Força do turismo brasileiro é destaque na abertura da Abav 2009

O vigor do turismo brasileiro e as oportunidades esperadas com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 foram os destaques dos discursos dos ministros do Turismo, Luiz Barretto, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na abertura do 37º. Congresso Brasileiro das Agências de Viagens e Feira das Américas. Barretto conclamou os empresários e profissionais do turismo, reunidos no Riocentro, Rio de Janeiro, a aproveitarem os bons negócios que surgirão com a realização no Brasil da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
Durante o discurso, Barretto lembrou que, no ano passado, a Feira das Américas aconteceu em momento de “apreensão” em função da crise econômica mundial. “O Brasil superou a crise com demonstração de vigor da nossa economia e o acerto das medidas anticíclicas implementadas pelo governo federal”, ressaltou o ministro para a platéia composta de empresários, profissionais, governadores, prefeitos e representantes de órgãos oficiais de turismo de todo o pais.
A ministra Dilma reforçou o empenho do governo federal para a realização da Copa e anunciou que está em estudo, além do PAC da Copa, um programa de investimento para as Olimpíadas. Ela reforçou a importância e o dinamismo do turismo, como importante vetor de desenvolvimento econômico e inclusão social.
Dilma Rousseff lembrou que o setor ocupa o quinto lugar na pauta das exportações brasileiras e atraiu no ano passado R$ 5 bilhões em divisas para o pais. “É difícil encontrar na economia um setor tão dinâmico, plural e charmoso como o turismo. Uma área que se estrutura de forma competitiva e desafiadora com base na parceria público-privada”.
O ministro Barretto destacou a importância da atuação do empresariado do turismo na superação da crise. Falou também dos esforços do MTur para estimular a demanda interna com a realização de campanhas publicitárias e aumento da oferta de crédito tanto para as empresas como para o turista. Ações que, segundo ele, resultaram no crescimento médio de 20% em todos os setores da atividade turística no verão passado.
“Os números comprovam o crescimento da demanda interna”, afirmou o ministro, mostrando que os 35 milhões desembarques domésticos de janeiro a agosto deste ano foram recorde histórico no período. Luiz Barretto lembrou ainda que a estimativa de chegada de 600 mil turistas estrangeiros para a Copa, com acréscimo de 15% a desse numero nas Olimpíadas de 2016 representa uma excelente oportunidade para mais um salto do turismo brasileiro.

Fonte: Jornal de Turismo – 22/10/09


Ibero terá quatro navios na temporada 2010/2011

Apostando no sucesso de sua temporada inaugural na costa brasileira, a Ibero Cruzeiros que terá três navios de médio porte circulando entre os nossos portos, já programa para a temporada de 2010/2011 a vinda de um quarto transatlântico de sua frota: o Grand Holiday.
O navio, que virá ao Brasil em sua temporada inaugural, segue os padrões europeus de serviços e mantém o sotaque latino numa programação bem diversificada .
Como os demais navios da companhia que estarão na costa brasileira, o Grand Holiday é um navio considerado de médio porte, com capacidade para 1.896 passageiros.
Tem três piscinas (uma infantil), em 747 cabines.
A Ibero, que integra o grupo Costa Cruzeiros, chega ao mercado brasileiro com a estratégia de inclusão marítima, com cabines a preços econômicos, em roteiros de três noites.

Fontee: Da Agência O Globo – 22/10/09


PT concorre à privatização de operadora da Zâmbia

A Portugal Telecom é uma das oito empresas que apresentaram uma proposta para a privatização da Zamtel, operadora de telecomunicações pública da Zâmbia.
A angolana Unitel, participada pela PT, também está na corrida.
De acordo com a Bloomberg, que cita informações fornecidas pelo Governo da Zâmbia, a PT encontra-se no grupo das oito empresas ou consórcios que entraram foram admitidos na “short list”.
A Zâmbia pretende alienar um máximo de 75% do capital da Zamtel, retomando um processo falhado em 1999, que não atraiu na altura nenhum investidor internacional.
Até 23 de Dezembro as empresas incluídas na”short list” podem submeter ofertas para a compra de entre 51% e 75%.
Até 11 de Janeiro, o Governo irá convidar as empresas seleccionadas a entrar na fase seguinte do processo.Além da PT concorrem outras sete empresas a este processo de privatização: a Telkom South África, a Orascom Telecom, a Altimo da Rússia, a Bharat Sanchar Ningan e a Mahanagar Telephone Nigam da Índia, a LAP Greencom da Líbia e a angolana Unitel.
A Portugal Telecom acaba assim por estar presente no concurso de forma directa e indirecta.
A operadora portuguesa controla 25% do capital da Unitel.
A Zamtel detém 161 mil clientes de rede móvel e 95 mil de rede fixa.
O Governo quer realizar esta privatização devido ao facto de a operadora continuar a perder dinheiro e necessitar de uma injecção de fundos.
A Portugal Telecom está presente em vários países africanos, como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Namíbia e S. Tomé e Príncipe, detendo uma “holding” que agrupa todos estes activos.

Fonte: Jornal de Negócios – Portugal – 22/10/09


Governo vai prorrogar incentivo para PCs

O governo vai prorrogar a isenção de PIS e Cofins sobre a venda de computadores e seus componentes. O incentivo terminaria no dia 31 de dezembro, conforme previsto na Lei 11.196, de 2005, conhecida como “Lei do Bem”. Por outro lado, a indústria terá de aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D).
O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Cesar Gadelha, antecipou à Agência Estado que a isenção dos tributos deve ser prorrogada por mais quatro anos. “Esse é o número mais provável hoje”, afirmou. A obrigatoriedade de investimentos em inovação deve subir de 2% para 3% do faturamento anual das empresas, depois de descontado o pagamento de impostos.
Gadelha explicou que o porcentual ainda ficará abaixo dos 4% previstos na Lei de Informática, que concede redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na fabricação de computadores e componentes de informática para as empresas que investirem em P&D. A Lei do Bem reduziu essa obrigação para 2% até o final deste ano. Por isso, se não houvesse uma nova lei, as empresas teriam de investir em inovação 4% do faturamento a partir de 2010.
O secretário informou que o governo deve publicar no início de novembro uma nova medida provisória estendendo a isenção de PIS e Cofins para a venda de computadores e fixando em 3% do faturamento o porcentual para os investimentos em inovação, como contrapartida da redução de IPI. “A isenção de PIS e Cofins barateou enormemente o custo do computador no mercado e aumentou significativamente as vendas legais, reduzindo sensivelmente o mercado cinza (sem nota fiscal, como contrabando)”, disse Gadelha.

Fonte: Agência Estado – 22/10/09


Armazém 11 do Porto do Recife vai virar centro de artesanato no Recife Antigo

O secretário Sílvio Costa Filho revelou hoje, no evento da Abav, no Rio de Janeiro, que o Armazém 11 do Porto do Recife, depois da Casa Cor deste ano, será transformado em um novo centro para divulgação e comercialização do artesanato do Estado.
“A Fenearte é uma grande oportunidade para os artesãos, gera pedidos o ano todo, mas é temporária.
Vamos criar um espaço físico, que vai dialogar com a Casa da Cultura.
Será um centro para divulgar a cultura do interior, com apresentações culturais e espaço para exposições temporárias dos artistas e comercialização.
Muitos não podem chegar até a região metropolitana.
Com isto, vamos valorizar a arte das microregiões”.

Fonte: Blog do Jamildo – 21/10/09


Molhe do Recife Antigo será recuperado com nova iluminação e até uma ciclovia, promete Sílvio Costa Filho

O jovem secretário de Turismo do Estado também aproveitou a abertura da ABAV, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, para confirmar a esperada obra de recuperação do molhe de Brasília Teimosa.
Ele disse que a área será toda recuperada e iluminada.
Vai ganhar até uma ciclovia.
“O turista ou o cidadão do Recife poderá vir de Boa Viagem até as esculturas de Brennand”, disse.
O custo da obra está estimado em R$ 7,5 milhões, com iluminação igual à da praia de Boa Viagem.
Também haverá uma pista nova.
A licitação está prometida para ser lançada até o dia 05 de novembro.

Fonte: Blog do Jamildo – 21/10/09


“Novo estádio é mais barato que reforma”

Por Carol Castro
Surge uma polêmica em torno da Copa de 2014, do ponto de vista da construção civil, em Fortaleza.
O presidente do sindicato do setor, Roberto Sérgio Ferreira, afirma que a reforma do estádio Castelão tem custos mais elevados do que construir um novo equipamento para o evento.
De acordo com ele, um novo estádio que atenda às exigências da Fifa demandaria R$ 250 milhões.
Já os investimentos orçados pela Secretaria de Esporte (Sesporte) consistem em R$ 397 milhões para reforma do estádio Castelão.
O presidente do Sinduscon-Ce continua: “O Castelão não é o local adequado para um estádio para a Copa, evento que deveria desenvolver a cidade ao invés de investir no Castelão e em acessos”.
O secretário de Esporte do Estado, Ferrúcio Feitosa, rebate: “É precipitado [comparar custos] quando não se conhece o projeto de modernização a fundo.
Para fazer essa colocação é preciso entender o projeto.
Estou confiando nos técnicos envolvidos na reforma de que o valor ser gasto na modernização é inferior ao de colocar a baixo e construir um novo no mesmo modelo.
Há um engano”. Sobre construir em outra região, Ferrúcio repetiu que está confiando nos técnicos.
O lançamento do edital para a reforma do Castelão aguarda o aval da Fifa.
De acordo com o secretário, a entidade deve se posicionar se está de acordo com o projeto.
Com isso, a Sesporte fará a publicação do edital.
O processo licitatório prevê um contrato do tipo PPP (Parceria Público Privada).
“Vamos correr para declarar o vencedor o quanto antes”, diz Ferrúcio.
Ele, no entanto, garante, que o lançamento do edital não deve ocorrer em outubro.
“Deve vir algo para ser corrigido”, projeta.
“Também, estamos realizando algumas solicitações.
A Fifa quer fazer uma Copa verde, ou seja, todos os projetos devem estar adequados às questões ambientais.
Há ainda um estudo sobre o fluxo de multidões, que está sendo elaborado”.
Neste processo, o secretário garante que está atento à data de finalização da obra, que é até dezembro de 2012.
De acordo com o plano de investimentos de Fortaleza, o estacionamento será ampliado para comportar 4.200 veículos.
Para isso, será construído um edifício garagem próximo ao estádio, o que exigirá R$ 100 milhões do total previsto.
A preparação da Capital como sub-sede inclui viagens a Alemanha e África.
De acordo com secretário, a visita “será no momento adequado”.
“Vamos esperar iniciar a licitação”.

Fonte: Do Diário do Nordeste – 22/10/09


Agronegócio vai buscar capital saudita

O Brasil apresenta, em 02 de novembro, num seminário em Riad, oportunidades de investimentos no agronegócio. É o início da aproximação com países carentes de terras produtivas e com demanda alimentar.
São Paulo – Para atrair capital saudita no agronegócio brasileiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai promover um seminário sobre as oportunidades de investimento no setor, em Riad, capital da Arábia Saudita, no dia 02 de novembro.
O evento, que é organizado pelo departamento de Promoção Internacional do Agronegócio, ocorre em paralelo à missão brasileira de alimentos ao país árabe.
“Já faz um tempo que a Arábia Saudita tem anunciado investimentos (no agronegócio) em outros países, mas nunca se falou em Brasil”, afirmou o diretor do departamento, Eduardo Sampaio. Segundo ele, a criação da empresa estatal saudita Agroinvest, para apoiar investimentos do setor no exterior, abre portas para o Brasil, que oferece alta disponibilidade de terra arável, clima favorável, disponibilidade hídrica, mão-de-obra especializada e oferta de tecnologia.
De acordo com Sampaio, a diversidade brasileira das cadeias agroalimentares proporciona ao investidor estrangeiro a oportunidade de investimento por meio de parcerias com empresas de grande capacidade de produção, aquisição, transformação e comercialização de alimentos.
“A ideia é mostrar que os árabes podem investir na agricultura brasileira sem a necessidade de adquirir terras”, disse o diretor.
Além das parcerias com empresas da agroindústria ou tradings, o seminário vai mostrar que os mecanismos de financiamento no país já são bem conhecidos, o que permite maior segurança, liquidez e garantia do fornecimento de produtos.
Esses mecanismos vão ser apresentados pelo vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes.
Além dele, o secretário de Política Agrícola do Mapa, Edílson Guimarães, fará uma apresentação.
“O agronegócio brasileiro permite atrair investimento saudita em todos os setores, como grãos, açúcar, lácteo, carne bovina e de frango, frutas e mel”, disse o diretor.
Essa vai ser a primeira vez que o Mapa faz um seminário do gênero no Oriente Médio. Segundo Sampaio, o fato desses países apresentarem restrições locais de terra e água para a produção, assim como a tendência de valorização dos preços das commodities agrícolas, levaram os países do Golfo a anunciar diversos projetos agrícolas no exterior, a fim de garantir o suprimento futuro de alimentos.
No final do evento, representantes de associações brasileiras dos setores de carnes, lácteo, sucos e grãos vão participar de encontros com empresários locais.FeiraEntre os dias 1 e 4 de novembro, 16 empresas brasileiras do setor de alimentos vão participar da feira Saudi Agro-Food, em Riad.
O pavilhão do Brasil vai ter 144 metros quadrados e é organizado pelo Mapa com o apoio da empresa de consultoria Conceito Brazil e da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
O evento deve reunir 650 expositores de mais de 38 países.
Entre os setores das empresas brasileiras que vão estar na feira estão de lácteos, carnes, ração animal, café e confeitos.
De acordo com informações da organização da mostra, a Arábia Saudita importou em 2008 o equivalente a US$ 15 bilhões em alimentos, um aumento de 25% sobre 2007.
Só o Brasil exportou o equivalente a US$ 1,43 bilhão em produtos do agronegócio ao país árabe no ano passado, um crescimento de mais de 45% sobre 2007.

Fonte: ANBA – 22/10/09


Hotéis brasileiros vão receber US$ 3 bilhões do exterior

Até 2011 estão previstos aportes de investidores da Europa, Estados Unidos e do Oriente Médio. A informação é do ministro do Turismo, Luiz Barreto, que participou ontem de evento do setor no Rio.
São Paulo – O setor hoteleiro brasileiro vem recebendo cada vez mais investimentos. Entre 2006 e 2008, foi investido cerca de US$ 1 bilhão e até 2011 estão previstos aportes de US$ 3 bilhões de investidores da Europa, Estados Unidos e do Oriente Médio.
A informação é do ministro do Turismo, Luiz Baretto, que participou ontem (21) da abertura da Feira Das Américas, no Rio de Janeiro, que tem a participação de um país árabe, a Jordânia.
Segundo o ministro, nos próximos cinco anos, além dos recursos próprios do orçamento do ministério, o governo já tem assegurado US$ 1 bilhão do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BIB) para o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur), que já tem uma abrangência nacional. “
Nas próximas semanas, devemos formalizar um acordo com o BNDES para financiamento da reforma e ampliação do atual parque hoteleiro das cidades que receberão jogos da Copa”, afirmou.
Os jogos da Copa devem atrair 600 mil turistas estrangeiros ao Brasil em 2014 e a realização das Olimpíadas e das Paraolimpiadas devem provocar um aumento de 15% neste fluxo em relação ao ano anterior à competição.
Com o mesmo otimismo do ministro, seguiu o tom do discurso do presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Carlos Alberto Amorim Ferreira.
“O turismo é a melhor ferramenta de transformação social de que o Brasil dispõe.
É o nosso setor que deixará, talvez, o maior legado de todos esses eventos: empregos e divisas, proporcionados por um fluxo crescente de visitantes”, afirmou.
A Feira das América, que segue até sexta-feira (23), tem mil expositores e espera receber 27 mil profissionais.
Além de promover o turismo nacional, o evento também traz estandes de outros países, como da Jordânia. A responsável pela divulgação do país árabe entre as operadoras de viagens é Gisele Abrahao, do escritório Global Vision Acess (GVA). Segundo ela, que representa o Conselho de Turismo da Jordânia (JTB), além de promover a Jordânia, ela vai capacitar e dar suporte às operadoras brasileiras.
Hoje no estande da Jordânia, o ator da novela da Globo, “Viver a Vida”, Thiago Lacerda vai contar sobre a sua visita ao país árabe durante as gravações da novela.
Também participam do evento, o cônsul da Jordânia em São Paulo, Mustapha Abdouni, e o responsável pelo Comitê de Turismo da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Adel Auada.

Fonte: ANBA – 22/10/09


União Europeia quer cortar as emissões de aviões e navios

Os ministros europeus do Ambiente anunciaram ontem que querem cortar entre 10% e 20% das emissões de CO2 dos aviões e navios na próxima década. A medida visa à contenção do aquecimento global.
A proposta será apresentada aos outros países na conferência do clima de Copenhague, que acontecerá em dezembro.
As emissões de aviões e barcos não entraram no Protocolo de Kyoto, o acordo internacional de proteção do clima cujo primeiro período de compromisso expira em 2012.
Aviões e barcos geram, juntos, pelo menos 5% das emissões globais de CO2, mas esse valor está subindo rápido. Segundo Pete Lockley, da ONG WWF, se nada for feito, os dois setores responderão por até dois terços das emissões de gases-estufa em 2050. Por isso, a UE propõe que eles estejam incluídos no novo acordo.
Os setores sabem que terão de cortar emissões, mas tentam adiar os compromissos. Uma das propostas do setor naval é ter “crescimento neutro em carbono” a partir de 2020. Segundo Lockley, isso significa “não fazer nada até 2020”.
A decisão sobre aviões e navios foi uma tentativa de sanar a discórdia que surgiu no bloco anteontem, depois que ministros de Finanças não conseguiram acordo sobre como dividir o ônus do financiamento ao combate às mudanças climáticas nos países pobres.
Os países que receberiam a ajuda dizem que não podem cortar suas emissões sem ajuda das nações industrializadas, que ficaram ricas enquanto poluíam a atmosfera.
Por outro lado, na terça-feira, nove dos países mais pobres da Europa, liderados pela Polônia, pediram que a sua situação econômica fosse levada em conta antes que a UE concorde em oferecer quase R$ 40 bilhões em ajuda aos países em desenvolvimento.

Fonte: da Folha de S.Paulo – 22/10/08


Turismo de Lisboa lança hoje guia no telemóvel sobre Lisboa, Sintra, Oeiras, Estoril e Mafra

Os turistas nacionais e estrangeiros que visitem Lisboa, Sintra, Oeiras, Estoril ou Mafra vão ter a vida mais facilitada a partir de hoje, com um novo e “inovador” guia turístico disponível em telemóvel, com informações e sugestões em várias áreas.
Em declarações à agência Lusa, o director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, sublinhou que este “produto inovador”, a carregar no telemóvel, é mais completo que um guia em papel, pois “é mais dinâmico e contém mais informação”, com actualizações permanentes.
“O nosso interesse é promover e facilitar a visita a estes destinos turísticos portugueses. Garantimos que é um produto de qualidade porque todos os conteúdos foram devidamente analisados e certificados pelo Turismo de Lisboa e pelas câmaras municipais aderentes”, declarou Vítor Costa.
Os guias “You Go”, que são apresentados hoje ao final da tarde na capital, resultam de uma parceria entre a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), a Empresa (municipal) do Turismo do Estoril, as câmaras municipais de Sintra, Oeiras e Mafra e a empresa “M – Inside”, que criou o produto informático.
Os guias, em português, inglês e espanhol, podem ser adquiridos nos 16 postos de turismo da Área Metropolitana de Lisboa, pelos quais passam cerca de dois milhões de estrangeiros/ano, ou através do site www.askmelisboa.com, do Turismo de Lisboa, ou do site próprio da empresa www.yougoplanet.com.
O director-geral do Turismo de Lisboa disse ainda que o guia estará disponível no telemóvel durante três semanas, com actualizações constantes, por um preço de cinco euros. Findas as três semanas, a aplicação mantém-se no aparelho, mas sem actualizações.
Para os turistas portugueses está disponível, por sete euros, uma solução que terá a duração de um ano, podendo, em ambos os casos, ser “instalada em cerca de 90% dos telemóveis, desde que tenham acesso à internet”.
Uma vez descarregado no telemóvel, o subscritor do serviço encontra no guia informação detalhada, inclusive meteorológica, listada por: “O que visitar”, “O que fazer”, “Onde Comer”, “Onde ficar”, “Serviços e Compras”.
“Imediatamente tem acesso a monumentos, museus, pontos de interesse, percursos, campos de golfe, praias, animação turística e nocturna, bem como a outros espaços comerciais e a uma diversidade de serviços úteis e de eventos”, disse Vítor Costa.
Ao proceder à aquisição do serviço, o turista recebe também uma brochura por cada região (durante a fase promocional), que, “além de constituir um guia para utilização do produto, contém informações sobre a região e um código de acesso ao You Go”.
O director-geral do Turismo de Lisboa acrescentou que, face à enorme adesão que suscitou, a rede de comercialização destes guias vai ser alargada até ao final do ano.
Vítor Costa vincou que o “You Go” “facilitará muito a visita e utilização dos destinos turísticos e que no futuro será também um instrumento de promoção, porque ao colocar informação sobre este produto no estrangeiro, pode motivar mais as pessoas a visitar Portugal”.

Fonte: OJE/Lusa – 22/10/09


Brazil Summit debate o papel do País na nova ordem econômica

O grupo britânico de mídia The Economist realiza nesta quarta-feira, 21, em São Paulo, o fórum Brazil Summit, que discutirá as recentes mudanças na economia global, os riscos de um novo mergulho na recessão em 2011, além do desenvolvimento de negócios e investimentos no Brasil e as perspectivas para a América Latina.
O congresso contará com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que discutirá as oportunidades e os desafios impostos ao Brasil pela nova ordem econômica. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, também está entre os convidados e irá debater os avanços do País na área de infraestrutura.
A consolidação dos serviços financeiros e do mercado de capitais brasileiro será tema de outro painel, com comentários do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e do Santander Group Brazil, Fabio Barboza, e do CEO do grupo financeiro BTG, André Esteves. O presidente da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, também estará presente no evento para discutir inovação.
Segundo o diretor de Marketing e Comunicações do The Economist, Adrian Garcia-Aranyos, o Brasil foi escolhido pelo grupo devido ao potencial do seu mercado. “As multinacionais vêm ampliando a presença no Brasil e companhias como Petrobrás e Vale têm conquistado cada vez mais espaço no mercado internacional”, disse.
Um grande desafio para o País nos próximos anos será transformar a crescente demanda doméstica em máquina de crescimento, sem o predomínio de pressões inflacionárias, acredita a diretora regional para a América Latina do The Economist Intelligence Unit, Justine Thody. A estabilidade fiscal e financeira do Brasil, segundo ela, poderá ser alcançada com um significativo aumento dos investimentos públicos. “O governo coleta impostos quase que nos mesmos níveis cobrados pelos países pertencentes à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mas fornece serviços públicos muito precários”, explica.

Fonte: O Estado de S. Paulo – 21/10/09


Recife sedia encontro nacional do Fórum de Reforma Urbana

Mais de 300 representantes de movimentos populares, organizações não-governamentais, entidades de ensino e estudantis, associações de classe e instituições de pesquisa que atuam na luta pela reforma urbana e pelo direito à cidade de todo o país participam, a partir de hoje, do Encontro do Fórum Nacional de Reforma Urba. O evento acontece durante três dias no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem.
O objetivo é atualizar a agenda política e o ideário da reforma urbana e traçar as estratégias para a implementação do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano. Na ocasião, também será realizada a avaliação do Conselho das Cidades e das políticas nacionais urbanas e definidas estratégias de atuação para a 4ª Conferência Nacional das Cidades, que acontecerá em maio/2010, em Brasília e para o Fórum Urbano Mundial, que acontecerá em março de 2010, no Rio de Janeiro. O encontro buscará também fortalecer a rede da Reforma Urbana (fóruns regionais, estaduais e municipais) para atuação articulada na luta pela reforma urbana e pelo Direito à Cidade no Brasil.
A programação aborda temas como: Análise de Conjuntura – Cenários da Luta da Reforma Urbana; Direito à Cidade e Conflitos Sociais Urbanos; A Plataforma Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e o Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano (SNDU) – Limites e Desafios para sua implementação; As desigualdades de gênero, raça e juventude na agenda da reforma urbana. Além dos painéis e mesas de debate, haverá ainda exibição de vídeos que abordam a questão da reforma urbana no Brasil.

Confira a programação:

Quinta-feira, 22 outubro de 2009
Horário da Tarde
Mística do Encontro – Coordenação do MTST.
Mesa de Abertura.
Análise de conjuntura – Cenários da Luta da Reforma Urbana.
Lançamento de publicações.
Jantar de confraternização.

Sexta-feira, 23 outubro de 2009
Horário da Manhã
Mostra de Vídeo.
Mesa: Atualizando a agenda e o ideário da reforma urbana.
PAINEL 1: Globalização, reestruturação produtiva e seus impactos sobre as cidades.
PAINEL 2: A Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e os pequenos e médios municípios brasileiro.
Horário da Tarde
Mostra de Vídeo
PAINEL 3: Desigualdades de gênero, raça e etnia e a agenda da reforma urbana.
Apresentação e discussão do texto-base para 4ª Conferência das Cidades.

Sábado, 24 outubro de 2009
Horário da Manhã
Mostra de Vídeo.
Discussão nos grupos do texto-base.
Apresentação dos Grupos.
Debate e definição das estratégias de intervenção nas conferências estaduais e nacional.
Horário da Tarde
Mostra de Vídeo.
Plenária: Apresentação do Manifesto/Plataforma pelo Direito à Cidade. Diálogo com outras redes e fóruns nacionais e internacionais para o Fórum Urbano Mundial.
Discussão e deliberação
Encerramento
Jantar e Confraternização Cultural

Fonte: Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR – 22/10/09


Empresários africanos visitarão Estado

Lorena Ferrário* Enviada especial
JOANESBURGO, ÁFRICA DO SUL – O último dia da Missão Empresarial do Nordeste do Brasil à África foi marcado por dezenas de visitas técnicas ao empresariado sul-africano. O presidente da Fecomércio-PE, Josias Albuquerque, formalizará um convite já aceito pelo diretor regional de Operação da GEP (Gauteng Enterprise Propeller), Monde Maduna, para visitar a Federação, o Sebrae e a AD Diper em Pernambuco.
“Quero formar uma comissão para conhecer as três instituições, entender o modo de operação e ver quais as possibilidades para implantar na África do Sul”, disse Maduna. Primeiramente, o diretor regional de Operação da GEP vai enviar informações sobre como a empresa funciona, ao dar assistência financeira para micro e pequenas empresas sul-africanas.
Albuquerque, juntamente com o diretor superintendente do Sebrae, Nilo Simões, e com a gerente executiva de Negócios Internacionais da AD Diper, Ivone Malaquias, também visitou as empresas Geda (Gauteng Economic Development Agency) e Mega (Mpumalanga Economic Growth Agency), espécies de agências de desenvolvimento dentro de suas províncias (Gauteng e Mpumalanga).
Na Geda, Rui Fragoso, da área de Negócios e Facilitador de Investimentos, já deseja assinar um acordo de cooperação com a AD Diper. “Para deixar, indiretamente, a porta aberta para o mercado, pois também somos uma agência de desenvolvimento estatal”. Já o gerente de Negócios e Investimentos da Mega, Paresh Pandya, demonstrou interesse em como obter financiamento através de órgãos brasileiros. “No futuro, gostaria de criar uma área de cooperação para trocar ideias e ter oportunidades de intercâmbio”, comentou.

Fonte: Folha de Pernambuco – 22/10/09


Investimento de R$ 6,5 mi em publicidade para turismo

RIO DE JANEIRO – Com o intuito de aumentar em 10% o fluxo turístico durante o verão, nos próximos meses a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) irá investir cerca de R$ 6,5 milhões em publicidade.
Deste total, R$ 4 milhões serão destinados à divulgação do Estado na mídia nacional.
O mote da campanha será “Pernambuco é verão é só chegar”.
“Hoje o setor hoteleiro do Recife e de Olinda está com uma média ocupacional de 78%.
Com este trabalho de divulgação, nós esperamos que haja um crescimento de 4% na taxa de ocupação”, previu o secretário de Turismo de Pernambuco, Silvio Costa Filho.
De acordo com o secretário, a campanha será trabalhada principalmente em destinos como São Paulo, Rio de Janeiro e na Região Centro-Oeste.
Já com foco nesta divulgação, ontem, durante a Abav – Feira das Américas, realizada no Rio de Janeiro, a pasta lançou uma nova marca publicitária.
Com uma forma abstrata, que utiliza as cores como elemento fundamental na representação da diversidade, a ferramenta publicitária será utilizada em todas as campanhas turísticas.
“Realizamos uma pesquisa nos cinco destinos turísticos que mais visitam no Estado e percebemos que o grande ícone pernambucano é a diversidade.
Por isso criamos uma marca que represente esta fusão de elementos”, explicou o presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), José Ricardo Diniz.
A marca será lançada oficialmente em novembro.
No evento, o Estado está investindo R$ 400 mil.

Fonte: Folha de Pernambuco – 22/10/09


Turismo do Recife já teme por falta de hotéis

Na estreia de João da Costa na ABAV, o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira, disse nesta tarde, na feira de agentes de viagens, que o Recife já não conta com leitos suficientes para a demanda atual e precisa de pelo menos mais oito hotéis, nos próximos anos.
É pelo menos a metade do que o gestor público gostaria de contar. Quando saírem todos do papel, serão cerca de 5 mil novos leitos.
“Nas últimas semanas, tivemos que mandar hóspedes para Jaboatão, para Gravatá, pois estão faltando leitos”.
Neste momento, segundo a PCR, são três em construção e mais cinco em licenciamento. “Além destes, temos mais 15 em estudo, em análise”, disse Samuel Oliveira.
O auxiliar de João da Costa atribui a chegada dos investimentos ao sucesso da política de turismo, ancorada em forte ação promocional em roteiros que não contam com praia e detêm bom nível de renda.
“O setor recuperou a rentabilidade, melhorou o nível de ocupação.
Nunca se viu isto na história da cidade”, conta.
Entre os números citados, consta o aumento da permanência média para quatro dias, um gasto médio de cerca de R$ 300 ao dia, o melhor do Nordeste, além de uma taxa de ocupação de 80%.
“Para que se tenha uma idéia, hoje, somos apenas 11% da oferta de leitos do Nordeste, mas temos 18% do fluxo de turistas.
No Recife, com apenas 20% da oferta, temos 60% do fluxo de turistas”.
Na feira, a PCR anunciou ainda uma série de ações para incrementar a atividade.
Numa delas, serão distribuídas 100 mil exemplares de uma revista destacando os pontos turísticos e atrações da cidade, destinada aos operadores nacionais e clientes dos hotéis.
Para o futuro próximo, o secretário Samuel Oliveira defende a criação de um núcleo empresarial que pense e defenda o turismo do Recife, com um planejamento estratégico.
“As entidades que existem hoje pensam o Estado. Com sua criação, ela ajudaria as instituições estaduais, como a ABIH”, acredita.
Cinquenta empresários já estão mobilizados para a iniciativa.

Fonte: Blog do Jamildo – 21/10/09


PAC das Cidades Históricas vai beneficiar Pernambuco

Ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que um dos objetivos é promover o surgimento de “um centro de pequenos empreendedores” para o desenvolvimento das economias locais.
Um dos caminhos para alcançar o desenvolvimento, nesse contexto, conforme o presidente, é o turismo.
“Não adianta nada você recuperar se não fizer disso um processo de visitação do país e do mundo para que isso gere renda, emprego”, disse Lula, em Ouro Preto (MG), ao lado dos ministros Juca Ferreira (Cultura) e Dilma Rousseff (Casa Civil), além do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).
A meta do programa é revitalizar 5,2 mil imóveis particulares e 200 monumentos públicos em 173 cidades históricas, até 2012.
O investimento previsto chega a R$ 890 milhões.
Desse total, R$ 140 milhões serão liberados até o final do ano para 32 cidades.
O trabalho prevê, entre outras atividades, contenção de encostas que podem afetar prédios históricos e troca da fiação elétrica.
As primeiras cidades a receberem recursos do programa estão nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Fonte: Da Agência Brasil – 21/10/09


Caminhos do futuro

Emiliano José
Quase desnecessário dizer que Eric Hobsbawm tem se afirmado como um dos maiores intelectuais do nosso tempo. Por isso, compensa discutir, reverberar a conferência, ou parte dela, publicada pela Carta Maior, no dia 13 de outubro.
A fala dele foi feita no primeiro dia do World Political Forum, em Bosco Marengo, na Alexandria. O tema era mais do que próprio para a contemporaneidade: qual futuro depois do comunismo? É, indagação, como deve ser. Peço licença aos leitores para falar um pouco extensivamente dessa fala.
Logo de cara, uma tese forte: todos os países do Leste, e os do Oeste também, devem sair da ortodoxia do crescimento econômico a todo custo e dar mais atenção à equidade social.
Os países ex-soviéticos, na visão dele, ainda não superaram as dificuldades da transição para o novo sistema.
Diria, de outra maneira, que eles mergulharam desordenadamente na política neoliberal.
O século breve, como ele denomina o século XX, teria sido marcado por um conflito religioso entre ideologias laicas.
Só um intelectual do porte de Hobsbawm poderia dizer isso, sem medo. Foi dominado pela contraposição de dois modelos econômicos – o “socialismo”, e as aspas são dele, identificado com economias de planejamento central tipo soviético, e o “capitalismo”, também devidamente aspeado, que englobava todo o resto. Essa contraposição nunca foi realista.
Todas as economias modernas devem combinar público e privado de vários modos e em vários graus, e de fato fazem isso. Corajosa constatação de Hobsbawm, outra vez. Faz tremer os que copiam fórmulas, à direita e à esquerda.
O exclusivismo de um ou de outro faliu. As economias do modelo soviético lá pelos anos 80. As do fundamentalismo de mercado anglo-americano, agora, no setembro passado.
O fim do “socialismo” foi catastrófico. As repercussões seguem até hoje, ao menos nos países da ex-URSS. A China, e lá vem ele com sua ousadia e firmeza intelectual, preferiu outro caminho capitalista, diferente do neoliberalismo, optando pelo modelo mais, como ele diria, “dirigista” das economias “tigres”.
Abriu caminho, assim para seu gigantesco salto econômico para frente, com muito pouca preocupação e consideração pelas implicações sociais e humanas, e eu completaria, ecológicas.
A crise do capitalismo, essa que estamos ainda vivendo, terá conseqüências que ainda não dominamos.
Mesmo que não se saiba, ainda, quais as mudanças que a crise econômica em curso pode provocar, parece não haver dúvida, na visão de Hobsbawm, de que está em curso uma alternância de enormes proporções das velhas economias do Atlântico Norte ao Sul do planeta e principalmente à Ásia Oriental.
No desenvolvimento da conferência, ele chega a uma primeira e fundamental conclusão: não é mais possível acreditar em uma única forma global de capitalismo ou de pós-capitalismo. Delinear a economia do amanhã, no entanto, é, na visão dele, a parte menos relevante a nos preocupar em relação ao futuro.
“A diferença crucial entre os sistemas econômicos não reside na sua estrutura, mas sim nas suas prioridades sociais e morais, e estas deveriam portanto ser o argumento principal do nosso debate”.
Parece surpreendente, e não parece muito marxista, não? Não parece para os que cultuam dogmas. Ele explica isso ilustrando com dois aspectos que considera importantes.
O primeiro é que o fim do socialismo – ele fala em fim do comunismo – implicou o desaparecimento repentino de valores, hábitos e práticas sociais que haviam marcado a vida de gerações inteiras.
Foi um inesperado e brusco terremoto social. Corretamente, ele afirma que serão necessárias diversas décadas antes que as sociedades pós-comunistas encontrem alguma estabilidade no seu modo de viver.
E que algumas das conseqüências dessa desagregação social poderão exigir ainda um tempo maior para serem combatidas.
O segundo aspecto, na visão dele, de muita importância, é que tanto a política ocidental do neoliberalismo quanto as políticas pós-comunistas que ela inspirou, subordinaram propositalmente o bem-estar e a justiça social à tirania do PIB.
Sempre o maior crescimento econômico possível, deliberadamente inigualitário. Com isso, minaram – e nos ex-países socialistas até destruíram – os sistemas de assistência social, do bem-estar, dos valores e das finalidades públicos.
O objetivo de uma economia não é o ganho. É o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim. É um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas. Um pensamento que lembra muito Celso Furtado.
“Não importa como chamamos os regimes que buscam essa finalidade. Importa unicamente como e com quais prioridades saberemos combinar as potencialidades do setor público e do setor privado nas nossas economias mistas.
Essa é a prioridade política mais importante do século XXI.” A alguns a tese de Hobsbawm, aos marxistas ortodoxos, aos que vivem com os olhos no passado, parecerá idealista. Ela, no entanto, corresponde a uma análise muito densa da situação mundial, e consegue postular uma sociedade de bem-estar a partir das potencialidades do setor público e privado, não se rendendo às teses neoliberais, próprias do fundamentalismo de mercado, e nem ao estatismo completo, que levou ao desastre final dos anos 80.
Se olharmos para o Brasil, se olharmos para o projeto que o governo Lula vem desenvolvendo, para o contraponto que se fez ao neoliberalismo do tucanato sem, no entanto, descartar o dinamismo do setor privado, encontraremos muita coisa do que Hobsbawm está defendendo.
Lula tem dito que não quer o crescimento econômico por si só. Quer que ele garanta melhores condições de vida ao nosso povo. Para que consiga tirar as pessoas da miséria absoluta, como já conseguiu com mais de 20 milhões de pessoas.
E este é um governo que tem tentado, das mais variadas formas, constituir novos valores. Sejam os referentes aos negros. Sejam aqueles ligados às mulheres. Aos jovens. Aos homossexuais. O respeito aos movimentos sociais.
A difusão de uma idéia de solidariedade social. É só olhar para o Bolsa-Família. Tudo isso representa uma visão política e moral, e aqui no sentido amplo da palavra. Creio que não é por acaso que o mundo tem voltado os olhos para o Brasil.
É porque por aqui está se desenhando, ainda em fase inicial, um novo caminho, o da revolução democrática.
A caminhada em direção a uma sociedade cada vez mais justa, cada vez mais igualitária, não é simples.
E nem é uma caminhada que se baseie em modelos acabados. Se há a idéia, e há, de uma sociedade socialista, não se pode mais imaginá-la nos termos daquilo que foi construído no século XX.
Há de ser uma proposta, que se vai construindo passo a passo, realizando transformações na vida das pessoas, e que necessariamente comporta a presença de setores não-estatais e privados, tudo subordinado ao interesse público, e onde o Estado continuará a ocupar por muito, muito tempo um papel essencial.
E com a democracia sendo o leito fundamental por onde passam essas transformações.

Fonte: Carta Capital – 21/10/09


Esquecido desde a gestão Jarbas, Recife Antigo vai ganhar um Museu do Frevo

O presidente da Empetur, José Ricardo Diniz, adiantou ao Blog de Jamildo, nesta quarta-feira, que o Recife Antigo vai ganhar um museu do Frevo.
O governador Eduardo Campos anuncia a novidade, na próxima segunda-feira.
O negócio envolve investimentos da ordem de R$ 9 milhões, na mesma linha do Museu da Lingua Portuguesa, em São Paulo.
Localizado na Praça do Arsenal, em um prédio de 3 andares, vai abrigar uma escola de frevo e o museu, sala de audição, auditório e espaço para exposições.
Também será inovador na gestão, com a adoção do mesmo modelo de organizações sociais.
Só o BNDES vai entrar com R$ 3,5 milhões, mas terá o dedo da Fundação Roberto Marinho também.

Fonte: Blog do Jamildo – 21/10/09


BH divulga propostas para a Copa 2014

Planos da prefeitura incluem transporte e renovação urbana
A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou ontem à Câmara Municipal um pacote com as medidas que pretende implementar, nas áreas de transporte e estruturação urbana particularmente, para preparar a capital mineira para a Copa de 2014.
Para melhorar o trânsito da cidade, além da expansão do metrô, estão prevista a implantação do BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus que circula em calhas, em pistas exclusivas, com capacidade para atender a 200 pessoas por veículo.
O presidente da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar, declarou que o investimento no novo sistema é prioritário, e deverá entrar em operação até 2012.
Quanto à ampliação do metrô, Victor Cesar afirmou que o projeto já está elaborado, inclusive a ligação entre a região norte da cidade com o município de Contagem, mas depende da captação de R$ 2 bilhões junto ao governo federal.
Pelos planos da prefeitura, a rodoviária atual de BH passará a operar apenas o transporte municipal e metropolitano, enquanto que uma nova rodoviária será construída, em local ainda a ser definido, e que é objeto de estudos.
Também presente à reunião na Câmara, o secretário Municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, falou sobre as melhorias urbanas que estão sendo preparadas para a recepção de pessoas do mundo todo que virão à capital mineira durante a Copa.
Ele anunciou a reforma dos passeios, nos doze quarteirões do centro expandido de Belo Horizonte, sobre a despoluição da lagoa da Pampulha, a criação de seis novas ciclovias, com cerca de 62 km de pista, e ainda da proposta de revitalização de praças e dos 69 parques municipais.
Propostas da Prefeitura
Transporte
– Expansão do metrô
– Implantação do programa Corta Caminho
– Implantação dos corredores de BRT (inicialmente na avenida Antônio Carlos)
– Gestão inteligente do Transporte Público. Funcionamento com GPS, painéis eletrônicos e câmeras Estruturação urbana
– Revitalização da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha
– Tratamento da calçada em 12 quarteirões do hipercentro da cidade
– Despoluição da Lagoa da Pampulha
– Melhorias e manutenção em praças e parques públicos

Fonte: Portal da Copa 2014 – 21/10/09