Alegra Centro completa sete anos com planos à vista

Ações estratégicas serão implantadas no bairro do Valongo, considerado o coração do Centro Histórico de Santos.

Sete anos se passaram desde que o Programa Alegra Centro iniciou, em abril de 2003, o processo de revitalização do Centro Histórico de Santos.
Desde aquela época foram investidos, na área central, mais de R$ 136 milhões, 63% dos quais oriundos dos poderes públicos municipal, estadual e federal, 31% da iniciativa privada e 6% de parcerias público-privadas.
Entre 2003 e 2009, foram abertas 2.276 empresas na APC (Área de Proteção Cultural), representando um acréscimo de 43% em relação a 2002 (3.062).
No mesmo período, o programa – criado e desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Santos (PMS) – concedeu 219 isenções fiscais aos imóveis com níveis de proteção 1 (preservação total) ou 2 (preservação fachada), que foram restaurados e ocupados com atividades econômicas.
Outros 297 passaram por obras de conservação, restauração ou reforma.
Os imóveis fechados diminuíram 44,5% e os deteriorados 36%, entre 2006 e 2009.

Plano diretor para o Valongo
Ainda há muito a fazer. “Tendo em vista o desenvolvimento aguardado já para os próximos três anos, ações estratégicas serão implantadas no bairro do Valongo, considerado o coração do Centro Histórico”, declara o prefeito João Paulo Papa.
Melhoria na iluminação pública, instalação de câmeras de monitoramento e proibição da circulação de caminhões em alguns trechos estão entre as medidas a serem adotadas.
O lance decisivo para o incremento do bairro aconteceu em 2006, quando a PMS comprou, da Rede Ferroviária Federal, um terreno de 43 mil metros quadrados, situado atrás da Igreja de Santo Antônio do Valongo.
O templo franciscano fica ao lado da antiga estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, construída pelo barão do Mauá e que hoje abriga a Secretaria Municipal de Turismo (Setur).
Cerca de 26 mil metros quadrados da área adquirida pela PMS foram vendidos para a Petrobrás, que ali erguerá um complexo arquitetônico com três torres, onde será instalada
a Unidade de Negócio de Exploração e Produção de Gás de Petróleo da Bacia de Santos.
Paralelamente surgirão o Museu Pelé, construído nos Casarões do Valongo, além do Porto Valongo, complexo turístico, cultural, náutico e empresarial de 55 mil metros quadrados, com terminal de cruzeiros, marina, escritórios, lojas, restaurantes, lanchonetes e outras instalações.

Ampliação de vantagens
Após análise técnica detalhada do Condepasa (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos), o número de imóveis com direito a incentivos fiscais do Alegra Centro aumentou de 845 para 889.
Os empreendedores interessados em investir na área central podem procurar o Escritório Técnico do Alegra Centro, na Rua XV de Novembro, 41/43, conjunto 86, 8º andar.
Técnicos da Seplan (Secretaria de Planejamento) oferecem consultoria especializada e gratuita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h30.
Em sete anos de funcionamento já foram atendidas 2.181 pessoas.

Fonte: AgoraMS – 13/04/10


Oi afirma que internet mais barata depende de incentivos fiscais

HUMBERTO MEDINA
da Sucursal de Brasília

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, informou que para oferecer internet a um preço mais barato do que o atual, como quer o governo, só com incentivos fiscais.
Hoje, segundo o executivo, o preço médio para a velocidade de 600 kbps (kilobits por segundo) é de R$ 50. “Para cair de R$ 50 para R$ 35 tem os incentivos”, disse.
Questionado sobre se a proposta da empresa para o governo envolveria um programa parecido com o “Luz para Todos” (universalização do acesso a energia elétrica), Falco disse que sim.
“É muito parecido. O governo tem mecanismos, testados e implantados. Uma das alavancas e desoneração de impostos”, afirmou. No “Luz para Todos”, há um encargo embutido na tarifa de energia paga por todos os consumidores para financiar a ligação nos locais onde não há luz elétrica.
O presidente da Oi disse que a participação ou não da Telebrás no programa de banda larga é “irrelevante”. Segundo Falco, Oi, Embratel, Intelig e Eletronet (rede estatal) têm condições de atender, sozinhas, ao mercado, mas que uma combinação de infraestruturas seria melhor.
“Se puder fazer fazer uma combinação desses backbones [rede de fibras óticas, que faz a oferta de transporte de dados no atacado] para baratear para o consumidor, é desejável.
Se usar a rede pública de graça fica mais barato. Se usar a rede pública a preço de mercado não fica mais barato”, disse.
Falco esteve reunido com o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, mas disse que não tratou do Plano Nacional de Banda Larga.

Fonte: Folha de São Paulo – 13/04/10


Empresa gaúcha lança nova versão de ônibus elétrico

Novidade circula em São Paulo e outras duas cidades estão próximas de receber o novo modelo

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul

Desde a manhã desta segunda-feira, 12, circula pelas ruas de São Paulo, SP, um novo modelo de veículo Trólebus, integralmente desenvolvido por indústrias brasileiras.
A carroça-ria, que pode ser montada com 12, 15 ou 18 metros, é feita em Feliz, pela Ibrava.
O chassi é projeto da Tutto-trasporti, de Caxias do Sul, e o motor foi desenvolvido pela Weg, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.
Ainda participam a Iluminatti, de São Paulo, que idealizou a parte eletroeletrônica, a Bosch, que entrou com equipamentos de monitoramente por câmeras e sistemas de informações, e a Dimelthoz, de Caxias do Sul, que forneceu o computador de bordo para gerenciamento técnico e operacional.
De acordo com Agenor Boff, presidente da Tuttotrasporti e da Ibrava, o grande diferencial é a possibilidade de uso de energia gerada a partir da incineração do lixo ou o gás metano, proveniente da decomposição dos resíduos, para a movimentação do veículo.
O motor usado é refrigerado a água e de alta eficiência para aplicação na linha automotiva.
Pesa 500 quilos menos que os convencionais de tração elétrica, o que permite transportar maior número de passageiros, com menor consumo de energia e possibilita sua utilização em veículos de 15 metros e articulados com 18 metros de comprimento.
O ônibus começou a ser testado em linhas da Himalaia, empresa operadora de transporte por meio de veículos elétricos na cidade de São Paulo.
Boff argumenta que o veículo passará apenas por homologação burocrática, pois tecnicamente já está aprovado. Ele adianta que negocia com mais três cidades, além de São Paulo, o fornecimento deste novo modelo. Ele reconhece que o veículo terá custo de aquisição superior aos convencionais movidos a diesel. Mas assegura que a operação se tornará muito mais barata pelo menor custo do combustível empregado e pela vida útil, que é de dez anos contra cinco dos ônibus a diesel.
O empresário também destaca alternativas técnicas em desenvolvimento de sistemas híbridos junto ao Trólebus, com motor a combustão interna de pequeno porte que produzirá energia elétrica por meio de um pequeno banco de baterias. Isto permitirá que o veículo trafegue até 50 quilômetros sem necessidade de estar ligado à rede aérea.
A Tutto e a Himalaia têm uma relação comercial de quase 15 anos.
A primeira parceria, em 1996, foi a recuperação pela Tutto de 281 unidades de Trólebus que estavam em processo de desativação.
A empresa caxiense produziu novos chassis e possibilitou seu encarroçamento com uso de todo o conjunto mecânico e revitalização do sistema eletroeletrônico.
Os veículos ainda continuam operando em São Paulo.
As unidades da nova versão substituirão alguns antigos e também ampliarão a frota.

Fonte: Jornal do Comércio – RS – 13/04/10


Solidariedade dos contribuintes portugueses sobre rodas

Em época de prestar contas ao Estado sobre os nossos rendimentos, uma boa notícia: é sempre possível optar por destinar 0,5% do seu imposto liquidado à Fundação Montepio e, assim, apoiar o seu bem-sucedido projecto Frota Solidária.

Enquanto instituição de utilidade pública, esta pode ser eleita pelos contribuintes como beneficiária da Consignação Fiscal e, pela sua natureza, está em condições de devolver à sociedade civil o valor que os contribuintes lhe atribuem.
A Frota Solidária é um “projecto bandeira” da Fundação e que nasce precisamente com o objectivo de canalizar os donativos dos contribuintes para uma frota de viaturas destinadas a resolver uma necessidade premente das instituições que é o transporte das pessoas com mobilidade reduzida. Um acto simples com resultados visíveis, facilmente demonstráveis pela excelente evolução que este projecto tem tido.
Em 2007, a Fundação Montepio recebeu, por via do Ministério das Finanças, 290 mil euros resultantes de valores atribuídos pelos contribuintes em 2005.
Esse valor foi afecto, na íntegra, à aquisição, transformação e adaptação de dez veículos automóveis, o que permitiu oferecer, a igual número de instituições particulares de solidariedade social, as viaturas necessárias ao apoio de cidadãos que se encontram em situação de vulnerabilidade.
No ano seguinte, a Consignação Fiscal ascendeu aos 436 mil euros e a decisão solidária dos contribuintes portugueses permitiu, desta feita, a aquisição, pela Fundação Montepio, de 16viaturas automóveis especiais e prontas a apoiar 16 projectos sociais.
Em 2009 e com os 421 mil euros consignados em 2006, a Frota Solidária foi reforçada, com mais 16 viaturas que apoiarão, ainda antes do Verão, a actividade de mais projectos solidários.
Para este ano, o projecto conta com uma novidade.
A Fundação Montepio desenvolveu uma parceria com a Delta Cafés, que assegurou a produção e distribuição, por todo o País, de 900 mil pacotes de açúcar alusivos a este projecto que, cada vez mais, está a andar sobre rodas.
A ideia foi alargar a comunicação junto da sociedade civil, na medida em que não há português que se preze que não beba café. E que não seja solidário.

Fonte: OJE – PT – 12/04/10


Stephen Kanitz elege os culpados pela crise econômica

No terceiro painel do 23º Fórum da Liberdade, nesta terça-feira, em Porto Alegre, o assunto proposto para o debate – a inflação – tornou-se secundário para a discussão de um tema recorrente no evento: a crise financeira mundial, desencadeada em setembro de 2008. Ao contrário da maioria dos colegas, que apontam a “ganância” como causadora da instabilidade no setor financeiro, o consultor de empresas Stephen Kanitz culpou a dívida americana aliada às políticas de juros e de incentivo fiscal, adotada a partir dos anos 80.
“Estou há mais de um ano ouvindo que essa crise foi causada pela ganância do sistema.
É mentira. O egoísmo não é suficiente para vender milhares de produtos. Pelo contrário, egoísmo não vende. Temos de analisar a goteira, o começo de tudo. A crise precisou de incentivo, que foi a dívida pública aliada às políticas de juros e de incentivo fiscal neokeynesiano”, disse o consultor, aplaudido.
Durante sua apresentação, Kanitz afirmou várias vezes seu posicionamento não liberal, ao contrário de Thomas Woods, fellow sênior do Instituto Ludwig Von Mises, que o antecedeu no painel.
“Quero reclamar de vocês, que ensinam aos alunos que milhares de produtos chegam às mesas deles na hora certa, no preço certo, graças a mão invisível do mercado.
É graças a dedicação de administradores e supervisores, que vocês negam o trabalho”, disse aos professores que acompanhavam o debate.

Estado é uma arma
Antes da injeção de ânimo de Kanitz nos administradores – afinal, ele é consultor de empresas -, Tom Woods, um colecionador de títulos de renomados institutos como Harvard e Columbia, declarou guerra ao Estado ao culpá-lo pelo “bicho de sete cabeças” da inflação.
“De 1900 até 2010, a situação da inflação só piorou. Essa desvalorização absurda do dinheiro é protagonizada pelo Estado. Aliás, o Estado nada mais é do que uma arma apontada para as nossas cabeças”, disse.
Para afastar o constante risco de inflação sobre as economias, o fellow sênior defendeu uma revisão nas leis que privilegiam o que chamou de “produção de dinheiro” nos países, principalmente nos Estados Unidos.
“Precisamos de uma nova estrutura, que impeça essa produção desenfreada de dinheiro, que o desvaloriza. No entanto, não podemos esperar isso do Estado.
Pelo contrário, temos de nos separar dele.
Todas as parcerias público-privadas deveriam ser banidas”, afirmou.
Por último, ao encerrar sua apresentação, o americano, autor do best seller New Your Times, aconselhou os administradores e empresários a investir no mercado financeiro.
“Quem quer investir no futuro não pode guardar pilhas de dinheiro.
Deve se tornar um especulador no mercado financeiro”, afirmou.

Fonte: Redação Terra – 13/04/10


Nota do Editor:
É por idéias como a deste senhor que o mundo está nesta bancarrota, dizer que o bom é especular no mercado financeiro em vez de construir infra estruturas, gerar emprego na economia real do trabalho, da livre iniciativa é no mínimo um contracenso, ele deve estar a serviço destes usurpadores da riqueza de um país que são os bancos e os especuladores de plantão, junto com seus economistas que a todo momento tentam sabotar os mercados para gerar ganhos nos mercados de capitais.


Cuba permite privatização de barbearias e salões de cabeleireiros

Centenas de estabelecimentos estatais serão alugados a funcionários que deixarão de receber salários do Estado.
O governo de Cuba decidiu permitir que funcionários de barbearias e salões de cabeleireiros do país possam a partir de agora administrar seus próprios negócios.
Todos os barbeiros e cabeleireiros trabalhando em salões com três cadeiras ou menos poderão alugar o espaço e pagar impostos, ao invés de receber um salário mensal.
“É um experimento”, disse o cabeleireiro Juan Robin Corso Suárez.
“Não posso dizer se é bom ou não. Nunca trabalhei assim, estamos apenas começando.”
O setor comercial de Cuba é famoso por conta do serviço ruim e do desvio de dinheiro levantado com serviços ou vendas.
O ex-presidente do país, Fidel Castro, nacionalizou todas as pequenas empresas em 1968.

Fonte: Da BBC – 13/04/10


Acordo militar pode ajudar Embraer a vencer disputa na Força Aérea americana

O acordo militar assinado ontem entre o Brasil e os Estados Unidos ajuda a Embraer na disputa para a venda de até 200 aviões Super Tucano para a Força Aérea americana, informou ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Esse é o primeiro acordo militar entre os dois países desde 1977, quando o entendimento anterior, assinado ainda na Guerra Fria, foi rompido pelo então presidente Ernesto Geisel. Sua existência permite que a empresa brasileira participe com alguns privilégios na seleção feita pelo governo americano.
“Existe a possibilidade de os Estados Unidos dispensarem a licitação para a compra de aviões se o país tiver um acordo militar”, disse ontem Jobim, que participou da cerimônia de assinatura do acordo militar com o seu colega americano, Robert Gates.
A Força Aérea americana abriu um processo de escolha para a compra de cem aviões turboélice de ataque, que pode ser estendida para outras cem unidades.
A Embraer já apresentou uma proposta que, se aprovada, representará a maior venda de Super Tucanos já feita pela companhia.
Uma versão básica deste avião custa entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, o que significa que o valor do contrato chega a casa dos bilhões.
Os americanos querem aviões que possam atuar em operações antiguerrilha na Colômbia.
Se a empresa brasileira vencer a disputa, terá que abrir uma fábrica nos Estados Unidos.
Jobim disse que essa disputa não tem nada a ver com o processo de escolha, pelo Brasil, dos caças que vão equipar a Força Aérea Brasileira (FAB).
A americana Boeing se candidatou a fornecer os jatos num projeto de modernização da FAB, cuja primeira fase, composta de um lote de 36 unidades, tem um valor estimado em US$ 2 bilhões. O governo americano tem feito lobby aberto em favor da Boeing. “Não queremos vincular uma coisa a outra”, disse Jobim.
Ontem, foi assinado o que se chama de acordo-quadro entre Brasil e Estados Unidos.
Sob ele, serão abrigados outros acordos entre os dois países, alguns já em vigor, como a cooperação tecnológica e o treinamento de militares.
Não há nenhuma previsão, disse, de instalação de base americana no Brasil.
Segundo o ministério, o Brasil tem acordos semelhantes com quase três dezenas de países, incluindo a Rússia.

Fonte: Valor Econômico – 13/04/10


NASA e Chrysler juntam forças e partilham tecnologia

Eudora Ribeiro

O acordo entre a NASA e a fabricante de carros pode colocar a ciência dos foguetões nas estradas e a tecnologia automóvel no Espaço.
A fabricante de carros anunciou hoje que assinou um acordo de três anos com a NASA para partilha de informação e tecnologia.
A Chrysler, que saiu renovada depois de enfrentar a falência eminente há um ano, avançou hoje que vai colaborar com a NASA em áreas como as engenharias, a robótica, sistemas de baterias, radares, entre outras.
“É uma óptima oportunidade para partilhar conhecimentos e dados em áreas onde tanto a Chrysler como a NASA têm interesse”, disse Scott Kunselman, vice-presidente do departamento de engenharia da Chrysler, em comunicado citado pela CNN Money.
A história da fabricante de carros mostra que esta não é a primeira vez que trabalha com a NASA.
Diz a Chrysler que construiu foguetões para o projecto espacial Mercury, que colocou o primeiro americano em órbita em 1961.

Fonte; Económico – PT – 13/04/10


[Blog das PPPs] Novo comentário em A.Latina apresentará à Cúpula Nuclear experiência ….‏

De: Nitschka (noreply-comment@blogger.com)
Enviada: terça-feira, 13 de abril de 2010 17:18:55
Para: augustosaboia@hotmail.com

Nitschka deixou um novo comentário sobre a sua postagem “A.Latina apresentará à Cúpula Nuclear experiência …”:

Aqui no Brasil temos os melhores exemplos de omissão e falta de estrutura na área nuclear. O Maior acidente radiológico urbano do mundo foi em Goiânia, não foi devido a nenhuma usina nuclear mas sim um aparelho de radioterapia que foi ABANDONADO em um terreno baldio!!

As formas de exposição nuclear são variadas, mas seus riscos não, até porque, segundo os estudos que temos somente o câncer pode ser diretamente vinculado, outro ponto que dificulta muito o reconhecimento das vítimas.

Qual é o custo do “progresso”? E afinal, para onde vai “tanta” energia? Estamos mirando o elefante, mas o rato também nos atinge!

Nota do Editor: Muito obrigado pela opinião prezada Nitschka, concordo com você, antes de partirmos para mais usinas atômicas temos que explorar mais o grande potêncial hídrico, eólico, solar e tantos outros que temos a disposição no país, precisamos aumentar nossa capacidade instalada para dar sustentabilidade ao nosso desenvolvimento nos anos vindouros, mas não a qualquer custo.


Rede transforma lojas abandonadas em hotel de luxo na Itália

Uma rede de hotéis descobriu uma maneira criativa de crescer em meio à crise econômica na Itália: transformando lojas abandonadas no centro de Milão em quartos de luxo.
O hotel fica no andar térreo de um prédio construído nos anos 1930 perto do centro da cidade e ocupa as quatro lojas que, juntas, formavam as instalações de um antigo escritório de administração financeira.
Agora, no lugar de mesas e escrivaninhas, estão uma cama, a cozinha, uma bancada, o armário e um banheiro.
Segundos dados da prefeitura, a cidade de Milão perdeu cerca de 500 lojas no ano passado. As vitrines fechadas são um sinal claro dos tempos difíceis.
De acordo com a União do Comércio de Milão, 15 joalherias, 18 padarias, 80 lojas de roupas e 47 papelarias fecharam as portas no ano passado.
A Região da Lombardia deve injetar no mercado cerca de 200 milhões de euros para ajudar as pequenas e médias empresas em dificuldades.
Parte deste incentivo poderá ser usado para retomar as atividades suspensas ou mudar de ramo.
A conversão destes espaços em quartos de luxo pode ser uma resposta criativa para o momento, segundo as autoridades municipais.
“Novos espaços urbanos testemunham a identidade de uma cidade. Neste caso estamos apostando na inovação e na experimentação”, declarou o secretário de Turismo, Massimiliano Orsatti.
O Town@House Street, como é chamado o novo hotel, fica numa zona nobre da cidade, no bairro de Città Studi.
A inauguração está prevista para o dia 14 de abril, data da abertura do Salão Internacional do Móvel, quando cerca de 300 mil pessoas de vários países chegam para ver as novidades do mundo do design. E muitas são obrigadas a se alojar fora da cidade por falta de quartos na rede hoteleira.
As quatro suítes de luxo possuem dimensões que vão de 35 a 50 metros quadrados. As diárias vão de 100 a 300 euros, dependendo da temporada.
O cliente entra no quarto sem passar por nenhuma recepeção.
“Pensamos a calçada como se fosse o corredor. Criamos uma osmose entre a metrópole e o ambiente interno, revolucionando o conceito de hospitalidade”, afirma o arquiteto responsável pelo projeto, Simone Miccheli.
No momento da reserva on line, o hóspede recebe um código de acesso para ser digitado na porta da rua. Com a senha nas mãos, a própria pessoa controla a entrada e a saída, sem precisar falar com ninguém. O sistema é semelhante àquele já usado pelo modelo bed&breakfast. A diferença é que o cliente se transforma no “dono” da casa e hóspede, ao mesmo tempo.
De todos os ângulos do interior do apartamento é possível ver a esquina de “casa”.
Vidros reforçados garantem a segurança contra vandalismo, servem ainda como barreira sonora. Eles permitem a entrada da luz natural mas impedem a visão de fora para dentro.
Os móveis foram construídos sob medida e criados para o projeto. As paredes são cobertas de fotografias gigantes de lugares símbolos da cidade. Em uma delas, está a foto do ponto de vista de um hóspede na janela do único hotel sete estrelas da cidade, debruçado sobre a galeria Vittorio Emanuele, distante 15 minutos de ônibus do hotel da calçada.
“Quando se viaja sozinho e você vai para um quarto no décimo-sexto andar de um hotel, a sensação de isolamento é inevitável. Agora o hospéde pode entrar em contato direto com os habitantes, com a paisagem, como estar na mesa de um bar, observar as luzes da cidade, os pedestres e motoristas. Oferecemos uma casa com as vantagens de um hotel, com os serviços de hotel num espaço próprio”, diz o idealizador do projeto, Alessandro Rosso.
Após a iniciativa pioneira em Milão, os criadores do projeto pretendem aplicar o conceito ainda neste ano em Roma, Florença, Verona e Turim.
As cidades de Nova York, Lisboa, Londres, Paris e Viena também estão na fila de espera para transformar lojas fechadas em quartos de hotel de luxo, com vista para a rua.

Fonte: BBC Brasil – 13/04/10


Fliporto 2010 troca Porto de Galinhas por Olinda

O evento, que acontecerá entre os dias 12 e 15 de novembro, irá homenagear a escritora Clarice Lispector e a literatura judaica

VI Festa Literária Internacional de Pernambuco: essa é a nova alcunha da Fliporto 2010, que saiu de Porto de Galinhas para aportar no Parque do Carmo, em Olinda.
O evento, que acontecerá entre os dias 12 e 15 de novembro, irá homenagear a escritora ucraniana radicada no Brasil, Clarice Lispector, morta em 1977. Além disso, a literatura judaica também ganha destaque nesta edição.
A mudança de local se deu pela intenção de facilitar o acesso do público.
A expectativa é de mais de 25 mil pessoas participem da feira deste ano, contra as 15 mil que participaram da edição de 2009.
A estrutura se assemelha um pouco com as de grandes feiras, como a de Paraty, no Rio de Janeiro: será montada uma tenda fechada com capacidade para 800 pessoas, na qual irão acontecer as principais palestras, que deverá ter 30 convidados.
“Queremos trazer a ideia de uma feira internacional e, para isso, é preciso que ela aconteça em um lugar que facilite a locomoção do público”, explicou o coordenador do evento, Antônio Campos.
Sobre o tema judaico, ele explicou que, desde o final da feira do ano passado, a ideia já vinha sendo composta. “É importante relatar a cultura judaica no mundo ibero-americano”, disse. Para isso, o historiador Ronaldo Vainfas, que trata do tema de Jerusalém Colonial, estará presente.
Alguns dos autores já confirmados são: o argentino Ricardo Piglia; o escritor canadense Alberto Manguel; Moacyr Scliar e Arnaldo Niskier, ambos pertencentes à Academia Brasileira de Letras (ABL).
O coordenador de programação, Mário Hélio, garantiu que a grande preocupação é convidar autores de qualidade, que garantam a grandeza desejada para o evento. É estimado que ocorra o lançamento de pelo menos 50 títulos no decorrer dos quatro dias.
Desses, ao menos 30 serão de autores pernambucanos.
Para falar sobre Clarice Lispector, talvez o nome de maior peso na feira seja o americano Benjamin Moser, que escreveu uma das biografias mais aclamadas sobre a autora, lançada ano passado. Também haverá uma exposição de fotos sobre a autora.
Para os que não conseguirem entrar na tenda principal, uma tenda aberta, com capacidade para 1.500 pessoas, contará com telões para que o público também possa acompanhar as discussões que acontecem no outro espaço.
A cidade de Olinda também deverá tirar proveito da Fliporto. O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, prometeu que, até novembro, alguns trens vão circular pelo Sítio Histórico, facilitando a movimentação dos turistas.
“Os trens já estão sendo licitados”, garantiu. Também está sendo estudado um convênio entre a feira e restaurantes, ateliês e hotéis.
Espaços como Cine Fliporto e Fliportinho continham garantidos, apesar das mudanças.
Já uma das novidades será um evento musical, que ocorrerá durante três noite, no Fortim do Queijo.
Para abertura, estão confirmadas a banda Orquestra Contemporânea de Olinda e a cantora Fortuna, de origem judaica.
A programação completa, das palestras, oficinas, autores, palestrantes e bandas, será divulgada 30 dias antes do início da Fliporto, que conta com o apoio da Embaixada de Israel.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com – 13/04/10


Temporada de caça às baleias fracassa e Japão critica Sea Shepherd

Frota caçou na Antártida metade do número previsto de baleias; guerra com ambientalistas promete recrudescer em junho

A frota baleeira japonesa encerrou ontem (12) a temporada de caça na Antártida com 507 baleias, metade das 935 previstas. O capitão da frota, Shigetoshi Nishiwaki, atribuiu o fracasso da expedição de cinco meses aos ambientalistas da entidade Sea Shepherd, informam os sites da BBC e do Guardian.
Em anos recentes, a Sea Shepherd, têm usado barcos para perseguir navios japoneses e impedir a captura de baleias. A tática de guerrilha teve seu ápice em janeiro, quando uma lancha hi tech da entidade, a Ady Gil, afundou depois de colidir com o navio arpoador Shonan Maru 2.
Nishiwaki disse ter ficado “furioso” com as investidas dos ambientalistas em alto-mar, que paralisaram a frota japonesa por 31 dias. “Eles dizem que protegem o mar, mas não se importam de vazar óleo ou deixar para trás de pedaços de barco”, disse, referindo-se à Ady Gil.
O imediato da lancha, Peter Bethune, aguarda julgamento no Japão por causa do incidente. Ele foi acusado de cinco crimes por ter invadido o navio arpoador para tentar prender, em nome da “sociedade”, o capitão do Shonan Maru 2.
A Comissão Internacional da Baleia proibiu a caça comercial dos mamíferos em 1986.
Mas uma cláusula aprovada por pressão do Japão permitiu ao país manter as expedições de baleeiros à Antártida para fins de “pesquisa científica”. As supostas sobras não usadas nas “pesquisas” são vendidas em supermercados e restaurantes.
A polêmica sobre a caça às baleias promete recrudescer em junho, quando estão previstas a nova reunião da Comissão Internacional da Baleia e o julgamento de dois ativistas do Greenpeace.
Criticada por ambientalistas, a comissão estuda suspender a moratória mundial, desde que países como Japão e Noruega se comprometam a reduzir significativamente o número de animais capturados.
A ofensiva contra os japoneses no Marrocos deve ser liderada pela Austrália, que ameaça levar o país asiático a cortes internacionais de Justiça por usar a alegação de que conduz pesquisas científicas para fraudar a proibição à caça comercial.
Este ano, com apoio de países como o Brasil, o governo australiano financiou uma expedição de cientistas à Antártida para provar que é possível fazer pesquisas sem matar os mamíferos e colher evidências de que o Japão está fraudando a moratória.
Quanto ao Greenpeace, os ativistas Toru Suzuki e Junichi Sato podem ser condenados a 10 anos de prisão pelas acusações de roubo e invasão de propriedade privada numa investigação da entidade sobre a indústria baleeira japonesa.
Ambos denunciaram empresas do setor pelo desvio de recursos públicos e de outras práticas ilegais.
Além das denúncias, o Greenpeace rebateu alegações da indústria de que a caça às baleias atende a uma necessidade cultural do país, pelo apego do consumidor à carne de baleia. Segundo a entidade, o consumo da carne do mamífero está em queda no Japão, que já teria estoques congelados de 4,4 mil toneladas. O Greenpeace estima que, com a temporada deste ano, os estoques serão reforçados em mais 1,8 mil toneladas.

Fonte: Estadão – 13/04/10


Sistema de controle da Copa 2014 é apresentado às cidades-sede

Representantes estaduais e municipais das cidades-sede do Mundial de Futebol de 2014 estão reunidos hoje, em Brasília, para conhecer o sistema de monitoramento da organização dos jogos no Brasil. e receber treinamento no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
O objetivo do Ministério do Esporte é preparar os participantes do encontro para abastecer esse banco de dados com informações que estarão disponíveis para consulta não apenas do governo federal, como dos órgãos de controle – Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público da União (MPU) – e da sociedade.
De acordo com o assessor especial de Futebol do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, o sistema de monitoramento da Copa de 2014 funcionará via internet, com uma ferramenta hospedada no Serpro, que será alimentada por informações dos gestores em cada uma das cidades-sedes e também equipes locais, contratadas pelo governo federal.
“Esse sistema terá coordenação geral no Ministério do Esporte, em Brasília, que emitirá todos os relatórios necessários para os setores responsáveis, informando o exato estágio de execução de cada obra e quais são os pontos críticos”, informou o assessor do Ministério do Esporte.
Segundo Alcino Rocha, já no segundo semestre deste ano o sistema estará aberto a consultas da sociedade e dos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União, Tribunais de Contas Estaduais, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal ou estadual, por meio de link que será aberto na página do Ministério do Esporte;
A gestão do sistema ficará com o Ministério do Esporte, mas terá participação da Casa Civil da Presidência da República, da Secretaria de Relações Institucionais, do Ministério do Planejamento, do Ministério das Cidades e de outros que participem de algum tipo de execução das obras.
O SMC – Sistema de Monitoramento a Copa Fifa 2014 – estará disponível para uso das 12 cidades-sedes da Copa a partir do dia 30 deste mês, no endereço eletrônico http://ecarpac; planalto. gov.br. Para acessá-lo será necessária uma senha, a ser obtida no próprio sistema. Alcino Rocha disse que, na primeira fase, o sistema será atualizado em períodos de 15 dias, mas até a Copa elas deverão se tornar diárias.

Fonte:Da Agência Brasil 13/04/10


Accor vai ampliar rede de hotéis em cidades-sede

Plano prevê salto de 14 mil para 23 mil leitos em seis anos

O grupo Accor Hospitality quer chegar a 23.537 leitos nas cidades-sede da Copa de 2014 nos próximos seis anos. O prazo ultrapassa a realização do evento porque também inclui o Rio de Janeiro e a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.
Atualmente a rede conta com 14.421 leitos em 73 hotéis nessas cidades. Até 2016 serão 115 empreendimentos.
Os números incluem apenas os hotéis já em construção e os que estão em negociação avançada. O que significa que esses números podem ainda ser ampliados.
“Temos hoje 18 hotéis em construção e 28 em negociação avançada”, diz Amilcar Mielmiczuk, gerente de desenvolvimento da Accor Hospitality.
“A Accor já está nessas cidades, mas queremos estar mais fortes nos próximos anos”, completa.
Mielmiczuk alerta que apenas os megaeventos esportivos que ocorrerão no país nos próximos anos não bastam para tornar novos empreendimentos hoteleiros rentáveis.
Ele ressalta que a Copa e a Olimpíada certamente aumentarão a ocupação dos hotéis, mas não garantem a sustentarão financeira do negócio no pós-evento.
“Não devemos implantar um hotél para a Copa, mas sim pela demanda natural”, alerta.
“O crescimento da oferta deve ser seletivo, porque em alguns lugares a demanda é limitada. É preciso analisar a viabilidade do terreno e os potenciais locas”, complementa.
Mielmiczuk ressalta que no caso específico do Rio de Janeiro, o número de hotéis e de leitos irá aumentar de forma significativa, uma vez que a oferta atual é limitada.
“Hoje temos oito empreendimentos em operação no Rio, nove em negociação avançada e três já em implantação. Até 2016, teremos pelo menos 20 hotéis na cidade”, revela.
Atualmente a Accor dispõe de 1.567 leitos no Rio de Janeiro e deve chegar a 3.867.

Texto de Anderson Masetto, do site Mercado e Eventos

Fonte: Mercado e Eventos – 13/04/10


Câmara Árabe quer atrair investidores ao Brasil

Seminários organizados pela entidade no Kuwait e em Abu Dhabi vão apresentar oportunidades nas áreas de turismo e infraestrutura. Ministério do Turismo, ABDIB e Banco Central participam.

Aurea Santos
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira irá promover dois seminários para investidores árabes para apresentar oportunidades de investimentos no Brasil, especialmente nas áreas de turismo e infraestrutura.
Os eventos irão ocorrer no Kuwait, nos dias 28 e 29 de abril, e em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, no dias 04 e 05 de maio. O Ministério do Turismo brasileiro e a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) também participarão dos seminários. As câmaras de comércio do Kuwait e de Abu Dhabi também estão envolvidas na organização.
Wladimir Freua, vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara Árabe, diz que, inicialmente, o objetivo dos seminários é “conscientizar o investidor árabe a respeito do Brasil”.
“Falta conhecimento sobre o tratamento dado ao dinheiro, segurança jurídica, sistema financeiro, seu grau de regulação, a política cambial, quais as garantias de retorno dos recursos, se o Brasil terá reservas. Então, o objetivo neste primeiro momento é institucional, de conscientização e sensibilização do investidor”, explica.
Serão abordados ainda os temas de investimento em infraestrutura turística, especialmente em relação à rede hoteleira, e também investimentos em infraestrutura em geral.
Freua destaca que, além das apresentações que serão voltadas para investidores qualificados, o grupo também fará visitas técnicas a investidores institucionais.
“Devemos conversar com a Kuwait Investment Authority e com o Abu Dhabi Investment Authority”, afirmou ele, referindo-se aos fundo soberanos do Kuwait e Abu Dhabi.
Ele conta que a iniciativa dos seminários surgiu de conversas entre a Câmara Árabe e o Ministério do Turismo, e que o Banco Central também estará representado nos eventos, para falar sobre assuntos como o ambiente institucional de investimentos no país, por exemplo.
Segundo ele, as escolhas de Kuwait e Abu Dhabi para a realização dos seminários devem-se ao fato de serem dois dos maiores doadores de recursos do mundo árabe.
Entre um seminário e outro, os brasileiros também participarão de uma conferência sobre turismo em Dubai.
Freua diz ainda que a idéia da Câmara Árabe é realizar um seminário como este a cada quatro meses. Os próximos eventos deverão ocorrer no Catar, Arábia Saudita, Líbano e Líbia.

Fonte: ANBA – 13/04/10


Comando de Saúde avalia saúde de caminhoneiros em Recife

Evento vai oferecer exames e testes clínicos gratuitos na manhã desta quarta-feira, na Delegacia Metropolitana da PRF, localizada no quilômetro 70 da BR-101, na Cidade Universitária

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o SEST/SENAT, realizará nesta quarta-feira (14), em todo o Brasil, o 1º Comando de Saúde nas Rodovias (CSR) de 2010.
Em Pernambuco, o evento acontecerá das 8h às 12h, na Delegacia Metropolitana da PRF, localizada no quilômetro 70 da BR-101, na Cidade Universitária, em Recife.
O principal objetivo do projeto é avaliar a saúde dos caminhoneiros e detectar possíveis problemas que possam impedir ou prejudicar a condução de veículos por essas pessoas.
A ideia é prevenir acidentes e melhorar a qualidade de vida desses profissionais.
Serão oferecidos, de forma gratuita, exames clínicos para aferição de pressão arterial, glicose, colesterol, obesidade, etilismo, tabagismo, além de testes de acuidade visual, auditiva e força motora.
A Secretaria de Saúde do Recife disponibilizará ainda, dentro da ação, vacinas contra várias doenças, entre elas a da gripe Influenza A (H1N1).
A PRF e o SEST/SENAT colocam em prática o projeto desde 2006. Ano passado, só em Pernambuco, foram realizados oito CSR. Cerca de mil pessoas foram atendidas e mais de 16.200 exames foram realizados.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com – 13/04/10


Hotel em Teerã vira balcão de negócios para empresários brasileiros

Os 86 empresários brasileiros que desembarcaram ontem (12) em Teerã transformaram o maior salão de um dos principais hotéis da capital iraniana em um grande balcão de negócios. Mesas viraram bancas de exposição de 13 setores produtivos do Brasil – desde alimentos à tecnologia de ponta – cujas amostras das mercadorias foram colocadas à disposição de cerca de 400 empresários iranianos.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje (
13) aos empresários iranianos que o Brasil quer ampliar seu mercado e escolheu o Irã.
Ele lembrou os setores que podem ser explorados pelos dois países – o alimentício, de infraestrutura, tecnologia, etanol, medicamentos, materiais de informática, além de médico-hospitalar. Também destacou as afinidades existentes entre os dois povos.
O maior salão do Parnasian Esteghal Internacional Hotel virou por um dia um grande balcão de negócios. As empresárias brasileiras se vestiram à moda iraniana – com véus cobrindo os cabelos e roupas largas para esconder o corpo – e seguiram as orientações de não olhar para os olhos nem tocar os homens.
De forma semelhante, reagiram os empresários. Ao negociar com as iranianas, os brasileiros mantiveram a distância e não olharam na direção das mulheres.
Para boa parte dos empresários, o mercado iraniano é considerado totalmente novo.
Uma das dificuldades dos brasileiros é com a forma de pagamento das operações, uma vez que várias instituições bancárias não aceitam negociar com o Irã. Para fechar negócios, os comerciantes têm de fazer uma triangulação – utilizando um terceiro país para garantir os pagamentos das cartas e linhas de crédito.
Na tentativa de buscar soluções para o impasse foi criado um grupo, com representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A comissão pretende elaborar propostas concretas de aproximação econômica entre o Brasil e o Irã numa reunião que será realizada nos próximos dias em Teerã.
A ideia é concluir as propostas antes da visita ao país do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 15 de maio. As reuniões e negociações foram acompanhadas por parte da imprensa iraniana – de televisão, rádio e agências de notícias.
Atualmente o Brasil vende para o Irã carne bovina e frango inteiro, além de milho, soja, sorgo, açúcar de cana e óleo de soja. Mas, desde 2009, houve um aumento de interesse também pelo etanol e pela construção civil. No ano passado, as exportações brasileiras para o Irã foram de US$ 1,2 bilhão.
Comparando com 2008, houve uma elevação de 7,5% nas relações comerciais entre os dois países no ano passado, quando as vendas externas totalizaram US$ 1,1 bilhão. As exportações para o mercado iraniano representaram 0,8% do total exportado pelo Brasil no período.
Do Irã, os empresários viajaram para o Egito e o Líbano, no Boeing KC 707 da Força Aérea Brasileira (FAB). Em geral, esse avião é utilizado para o transporte de tropas militares. A viagem vai durar uma semana e tem o objetivo de intensificar as relações bilaterais entre o Brasil e cada um destes países.

Fonte: Da Agência Brasil – 13/04/10


Brasil ganha espaço na estratégia das múltis

Na semana passada, estiveram no Brasil dois presidentes mundiais de grandes fabricantes de autopeças, com objetivos semelhantes: ver com os próprios olhos o desempenho dos negócios por aqui e estreitar relações com clientes no mercado que conquistou papel de protagonista na estratégia global das empresas do setor. A visita cada vez mais frequente desses executivos, contudo, não necessariamente se traduz em anúncios de mais investimentos. Câmbio desfavorável às exportações e mão de obra considerada cara, entre outros fatores que pesam no chamado “custo Brasil”, são apontados pelas empresas como obstáculos a aportes mais robustos. Pesa ainda o fato de haver excedente de produção no mercado internacional, que pode ser direcionado para o país.

“Assim como já ocorreu em outras regiões, o Brasil também terá de se tornar mais competitivo”, afirmou o presidente da Eaton, Alexander Cutler. “O câmbio traz pressão sobre as exportações, mas o mercado interno aquecido funciona por enquanto como proteção”, acrescentou. O executivo, que retornou aos Estados Unidos na sexta-feira, não esconde o otimismo com a operação brasileira. “A razão da visita é o potencial de crescimento. Estamos animados”, disse. A aposta, contudo, não deve se refletir na ampliação do parque fabril nacional, constituído por sete fábricas, ao menos no curto prazo.

Segundo Cutler, assim como se vê nas montadoras, algumas linhas estão operando perto ou no limite de capacidade. Nesses casos, a americana poderá investir para melhora de produtividade e eficiência, com o objetivo de acompanhar a expansão projetada para a indústria automobilística brasileira. Hoje, praticamente tudo o que a Eaton produz aqui é vendido no mercado interno e não há perspectiva de retomada dos embarques, conforme Cutler. “Quase não há exportação e vemos que a importação de peças cresce rapidamente”, comentou. “Ainda assim, o Brasil vai muito bem e vemos boas oportunidades por aqui nos próximos cinco anos”.

Além de Cutler, esteve no país na semana passada o presidente mundial da Dana, James Sweetnam. Ex-executivo da Eaton, Sweetnam também destacou o novo papel do Brasil para os negócios globais da empresa, bem como os desafios que terão de ser enfrentados pelo país para manter-se atrativo aos olhos das multinacionais.

Fonte: Valor Econômico – 13/04/10


Plantio de mudas comemora Dia da Árvore em Recife

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Polícia Federal de Pernambuco promove, nesta terça-feira (13), o plantio de 700 mudas de diversas espécies nativas da Mata Atlântica. A ação acontece no espaço do Jardim Botânico do Recife (JBR), localizado às margens da BR-232, no bairro do Curado, e festeja o Dia da Árvore.
O projeto da PF, denominado Carbono Neutro visa a compensar os efeitos dos gases emitidos por instituições e que acabam provocando o efeito estufa.
De acordo com a entidade, o plantio das mudas equilibra o consumo de itens como combustível, energia elétrica, passagens aéreas, papel, entre outros. Serão plantadas árvores das espécies Carolinas (100), Cupiúbas (100), Perobas d’água (100), Quiris (50), Talos Finos (50), Leiteiros (30), Sapucaranas (60), Amescoabas (40), Paus Brasil (60), Louro Canela (60) e Jatobás (50).
Segundo a assessora da Secretaria de Meio Ambiente, Ana Cláudia Lapa, além de promover o reflorestamento de uma área do Jardim Botânico do Recife, “a iniciativa visa a melhorar as condições de vida da população da Cidade.
A ação contará com a presença do secretário municipal de Meio Ambiente, Roberto Arrais, e de representantes da Polícia Federal, do IBAMA, da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Também participam da iniciativa, as secretarias de Serviços Públicos, de Educação, Esporte e Lazer, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife.

Fonte: Folha PE – 13/04/10


MP permite que Correios disputem mercado de logística comercial

O planejamento estratégico dos Correios para os próximos anos prevê uma revolução.
A Medida Provisória (MP) que o governo deverá publicar nas próximas semanas abre espaço para a estatal começar a operar em serviços de logística comercial, onde hoje operam gigantes internacionais como Fedex, DHL e UPS, e empresas nacionais como Cometa, TNT, TAM Cargo e VarigLog.
Segundo o presidente da Empresa Brasileira de Correios (ECT), Carlos Henrique Custódio, se permanecer apenas nas áreas em que tem monopólio, como cartas e informes bancários, a empresa terá valor econômico praticamente nulo dentro de algum tempo e passará a apresentar déficit que exigirá dos cofres públicos uma quantia bilionária todos os anos, como já ocorre nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina, levando ao fechamento de muitas estatais.
Para enfrentar esse cenário, nos últimos três anos a ECT elaborou um novo plano para diversificar sua atuação em logística, usando a infraestrutura que possui e principalmente sua capilaridade.
As estratégias vão desde intensificar a atuação na entrega de mercadorias compradas por meio eletrônico até vender serviços financeiros como seguros e títulos de capitalização, usando os carteiros que sobem e descem as ruas do país todos os dias.
Para isso, Custódio conta com a aprovação da MP que tem, entre seus principais dispositivos, transformar a ECT em uma sociedade por ações (SA). A empresa poderá ter subsidiárias sozinha ou também com sócios privados.
Custódio confirmou que os Correios têm interesse em montar, com a iniciativa privada, uma empresa aérea, conforme publicou o Valor no início do mês. Recentemente, a ECT sofreu seguidos contratempos com a quebra de aviões de pequenas companhias aéreas que lhe prestam serviços.
Algumas delas têm menos de cinco aeronaves, o que compromete grande parte do potencial das empresas. Os principais fornecedores no setor aéreo aos Correios hoje são: Total, Airbrasil, Rio, Trip, Gol, TAM, VarigLog, NTA, ABSA e Webjet. Com os problemas de algumas dessas empresas, entregas em todo o país têm sofrido atrasos. A ECT gasta, em média, R$ 400 milhões por ano com serviços aéreos.
Com a empresa própria, teria mais segurança sobre o funcionamento dessa malha, podendo ter mais aviões de reserva, exemplifica o seu presidente. O formato dessa empresa ainda será definido, mas estima-se que os Correios terão 49% das ações e a outra empresa, que contaria com apoio inicial do BNDES, teria 51% da participação, ou seja, o controle acionário.
O modelo societário ainda não foi definido, mas poderá ser uma Parceria Público Privada (PPP), uma joint venture ou ainda out ro formato. Os Correios possuem, atualmente, cerca de R$ 4 bilhões em capital.
Até há alguns anos, esse patrimônio permitia à empresa um certo conforto porque sua receita financeira era bastante elevada com a remuneração de juros. Nos últimos anos, porém, a ECT passou a ter mais dificuldades, mas ainda se mantém no azul.
O número de correspondências carregadas pela empresa caiu em 1 bilhão nos últimos cinco anos, o que representa R$ 700 milhões a menos na receita, por ano.
“Precisamos ter uma melhor configuração porque é claro que o volume de cartas cai significativamente, principalmente de uma pessoa física para outra.”
Custódio destaca que, apesar da queda na demanda dos Correios, a infraestrutura da empresa tem pouca elasticidade. Por ser uma estatal, a ECT não pode demitir livremente, por exemplo. Nos últimos anos, o USPS, o correio americano – que tem monopólio mais abrangente do que o da ECT no Brasil -, demitiu milhares de pessoas e estuda entregar correspondências apenas em três dias por semana.
Mesmo assim, o USPS exige bilhões de dólares do governo dos EUA todo ano para cobrir o déficit, observa Custódio. No Brasil, em 2008, entre impostos e dividendos, a ECT ainda rendeu R$ 2 bilhões ao governo.
Para Custódio, há grandes chances de os Correios serem competitivos ao concorrer com as empresas privadas de logística. “Eles atuam só no filé mignon”, afirma o presidente da ECT, referindo-se à presença maior das empresas no Sudeste, onde estão 85% do faturamento da ECT. Já foram mapeados cerca de 2 mil concorrentes da estatal nesse mercado – de empresas de motoboys a aéreas – mas, para ele, a capilaridade da estatal garante a competitividade mesmo nos novos serviços.
Não haveria custo maior para esses serviços de mão de obra ou transporte, por exemplo, já que os carteiros e os aviões dos Correios poderão ficar ociosos com o tempo.
“Com a MP, vamos até continuar a crescer, porque hoje ninguém faz o que a gente faz e ninguém consegue fazer logística mais barato.”
Um dos serviços que Custódio quer intensificar é o de assistência técnica de produtos, buscando-o na casa do cliente e levando-o para a empresa responsável. Esse serviço, chamado de logística reversa, já é adotado em fase preliminar para aparelhos celulares. Segundo Custódio, transformando-se em uma estatal SA, como hoje são Petrobras e Caixa Econômica Federal, por exemplo, os Correios buscarão novos critérios de governança corporativa.
A estatal foi o gatilho da maior crise política enfrentada pelo governo Lula, o Mensalão. Custódio descarta a abertura de capital da estatal, mas assegurou que, como SA, a ECT vai buscar maiores padrões de governança corporativa, como publicar balanços periódicos e ter maior responsabilidade social.
“Apesar do risco econômico, sempre teremos um importante papel estratégico e social por nossa presença em todo país.”

Fonte: Valor Econômico – 13/04/10