com carência de seis anos. A execução está prevista para acontecer em cinco anos.
Dentre as obras que deverão receber recursos do Bird, estão a revitalização da bacia do Rio Capibaribe e a criação da nova Agência Pernambucana de Água e Clima (Apac). De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco de Almeida, as ações do projeto estão divididas entre três componentes: gestão de água, no qual serão investidos US$ 29 milhões; eficiência no controle de perdas, que envolve a melhoria e o monitoramento das redes de distribuição de água e que empregará US$ 52 milhões; e projeto e obra, que envolverá os US$ 109 milhões restantes.
Para a nova agência, está prevista a realização de concurso público para provimento de 100 vagas de técnico. A agência vai organizar conselhos de usuários e comitês de bacias, realizar estudos hidrológicos e desenvolver planos, como a revitalização do Rio Capibaribe. O projeto pretende implantar 100% de cobertura de esgotamento sanitário em cinco cidades. As obras devem começar no segundo semestre de 2011 e têm prazo de dois anos para terminarem.

Fonte: Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR – 18/01/10


Eletronuclear irá propor lugares para usina no Nordeste

A Eletronuclear deve encaminhar ao governo federal até o final de fevereiro cinco propostas de locais para serem construídas duas usinas nucleares no Nordeste do País.
Entre as propostas, há pelo menos uma área próxima ao Rio São Francisco, que está praticamente certa de ser encaminhada.
“Não sabemos se vai ser na foz, ou no meio do Estado, mas a região que beira o São Francisco está sobre uma base calcária, muito difícil de ser encontrada no País”, comentou assistente da Presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, em evento para discutir o tema, promovido pelo Clube de Engenharia.
De acordo com ele, estão sedo estudadas microrregiões nos Estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas, locais em que serão identificadas as cinco propostas a serem encaminhadas ao governo.
A ideia, disse, é que até o final do ano o governo federal escolha uma entre as cinco propostas.
“A decisão será política e as duas usinas serão construídas no local, com possibilidade de ampliação para até seis unidades no futuro.
O impacto econômico-social para a região escolhida será fantástico”, afirmou.
Ele negou que exista riscos ambientais com a utilização da água do Rio São Francisco para a usina.
“Ao contrário de Angra dos Reis, em que utilizamos a água do mar para refrigeração da usina teremos uma torre de refrigeração que vai utilizar muito pouco a água do rio”, explicou.
Segundo o assistente da presidência, as duas demais usinas programadas para serem construídas até 2030 serão construídas no Sudeste, em área ainda a ser estudada pela Eletronuclear. “Vamos começar este procedimento apenas no final do ano, após o governo ter escolhido a localidade das primeiras duas.”
Cada uma das quatro unidades terá capacidade para gerar 1 mil megawatts (MW).Ainda de acordo com Guimarães, as obras para a construção da usina nuclear de Angra 3 deverão ser iniciadas em fevereiro.
As obras aguardam apenas a licença de construção que deverá ser concedida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Segundo ele, o atraso de pelo menos dois meses na concessão desta licença se deve a uma ação movida pelo Ministério Público de Angra dos Reis, que visava suspender a licença parcial das obras, concedida no ano passado.
“Depois que concluímos toda a fase inicial, com a impermeabilização do solo, o MP pediu uma liminar para cancelar a licença.
A liminar foi cancelada, porque a obra já havia sido realizada, mas a CNEN aguarda o julgamento do mérito da ação para dar continuidade ao licenciamento”, explicou.
Segundo ele, o atraso no lançamento destas obras, já adiou o término da usina de maio para julho de 2015.

Fonte: Agência Estado – 18/01/10