Arcoverde reúne mais de 150 atrações no São João

Festividade começa no dia 22 e, até 30 de junho, terá programação diária. Entre os nomes, Cordel do Fogo Encantado, Geraldo Azevedo, Marília Mendonça, Alceu Valença, Márcia Fellipe e Banda Magníficos

Um dos destinos consolidados e figurando o topo dos mais procurados para o período junino em Pernambuco, Arcoverde está pronto para mais uma edição de seus festejos. Com o tema “Pífano é arte, pífano é emoção… Em 2018, o som do Pífano faz a festa da Capital do São João”, a cidade homenageia a Banda de Pífanos Santa Luzia, com quase 80 anos de história. Cerca de 150 atrações vão se apresentar gratuitamente de 22 a 30 de junho nos mais de dez polos.

Com expectativa de atrair aproximadamente 60 mil pessoas circulando por todos os polos, a festa junina de Arcoverde está recebendo o investimento de R$ 2 milhões, somados os aportes públicos e privados. Entre os apoios, está a parceria com o Governo de Pernambuco, por meio da Empetur e Fundarpe. A assinatura da identidade visual da festa é do artista plástico Suedson Neiva. “Assim como nos anos anteriores, queremos manter nossas características acolhedoras e típicas, mas também abrir espaço para o atual. Por isso, a programação tem atrações de gêneros variados, mesclando destaques nacionais e o que temos de melhor em nossa cultura regional”, defende a prefeita Madalena Britto.

O Polo Multicultural, na Praça da Bandeira, é um dos mais movimentados e vai receber nomes como Flávio Leandro, Maciel Melo, Marília Mendonça, Jorge de Altinho, Mano Walter, Geraldo Azevedo, Cordel do Fogo Encantado, Alceu Valença, Magníficos e Avineh Vinny. Será nele também que 14 quadrilhas vão se apresentar no dia 25, no 2º Festival de Quadrilha Junina Capital do São João.

Além dele, os moradores da cidade, visitantes e turistas poderão vivenciar outras atividades, como ações formativas, encontros, exposições e apresentações na Estação da Cultura, localizada na antiga Estação Ferroviária. Ali próximo, está confirmada a saída da 8ª edição da Caminhada do Forró no dia 23 de junho. Também estão sendo preparados os polos Gastronômico; Vila Rio Branco, com a cenografia do tema e apresentações regionais; Pé de Serra; Artes; Poesia, Raízes do Coco, Diversão e Rubens Pastor (Antigo Forrock). Além dessas opções, o Sesc vai promover atividades na unidade durante o período.

Homenagem – fundada em 1939 por Romão Batista de Santanna, mais conhecido como Mestre Batista, a Banda de Pífanos Santa Luzia era a atração mais esperada durante a realização das novenas promovidas pela Igreja Católica em reverência a Nossa Senhora. Mesmo após o falecimento do seu fundador, o grupo se mantém com a renovação das gerações e continua difundindo o pífano no Brasil.

Trânsito – assim como nos anos anteriores, a Autarquia de Trânsito de Arcoverde vai atuar na manutenção da fluidez do tráfego e o bloqueio de ruas durante a montagem das estruturas, que já começou. A Arcotrans realizou uma série de melhorias na cidade, como o reforço na sinalização, reforma de paradas de ônibus e pintura nas faixas de pedestres.

Acessibilidade – mais uma vez, a Secretaria de Assistência Social e a Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência vão poder contar com o traslado para o evento e participar da festa com conforto e segurança. A expectativa é que uma média de 15 pessoas, com acompanhante, assista do front stage aos shows do Palco Multicultural. O espaço contará ainda com banheiro adaptado e uma equipe multidisciplinar com seis profissionais presentes a cada dia. Em 2017, o Espaço da Acessibilidade atendeu uma média de 12 pessoas por dia.

Trabalho infantil – com o objetivo de garantir a integridade e afastar crianças e adolescentes do trabalho, o Atenção Redobrada espera receber até 25 jovens por noite, em parceria da Secretaria de Assistência Social – SAS, Conselho Tutelar e CREAS. Enquanto seus responsáveis trabalham, uma equipe com mais de 20 profissionais vai cadastrar e acolher esses meninos e meninas na sede da SAS para uma programação lúdica que inclui exibição de filmes, oficinas, jogos, atividades de alongamento, entre outras.

Mulher – pelo segundo ano consecutivo a Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de Arcoverde terá a Casa Maria da Penha durante as festividades juninas da Capital do São João. O espaço é temático e tem como finalidade a divulgação das ações e serve também como local de acolhimento para as mulheres. A Casa Maria da Penha funciona na Vila Rio Branco, um dos polos mais importantes, o que torna o espaço um QG para intervenções de cunho preventivo e de distribuição de material de divulgação sobre os dispositivos de proteção da Mulher em caso de violência durante todos os dias.

Turismo – registrando taxa de ocupação de 100% nos dias de pico da festa junina, Arcoverde possui 1,2 mil leitos, entre hotéis e pousadas, credenciados pela Prefeitura. Para ampliar essa capacidade e possibilitar renda aos moradores, a Secretaria de Turismo realizou cadastramento de imóveis que foram disponibilizados para locação. A relação atualizada está disponível no site da Prefeitura.

Programação – Polo Multicultural

Sexta – 22/06

Apresentação da Quadrilha Junina Portal do Sertão

Abertura oficial do São João com homenagem e apresentação da Banda de Pífano Santa Luzia

Avineh Vinny

Luan Douglas

Sábado – 23/06

Maciel Melo

Cordel do Fogo Encantado

Felipão

Domingo 24/06

George Silva & os Pariceiros

Nanara Belo

Capim com Mel

Harry Estigado

Segunda – 25/06

II Festival de Quadrilhas Juninas Capital do São João

Terça – 26/06

Magníficos

Geraldo Azevedo

Jorge de Altinho

Quarta – 27/06

Flávio Leandro

Alceu Valença

Mano Walter

Quinta – 28/06

Valdinho Paes

Manu

Marilia Mendonça

Sexta – 29/06

Ycaro & Vitório

Wagner Carvalho

Silvânia & Paulinha

Sábado – 30/06

Marzinho de Arcoverde

Carlos & Fábio

Márcia Fellipe


Vinho é a bebida alcoólica preferida dos brasileiros na melhor idade, aponta pesquisa

Além de estar no topo da lista de consumo, a bebida também lidera quando a intenção é presentear

A chegada do inverno movimenta o comércio alimentício, especialmente o de bebidas quentes e, entre elas, o vinho ganha o maior destaque. As razões para o sucesso são inúmeras: cultura, prazer e sofisticação são apenas algumas qualidades associadas à bebida que acompanha o homem desde os tempos mais remotos. Mas, atualmente, outro diferencial chama ainda mais atenção: sua ação sobre saúde. Diversos estudos e pesquisas, apontam seu potencial protetor sobre o sistema cardiovascular e sua atuação preventiva contra outras doenças, o que já é motivo mais que suficiente para os apreciadores comemorarem, e eles são muitos. Segundo uma pesquisa especializada, a bebida que ganhou o status de amiga do coração, também conquistou o paladar dos brasileiros, especialmente na melhor idade, e, atualmente, ocupa o topo na lista de consumo. Contudo, os especialistas alertam: as evidências científicas não são uma carta branca para o exagero, pois, para alcançar estes benefícios é preciso moderação. E as recomendações não param por aí, é preciso ter atenção na escolha do rótulo para que a bebida seja uma aliada da saúde.

Amadurecimento do consumo
Que o vinho é uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo, não restam dúvidas, mas na mesa dos brasileiros ele ainda vem conquistando seu espaço. Com uma média per capta de 2 litros por ano, o consumo no país está bem atrás de seus vizinhos chilenos e argentinos, no entanto, uma pesquisa recente mostra que esse cenário está começando a mudar. O estudo exclusivo, realizado pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo, ouviu 1.360 pessoas de todas as regiões do país a fim de obter uma perspectiva da relação dos brasileiros com a alimentação e seus hábitos de consumo, e constatou que o vinho ganha a preferência quando se trata de bebidas alcoólicas.

O levantamento “Do essencial ao Gourmet” contou com uma amostra composta, em sua maioria, por pessoas da melhor idade – 56% acima dos 50 anos; 20% na faixa etária entre 41 e 50; e 24% com menos de 40 anos – e revela que a grande maioria dos participantes consome bebidas alcóolicas (79%), sendo que 33,2% deles o fazem com regularidade. De acordo com os dados, entre esse universo, o vinho é, disparado, a bebida mais apreciada (64,5%). E não para por aí, pois ele é também a principal pedida na hora de presentear (79,6%).

Segundo o estudo, mais da metade dos entrevistados revela a preferência por rótulos de origem importada e isso também se estende às outras bebidas, tanto que a cachaça, tradicional pinga brasileira, ocupa a ultima posição no ranking do consumo, no entanto, o mais curioso é que, embora a agua ardente nacional seja pouco apreciada por esses indivíduos, a intenção de presentear com ela supera o consumo.

Hábito saudável
Para a nutricionista Juliana Tomandl, essa preferência dos brasileiros pode ser muito positiva, independentemente da idade, mas antes do consumo desenfreado é preciso se atentar para alguns detalhes importantes. De acordo com a especialista, além da moderação, que é a regra principal, o consumidor também deve saber que nem todo vinho traz os mesmos benefícios para a saúde, alguns se destacam quando o objetivo é fortalecer o organismo, mas outros não são tão saudáveis quanto parecem.

“As pessoas acreditam que todos os vinhos encontrados no supermercado são produtos que que vão contribuir para a saúde, no entanto, nem todos os rótulos podem ser considerados bons para o organismo do ponto de vista nutricional. Isso porque nos processos industriais muitos químicos, aditivos e conservantes são utilizados para padronizar e aumentar a conservação da bebida, desde o cultivo da uva, até o engarrafamento. E o uso dessas substâncias impactam a saúde” – afirma a consultora da Banca do Ramon.

De acordo com a nutricionista, as vantagens da bebida são provenientes da matéria prima: a uva. A fruta possui diversas propriedades terapêuticas graças a sua concentração de polifenóis. A produção desses compostos vegetais é estimulada como resultado de um processo de defesa natural da videira, que acontece diante de agressões externas, como exposição solar e pestes. Dentre eles Tomandl explica que o que mais se destaca é o resveratrol: “Algumas pesquisas indicam que a substância possui propriedades antienvelhecimento, que protegem o cérebro e estimulam a digestão. Além disso, ela também tem potencial para regular o colesterol e diminuir o acúmulo de coágulos nos vasos sanguíneos.

Essa substância é responsável pela coloração escura da uva, mas isso não quer dizer que quanto mais tinto o vinho, melhor, pois o processo de fabricação também é determinante para qualidade. Por isso, para quem deseja incorporar a bebida como um hábito saudável, a dica é optar por rótulos com intervenções químicas mínimas, especialmente os secos que contém menos açúcar, além disso é importante observar o teor alcoólico, que não deve ser muito alto.

Entrave econômico
O Brasil possui uma indústria sólida, além de regiões como a Serra Gaúcha, de grande tradição vinícola, mas, mesmo assim, o setor sofre com a constante alta dos impostos nacionais, uma das maiores barreiras para a popularização da bebida e expansão do consumo em um país onde o preço está, erroneamente, associado à qualidade do produto. Para se ter ideia, no mercado brasileiro a composição do preço final do vinho é, em maior parte, formada por tributos.

A alta carga de impostos torna os rótulos mais custosos antes mesmo de chegarem à nossa mesa. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostram que a fatia direcionada ao governo soma 54.73% sobre o preço de uma garrafa nacional e até 74.73% do custo final de um vinho importado. Por isso, para fugir dos preços elevados, o consumo brasileiro é composto, em geral, por vinhos de baixa qualidade, que, segundo a especialista, não favorecem a saúde.

Inverno favorece o consumo
Se há uma temporada ideal para apreciar um bom vinho com certeza é a estação mais fria do ano: o inverno. Sua chegada é propícia, no mês festivo em que acontecem as tradicionais festas juninas e arraiais pelo país inteiro. Embora a bebida possa, e deva, ser apreciada durante o ano todo, as baixas temperaturas são convidativas para degustar um bom rótulo. Os motivos são muitos: além da questão cultural, fatores como harmonização e sensação de aquecimento – devido à sua função vasodilatadora – contribuem para essa associação. Nessa época do ano o vinho é ainda mais requisitado, já que é o ingrediente principal do famoso “quentão”, preparado com cravo, gengibre, canela e frutas. Segundo a nutricionista o teor alcoólico da bebida é baixo graças à redução do seu preparo no fogo. A dica para uma versão mais saudável é substituir o açúcar refinado pelo mascavo, demerara ou, até mesmo, stevia e xilitol, que são adoçantes naturais.

Fonte: Banca do Ramon


Bebida alcoólica prejudica emagrecimento ou hipertrofia?

Especialista explica o que acontece quando álcool entra no nosso corpo

Em época de festas de São João e de Copa, o que não faltam são opções de eventos open bar. O álcool faz parte das comemorações e, na maioria das vezes, é consumido de forma exagerada. Mas para quem está focado em emagrecer ou no ganho de massa muscular, é necessário ficar alerta já que a bebida pode atrapalhar nesses objetivos. “O álcool prejudica no nosso corpo porque, entre outros fatores, atrapalha na oxidação da gordura”, explica Dani Dabbicco, nutricionista da Cia Athletica.

Em outras palavras, a bebida etílica atrapalha na queima de gordura, o que prejudica na perda de peso. Além disso, as calorias do álcool são vazias, sem valor nutricional. Outro ponto a ser observado é que no dia após a ingestão do álcool, o rendimento cai e a pessoa ainda tende a comer mais e de forma não saudável, o que prejudica numa dieta mais equilibrada. Os malefícios da bebida acabam virando uma bola de nove porque danificam não apenas na hora de beber, mas também no pós.

Para a hipertrofia, a bebida dificulta a recuperação muscular, etapa importantíssima para o ganho de massa magra, já que a contração do músculo depende de íons de Cálcio. O álcool atrapalha na absorção dessa substância dentro do músculo, o que acaba comprometendo a contração efetiva e piora o desempenho. A bebida, independente de ser cerveja, vodka, whisky ou qualquer outra, também causa desidratação no corpo, o que influencia muito na hipertrofia.

Quando o álcool é ingerido, o líquido suspende a produção de um hormônio chamado vasopressina, responsável por fazer os rins saberem a quantidade de água que devem ou não soltar no corpo. Com a inibição da substância, o corpo começa a eliminar líquidos de forma demasiada o que causa a desidratação. “O indicado é que, se for beber, entre uma dose e outra, intercale com água. Isso pode ajudar a pessoa a beber menos álcool e ajuda na hidratação”, comenta Dani.


Sebrae-PE realiza evento inédito no Nordeste para aproximar investidores a potenciais franqueados

A Rodada de Investidores visa facilitar o surgimento de novas sociedades empresariais para a abertura e gestão de novas franquias de marcas já consolidadas no mercado

Com o tema “já pensou em ter sócio investidor para uma franquia?”, o Sebrae-PE realiza um evento na próxima quarta-feira (20), na sua sede, que fica no bairro da Ilha do Retiro, para aproximar um grupo de três investidores a potenciais sócios operadores de franquias. O objetivo do evento é gerar parcerias e ajudar empresários na abertura de novos negócios em sociedade. As inscrições para participar podem ser realizadas pelo site do Sebrae e o investimento custa R$ 10,00.

Pela primeira vez um evento deste tipo, com foco na facilitação de encontros entre investidores e operadores para abertura de franquias, acontece no Nordeste. A intenção do evento é auxiliar um grupo de três investidores capitalizados a encontrar sócios com disponibilidade, perfil empreendedor e coragem para assumir riscos para que, juntos, possam abrir franquias de redes de empreendimentos já consolidadas no mercado.

De acordo com Vitor Abreu, analista do Sebrae responsável pela realização do evento, a ideia da realização da Rodada surgiu a partir das necessidades dos investidores. “Tudo foi formado em cocriação entre eles e o Sebrae, a partir de uma dificuldade real do mercado, de encontrar sócios operadores para gerir franquias” afirma. “Esperamos um público de pessoas interessadas no assunto e com disponibilidade de se lançar como sócios de novas franquias, operando elas”, finaliza.

A programação do evento vai explanar o perfil que se espera dos sócios operadores, para que possam entrar em sociedade com os investidores. Cada investidor terá um tempo para falar sobre suas necessidades e o que espera encontrar nos possíveis sócios. Os potenciais sócios operadores também terão espaço para se apresentar, tentando mostrar que podem assumir a responsabilidade e entrar numa sociedade empresarial.

PROGRAMAÇÃO

-19h: Vantagens e desvantagens de ter um sócio investidor

(Apresentação das características do modelo de atuação com sócio investidor)

– 19h30: Quais os papeis do “sócio operador” e do sócio investidor?

(Ao aceitar a sociedade, como serão as atividades no dia a dia? O que caberá a cada um, principalmente ao sócio operador?)

– 20h: Apresentação dos investidores

(Rodada de apresentação, com 10 minutos para cada investidor, apresentando características e experiências, condições, perfil procurado e segmentos/marcas de interesse)

– 20h45: Rodada de negociação: Pitch

(1h de rodada para os investidores, com apresentações individuais perfis, contexto, como pretendem se dedicar ao negócio etc. 3mins de explanação e 3mins de perguntas por investidor)

SERVIÇO

Rodada de investidores em franquia

Quando: Quarta-feira, 20 de junho de 2018

Horário: 19h às 22h

Onde: Sebrae-PE | Rua Tabaiares, 360, Ilha do Retiro

Inscrições: loja.pe.sebrae.com.br/loja/evento/10101146

Outras informações: 0800 570 0800 ou 2101-8401


Compesa inicia testes do sistema implantado na segunda etapa do Olinda+Água

Pré-operação iniciou pelas ruas do bairro de Ouro Preto; até o final de junho se estenderá ao Bairro Novo, Jatobá, e parte de Jardim Fragoso e Bultrins

A rede de distribuição de água implantada na segunda etapa do projeto Olinda+Água começa a ser testada. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou esse trabalho pelas ruas de Ouro Preto (incluindo a zona rural), um dos bairros contemplados por essa fase da obra de melhoria do abastecimento da cidade de Olinda – a maior em andamento na Região Metropolitana do Recife. De Ouro Preto, os testes seguem para o Bairro Novo e, até o final deste mês, serão realizados também em Jatobá e parte dos bairros de Jardim Fragoso e Bultrins. Nesse período, de pré-operação, é possível que surjam situações pontuais de falta de água ou baixa pressão, que ao serem identificadas pelas equipes técnicas receberão de imediato ações corretivas para regularização do abastecimento. A Compesa disponibilizou um telefone exclusivo para receber solicitações via WhatsApp – (81) 99488.5119 – para os clientes dessas áreas informarem a ocorrência de falta de água em seu imóvel.

A operação plena do novo sistema implantado na segunda fase do Olinda+Água inicia na primeira semana de julho, levando benefícios ao fornecimento de água para cerca de 60 mil pessoas nesses bairros, como a melhoria das pressões e ampliação das horas de abastecimento no dia de calendário. A meta do Olinda+Água, estabelecida pelo governador Paulo Câmara, é melhorar gradativamente a prestação do serviço de abastecimento de água até que a população passe a ser atendida todos os dias, durante 24 horas. As últimas intervenções dessa fase da obra são executadas para o assentamento de rede na Rua Manoel Antônio Ferreira, no bairro de Ouro Preto, e para substituir 100 metros de uma tubulação de grande porte (500 milímetros de diâmetro) localizada na saída do Reservatório do Peludo, também em Ouro Preto.

Só na segunda etapa do projeto foram assentados mais de 24 quilômetros de tubulações, além da instalação de válvulas e macromedidores para melhoria da eficiência do controle operacional do sistema. “Uma parte fundamental dessa obra são as ações de setorização, que permitem modernizar e dividir a rede em setores distintos de abastecimento por meio de dispositivos de medição de vazão e pressão. Com esses investimentos, reduziremos as perdas e a frequência de vazamentos”, explica o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Reginaldo Lopes.

A terceira fase de obras do Olinda+Água vai iniciar no mês de julho e abrange os bairros do Sítio Histórico da cidade: Monte, Guadalupe, Bonsucesso, Amaro Branco, Carmo, Varadouro, Santa Tereza e parte dos Bultrins. Nessa etapa, está prevista a implantação de mais 25 quilômetros de tubulações. O Governo Paulo Câmara e a Compesa investem R$ 134 milhões em todo o projeto, recursos viabilizados junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). A obra beneficia mais da metade da população de Olinda, cerca de 250 mil pessoas.


Presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia é eleito empreendedor do ano no World Entrepreneur of the Year, em Mônaco

Rubens Menin é o primeiro sul-americano a conquistar a premiação

O empresário Rubens Menin, fundador e presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia, maior construtora da América Latina, foi eleito empreendedor do ano no EY World Entrepreneur Of The Year. O evento aconteceu em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, entre os dias 13 e 17 de junho, e reuniu os 46 empreendedores selecionados nos diferentes países onde a premiação foi realizada.

A escolha de Rubens Menin foi feita por um grupo independente de jurados de todo o mundo. Esse grupo foi responsável por avaliar sete itens que fizeram com que o Rubens Menin e MRV Engenharia, se destacassem durante o ano de 2017. Entre critérios analisados estão o espírito empreendedor, desempenho financeiro, direcionamento estratégico, inovação, impacto global, integridade pessoal e influência. Esses diferenciais sustentam a liderança e empreendedorismo do empresário vitorioso. Rubens Menin foi o primeiro sul-americano a conquistar esse prêmio desde que ele foi criado.

Para Menin, a conquista do prêmio de empreendedor do ano deve ser atribuída a dois fatores: ao time diferenciado que construiu a MRV com muita dedicação e comprometimento; e ao propósito da empresa de transformar o mundo e a vida das pessoas.

Rubens Menin | MRV Engenharia

Sócio fundador, CEO durante 35 anos e atual presidente do Conselho de Administração da MRV, Rubens Menin é um homem cujo sonho e espírito empreendedor redesenharam os rumos da urbanização moderna e social no Brasil e permitiram a mais de um milhão de pessoas a conquista do sonho da casa própria.

Um homem que valoriza as pessoas e que possui um propósito muito bem definido de vida: ajudar as famílias brasileiras a conquistarem um porto seguro, onde possam se desenvolver e prosperar.

A inquietação de Rubens por uma sociedade mais justa e igualitária vem de longa data. Há mais de 30 anos ele investe tempo e recursos financeiros significativos em projetos sociais no Brasil. A paixão pelo desenvolvimento social é tão grande que em 2014 Rubens criou o Instituto MRV, dedicando 1% do lucro líquido anual da empresa para apoiar outros projetos educacionais. Em três anos de existência, o Instituto já conta com números grandiosos: são mais de 1.900 voluntários trabalhando no programa e 219 mil crianças e adolescentes impactados.

Sobre a MRV Engenharia

Fundada em outubro de 1979, em Belo Horizonte, a MRV Engenharia é líder nacional no mercado de imóveis econômicos. Em 38 anos de atividades, vendeu mais de 300 mil unidades. É a única construtora brasileira presente em mais de 150 cidades de 22 Estados e no Distrito Federal. Em 2017, a companhia vendeu 40.512 unidades e lançou 37.155 imóveis.

Sobre o Prêmio

Lançado nos Estados Unidos em 1986, o programa EY World Entrepreneur Of The Year alcança hoje 60 países e mais de 145 cidades em todo o mundo. Ao longo de sua existência, já homenageou mais de 2.500 empreendedores. O Empreendedor do Ano é realizado anualmente pela EY com o intuito de enaltecer e reconhecer empreendedores inovadores e de sucesso. A empresa identifica e promove as conquistas desses líderes, exaltando o crescimento de suas empresas e o dinamismo de seus negócios a fim de fomentar a cultura empreendedora em vários países e regiões.


Quatro anos após Copa no Brasil, Pernambuco ainda tem obras inacabadas

Além de a Cidade da Copa não sair do papel, faltam ser concluídos o Ramal da Copa, TI Camaragibe, corredores Norte-Sul e Leste-Oeste de BRT

Carlos Ezequiel Vannoni

Quatro anos após a Copa do Mundo no Brasil, Pernambuco ainda tem uma série de obras inacabadas e um projeto abandonado, prometidos para serem entregues até a competição, ocorrida em junho e julho de 2014 no país. Obras que pretendiam garantir a mobilidade durante os jogos e após a competição operam até hoje na base do improviso, pois só tiveram um trecho concluído.

Além de a Cidade da Copa, projeto apresentado como primeiro modelo de cidade inteligente no Brasil, não sair do papel, faltam ser concluídos o Ramal da Copa, Terminal Integrado (TI) de Camaragibe, corredores Norte-Sul e Leste-Oeste de BRT, além do túnel da Abolição, todos localizados na região metropolitana do Recife (RMR).

O Ramal da Copa que contorna a Arena de Pernambuco, ligando ao TI Camaragibe, conta com duas partes: interna, que já foi concluída, e a externa. Esta segunda, que se estende do estádio até o terminal de ônibus, teve a construção paralisada devido a impasses na desapropriação de imóveis e também por conta das chuvas.

Já o Corredor Norte-Sul, com 33 km que ligam Igarassu ao Centro do Recife, teve apenas 26 estações entregues. Do total previsto de estações para veículos BRT, duas ainda estão em construção. A obra também inclui intervenções em terminais integrados de ônibus, a exemplo do TI de Igarassu, e alargamento de vias ao longo do corredor, o que ainda não foi realizado.

No corredor Leste-Oeste, depois de quatro anos, o serviço do terminal de passageiros da IV Perimetral não foi finalizado. Apesar de ter sido entregue, o túnel da Abolição, importante para o tráfego de veículos na Zona Oeste do Recife, também está com pendências.

Além do atraso nas obras que deveriam dar mais mobilidade na RMR, a gestão estadual não deu prosseguimento à construção da Cidade da Copa, rescindindo o contrato com a empresa responsável. Hoje, o espaço está tomado pelo mato e entulhos e a cidade planejada não saiu do papel.

Algumas obras ficarão prontas apenas em 2019
Em nota, a Secretaria das Cidades (Secid) de Pernambuco informou que as obras para a finalização do Ramal da Copa foram retomadas em 2017 com a execução das obras de conclusão do Viaduto V2. A previsão é que os serviços para essa etapa de retomada sejam concluídos no segundo semestre de 2018.

Sobre as pendências do corredor Norte-Sul, a Secid contou que a previsão é que sejam concluídas no primeiro semestre de 2019. Já o TI da IV Perimetral, que integra o corredor Leste-Oeste, tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2018.

Além disso, de acordo com a secretaria, está sendo elaborado projeto para a implantação de quatro estações BRT de Camaragibe. Com base no projeto, será realizada licitação para a contratação de empresa que execute as obras.

“A finalização do Elevado e da estação BRT Elevado Bom Pastor está com processo licitatório aberto; assim como para a contratação da engenharia de execução do serviço de iluminação do Elevado”, disse a nota.

Sobre a Cidade da Copa, a Secretaria de Administração do Estado disse, em nota, que o contrato de concessão foi rescindido pelo governo do Estado em 2016, ficando apenas a Arena de Pernambuco. “A área é de propriedade do Estado e terá, no tempo próprio, a utilização adequada”, informa o órgão.

Destak – Recife


Brasil estreia em estádio de R$ 1 bi cercado por barracos, ratos e ruínas de incêndio às vésperas da Copa

Lixo próximo ao estádio onde Brasil estreia na Copa: Bairro ao lado de estádio e encontro de torcedores da Copa está cheio de entulho, lixo e ratos | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro ao lado de estádio e encontro de torcedores da Copa está cheio de entulho, lixo e ratos | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil
Em Rostov-on-Don, onde o Brasil estreia na Copa do Mundo da Rússia, neste domingo, pelo menos dez quadras em ruínas, com barracos de madeira e muito lixo separam o principal ponto de encontro de torcedores da imponente arena Rostov, uma estrutura de vidro e metal de 51 metros, o equivalente a 16 andares, construída especialmente para o evento por 19,8 bilhões de rublos, ou R$ 1 bilhão.Esta reportagem começa por acaso, quando a BBC News Brasil chega à cidade portuária e, após perceber que não conseguiria almoçar na Fifa Fan Fest – onde as opções se resumem a cachorro-quente, pipoca, hambúrguer, refrigerante e cerveja – e decide buscar um restaurante local.

O mapa mostra que a caminhada até a beira do rio Don, cartão postal da cidade, levaria menos de 15 minutos. Mas, após menos de 100 metros, este repórter percebe que não encontrará restaurantes ou lanchonetes – nem esgoto tratado ou água encanada existem na maioria das casas do local.

Se no cercadinho oficial da Fifa há telas gigantes de led, pufs com gosto duvidoso em formato de bola de futebol, espaços climatizados para proteger convidados do calor de 34 graus e centenas de torcedores acompanhando jogos e shows em telões barulhentos, os quarteirões seguintes são marcados por silêncio e destruição.

Idosos buscam águas com baldes em torneiras nas ruas sem saneamento: Não há esgoto tratado ou água encanada na maioria das casas do local | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Não há esgoto tratado ou água encanada na maioria das casas do local | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Nas ruas praticamente desertas, idosos com as costas curvadas carregam baldes cheios em torneiras enferrujadas que aparecem em algumas esquinas.

Ratos cruzam o asfalto por onde mato e lixo avançam – não há calçadas na maioria das vias.

Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca e de pulugar – uma espécie de fermentado milenar conhecido como “vinho de pão” – se acumulam em canteiros, evidenciando o desafio que Rússia enfrenta com o alcoolismo.

Estima-se que 10 litros de álcool puro são consumidos por habitante na Rússia e três em cada 10 homens morrem por causas ligadas a bebida.

Lixo em bairro próximo ao estádio: Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca se acumulam em canteiros | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca se acumulam em canteiros | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Antigos prédios soviéticos, onde, em alguns casos, diferentes famílias compartilham o mesmo teto até hoje, convivem com ruínas de antigas chamuscadas, telhados destruídos e entulho.

Se, poucos quarteirões acima, turistas brasileiros e suíços desfilam animados com camisas de times e sacolas de compras, aqui homens e mulheres empurram carrinhos de construção com latas de tinta e tijolos de barro – é fim de semana, mas estes russos estão em jornada dupla tentando reformar casas simples, depois da semana pesada de trabalho em fábricas de construção naval, farinha, produtos agrícolas e comércio.

Área turística limpa e moderna usada pela Fifa: Na parte turística, há avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Na parte turística, há avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil As reformas tentam cobrir marcas de fogo que se espalham por toda parte. Mais tarde a reportagem consegue entender por quê.

‘Vizinhança fedida’

Rostov-on-Don fica no sudoeste russo, a 1.100 kilômetros de Moscou, em direção à tensa fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, palco de conflitos militares recentes.

Desde o século 18, o local é um dos mais importantes centros comerciais do sul da Rússia, graças à posição estratégica à beira do rio, ligando o mar de Azov ao Cáucaso – região rica em minérios e petróleo que inclui o sul russo, a Geórgia, a Armênia e Azerbaijão.

Diferente de grandes centros como Moscou e São Petersburgo, grandes cidades internacionais semelhantes às principais capitais ocidentais em termos de infraestrutura, Rostov-on-Don não está acostumada a receber turistas – muito menos estrangeiros.

Se na capital russa não é simples encontrar alguém que fale inglês, em Rostov a tarefa é quase impossível.

Para entender o que se passa no bairro pobre, a reportagem recorre a um aplicativo de tradução no celular.

Em um diálogo silencioso, delicado e triste, em que repórter e moradores se comunicam por mímica, expressões faciais e digitam perguntas e respostas em seus respectivos idiomas, a primeira descoberta sobre o local: o bairro é historicamente conhecido na região como Govnyarka, algo como “vizinhança fedida”.

A poucos metros de avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro, as quadras precárias por onde a BBC News caminha correspondem ao centro antigo da cidade, onde estivadores, migrantes pobres, alcoólatras e desempregados convivem em ocupações e casebres com moradores de classe média há pelo menos um século.

Moradia precária próxima a estádio onde Basil estreia na Copa: Sem registro oficial na prefeitura, moradias não têm saneamento nem infraestrutura - lembram baracos de favelas brasileiras ou ocupações em São Paulo | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Sem registro oficial na prefeitura, moradias não têm saneamento nem infraestrutura – lembram baracos de favelas brasileiras ou ocupações em São Paulo | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Situadas em uma área central alvo de forte especulação imobiliária, próxima a teatros, com vista para o estádio, boa parte das moradias aqui são ilegais – algo semelhante aos barracos das favelas brasileiras ou a prédios ocupados em cidades como São Paulo.

As moradias não têm registro oficial nas prefeituras, portanto tampouco contam com infraestrutura e serviços públicos como saneamento.

“Só as ruas centrais e importantes estão em ordem”, digita uma moradora no aplicativo de traduções. “O distrito antigo continua como sempre esteve. O governo não fez nada aqui para a Copa e estão todos como sempre viveram, apodrecendo.”

Uma busca no Google por Govnyarka, termo recém-descoberto, finalmente explica as ruínas e marcas de fogo nas casas de alvenaria que restaram.

Em 2017, em meio às reformas para a Copa do Mundo, à construção do estádio e com o mercado aquecido por investidores de outros estados em busca de lucros com os turistas, um incêndio sem precedentes destruiu parte do bairro central, considerado por muitos um “câncer” no coração turístico da cidade.

Ruína de edifício incendiado: Ruínas com marcas de incêndio revelam fogo que assolou o bairro no ano passado - e que pode ter sido criminoso | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Ruínas com marcas de incêndio revelam fogo que assolou o bairro no ano passado – e que pode ter sido criminoso | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil

Fogo, ameaças e 8 meses de espera

Em 21 de agosto, mais de 80 casas foram destruídas pelas chamas em uma área de 10 mil metros quadrados. O incêndio durou quase 24 horas e foi controlado por mais de mil bombeiros, apoiados por helicópteros e dois aviões.

Segundo dados oficiais, uma pessoa morreu, quase 60 ficaram feridas e, no total, 730 foram afetadas pelo incêndio – 130 delas crianças com menos de 14 anos.

Mais de 160 casas foram destruídas ou consideradas improprias para moradia.

O caso foi destaque na imprensa russa e internacional. O serviço russo da BBC, na época, conversou com moradores.

Nina Polyanskaya, que morava ali com o marido, perdeu tudo que tinha e contou que entrou na casa em chamas na tentativa de resgatar pelo menos os potes de geleia que guardava no porão.

Moradia em bairo assolado por incêndio próximo a estádio onde Brasil joga na Copa: Bairro em cidade onde Brasil joga contra a Suiça foi afetado por incêndio em 2017; mais de 650 ficaram desabrigados | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro em cidade onde Brasil joga contra a Suiça foi afetado por incêndio em 2017; mais de 650 ficaram desabrigados | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Alexander Petrovich, que voltava com a família de Sochi (onde a seleção brasileira está treinando na Rússia), acabava de comprar a casa completamente destruída.

Segundo a imprensa oficial russa, os moradores disseram na época que, no início do mês, haviam sido ameaçados por homens não identificados a venderem suas casas para a construção de hotéis para a Copa.

Em redes sociais, a população local dizia que os homens prometiam queimar as casas se os moradores não saíssem dali.

Na época do incêndio, o então Ministro de Situações Emergenciais, Valery Sinkov, disse à imprensa local que informações preliminares apontavam que o incêndio poderia ter começado a partir de uma “fonte externa de ignição”.

Uma investigação sobre “destruição deliberada ou danos à propriedade cometidos por motivos de vandalismo, por incêndio criminoso, explosão ou outro método geralmente perigoso, ou que tenha resultado na morte de uma pessoa por negligência ou outras consequências graves” foi aberta pelo Ministério Público e pela polícia local para apurar se houve negligência ou um incêndio criminoso na área.

Em janeiro deste ano, no entanto, também de acordo com a imprensa oficial, a polícia não teria encontrado evidências de crime.

No mais recente comentário oficial sobre o caso, em abril, a agência estatal RIA citou o governador da região, Ivor Gustkov, que informou que as investigações ainda não haviam sido completadas, mas que a causa “pode ter sido um incêndio criminoso”.

Passados 8 meses do incêndio, os moradores ainda não sabem o que destruiu seus lares.

Barraco em bairo próximo ao estádio da estreia do Brasil na Copa: Bairro a 15 minutos do estádio onde Brasil joga, em Rostov-on-Don, é conhecido como "vizinhança fedida" | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro a 15 minutos do estádio onde Brasil joga, em Rostov-on-Don, é conhecido como “vizinhança fedida” | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil

Indenizações

A Fifa não cita os problemas do bairro vizinho às suas instalações em Rostov-on-Don, mas descreve o local como “uma cidade moderna de um milhão de habitantes em torno do belo rio”.

“Rostov-on-Don é uma cidade jovem e fresca, com vias com nomes românticos como ‘rua Harmônica’, ‘rua Criativa’ e ‘rua da Sorte’ (…)O rio Don proporciona à cidade praias serenas e pitorescas e uma cozinha única, com peixes e lagostins”.

Na véspera e na manhã do dia de estreia do Brasil na Copa, turistas circulavam em peso pelas áreas no entorno da “vizinhança fedida”.

Depois de a reportagem tentar comprar uma garrafa d’água em um restaurante, sem sucesso, uma moradora de classe média alertou.

“Siga naquela direção que você vai encontrar um mercadinho”, disse, em inglês. “Não vá para aquele lado. É feio e perigoso. Ninguém anda ali”, continuou, apontando para o bairro à sombra da Copa do Mundo.

Em conversa pelo aplicativo de traduções com a BBC News Brasil, uma moradora da região lamentou a situação dos vizinhos.

Casa com placa de "à venda": Bairro está em região com especulação mobiliária; o anúncio nessa casa diz que ela está à venda | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro está em região com especulação mobiliária; o anúncio nessa casa diz que ela está à venda | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil “A Copa chegou e acreditamos que ela poderia deixar o que eles chamam de legado para a cidade. Mas a única coisa que mudou foram os preços dos aluguéis e do supermercado, que subiram com a chegada dos estrangeiros.”

O governo russo prometeu indenizações aos moradores de casas afetadas pelo incêncio, mas boa parte deles continuam tentando reconstruir suas casas.

De Moscou, em conversa por telefone com a reportagem, a repórter do serviço russo da BBC, Elizaveta Fohkt, conta que o governo ofereceu 46,8 mil rublos por metro quadrado de propriedade.

“Por exemplo, uma família de duas pessoas têm direito a uma casa nova de 42 metros quadrados. Isso significa que eles podem esperar 1,9 milhão de rublos como compensação – algo em torno de 30 mil dólares, ou R$ 130 mil”, explica Fohkt.

No total, o governo destinou quase 400 milhões de rublos em indenizações e novas moradias (23,6 milhões de reais).

Segundo o chefe da administração local, Vitaly Kushnaryov, 180 famílias já receberam as indenizações.

O maior problema são os moradores de barracos ou ocupações ilegais, que continuam na área em condições precárias e não tiveram direito a indenizações por problemas judiciais.

“E muita gente acredita que merece receber uma indenização maior, porque a terra ali é muito cara e atraente para investidores”, continua a repórter da BBC News Rússia.

Brasil

O debate sobre o legado da Copa para os moradores locais lembra o ocorrido no Brasil em 2014.

Em Recife, no Rio de Janeiro e outras cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, moradores denunciaram truculência em milhares de desapropriações forçadas para abrir espaço para estádios (muitos deles, em situação de abandono atualmente) e projetos de infraestrutura, como corredores expressos para BRTs (sistema de ônibus rápido) e alargamento de vias.

Somente no Rio de Janeiro, de acordo com cálculos do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas da cidade, mais de 22 mil famílias passaram por remoções ou desapropriações entre 2009 e 2015 – em processos relacionados tanto ao mundial de futebol quanto aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

BBC Brasil


Padaria para os animais de estimação no Recife

Com investimento de R$ 100 mil, loja será aberta no RioMar Shopping no próximo dia 30 e já tem planos de expansão para cidades do Nordeste

Por: Luciana Morosini

Carlota Aymar afirma que mix de produtos será bastante variado e unidade ainda terá clube de raças. Foto: Marlon Diego/Esp.DP

Que o mercado pet está em plena expansão no mundo inteiro e também no Brasil, os números estão aí para provar. O país é o terceiro mercado do mundo para produtos voltados para os animais de estimação, com 5,14% de participação, e o faturamento em 2017 fechou em R$ 20,37 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

O setor de Pet Food, de alimentos para animais de estimação, foi o que teve a maior fatia do mercado, com 68,6%. De olho nos números crescentes, Pernambuco também entra na onda e começa a diversificar os serviços voltados para o segmento. A novidade é a abertura de uma padaria focada para o mundo animal. Com investimento de R$ 100 mil, a Pet´s Padaria abre as portas no próximo dia 30, no RioMar Shopping, e a expectativa é já em 2019 ampliar os negócios com mais unidades próprias ou de franquias espalhadas pelo Nordeste.

A empresária Carlota Aymar decidiu reunir em um só lugar paixões que permeiam a sua vida. Desde pequena, viu seu pai ampliar os negócios da família com a tradicional Padaria Globo, que funciona desde 1961. Ela, depois de adulta, montou uma empresa que trabalha com alimentação, com marmitas e buffet para eventos, a Carlota Alimentos Balanceados.

E, da necessidade de fazer uma dieta mais saudável para suas duas cadelas da raça bulldog francês Anitta e Antônia, surgiu a ideia de abrir a Pet´s Padaria, aliando os três pilares. “Eu já trabalho com alimentação, tenho a tradição familiar no ramo e sei que os animais precisam de uma alimentação especial. Vi que em São Paulo já existem muitas padarias para pets e resolvi abrir uma aqui, levando em consideração que esse é um mercado que só faz crescer”.

A loja vai funcionar no piso térreo do RioMar Shopping e terá o foco na alimentação natural para os animais. “Os produtos terão produção diária e a diferença para a produção para os humanos serão os condimentos porque as regras sanitárias também são rigorosas. É preciso ter cuidado no manuseio dentro da cozinha, seguir as normas, o que muda mesmo é a receita.

O foco estará na comida de verdade e de qualidade, não vamos vender ração”, explica. O mix de produtos será bastante variado e, apesar de 80% ser voltado para cães e gatos, público-alvo, a loja também terá produtos para os demais 20% de animais. “Teremos pães, bolos, muffins, leite sem lactose e até vinhos e cervejas. Além disso, vamos ter clube de raças, com alimentos especiais para cada uma, e também kit festas porque hoje em dia os donos gostam de comemorar as datas especiais dos pets”, detalha.

A Carlota Alimentos Balanceados já conta com duas cozinhas industriais em funcionamento, uma no Espinheiro, na Zona Norte, e outra em Boa Viagem, na Zona Sul. “Na cozinha que fazemos os alimentos para os humanos, fizemos um braço para os animais. Temos todo o cuidado para não misturar a produção porque tudo que os animais podem comer, os humanos também podem. Mas o contrário não pode. Tanto que a gente testa os alimentos para animais com os humanos”, revela.

Diario PE


Ford cria jaqueta que aumenta a segurança de ciclistas

Roupa é equipada com seus próprios indicadores de direção e luzes de freio

Jaqueta inteligente está em testes nas ruas de Londres
Divulgação

A Ford criou uma jaqueta inteligente equipada com seus próprios indicadores de direção e luzes de freio para tornar as ruas mais seguras para os ciclistas. A roupa inteligente até se conecta ao smartphone para dizer aonde o usuário deve ir.

Desenvolvido por alguns funcionários da Ford com grande interesse em ciclismo, o casaco tem mangas que acendem para mostrar quando o usuário planeja virar para a direita ou para a esquerda.

A roupa se conecta a um aplicativo de navegação no smartphone do usuário, que então vibra a manga apropriada para informar ao motociclista qual caminho seguir.

A tecnologia significa que os ciclistas não precisam mais se preocupar em tentar navegar pelo telefone enquanto se concentram na rua, e também torna mais fácil para os outros usuários saberem qual é o próximo passo deles.

A jaqueta até tem uma luz de freio piscando que pode informar aos motoristas dos carros quando o ciclista está desacelerando. A roupa também permite conectar um fone de ouvido para permitir que o usuário faça ligações, ouça música ou escute para onde deve ir.

Os fones de ouvido que acompanham a jaqueta também usam uma tecnologia inovadora – transmitem o som por meio de vibração nos ossos da face, deixando a orelha livre para captar os demais sons do ambiente.

Outros recursos em desenvolvimento incluem o acesso a chamadas e mensagens por meio de gestos e comandos de voz para uso em serviços comerciais de entrega.

Desenvolvida junto com especialistas em roupas para ciclistas da Lumo e experts em softwares de mobilidade da Tome, a jaqueta inteligente está em testes nas ruas de Londres, na Inglaterra.


‘Guerra danada’, diz líder do PSDB sobre projeto de reduzir Congresso

Foto: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

Autor da proposta que quer reduzir o número de parlamentares no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, o deputado federal Nilson Leitão (MT), líder do PSDB na Câmara, disse ao Blog de Jamildo que o projeto de redução do Congresso vai enfrentar uma “guerra danada” em Brasília. Segundo o tucano, muitos “não vão querer abrir mão” das 145 cadeiras que seriam extintas apenas entre deputados e senadores caso o projeto seja aprovado. O que representaria uma economia de R$ 1,3 bilhão em quatro anos para os cofres públicos.

A avaliação do parlamentar é de que apesar do apelo da população pela redução do “inchaço” do Estado e a “sensibilidade” causada pelas vésperas das eleições, a matéria vai enfrentar muita resistência entre os congressistas. O fato da proposta ter sido apresentada a quatro meses da corrida eleitoral foi, inclusive, motivo de críticas de companheiros de Câmara, como o deputado Augusto Coutinho (SD-PE), que disse que a proposta é “oportunista e eleitoreira” já que, “por conta da anualidade, a medida só passaria a valer no pleito de 2022”.

Já Nilson Leitão afirma que o momento favorece a proposta porque, segundo ele, “dificilmente” conseguiria as 172 necessárias para que o projeto possa começar a tramitar na Câmara caso o tivesse apresentado dois anos atrás. O líder da bancada do PSDB na Câmara já começou a coletar apoio de deputados e, até esta quinta-feira (14), já tinha 150 assinaturas e apoio de líderes do MDB, DEM, PP. “Os partidos de esquerda estão com mais dificuldade para assinar. Vamos convencê-los até semana que vem”, afirma o tucano.

“Se eu apresentasse essa proposta em 2015, 2016 não traria nenhum efeito. Alguns ingredientes colaboram para que seja nesse momento. Primeiro, período eleitoral. Óbvio que tem muita gente que não gostaria de reduzir o tamanho do Congresso. O período eleitoral sensibiliza porque preciso de assinaturas para deixar a matéria tramitar. É claro que a crise que o Brasil vem vivendo também colaborou para isso (para a adesão ao projeto)”, afirmou Nilson Leitão.

Ao Blog, o deputado disse que a proposta de reduzir o Legislativo surgiu a partir da discussão sobre a viabilidade do projeto de lei de sua autoria que reduzia o PIS/Cofins sobre o óleo diesel em meio à greve dos caminhoneiros.

“Disseram que não tinham como repor isso (a redução dos tributos). E eu falei que era fácil, você precisa reduzir o tamanho do Estado. Reduzindo o tamanho do Estado, sobra dinheiro para investimentos. Sobrando dinheiro para investimentos, o País voltar a crescer com velocidade”, disse.

De acordo o parlamentar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se mostrou “muito simpático” à proposta, que deve ser protocolada nesta terça-feira (19). Caberá a Rodrigo Maia autorizar a tramitação da matéria depois de protocolada. Por ser uma Proposta de Emenda à Constitucional (PEC), ela não poderá ser votada durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, que vai até dezembro deste ano. Isso porque a Constituição não pode ser alterada enquanto um Estado estiver sob intervenção. Mas, segundo o entendimento de Leitão, a matéria poderá tramitar normalmente nas comissões da Casa.

Proposta

Segundo a proposta, o número de senadores cairia dos atuais três por cada Estado, um total de 81 representantes, para dois, acabando com 27 cadeiras e chegando no número de 54 parlamentares na Casa Alta. Nas eleições de outubro, serão eleitos dois senadores em cada Estado. “Suficiente (dois senadores por cada Estado). Já era assim antes. O Senado começou com dois e veio o senador biônico na era militar e ficaram três senadores”, ressalta.

“Os dois senadores do Acre vão ter o mesmo peso dos dois senadores de São Paulo. Então, não há porque reclamar disso porque ambos estão muito bem representados”, disse.

Na Câmara Federal, a matéria prevê uma redução nos números mínimo e máximo de representantes para cada Estado dos atuais 8 e 70 para 4 e 65, respectivamente. Com essa mudança, passariam a ser 395 cadeiras ao invés das 513 atuais. Questionado sobre a opinião de alguns especialistas de que a medida traria um impacto na democracia, o tucano disse que a matéria “não precariza nada”.

“O que não pode é aumentar (a bancada) de um Estado e diminuir de outro. Agora você diminuir de todo mundo, vai estar proporcionalmente bem representado. Está mais do que provado que os assuntos de interesse regionais mesmo de Estados menores há sempre a solidariedade dos Estados maiores”, afirmou.

Também atingidas pela proposta, as Assembleias Legislativas teriam reduzido o número total de deputados estaduais, que é de 1.059, para 804 representantes. A redução significaria uma economia de R$ 2,1 bilhões em quatro anos. Segundo o deputado, a ideia é que isso se estenda às Câmaras municipais, que não foram incluídas na proposta. “As câmaras de vereadores não entraram na cadeira porque a Constituição fala sobre teto e piso das câmaras e aí onde está o erro. Reduziram os vereadores no período lá atrás, mas não reduziram o orçamento. Tem menos vereadores e mais dinheiro”, afirmou.

Blog do Jamildo – JC


Butantan obtém patente para produção da vacina contra dengue nos EUA

O projeto para a vacina contra a dengue teve investimento total de R$ 224 milhões


Acervo Fapesp/Camilla Carvalho/Divulgação)

O Instituto Butantan conseguiu patentear nos Estados Unidos o processo de produção da vacina contra a dengue, que atualmente está na última fase dos testes em humanos necessários para que o imunizante possa ser disponibilizado à população.

A patente foi conferida em maio pelo Escritório Americano de Patentes e Marcas (USPTO, na sigla em inglês). Além de garantir visibilidade internacional ao projeto, a conquista pode significar uma inversão da lógica tradicional de importar tecnologia de países desenvolvidos, segundo comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do Butantan.

“Desta vez, será o Instituto que poderá exportar a tecnologia para o hemisfério Norte, que também vem enfrentando casos de dengue e irá demandar a vacina contra a doença. Hoje, há uma corrida entre pesquisadores ao redor do mundo para desenvolver uma vacina segura e eficaz, que possa ser produzida em larga escala. O Instituto Butantan, com a patente nos EUA, deu um passo fundamental para se estabelecer na vanguarda do processo”, diz a nota.

Desde o início, o projeto para a vacina contra a dengue teve investimento total de R$ 224 milhões oriundos da FAPESP, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Butantan e do Ministério da Saúde.

A terceira fase do estudo clínico começou em 2016 e está sendo realizada em 14 centros de pesquisa clínica, distribuídos em cinco regiões do país e envolverá até o final 17 mil voluntários. O objetivo nesta etapa é comprovar a eficácia do imunizante em proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Ainda não há data definida para a conclusão dos testes.

Dados preliminares indicam que a vacina do Butantan é segura para pessoas de 2 a 59 anos, inclusive as que nunca tiveram a doença anteriormente, induzindo o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro sorotipos. Terminada esta etapa, poderá ser feito o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A patente obtida nos Estados Unidos demonstra o nível de excelência do Instituto Butantan, no panorama internacional, comparável aos melhores centros do mundo, graças à competência obtida no desenvolvimento desta vacina. É mais um passo importante no processo de internacionalização do Instituto”, disse Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.

Por Agência Fapesp


POLÍTICOS: INÚTEIS, CORPORATIVISTAS, NEPOTISTAS, VAGABUNDOS E CORRUPTOS – Por Augusto Saboia

Os Políticos Brasileiros são inúteis, corporativistas, nepotistas, vagabundos e corruptos.

Eu falo isso e generalizo mesmos, em todos os Entes da Federação, tem que haver uma Reforma Política que eles nunca farão, para não perder os privilégios que eles mesmos nos impuseram na Constituição de 1988.

E são ajudados pelos Outros Poderes Corporativistas da Federação, o Judiciário e o Executivo, bando de vagabundos que só tem privilégios e nem um comprometimento com a sofrida população brasileira.

Não sei como melhorar essa situação, mas em todos os países do primeiro mundo onde essa situação acontecia a melhoria sempre passou por derramamento de sangue e muitas cabeças rolando do cadafalso, espero que não cheguemos a uma situação desta.


Prefeitura do Recife inicia amplo processo de participação social para atualização do Plano Diretor

A partir de hoje os recifenses são convidados a construir o Recife do futuro, contribuindo com a revisão do Plano Diretor por meio do site planodiretor.recife.pe.gov.br ou participando das oficinas colaborativa. (Foto: Irandi Souza/PCR)

Uma cidade que projeta o futuro é uma cidade em que todos planejam a maneira como irá se desenvolver. É com esse objetivo que a Prefeitura do Recife iniciou dia (15) o processo de participação social voltado para a revisão do Plano Diretor da Cidade e normas complementares. O início do processo participativo ampliado envolve um cronograma de atividades e de interação, a partir de um ambiente digital especialmente preparado para essa finalidade, buscando gerar uma grande escuta ativa e engajar a população no processo de planejamento urbano. A participação presencial inclui oficinas, reuniões técnicas, plenárias e a realização de uma Conferência Municipal. O processo de revisão do Plano tem a coordenação geral da Secretaria de Planejamento Urbano (SEPLAN), por meio do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), órgão técnico de planejamento da Prefeitura.

O Plano Diretor do Recife traça o ordenamento para o território da cidade. Ele indica as diretrizes e os instrumentos urbanísticos necessários para o desenvolvimento do município de maneira planejada e equilibrada. Por indicação legal, a cada 10 anos esse documento precisa ser mais uma vez revisado e a contribuição social é fundamental para o processo. Organismos vivos que se transformam espontaneamente, as cidades buscam no planejamento estratégico participativo a adequação das diretrizes urbanísticas capazes de organizar e direcionar o seu crescimento. A última vez que o documento foi revisado foi em 2008. De lá para cá a cidade vem se transformando e a atualização do Plano Diretor chegará para realinhar as suas direções de desenvolvimento.

Para a revisão do Plano Diretor, foi definida uma estratégia de atualização e regulamentação de um conjunto de normas urbanísticas, projeto denominado Plano de Ordenamento Territorial. A escuta pública para a revisão deste conjunto está dividida em duas grandes frentes: uma presencial e outra virtual. A participação presencial se dará por meio de um cronograma que inclui consultas públicas em cada uma das seis Regiões Político-Administrativas (RPAs) da cidade, oficinas temáticas e setoriais, além da realização de Conferência Municipal e de audiências públicas. Durante esses encontros caberá aos facilitadores sistematizar as opiniões, sugestões e críticas dos cidadãos sobre a visão de futuro que eles têm a partir das suas vivências e do sentimento de pertencimento em relação à cidade.

Já a participação virtual inclui um ambiente digital especialmente criado para concentrar as informações referentes à revisão do Plano Diretor. Nele é possível ter acesso aos detalhes sobre o processo de atualização do documento e também contribuir, nesse caso de duas formas: pelo site planodiretor.recife.pe.gov.br e pelas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube. Esses canais trarão em tempo real a cobertura de cada etapa de construção coletiva a ser realizada, sendo possível interagir em todas elas. Transformação com participação. A abertura desses canais interativos busca dar maior diversidade nas discussões sobre os ativos que se pretende valorizar. Assim, o Recife passará a contar com instrumentos urbanísticos mais contemporâneos tornando-se, também, uma cidade mais sustentável.

A participação e o controle social estão sob a coordenação do Conselho da Cidade e por um grupo técnico instituído para o acompanhamento das diversas etapas do processo de revisão. O Conselho é composto por 45 representações da sociedade civil e do poder público, sendo o grupo de trabalho formado por 16 dessas representações.

“Formatamos as bases e os insumos necessários para iniciar o processo coletivo de pensar, de projetar o Recife do futuro. O Plano Diretor precisa deixar um legado para o desenvolvimento da cidade, assumindo compromissos concretos na perspectiva da redução das desigualdades sociais e econômicas expressas de diversas formas em todo nosso território”, explica Antônio Alexandre, secretário de Planejamento Urbano do Recife. “Uma cidade humana, sustentável, inovadora, preservada e integrada. Esse é o modelo de cidade que buscamos inserir nas diretrizes da revisão do Plano Diretor”, finaliza o secretário.

O conteúdo levantado a partir das escutas públicas será consolidado em cada etapa, constituindo a base para as proposições que serão discutidas na Conferência municipal e nas audiências públicas. Os projetos de lei decorrentes desse debate serão remetidos para a apreciação e votação da Câmara Municipal.

Plano de Ordenamento Territorial – Faz parte do Plano de Ordenamento Territorial as revisões do Plano Diretor do Recife (2008), da Lei de Parcelamento (1997) e da Lei de Uso e Ocupação do Solo (1996). Além deles, faz parte do trabalho a regulamentação da Outorga Onerosa do Direito de Construir, da Transferência do Direito de Construir e o Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórias e Imposto Predial Territorial Progressivo (IPTU Progressivo).

As Leis de Parcelamento e de Uso e Ocupação do Solo são instrumentos que orientam, em conjunto com o Plano Diretor, a forma e a intensidade da ocupação do solo na cidade pelas edificações. Estabelecem também limites, visando a conservação do meio ambiente e patrimônio histórico e cultural existente na cidade. Por fim, possibilita prever os impactos gerados por empreendimentos de maneira a apontar as medidas necessárias para minimizá-los.

No mesmo sentido, os instrumentos urbanísticos, regulamentados no Plano Diretor, atuam de maneira específica na solução de problemas que atingem parcelas do território do município. A sua aplicação coordenada possibilita a conservação do patrimônio cultural e ambiental, assim como a captação de recursos para investimentos públicos voltados para a produção de moradias, urbanização de favelas, implantação de infraestrutura e equipamentos urbanos e melhorias no sistema viário e transporte público.

Resgatando o planejamento – Ao longo desses cinco anos, a Prefeitura do Recife vem investindo e recuperando a sua capacidade de planejar a cidade. Estudos, regulamentações previstas no próprio Plano Diretor, planos e políticas setoriais representam os insumos que para o planejamento de um modelo de desenvolvimento que prepara o Recife para o futuro.

Dentro desse conjunto, a Prefeitura já concluiu alguns trabalhos e outros estão em pleno curso, prestes a serem finalizados. Já foram concluídos: o Atlas de Comunidades de Interesse Social (Mapeamento de Áreas Críticas), Sistema Municipal de Unidades Protegidas (SMUP), Zona Especial de Preservação Histórica da Boa Vista, Plano Urbanístico Específico Cais de Santa Rita, Cais José Estelita e Cabanga, Plano Municipal de Saneamento Básico, Política Municipal de Meio Ambiente, Política de Sustentabilidade e Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Também foi nesta gestão que foi criado e instituído o Conselho da Cidade.

Dentre as peças que estão em fase de elaboração estão: o Plano de Mobilidade Urbana, Plano Local de Habitação de Interesse Social, Projeto Recife 500 Anos, Plano de Preservação do Patrimônio Cultural, Plano Centro Cidadão (em fase final), Planos de Manejo das Unidades de Conservação da Natureza, Parque Capibaribe – tendo uma parte do seu planejamento já executado: Jardim do Baobá -, Projeto Centralidades, Estudos de Impacto de Vizinhança.

Cronograma das Oficinas Colaborativas:

RPA 2 – 19/06

Local – Escola de Referência em Ensino Médio Nóbrega (Encruzilhada)

Bairros: Água Fria, Alto Santa Terezinha, Arruda, Beberibe, Bomba do Hemetério, Cajueiro,Campina do Barreto, Campo Grande, Dois Unidos, Encruzilhada, Fundão, Hipódromo, Linha do Tiro, Peixinhos, Ponte de Parada, Porto da Madeira, Rosarinho e Torreão.

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RPA 3 – 20/06

Local – Escola Estadual Dom Vital (Casa Amarela)

Bairros: Aflitos, Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Apipucos, Brejo da Guabiraba, Brejo de Beberibe, Casa Amarela, Casa Forte, Córrego do Jenipapo, Derby, Dois Irmãos, Espinheiro, Graças, Jaqueira, Guabiraba, Macaxeira, Mangabeira, Monteiro, Morro da Conceição, Nova Descoberta, Parnamirim, Passarinho, Pau Ferro, Santana, Sítio do Pintos, Tamarineira e Vasco da Gama.

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RPA 5 – 21/06

Loca a definir

Bairros: Afogados, Areias, Barro, Bongi, Caçote, Coqueiral, Curado, Estância, Jardim São Paulo, Jiquiá, Mangueira, Mustardinha, San Martin, Sancho, Tejipió e Totó.

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RPA 6 – 25/06

Local – Escola Municipal Carlúcio Castanha (Ibura)

Bairros: Boa Viagem, Brasília Teimosa, Cohab, Ibura, Imbiribeira, Ipsep, Jordão e Pina.

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RPA 1 – 26/06

Local a definir

Bairros: Bairro do recife, Boa Vista, Cabanga, Coelhos, Ilha do Leite, Ilha Joana Bezerra, Paissandu, Santo Amaro, Santo Antônio, São José e Soledade.

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RPA 4 – 28/06

Local – Escola Municipal Darcy Ribeiro (Cordeiro)

Bairros: Caxangá, Cidade Universitária, Cordeiro, Engenho do Meio, Ilha do Retiro, Iputinga, Madalena, Prado, Torre, Torrões, Várzea e Zumbi.


Trabalhadores da Disneylândia reivindicam salário digno

“Os lucros da Disney não aparecem magicamente, eles são obtidos pelos funcionários, que trabalham duro para assegurar que os visitantes tenham uma experiência feliz”, diz o texto da carta entregue pelos trabalhadores

Foto: Divulgação/Walt Disney World

Trabalhadores da Disneylândia foram nesta sexta-feira (15) à sede corporativa da empresa para entregar uma carta com mais de 120.000 assinaturas pedindo um salário digno, disseram os organizadores.

A pequena delegação que foi a Burbank, perto de Los Angeles, representando as “centenas” de pessoas que, segundo o sindicato, protestaram um dia antes no parque de diversões em Anaheim.

“Os lucros da Disney não aparecem magicamente, eles são obtidos pelos funcionários, que trabalham duro para assegurar que os visitantes tenham uma experiência feliz”, diz o texto da carta. “Esses ganhos devem ser compartilhadas com as pessoas que fazem que isso aconteça”.

A petição afirma que a Disney está obtendo de maneira inesperada 1,5 bilhão de dólares em um ano, pelos cortes de impostos do presidente republicano Donald Trump, e se queixa que os trabalhadores não deveriam ser forçados a “dormir em seus automóveis”.

A companhia ofereceu a 9.500 de seus 30.000 funcionários – que diz que ganham mais que o salário mínimo de 11 dólares a hora – um aumento gradual de 36% que chegaria a 15 dólares em 2020.

Por: AFP


Bicicletas compartilhadas sem estações de travamento

Serttel criou um novo sistema de compartilhamento, no qual as bikes têm travamento próprio e podem ser liberadas e devolvidas em áreas predefinidas

Por: Luciana Morosini

Angelo Leite afirma que novo sistema facilita encontrar a bicicleta e permite viagens mais flexíveis. Foto: Thalyta Tavares/Esp.DP

A Serttel, empresa pernambucana pioneira na América Latina em sistema de bike sharing, criou um novo sistema de compartilhamento de bicicletas e a novidade é que elas não precisarão de estações de travamento. As próprias bicicletas têm um sistema de travamento próprio e podem ser liberadas ou devolvidas em áreas pré-determinadas na cidade. O novo modelo já está sendo testado em Fortaleza, no Ceará, como projeto piloto e se prepara para ser implementado em São Paulo. Ainda não há previsão de chegada no Recife, já que a capital pernambucana ainda não tem uma legislação que regulamenta o uso de sistemas diferentes para bikes compartilhadas, mas a possibilidade não está descartada.

Para Angelo Leite, presidente da Serttel, esse novo sistema é uma evolução do projeto de bicicletas compartilhadas. “As estações são conectadas à internet e, com a evolução da internet das coisas, todo o sistema de controle e travamento vai para a própria bicicleta. Na China já se usa muito e também já está evoluindo para a Europa e Estados Unidos. É bom porque é mais fácil de localizar a bike e as viagens podem ser mais flexíveis e feitas de uma porta para outra”, explica. A bicicleta tem um GPS e o aplicativo localiza a mais próxima. “O usuário vai até ela, um código de barras é lido através do celular, a informação vai para o sistema e volta para a bicicleta e ela destrava com um sistema mecânico que tem na roda dela. Ela pode ser usada e, ao finalizar a corrida, a viagem deve ser encerrada e a bike travada”, detalha.

Para cada projeto a ser implantado, podem ser feitas aplicações específicas. “Do ponto de vista tecnológico, podemos fazer qualquer coisa. Os projetos mais tradicionais têm uso limitado em uma ou duas horas, mas outros permitem até que a bicicleta seja levada para casa. A questão é que a tarifação é feita pelo tempo de uso”, afirma Angelo Leite. A questão da segurança também foi levada em consideração. “Se existem roubos nas estações, este tipo de sistema é mais vulnerável porque a bicicleta não está presa. De todo jeito, ela é completamente monitorada, há condição de rastreio e isso pode ser um inibidor. Além disso, o custo da implementação, por não precisar das estações, é mais barato e suporta um pouco mais roubos e vandalismo por compensar nos custos”, ressalta.

Outro ponto importante é o da organização da cidade e, para isso, as bicicletas só poderão ser deixadas em pontos específicos da cidade, estabelecidos nas normas.”O sistema vai indicar os pontos da cidade onde as bikes podem ser deixadas e, se estiver fora da área, o aplicativo não permite. Além disso, se o usuário deixar de forma não adequada, a empresa precisa retirá-la em até 48h porque as operadoras têm a responsabilidade da limpeza. Mas vale lembrar que o usuário não consegue finalizar, então a tarifação segue”, completa. Justamente por conta desta regularização que o sistema será implantado de forma gradual nas cidades brasileiras, já que são necessárias normas de uso.

Sistemas tradicionais que utilizam estações continuarão sendo utilizados. Foto: Cristiane Silva/Esp.DP/Arquivo

Cidades precisam regulamentar normas específicas

O sistema de compartilhamento de bicicletas sem estações já está em funcionamento em Fortaleza, no Ceará, no projeto piloto Bicicletar Corporativo. Através dele, os funcionários da prefeitura têm acesso às bicicletas para deslocamento para reuniões e no trajeto entre a casa e o trabalho. “São 50 bikes usadas pelos servidores para circular entre as secretarias e elas podem ser travadas e destravadas nesses locais de forma livre”, conta o presidente da Serttel. O novo sistema está previsto para chegar em agosto na capital paulista. “São Paulo fez uma legislação específica para bicicletas compartilhadas permitindo que operadores possam implementar o projeto com sistemas diferentes. É uma evolução na legislação da cidade para oferecer mais possibilidades”, garante Angelo Leite. Para ele, o exemplo da capital paulista pode ser um incentivo para as demais cidades brasileiras, inclusive para o Recife. “As cidades estão estudando e evoluindo muito rapidamente e, com o início em São Paulo, outras cidades vão entender a concepção de novas regulamentações, para sistemas com estações ou sem”, acredita.

Modelos
A Serttel conta com um grupo de 40 engenheiros no Parque Tecnológico de Eletroeletrônica de Pernambuco (Parqtel) que trabalha em vários produtos, com investimento anual em todos eles de R$ 3 milhões. A empresa pernambucana fabrica, implanta e opera sistemas de bicicletas compartilhadas, integrando aos sistemas de transporte e de estacionamentos públicos, oferecendo alternativas mais sustentáveis. E, mesmo com a criação do sistema de bicicletas compartilhadas sem estações para travamento, a Serttel, que atua em todo o país, vai manter o sistema mais tradicional, com as estações.

“Estamos começando a colocar no mercado opções de sistemas sem estações ou discutindo esse sistema. Mas a ideia é poder utilizar ou não as estações de travamento”, explica Angelo Leite. Os sistemas de compartilhamento de bicicletas são ações do poder público local em parceria com a iniciativa privada. Já foram implantadas 1.025 estações, contratadas 10.420 bicicletas e, até abril deste ano, foram registrados cerca de três milhões de cadastros.

Diario PE


Marie Mercié: Confecção de moda cresce no meio de engenho em Itambé

Com 33 anos de operação, MM Special, que funciona em um engenho localizado em Itambé, emprega 300 funcionárias da região

Mércia Moura iniciou a confecção em 1985 e hoje atende a todo o país e também já iniciou exportação. Foto: Rodrigo Lobo/Divulgação

Quando trabalhamos um sonho, fazemos algo sustentável”. Essa foi a resposta de Mércia Moura quando questionada sobre o crescimento de sua marca, Marie Mercie. Comodismo nunca foi seu forte. Oriunda de uma tradicional família do interior pernambucano, Mércia cresceu em Timbaúba, cidade da Zona da Mata pernambucana. Aos 12 anos passou a frequentar um colégio interno no Recife, só para meninas. Casou no mesmo ano em que passou no vestibular para a faculdade de desenho industrial da Universidade Federal de Pernambuco. O curso ficou pelo meio do caminho ,mas foi justamente do casamento que surgiu o negócio. Ou melhor, do local onde moravam.

Mércia e o marido moravam no engenho Pangauá, na cidade de Itambé. Um lugar com 1,5 mil hectares. Mesmo após a chegada dos filhos (Paulo Gustavo, Filipe e Marisa), Mércia sentia falta de algo que fosse além das atividades de dona de casa. Nos arredores do terreno do engenho, ela conheceu Nelita, uma costureira da região. Além dela, Penha, Aldenita, Tezinha e Vera, todas funcionárias da fazenda. Foi daí que surgiu o negócio. “Reuni as meninas, coloquei todo mundo em uma caminhonete e digiri até a casa de uma tia que trabalhava com moda para aprendermos o básico do ofício. Decidimos trabalhar com camisas e batizei a marca de MM Special, selo hoje usado para o atacado. Meu sogro, vendo meu empenho, me ofereceu a casa-grande do engenho, que estava desocupada, para que eu pudesse iniciar a produção”, conta.

A empresa iniciou em 1985 com a produção de blusas femininas. A inspiração para os desenhos das peças estava na década de 1970. “Foi uma época que eu vivi. Então eu pesquisei e montei a coleção. Meu primeiro cliente foi Assis Farinha, que estava à frente da loja Ele e Ela. Ele aceitou dar uma olhada no material e aí comprou. Foi o nosso começo”, relata cheia de orgulho. Um ano depois, já eram mais dez costureiras contratadas. “Nesse ano, minha mãe soube de uma feira de confecção na Alemanha aonde iriam algumas marcas do Brasil e me incentivou a participar. Enviamos uma coleção de uns 12 modelos. A MM Special foi a única empresa do Nordeste que participou e recebeu encomendas. E aí começamos de fato a crescer”.

E assim a casa-grande do engenho Pangauá foi ficando de lado e se transformou em uma confecção de grande escala. Hoje são mais de 300 empregados diretos, sendo 180 costureiras. Por dia, são produzidas 1.100 peças. “Por ano são três coleções lançadas. Os desenhos são enviados para a nossa distribuidora e a produção das peças saem de acordo com a demanda. O que vai acabando nas lojas, nós vamos repondo. Todo dia repomos as peças nas lojas, de acordo com a demanda que temos”, relata.

Capacitação

Com o crescimento da confecção e da necessidade de uma mão de obra qualificada, Mércia deu início a um outro projeto dentro dos terrenos do engenho: uma escola de capacitação. Todas as mulheres que frequentam ganham um salário mínimo. “Grande parte dos funcionários chegou na empresa sem saber de nada do escopo de trabalho, mas hoje não pensa em fazer outra coisa da vida, apenas acompanhar o crescimento da marca”, diz. Por ano são abertas três turmas, cada uma com capacidade de 12 meninas. Os cursos têm duração de um quadrimestre.

Lojas físicas para varejo são consolidação do projeto

A primeira loja da MM Special foi inaugurada em São Paulo, no Bom Retiro. A unidade se tornou o carro-chefe da confecção, funcionando até hoje, sempre voltada para o atacado. Em 2002, surgiu a segunda marca, a Maria Mercié, com vendas exclusivas para o varejo. E aí mais duas lojas físicas foram inauguradas, uma no Shopping Recife e outra no RioMar. As duas unidades receberam um investimento de R$ 3 milhões.

“As lojas são a base para o nosso projeto de franquias. Não lançaremos agora, mas está no nosso planejamento. Estamos fortalecendo clientes nos pontos de vendas que já existem. Antes da franquia, investiremos no e-commerce, isso deve vir este ano. Estamos formulando e pensando neste projeto. Também avaliamos a possibilidade de inauguração de uma loja física em São Paulo voltada para o varejo. Está nos nossos planos”, conta Mércia Moura.

No ano passado, a empresa registrou um crescimento de 20% nas vendas. Este ano, a expectativa é manter o ritmo de crescimento. “Novembro de 2017 foi o melhor dos últimos cinco anos. O ano passado percebemos que nossas pesquisas foram muito acertivas”, afirma Mércia. Pelos cálculos da empresária, 90% do que é fabricado é enviado para São Paulo e de lá é distribuído para outros mercados. “Quase 40% do que se distribui lá, fica em São Paulo”, calcula. Fora do país, a empresa já vende os produtos para Argentina, Chile, Angola, Estados Unidos, França, Portugal e Canadá.

Independente do mercado, a MM tem como carro-chefe as camisas femininas. Entre as características das peças estão informações de moda regionais, como transparências de rendas, renascenças, bordados e rechilieu. “Cada produto passa pelas mãos de, no mínimo, dez pessoas até ficar pronto. Isso dura um tempo médio de 15 dias devido o cuidado artesanal dedicado a cada peça”, enfatiza a empresária.

As inspirações para cada coleção vêm do mundo e da região. São lançadas anualmente três coleções com cerca de 80 peças cada: inverno, verão e uma coleção cápsula para alto verão inspiradas nos principais desfiles das semanas de moda de Paris, Londres e Nova York e também regionalismo do Nordeste.

Por: Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco


Usineiros do Nordeste querem vender etanol diretamente aos postos

Medida simplificaria a logística e reduziria o preço do combustível para os consumidores em até R$0,20 por litro


Renato Cunha do Sindaçúcar-PE: “Não somos contra as distribuidoras mas queremos modernizar o mercado”
Acervo/JC Imagem

Se as usinas pudessem vender o etanol hidratado diretamente aos postos de combustíveis, o preço do produto para o consumidor poderia cair entre R$0,15 e R$ 0,20 por litro. O cálculo é do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Junto com outras sete entidades que reúnem produtores de álcool do Nordeste, o Sindaçúcar-PE emitiu uma nota conjunta, para rebater argumentos de alguns produtores do Sul, divulgados ontem pela imprensa, que querem manter o mercado como é atualmente: com as usinas tendo que vender o etanol para distribuidoras, que então repassam o combustível vegetal ao revendedor final.

Na próxima semana, o Senado irá votar o Projeto de Decreto Legislativo 61/2018, que autoriza a venda direta de etanol hidratado de usinas para os postos. Apoiam a flexibilização das vendas: Sindaçúcar-PE, Sindicato da Indústria de Álcool dos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, Sindaçúcar-PI, Sindaçúcar-BA, Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, União Nordestina dos Produtores de Cana de Açúcar, Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar de Alagoas, Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar do Rio Grande do Norte .

ETANOL

“Esta proibição vem desde a criação do Pró-álcool pelo governo, há 40 anos. Já merecia ser revisto há muito tempo. O mercado se modernizou, o processo de distribuição também precisa se modernizar”, argumenta Renato Cunha. Como exemplo da intrincada logística que hoje é obrigatória para que o etanol chegue aos postos, o combustível vegetal produzido em uma usina em Timbaúba, Zona da Mata Norte do Estado, não pode abastecer diretamente um posto na vizinha cidade de Goiana. “O etanol tem que fazer uma viagem de cerca de 150 quilômetros, até Suape, em Ipojuca, para uma simples troca de nota na base da distribuidora para então voltar a Mata Norte. Não há análise de qualidade, nada, só uma viagem de 300 quilômetros, ida e volta. Um atraso em termos de racionalização de custos”, diz Renato Cunha.

O presidente do Sindaçúcar afirma ainda que os produtores de álcool do Nordeste não estão contra as distribuidoras. A medida de flexibilizar a distribuição serviria apenas para o etanol hidratado (utilizando como combustível nos carros com motor flex). Já o etanol anidro (sem adição de água), continuaria seguindo para a base de distribuição, no porto de Suape, para ser adicionado a gasolina.

O governo anunciou ontem(15), que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), criaram um grupo de trabalho para estudar a viabilidade de mudanças na estrutura do mercado de combustíveis do Brasil. Na nota divulgada pela ANP, consta que “está no escopo do grupo de trabalho a promoção da concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira”. Além do Decreto Legislativo 61/2018 que será apreciado na próxima semana, há outros cinco projetos de lei sobre o mesmo tema tramitando entre a Câmara Federal e o Senado.

JC Economia


Bairros de Casa Forte e Boa Vista recebem intervenções de moradores

Movimento Casa Forte Mais Segura e Coletivo Massapê colocaram a mão na massa, neste sábado, para melhorar áreas públicas degradadas

Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales, na frente da Igreja da Soledade, foi pintada e ganhou uma estação de leitura

Foto: Melina Motta / Coletivo Massapê/ Divulgação

Em Casa Forte, Zona Norte do Recife, entre as Ruas Flor de Santana e Harmonia, um terreno cheio de lixo e metralhas foi limpo e ganhou mudas de plantas. Na Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales, na Boa Vista, área central da cidade, as novidades foram a pintura colorida do chão e a colocação de um estante de pallet com livros novos que poderão ser levados gratuitamente ou trocados por outros. Os dois espaços públicos receberam melhorias na manhã deste sábado, numa ação conjunta entre moradores e a gestão municipal. Um dos objetivos do projeto Recife dos Encontros é estimular a participação popular no resgate de áreas degradadas da capital pernambucana.

“Vamos transformar os vazios urbanos, que estão ociosos, em locais de convivência, tendo o cidadão como protagonista desse processo”, destacou o secretário-executivo de Inovação Urbana do Recife, Tullio Ponzi. “Estamos abertos a sugestões de ações em outros locais do Recife. Mas é importante que as pessoas não façam só a reivindicação e sim estejam dispostas a colocar a mão na massa”, comentou o secretário.

A ação na Zona Norte partiu da mobilização do Movimento Casa Forte Mais Segura, formado por moradores de mais de 200 prédios e casas. Além da retirada de lixo houve a pintura da calçada e de um pontilhão. Crianças participaram da iniciativa. “Gostei porque não tinha plantas e agora vai ficar melhor e mais bonito, sem o lixo”, afirmou Nicole Vasconcelos, 7 anos. Ela e o irmão, Cauã Ferreira, 4, melaram as mãos de tinta ao tingir o pontilhão de azul.

No chão, foram escritas as frases “Você sabia que aqui é Largo do Holandês?” e “Lembre-se, aqui é um riacho”. “É um local histórico de Casa Forte e não pode ser ignorado. Muita gente pensa que é um canal, mas na verdade é o Riacho Parnamirim”, revelou a designer Gisela Abad, voluntária do movimento. “Quando nasci, 57 anos atrás, meu irmão veio pescar peixe pra mim. As crianças tomavam banho, era ótimo. Fico feliz que estejam cuidando do riacho”, afirmou a costureira Cristiana Ramos.

O vereador Jayme Asfora, residente de Casa Forte, apresentou projeto de lei para que a área seja oficialmente registrada como Largo do Holandês. Ele acredita que até o início de julho haja a votação da proposta. A prefeitura planeja ouvir os moradores para que sugiram o que fazer no terreno ao lado do riacho.

CENTRO

Na Boa Vista, a intervenção contou com os integrantes e voluntários do Coletivo Massapê. A Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales fica em frente à Igreja da Soledade. “É passagem de muitas pessoas, principalmente estudantes. Por isso a ideia de transformar em uma biblioteca ao ar livre”, contou a arquiteta Melina Motta, 26, umas integrantes do grupo. O espaço foi adotado pela Editora Imeph, que vai disponibilizar os livros para a estação de leitura.

“Quanto mais gente tiver acesso à leitura, melhor para a cidade. Queremos estender para outras praças e até para paradas de ônibus”, diz um dos sócios da editora, Marcelo Figueirôa. Ele estima que entre 500 e mil exemplares serão ofertados. “É maravilhosa essa ação pois a praça está abandonada. Vai trazer mais vida”, comentou o comerciante Ivo Alves, 46, dono de uma lanchonete que fica ao lado da praça.

O Coletivo Massapê também pintou o chão no trecho que fica entre a Avenida Oliveira Lima e a Rua Corredor do Bispo, no mesmo bairro.

JC Cidades


Píton gigante mata e engole mulher na Indonésia

A mulher havia desaparecido enquanto cuidava de uma horta. Ao ver a cobra gigante, os vizinhos desconfiaram e a mataram em busca da mulher

O píton gigante, uma espécie que vive em florestas tropicais, é muito comum na Indonésia e nas Filipinas
Foto: STR / AFP

O cadáver intacto de uma indonésia foi encontrado dentro de um píton de sete metros, capturado perto da horta onde a mulher tinha desaparecido, anunciou neste sábado (16) a polícia local.

O corpo de Wa Tiba, de 54 anos, foi encontrado por moradores de Persiapan Lawela, na ilha indonésia de Mun.

“Os moradores desconfiavam que a cobra tinha engolido a vítima. Mataram ela e tiraram da horta”, explicou o chefe da polícia local.

“Abriram a barriga da serpente e, em seu interior, encontraram o corpo da vítima”, acrescentou a fonte, que acredita que o réptil estrangulou a mulher começando pela cabeça.

Os vizinhos encontraram o píton a cerca de 30 metros dos sapatos e do facão de Wa Tiba. A horta fica ao pé de falésias rochosas onde vivem cobras.

O píton gigante, uma espécie que vive em florestas tropicais, é muito comum na Indonésia e nas Filipinas. Costuma se alimentar de pequenos animais e raramente ataca pessoas.

AFP