Leilão de energia termina com 31 lotes arrematados

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado hoje (24) na empresa B3, antiga B&F Bovespa, na capital paulista, terminou com 31 lotes arrematados em 20 estados brasileiros. Não receberam propostas os lotes 12 (Maranhão e Tocantis), 16 (Piauí e Maranhão), 17 (Rio Grande do Sul) e 24 (São Paulo). O certame começou às 8h30 e terminou às 14h.

As concessões são para a construção, operação e manutenção de 7,4 mil quilômetros (km) de linhas de transmissão e subestações com 13,2 mil megavolt-ampere (MVA). As instalações entram em operação no prazo de 36 a 60 meses. A soma das Receitas Anuais Permitidas (RAP) dos lotes é R$ 2,7 bilhões e os vencedores recebem essas receitas pela prestação do serviço por 30 anos.

O maior deságio do leilão, de 58,86%, ocorreu no lote 10, que tem 10 linhas que servirão para cidades no Rio Grande do Sul. A vencedora foi a Saterlite Power, por R$ 34,5 milhões. Entre os resultados, o valor mais alto do leilão de hoje foi o do Consórcio Columbia por R$ 267,3 milhões, com deságio de 33,24%, no lote 1. O objetivo é reforçar o fornecimento de energia ao Mato Grosso do Sul e o escoamento da Hidrelétrica de Itaipu.

O lote 2, também no Paraná, foi arrematado pelo Consórcio Cesbe-Fasttel por R$ 28 milhões, com deságio de 12,5%. São 117 km de linhas e 150 MVA, que vão reforçar o serviço em Mato Grosso do Sul. O Energisa S.A. venceu o Lote 3, com linhas e subestação em Goiás. O vencedor propôs deságio de 37,6%, com oferta de R$ 36,7 milhões. O lote tem uma linha de transmissão com 272 km e subestação de 1344 MVA para abastecer o Mato Grosso do Sul.

Atendendo também ao Mato Grosso do Sul, o lote 4 foi arrematado pela Elektro Holding por R$ 65,5 milhões e deságio de 34,5%.O Consórcio Aliança ganhou o lote 21, com lance de R$ 171,8 milhões e deságio de 34,99%, para 753 km de linha e uma subestação de 1344 MVA,em Santa Catarina. Voltado ao sul de Santa Catarina, o lote 22 foi arrematado pela Elektro Holding, com deságio de 46,17% e valor de R$ 13,5 milhões.

Companhia Paulista

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) arrematou quatro lotes. Com lance de R$ 18,3 milhões e deságio de 32,2%, o lote 5 ajudará o norte e noroeste do Paraná, com 36 km de linhas e uma subestação com 500 MVA. A companhia também venceu o lote 6, com lance de R$ 46,1 milhões e deságio de 44,51%. O lote tem uma subestação em São Paulo, que servirá como compensação reativa para os sistemas de 440 e 500 quilovolts do estado.

O lote 25, que representa uma subestação localizada em São Paulo, foi vencido pela CTEEP. A oferta foi de R$ 10,7 milhões, com deságio de 57,55%. Com o segundo maior valor leiloado hoje, o lote 18, em Minas Gerais e São Paulo, teve oferta de R$ 205 milhões pela EDP Energias do Brasil, com deságio de 47,4%. O quarto lote levado pela CTEEP foi o 29, cuja oferta foi de R$ 53,6 milhões, 52,69%. A concessão vai corrigir carregamento e tensão na rede do interior paulista.

Com linha de 330 km nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o lote 19 recebeu R$ 99,1 milhões, deságio de 48%, pelo Consórcio Olympus II. O lote 20 foi vencido pela Elektro Holding com deságio de 52,93%, R$ 13,2 milhões. Trata-se de uma subestação em São Paulo. Ainda no Sudeste, o lote 8, no Rio de Janeiro, foi arrematado pela Arteon Z Energia e Participações por 9,3 milhões e deságio de 37,5%. Trata-se de subestação com 300 MVA para expandir cargas para Resende (RJ).

Região Nordeste

No Maranhão, o lote 7, com linhas de transmissão de 128 km e 1600 MVA, vai suprir a região metropolitana de São Luís do Maranhão. O vencedor foi a EDP Energias do Brasil, que ofertou 36,5% de deságio e R$ 66,2 milhões. O lote 9, no Rio Grande do Norte, foi arrematado pela RC Administração e Participações, por R$ 11,4 milhões e deságio de 31,75%. A concessão vai beneficiar os municípios de Currais Novos e Lagoa Nova.

A EDP Energias do Brasil arrematou duas linhas e uma subestação por R$ 30,2 milhões, deságio de 4,91%. Trata-se do lote 11 com 11 mil km de linhas de transmissão e 200 MVA, de uma subestação que vai atender o nordeste do Maranhão. O lote 13 teve como vencedor o Consórcio Reanscença, com R$ 44,4 milhões e deságio de 18,5%. São 198 km de linhas nos estados de Sergipe e Alagoas.

Sem deságio, o lote 14, que tem linha de 109 km em Alagoas, foi arrematado pelo Consórcio LT Norte por 14,2 milhões. Com objetivo de favorecer o agreste de Pernambuco, o lote 15 recebeu lance de 24,6 milhões da Sterlite Power, com deságio de 25,87%. O lote 23, de escoamento para energia eólica na Paraíba e Pernambuco, recebeu oferta de R$ 27,4 milhões, deságio de 29%, sendo arrematado pela RC Administração e Participações.

A Elektro Holding venceu o lote 27 com R$ 12,8 milhões, deságio de 48,93%. Localizado no Ceará, o lote vai garantir intercâmbio de energia Norte e Nordeste com a entrada da usina de Belo Monte. Com subestações no Maranhão e Piauí, o lote 28 foi vendido por R$ 16,2 milhões e deságio de 37,29%. O lote 30 foi arrematado pela por R$ 63,9 milhões, deságio de 32,07%, pela RC Administração e Participações. A linha passa pelo Piauí, Pernambuco e Ceará.

Norte do país

No Pará, o lote 26 arrematado pela Energisa S.A. teve lance de R$ 46,3 milhões, com deságio de 29,57%. São 592 km de linhas e 300 MVA na região de Santana do Araguaia. Também no Pará, o lote 31 teve lance de R$ 126,8 milhões, deságio de 9,5%, pela Equatorial Energia S.A. A Cobra Brasil ganhou o lote 32, em Rondônia, com oferta de R$ 126,8 milhões e deságio de 9,5%. O empreendimento vai atender a municípios supridos hoje por geração isolada a diesel.

Voltado para a região metropolitana de Belém e nordeste do Pará, o lote 33 recebeu R$ 20,5 milhões, um de deságio de 16,14%, arrematado pela Consórcio Pará. O Consórcio Ominum Energy ofereceu 5,7 milhões pelo lote 34, um deságio de 40,5%, que atende as regiões metropolitana de Belém e nordeste do Pará. O Consórcio Brdigital, Brenergia e Lig Global venceu o lote 35, no Pará, com R$ 18,7 milhões e deságio de 30,42%.

Edição: Maria Claudia
Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil


Estudantes brasileiros ganham dois prêmios em competição da Nasa

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Uma equipe de seis estudantes dos colégios particulares Santa Terezinha e Odete São Paio (São Gonçalo) e Pedro II (Niterói), no Rio de Janeiro, com idades entre 16 e 18 anos, levou dois prêmios em uma competição da Nasa, a agência espacial norte-americana, para a construção de um veículo para ambientes extraterrestres. Os Spacetroopers, como se nomearam, foram o primeiro time brasileiro a participar da Nasa Human Exploration Rover Challenge, que teve sua 8ª edição no final de março.

Os estudantes Nathália Pires, 18 anos, Rafaela Bastos, 17, Larissa Perrone, 18, Alexandre Rodrigues, 18, Fellipe Franco, 17, e Yago Dutra, 16, amantes da ciência, já tinham experiência em competições de conhecimentos. A equipe começou a ser formada por Rafaela, Felipe e Nathália, que pretendiam participar de uma competição de matemática em Harvard, mas perderam o prazo da inscrição. Rafaela encontrou o desafio da Nasa algum tempo depois e propôs a formação do time.

Para chegar até lá, porém, enfrentaram muito mais desafios do que apenas a construção do carrinho. Já na inscrição surgiu o primeiro: o Brasil não estava entre os países possíveis na lista. Enviaram, então, um e-mail com a intenção de participação e o pedido de inclusão, que foi aceito. Alguns dias depois, o Brasil já figurava entre as opções no formulário.

Para de fato participarem, porém, precisavam também do dinheiro para a construção e transporte do carrinho ao Alabama, nos Estados Unidos, sede do US Space and Flight Center, onde foi disputada a competição, além de recursos para a viagem dos seis. Fizeram então uma vaquinha online e procuraram meios de divulgar. Funcionou e foram convidados até para o programa Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck, da TV Globo, onde ganharam parte do que precisavam.

A escassez de dinheiro foi o que garantiu o diferencial do carrinho: o seu custo baixo. “A gente não tinha recursos, principalmente no início, mas não podíamos esperar ter para começar a construir. Dá para perceber bem a discrepância entre os recursos deles e os nossos, tinha carrinho lá de 18 mil dólares. Toda a nossa viagem deve ter custado isso”, afirma Larissa. O carro foi construído em dois meses, intervalo entre a inscrição e o prazo para levar até o local da competição, e teve um custo de mil dólares.

Um dos prêmios que ganharam foi de melhor Pit Crew, um prêmio que analisa a dedicação, o empenho, a criatividade, a resistência, a falta de recursos e as ideias geniais na montagem do carrinho. A categoria avalia a desenvoltura da equipe durante a competição para manter funcionando o rover (veículo de exploração espacial, para superfícies terrestres).

O grupo enfrentou algumas adversidades durante os dois dias de competição, mas, para conseguir participar de todas as corridas, agiu rapidamente com os materiais disponibilizados no local – e até emprestados por outras equipes – para consertar o veículo. “No treino, o carrinho caiu e não percebemos que entortou uma peça. Quando fomos correr, estava empenado e soltando a corrente toda hora. Aí saímos correndo para consertar, a gente soldou tudo, trocamos corrente e ficou tão bom que no segundo dia correu tão rápido que o freio não funcionou”, diz Larissa.

Os estudantes ficaram impressionados com o trabalho e a colaboração entre as equipes durante o evento. As equipes se conversavam, emprestavam materiais e até discutiam a produção dos rovers. “Foram dois dias de muita correria e estresse, mas também de muito aprendizado e trabalho em equipe, não só dentro da nossa equipe, mas com todo mundo lá, o pessoal era sempre muito aberto e isso ajudou muito”, afirma Nathália.

O outro prêmio que ganharam, de melhor equipe internacional, rendeu uma peça valiosa, que pretendem utilizar na construção de um carro para o ano que vem. A peça foi presente de outra equipe, que fez um acordo de que entregaria o material se os Spacetroopers ganhassem o prêmio. Com ela, o grupo conseguirá fazer um carro com tração nas quatro rodas e que pode andar também para trás, o que não era possível no carrinho deste ano.

Intenção futura

No próximo ano, eles pretendem participar da competição e já estão pensando no projeto do carro que irão construir, porém competirão em duas equipes. Yago é o único que ainda estará no ensino médio, então precisará de uma equipe com outros estudantes da faixa para competir na categoria. Os outros cinco recrutarão uma pessoa para completar. Segundo Felipe, farão uma seleção para decidir quem serão os novos membros.

VEJA.com


Congressistas que devem R$ 3 bi à União propõem perdão de débitos

Sessão plenária da Câmara dos Deputados durante projeto de terceirização, em Brasília
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Mesmo com a crise que abate parte da arrecadação no país, congressistas tentam se beneficiar do perdão de débitos com à União, que chegam a R$ 3 bilhões. Eles negociam alterações da Medida Provisória (MP) do Programa de Regularização Tributária (PRT), que institui novas regras para o parcelamento de débitos com a Receita Federal.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o projeto que converte a MP em lei deve estar concluído próximo ao mês de maio. O relator, que acumula uma dívida de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas, é o relator Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG).

Uma das mudanças propostas prevê uma escala de descontos para multas e juros da dívida que, dependendo do valor, pode chegar a 90% de desconto. De acordo com a Folha, outra, propõe a alteração do índice de juros usado na correção dos débitos e até mesmo o aumento do prazo para o parcelamento das dívidas.

Ao todo, parlamentarem submeteram 376 emendas ao texto enviado pelo Executivo, sendo que quase metade delas partiu de congressistas devedores e outra parcela (37%) foi apresentada por deputados que se elegeram com doações de empresas devedoras, segundo o jornal.

A publicação fez ainda um levantamento via Lei de Acesso à Informação mostrando que, na Câmara, 291 deputados devem R$ 1 bilhão em nome próprio, empresas controladas pelos mesmos ou em companhias que são sócios. Já no Senado, apenas o senador Zezé Perrella (PMDB-MG) aparece como corresponsável por uma dívida de R$ 1,7 bilhão. Além de Zezé, outros 46 senadores totaliza cerca de R$ 2 bilhões em débitos.

Os deputados e senadores afirmam, contudo, que não há interesses privados nas atuações no PRT e negaram conflitos de interesses.

VEJA.com


Igreja Universal terá de pagar R$ 8 mil a mulher agredida durante ‘descarrego’

José Maria Tomazela

Ana Jorge Siqueira contou que é católica e foi à Igreja Universal de Piracanjuba, no interior de Goiás, porque uma amiga insistiu muito
© Foto: Dayanny Rodrigues/Google Maps

SOROCABA – A Igreja Universal do Reino de Deus terá de pagar indenização de R$ 8 mil à aposentada Ana Jorge Siqueira, de 74 anos, agredida e jogada ao chão por um pastor durante uma sessão de “descarrego”, em Piracanjuba, no interior de Goiás.

Em decisão, dada na quinta-feira, 20, a Quarta Câmara do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve acórdão do Tribunal de Justiça de Goiás sobre o caso e definiu que a liberdade de culto e de práticas religiosas, prevista na Constituição, não dá direito a agressões ou qualquer tipo de constrangimento sem o consentimento da pessoa.

O incidente que deu causa à ação aconteceu em setembro de 2008, durante um culto na igreja da Universal, na cidade goiana. Na época, o pastor Rones da Conceição Morais alegou que a mulher estava possuída pelo demônio e, ao tentar expulsar o “espírito maligno”, agarrou a mulher pela cabeça e sacudiu com força, causando sua queda. A idosa ficou com ferimentos e hematomas. Ela ainda sente dores na cabeça e zumbido no ouvido.

Ana contou que é católica e foi à Universal porque uma amiga ligada à igreja evangélica insistiu muito.

“Eu nunca tinha ido à Universal, nem pensava em ir, mas eu estava me recuperando de uma internação por osteoporose e acabei indo. Não me passava pela cabeça que ia me arrepender tanto.”

Segundo ela, durante o culto a amiga pediu que levasse ao pastor uma sacola com uma doação.

Ao chegar à frente do pastor, ele a agarrou pela cabeça e sacudiu, gritando “fala” e outras palavras que ela não entendeu. Em seguida, o homem a empurrou violentamente e ela caiu.

“Eu fiquei lá, caída, machucada, e ele continuou o culto como se nada tivesse acontecido.”

Outro pastor a ajudou a se levantar, mas, quando Ana pediu para ser levada ao médico, ele mandou aplicar “uma pedra de gelo”.

Por se considerar “agredida, envergonhada e humilhada”, ela procurou a advogada Marilene Vieira Sampaio, que entrou com pedido de indenização. Em primeira instância, o juiz de Piracanjuba, Eduardo Walmory Sanches, julgou a ação improcedente. Em 2010, o recurso de apelação da advogada foi acatado pelo TJ goiano, condenando a Universal a pagar indenização no valor de R$ 8 mil.

O desembargador Carlos Escher, relator da apelação, considerou que o pastor estava ciente da fragilidade da saúde da autora e deveria conduzir suas práticas religiosas de modo a assegurar a segurança dos participantes. A igreja entrou com recurso especial no STJ, que acompanhou o entendimento do tribunal.

‘Descarrego’. As sessões de “descarrego” são prática comum em cultos da Igreja Universal. Similares a um ritual de exorcismo usado na Igreja Católica, o pastor atua de forma a livrar o fiel da influência de supostos demônios.

No processo, os advogados da Universal alegaram que a prática é amparada pela norma constitucional que garante a liberdade de culto. Sobre as lesões de Ana, a igreja alegou que ela se feriu na queda, após sofrer desmaio decorrente de suas condições de saúde.

A reportagem tentou contato com o pastor Rones, mas a assessoria da Igreja Universal, em Goiânia, informou que ele não se manifestaria. Em nota, o Departamento de Comunicação e Relações Institucionais informou que “a Igreja Universal do Reino de Deus reitera que sequer existe prova da culpabilidade da igreja no processo”.

Tão logo a decisão do STJ seja publicada, os advogados da Universal definirão as novas medidas que devem ser tomadas.

Estadão


Eixo Cicloviário Camilo Simões conecta Recife e Olinda com 5,1 km de rotas cicláveis

 

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Prefeito Geraldo Julio e secretário de Turismo Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, fizeram a entrega da primeira etapa que liga o Marco Zero à Fábrica Tacaruna, na manhã deste domingo (23) (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

A cidade do Recife ganhou neste domingo (23) mais uma opção para quem usa a bicicleta como meio de transporte ou lazer. O prefeito Geraldo Julio e o secretário de Turismo Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, fizeram a entrega do Eixo Cicloviário Camilo Simões, que vai possibilitar um percurso permanente do Marco Zero, no Bairro do Recife, à Fábrica Tacaruna.

“É uma obra importante e é também uma homenagem importante a Camilo, que foi nosso Secretário de Turismo no município, e que batalhou e dedicou sua vida a construir uma cidade melhor. Estamos com esta obra iniciando uma transformação no Recife, que precisa de mais espaço para o convívio com a bicicleta”, declarou o prefeito Geraldo Julio.

A rota, que tem um percurso de 5,1 km, recebeu R$ 2,4 milhões de investimento com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e foi executada pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). O Eixo Cicloviário compreende a Avenida Rio Branco, Ponte Maurício de Nassau, Av. Martins de Barros, Praça da República, Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Av. Prefeito Artur Lima Cavalcanti, Av. Dr. Jaume da Fonte e Av. Governador Magalhães e deve atender cerca de 3,5 mil ciclistas diariamente para deslocamento.

Para viabilizar a implantação deste primeiro trecho, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), eliminou 64 vagas de estacionamento do entorno da Praça da República, no bairro de Santo Antônio, dando lugar aos ciclistas. Além disso, foi implantado na pista local da Avenida Governador Agamenon Magalhães, entre a Rua Odorico Mendes e a Upinha Dia Tasso Bezerra, o sentido único de circulação e estacionamento regulamentado por horário, das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira. A CTTU também foi responsável por validar a sinalização viária para a implantação da rota ciclável.

De acordo com o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, esta é uma iniciativa que, além de incentivar o uso da bicicleta, vai promover o cicloturismo. “Já tivemos vários avanços e ações no sentido de promover e incentivar o uso da bicicleta, o Estado tem dado grandes passos nisso de pensar uma cidade sustentável. Entregamos hoje essa primeira etapa, que garante um importante corredor entre áreas populosas da Zona Norte da Região Metropolitana do Recife e o Centro. Temos certeza que isto vai fazer também o cicloturismo crescer quando tivermos todos os trechos completos”, destacou.

O projeto completo ainda compreende outros quatro trechos. São eles: da Fábrica Tacaruna até o Varadouro, em Olinda; do Varadouro até a ciclovia da PE-15; da ciclovia da PE-15 até a BR-101, na divisa entre Paulista e Abreu e Lima; e da BR-101 até Igarassu. Beneficiando os municípios de Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima e Igarassu. A extensão do Eixo Cicloviário será de 33,8 km.

Desde 2013, Prefeitura do Recife realizou a prospecção de 12 rotas cicláveis em consonância com o Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana (PDC/RMR). Dessas, sete já foram implantadas. São elas: Inácio Monteiro (2,4 quilômetros), Antônio Curado (3,2 quilômetros), Marquês de Abrantes (1,9 quilômetros), Arquiteto Luiz Nunes (3,5 quilômetros), Antônio Falcão (1,7 quilômetros), Ciclovia Via Mangue (4 quilômetros) e Ciclofaixa Jardim Beira Rio (0,85 quilômetros), além da Zona 30, área de compartilhamento entre modais, no Bairro do Recife.

Atualmente existem cerca de 42 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas na cidade. As novas rotas, que somam 18 quilômetros, compõem a Rede Cicloviária Complementar, projetada para que exista uma conexão com as já existentes e com a Rede Cicloviária Metropolitana. Os projetos priorizam o atendimento aos bairros que abrigam polos de interesse público, como parques, praças, mercados públicos e terminais de ônibus, criando pontos de conectividade entre esses equipamentos.

Homenageado– Formado em Publicidade e Propaganda, Camilo Simões integrou a equipe de Turismo e Lazer da Prefeitura do Recife desde 2013, primeiro ano da gestão de Geraldo Julio. Cheio de boas ideias e projetos para transformar o Recife num lugar melhor, de gente mais feliz e integrada com os espaços públicos, belezas e histórias da cidade, Camilo ocupou primeiro a Gerência Geral de Lazer e Eventos, tornou-se secretário executivo em seguida e pouco tempo depois assumiu o comando da pasta.

Integrou e depois comandou a equipe responsável por projetos que mudaram a cara da cidade e a rotina dos recifenses, como a Ciclofaixa de Turismo e Lazer, o Lazer na Rua, as Academias Recife, o Recife Antigo de Coração e o Olha! Recife, que acabaram se tornando inovadores cartões-postais da cidade. E ainda articulou parcerias estratégicas com a iniciativa privada, que viabilizaram grandes melhorias para a cidade. A exemplo da requalificação da orla de Boa Viagem, que ganhou módulos de musculação, a mais completa pista de skate da cidade e muitas outras novidade

Hipismo – O prefeito Geraldo Julio também prestigiou, na manhã deste domingo (23), a II etapa do Circuito Guabi Norte/Nordeste de Hipismo, realizado no Recife. O evento é uma realização da Federação Equestre de Pernambuco (FEP) em parceria com aConfederação Brasileira de Hipismo (CBH) ePrefeitura do Recife. Na ocasião, o gestor municipal realizou a entrega de medalhas para os primeiros colocados das categorias Escola preliminar (60 e 80 cm), e ainda dos troféus para os primeiros colocados gerais de cada categoria. O prefeito ainda recebeu uma homenagem da Federação Equestre de Pernambuco pelo apoio à prática do esporte na cidade do Recife.


Pernambuco recebe investimentos de 22 indústrias metalmecânicas e eletroeletrônicas

A cada ano, mais indústrias dos segmentos metalmecânico e eletroeletrônico estão se instalando em Pernambuco. No último dia 11 deste mês, seis empresas que atuam nesses segmentos foram habilitadas a receber incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe) pelo Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic). Esses empreendimentos, que serão responsáveis por investimentos totais de R$ 97 milhões, atuam em áreas diversas como siderurgia, fabricação de máquinas, de aparelhos eletrônicos e assessórios para banheiro.

Os projetos aprovados este mês somam-se aos 16 projetos de instalação ou ampliação de plantas industriais metalmecânicas e eletroeletrônicas que foram aprovados pelo Condic no ano passado. Entre elas estão indústrias de baterias automotivas, eletrodomésticos, peças para motos e esquadrias de metal, que totalizam investimentos de R$ 251 milhões. Dessa forma, de março de 2016 a abril deste ano, o Estado comemora a atração de 22 projetos industriais desses setores, representando um volume de investimento de R$ 348 milhões. Entre eles estão empresas como Acumuladores Moura, Gerdau Aços Longos, VN Eletrodomésticos e Metalflex Indústria de Produtos de Alumínio.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria Metalmecânica e Eletroeletrônica de Pernambuco (Simmepe), esses números mostram que estão surgindo muitas oportunidades no segmento eletrometalmecânico do Estado para os fabricantes de bens de capital para o setor industrial. Segundo ele, os fornecedores que estão atentos a essas oportunidades já estão se movimentando para sair na frente dos concorrentes.

Como exemplo, ele cita empresas como Tsubaki, Sew Eurodrive e Gates que já garantiram seus estandes na Fimmepe – Mecânica Nordeste (Feira da Indústria Mecânica, Metalúrgica e de Material Elétrico de Pernambuco), evento que será realizado pelo Sindicato de 24 a 27 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Pontes destaca que a Fimmepe, que está na sua 22ª edição, é uma feira consolidada como instrumento de geração de negócios. “Quem quer ampliar suas vendas no mercado regional está vindo para a Mecânica Nordeste, que coloca os fabricantes de bens de capital do Brasil e do Exterior em contato as empresas que necessitam adquirir máquinas e equipamento para ampliar ou modernizar os seus parques fabris”, afirma.


Falhas na gestão comprometem a produtividade da sua empresa?

Por Christian Barbosa*

Uma pesquisa realizada recentemente pela Neotriad ouviu gestores em todo o Brasil e levantou um dado interessante: 30% dos entrevistados afirmaram que suas empresas não têm um modelo de gestão definido. Outros 30% disseram que cada funcionário define as próprias atividades dentro de sua função; e é ótimo ter autonomia para decidir seu próprio trabalho, mas será que essas atividades estão alinhadas com os objetivos da empresa?

Algumas reclamações são recorrentes nas instituições. De um lado, gestores costumam dizer que as equipes apresentam dificuldades de rendimento; e, de outro, colaboradores se queixam de trabalhar constantemente com tarefas urgentes, de “última hora”.

Adotar uma metodologia de gestão de tempo é fundamental, e os líderes podem tomar algumas atitudes para resolver problemas de produtividade. Para aqueles que sofrem com essa questão, selecionei cinco estratégias que vão ajudar a tornar as equipes menos sobrecarregadas e mais produtivas. Confira:

1 – Defina objetivos

Ter objetivos claramente definidos é o primeiro passo para melhorar a performance da equipe. A pessoa que não sabe por qual caminho seguir perde a noção de prioridades, e a partir daí tudo se torna urgente. É preciso entender, por exemplo, quais tarefas precisam ser entregues até o fim do dia, da semana, do mês ou até mesmo do semestre. Só é possível definir prioridades quando temos em mente o que precisa ser feito;

2 – Tenha indicadores

Um dos grandes erros cometidos pelas empresas é criar objetivos, comunicar a equipe e depois não dar algum retorno sobre o trabalho. As pessoas gostam de saber que estão melhorando, por isso não basta ter metas. Alguns indicadores nos mostram se estamos próximos ou distantes do objetivo. Uma sugestão é usar um Indicador-chave de Performance, conhecido por KPI (Key Performance Indicator), que pode ser criado com base no número de vendas que a empresa realiza, no volume de horas extras ou no progresso de um projeto ao longo da semana, de acordo com a necessidade de cada organização ou equipe. O importante é ter um indicador que faça o time ver o que está acontecendo;

3 – Adote uma ferramenta de gestão

Busque uma boa ferramenta que auxilie na gestão das tarefas, ajude a delegar com eficiência e viabilize a organização do trabalho, o que permite a discussão de prioridades reais e possibilita o mapeamento de indicadores. Quando consegue visualizar tudo o que está acontecendo ao longo de um período, o gestor tem mais liderança e, consequentemente, a performance da equipe melhora, pois os profissionais aprendem a gerenciar melhor suas atividades;

4 – Crie padrões de comunicação

É importante determinar padrões, seja para delegar tarefas internamente, comunicar mudanças no projeto ou acionar a equipe quando necessário. Uma dica é ter um profissional que receba as demandas e seja responsável por delegar as tarefas da equipe. Dessa forma, com todas as atividades em um ponto central, é possível facilitar a comunicação e o processo de gestão;

5 – Aplique uma estratégia para envolver sua equipe

Ter uma estratégia para ajudar as equipes a aprenderem com os erros e serem parabenizadas pelos acertos é muito importante. Quando um erro é identificado, é necessário conversar com o profissional e corrigi-lo, e, quando ele está certo, é preciso parabenizá-lo ou recompensá-lo de alguma forma para que ele se sinta parte do processo.

Com as dicas em mão, é importante lembrar que não conseguimos melhorar o desempenho de uma equipe apenas com mudanças na empresa. Só temos condições de fazer diferente no momento em que ajudamos as pessoas a serem mais produtivas em sua rotina.

*Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, e da Neotriad, especialista em sistemas de produtividade e gestão de equipes. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100 e é autor dos livros “A Tríade do Tempo”; “Você, Dona do Seu Tempo”; “Estou em Reunião”; co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”; e “Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?”. Sua mais recente obra: “60 Estratégias práticas para ganhar mais tempo”.

www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br


Fashion Revolution – Movimento global quer incentivar a moda sustentável

Nesta segunda (24), a advogada Marina Gadelha, do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, participa de debate no Mundo Pernambucano da Moda, no Bairro do Recife, para abordar o meio ambiente do trabalho e o impacto da produção da moda, sem haver dano ao meio ambiente, nem exploração do trabalhador

Um movimento revolucionário no mundo da moda – que surgiu nos Estados Unidos e vem ganhando eco inclusive aqui no Brasil – entra em pauta esta semana, no Marco Pernambucano da Moda, no bairro do Recife. Trata-se de um movimento global – intitulado de Fashion Revolution (http://fashionrevolution.org/country/brazil/) – que está acontecendo esta semana, em 90 países, e quer incentivar a ética e a transparência na produção da moda, sem haver exploração trabalhista, nem do planeta.

Nesta segunda-feira (24), a advogada especialista em direito ambiental e minerária do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, Marina Gadelha, vai falar a partir das 18h, no Recife Fashion Revolution Week 2017, sobre o meio ambiente do trabalho. Entre outros aspectos, abordará também as experiências e legislações que envolvem os danos ao meio ambiente. Segundo ela, é necessário promover a conscientização sobre o custo da produção da moda e ao meio ambiente, em toda a cadeia. E fazer com que as pessoas tenham em mente a pergunta: “Quem fez minhas roupas?”. A mesa redonda vai discutir o trabalho análogo ao escravo em confecções e a realidade do setor, no Estado.

Edição Recife

O Recife Fashion Revolution Week 2017 (http://fashionrevolution.org/event/recife-fashion-revolution-week-2017/) começa hoje (24) e segue até quarta-feira (26). A intenção é aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo. Além do trabalho análogo ao escravo em confecções e a realidade do setor, no Estado.


Museu Cais do Sertão no Recife Antigo terá uma expansão

As obras já começaram e serão investidos R$ 24 milhões no novo edifício

O Cais do Sertão terá uma expansão. O investimento será de R$ 24 milhões
Foto:Arnaldo Carvalho/JC Imagem

A poesia e a cultura sertaneja terão mais espaço no Bairro do Recife. O governo do Estado iniciou a construção de uma ampliação do museu Cais do Sertão no qual serão investidos R$ 24 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) via Programa de Desenvolvimento do Turismo de Pernambuco (Prodetur). Inaugurada em 2014, a primeira etapa do empreendimento está fechada porque está sendo corrigida uma falha no piso. “As obras já começaram. A nossa intenção é entregar esse segundo módulo até o final do ano”, conta o secretário estadual de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras.

O novo edifício terá 6,6 mil metros quadrados e funcionará anexo ao módulo já existente. O novo espaço terá salas de aula para cursos, auditório para shows e cinema, área para exposições temporárias, um bar/café no térreo e um restaurante na cobertura com vista para o mar, o Porto do Recife e a cidade.

Reconhecido por utilizar recursos inovadores e tecnológicos na forma de abordar os assuntos, o Cais do Sertão faz um diálogo entre a tradição e a invenção consultando historiadores, artistas e músicos. Nos três primeiros meses deste ano, o museu recebeu cerca de 20 mil visitantes. “A intenção é propiciar uma experiência única de imersão na cultura e história, lembrando a obra do mestre Luiz Gonzaga e ao povo do Sertão. Com a ampliação, vamos incrementar muito mais as visitas e consolidar o equipamento”, afirma Carreras.
O Cais também já fez parcerias com costureiras do Sertão para produzirem indumentárias típicas da região, beneficiando pequenos artesões.

Nos últimos três anos, o Cais do Sertão fechou algumas vezes devido aos protesto dos funcionários que estavam sem receber o salário. Desde fevereiro de 2016, a secretaria estadual de Turismo, por meio da Empetur, passou a administrar o museu Cais do Sertão. “Esses problemas estão sendo corrigidos pelo Estado e algumas vezes aconteceram devido à burocracia que estabelece regras no uso dos recursos públicos”, conta.

ARENA PERNAMBUCO

Em entrevista a TV JC, o secretário afirma que a Secretaria estadual de Turismo (Setur) vai lançar um chamamento público para escolher um patrocinador da Arena de Pernambuco que provavelmente será um fabricante de bebidas. “Esse patrocinador vai ajudar no custeio do estádio e também a captar eventos”, revela. A intenção da Setur é atrair grandes shows internacionais a serem realizados no local.

O contrato do estádio com esse patrocinador se encerra quando for concluída a concorrência para escolher um gestor privado para a Arena Pernambuco numa futura concessão. Segundo Carreras, esse patrocinador vai permitir que o Estado gaste menos recursos para manter o estádio até ser definido uma nova concessão a qual vai escolher um gestor privado para administrar o empreendimento. “A Arena tem um custo de R$ 850 mil por mês. A nossa meta é diminuir isso”, conta Carreras. Ele acrescenta também que o estádio tinha um custo de R$ 2,5 milhões por mês quando o Estado assumiu no segundo semestre do ano passado.

O Estado autorizou três empresas e consórcios a fazer estudos de viabilidade financeiro-econômico para uma futura concessão da Arena de Pernambuco. Os estudos deverão ser entregues em até 180 dias a partir deste mês. Eles devem indicar que tipo de concessão é a mais adequada para a Arena de Pernambuco.

A concorrência para escolher o gestor privado da arena deve ocorrer no próximo ano, porque serão obedecidas todas as etapas e prazos necessários a esse tipo de concorrência. Construída para receber os jogos da Copa do Mundo, a Arena de Pernambuco passou a funcionar em 2013, quando foi o palco da Copa das Confederações. O empreendimento foi construído numa Parceria Público-Privada (PPP) com a construtora Odebrecht. No ano passado, a empreiteira rompeu o contrato de PPP com o governo do Estado e o empreendimento passou a ser operado pela Setur.

JC Economia


Air France pretende ter voos em mais uma cidade brasileira e o Recife está na lista

O que dizer de Paris? É um clássico, tudo nela remete ao romance e ao amor. A Cidade Luz, como também é conhecida, é um dos destinos mais procurados por casais apaixonados e em lua de mel. Recomendado para casais com interesse em: culinária, vinhos, museus, lojas de grife, sem deixar de ter todas as vantagens de uma grande cidade.

Jean Marc Janaillac, presidente mundial do grupo Air France, teve um encontro com a diretoria da Gol Brasil, no qual anunciou os seus planos de voltar a ter voos em uma terceira cidade brasileira. A companhia aérea já operou no Recife e em Brasília, mas atualmente só trabalha no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas, para Janaillac, isso vai mudar. Ele já quer mais uma cidade em 2018, mas não adiantou qual será o novo destino para não atrapalhar as negociações. Vale ressaltar que o governo terá uma reunião com o presidente da Gol.

“Estamos confiantes no mercado brasileiro e e da América Latina”, disse em entrevista ao site Panrotas. Outra novidade no Brasil será a instalação do La Première, a primeira classe da Air France, que terá cinco voos semanais, hoje são quatro.,


Obras do presídio de Itaquitinga são retomadas após cinco anos em Pernambuco

Durante visita à obra, reportagem encontrou operários trabalhando para finalizar a construção do complexo prisional. Holofotes voltaram à obra após delações de executivos da Odebrecht, que apontaram captação irregular de dinheiro a pedido do ex-governador Eduardo Campos.

Apesar de as obras do presídio de Itaquitinga, na Mata Norte de Pernambuco, terem ficado paradas por cinco anos, duas delações de executivos da Odebrecht que apontam irregularidades na construção do Centro Integrado de Ressocialização trouxeram o empreendimento novamente à tona nesta última semana. Fechadas após a saída do consórcio Advance-Socializa, as unidades do presídio passam atualmente por uma transição – do abandono à retomada da construção, visitada pela equipe da TV Globo. (Veja vídeo acima)

Previsto para ser o maior complexo prisional do estado, com capacidade para abrigar 3,5 mil presos, o complexo prisional de Itaquitinga deveria ter a construção iniciada em outubro de 2009, com prazo de três anos para a conclusão. No entanto, os trabalhos só iniciaram em junho de 2010 e, em 2012, com a saída do consórcio, as obras estacionaram.

À época, a obra seria a primeira obra do sistema penitenciário de Pernambuco construída através de uma parceria público-privada (PPP). Dos R$ 350 milhões previstos pelo orçamento, 70% seriam fruto de investimentos da iniciativa privada e outros 30% seriam investidos pelo governo do estado.

A reportagem teve acesso à parte interna do presídio de Itaquitinga nesta semana e constatou que, atualmente, há 120 funcionários de uma nova empreiteira trabalhando desde o mês de janeiro de 2017 para finalizar as obras já iniciadas. Com um orçamento de R$ 10 milhões, a Carajás se comprometeu a concluir a unidade um, para presos do regime fechado, a portaria, o alojamento da Polícia Militar, o canil e o módulo de serviços, que inclui a cozinha e a lavanderia.

Funcionários da construtora Carajás começaram a trabalhar na obra em janeiro de 2017 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Segundo os técnicos que acompanharam a visita da reportagem ao presídio, o espaço ficará igual à unidade dois, que deve ser licitada no segundo semestre. Ao todo, serão três pavilhões iguais, com quartos para visita íntima, parlatórios para os presos falarem com os advogados, refeitório, salas de aula e duas celas para pessoas com deficiências.
Durante a passagem pela unidade prisional, as questões que constam no relatório do governo e que resultaram em caducidade ficam evidentes. Luminárias de alumínio inadequadas por serem desmontáveis e facilmente transformadas em armas, piso com fissuras e prateleiras de concreto sem uso se soltando das celas são algumas das irregularidades encontradas.

Paredes de gesso, de espessura reduzida, serão utilizadas na área administrativa do presídio de Itaquitinga
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Por outro lado, as polêmicas paredes de gesso da unidade, segundo o governo do Estado, eram previstas para serem construídas com esse material desde a elaboração do projeto, já que o ‘dry-wall’ seria utilizado na construção de áreas administrativas, às quais os presos não teriam acesso.

A contenção dos detentos ficará por conta de três fileiras de alambrados, já que o presídio não terá muros. Haverá, também, cachorros que ficarão entre as fileiras para evitar a saída indevida dos presos. Por isso, as obras atualmente executadas também preveem a troca dos alambrados instalados inicialmente no local, já que o projeto previa 3,4 milímetros de espessura e os deixados na primeira fase da construção tinham espessura de 1,2 milímetro.

Prazos

De acordo com o procurador geral do estado, César Caúla, o primeiro módulo do presídio será concluído e estará pronto para utilização no segundo semestre de 2017, assim como a área administrativa. Uma nova licitação para concluir o segundo módulo será encaminhada para publicação no mês de maio. “O investimento será de cerca de R$ 14 milhões, então estimamos que em oito meses esse segundo módulo também possa funcionar”, afirma.

Delação

De acordo com os relatos de Marcelo Bahia Odebrecht, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Benedicto Júnior, registrados na petição 6.706, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, solicitou apoio à Odebrecht em 2012 para auxiliar na construção do Centro Integrado de Ressocialização (CIR). Apesar de não haver interesse por parte da Odebrecht para participar da licitação e ingressar na obra, a empreiteira entrou no projeto através da DAG Construtora.

Na prática, foram aproximadamente quatro meses no canteiro de obras. Durante esse período, a DAG chegou a fazer uma limpeza na área e, segundo Marcelo Odebrecht, a empresa precisou sair devido a problemas ‘escabrosos’.

Até janeiro de 2016, Centro Integrado de Ressocialização, em Itaquitinga, estava com obras paralisadas há cinco anos
(Foto: Reprodução/TV Globo)

“Quando a DAG entrou, o que a gente pensou que era um problema só na obra, era algo bem pior. Na verdade, tinham coisas escabrosas. A concessão tinha pego um empréstimo do Banco do Nordeste e um mês depois tinha distribuído esse empréstimo como dividendos. Quando a gente viu, já tinha gasto uns R$ 50 milhões nesse processo. Quanto mais dinheiro, maior era o buraco. Chegou o momento em que a gente disse ‘não tem jeito, Eduardo, não tem jeito’”, relata o delator.

Com a morte de Campos, em agosto de 2014, o assunto foi encerrado dentro da Odebrecht, mas, no governo de Pernambuco, o presídio ainda permaneceu em pauta. “Logo que o governador Paulo Câmara assumiu, em janeiro de 2015, ele decretou a intervenção no equipamento, o que permitiu a realização de verificações no local. Nesse momento, houve a apuração de tudo que tinha sido efetivamente feito no contrato e as causas da paralisação da obra. Ao cabo disso, foi decretada a caducidade, o que permitiu que o estado retomasse plenamente a disponibilidade do imóvel que sempre foi dele”, explica o procurador geral do estado, César Caúla.

Respostas

A empresa Advance Construções e Participações, uma das duas que participaram do consórcio para a construção do presídio, disse que não descumpriu o contrato. Garantiu que concluiu 85% das obras. E só não fez o restante porque o governo de Pernambuco não teria oferecido a infraestrutura prometida, o que gerou um desequilíbrio no contrato.

A Socializa Empreendimentos, que também fazia parte do consórcio, não respondeu ao pedido de informações da reportagem. A DAG Engenharia também não enviou resposta depois de contato da produção da TV Globo.

O PSB, partido do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, informou, em nota, que confia na inocência dos filiados mencionados na lista do ministro Edson Fachin e que vai atuar em todas as instâncias para defende o nome e a honra de Eduardo Campos.

Por G1 PE


Mendonça Filho libera recursos para obras de restauro da Fundaj no Recife

Na manhã deste sábado, 22, o ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou a liberação de R$ 264 mil para as obras de restauro e reparação da unidade do Derby da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife. O custo total da obra, iniciada em 2015, é de, aproximadamente, R$ 5 milhões. Desse valor, R$ 2,5 milhões já foram liberados. “Eu assumi o Ministério da Educação em uma condição onde só na rede de educação vinculada à pasta havia 700 obras paralisadas em todo o país”, disse o ministro.

Após a reforma, a unidade vai voltar a operar os equipamentos culturais, como o Cineteatro José Carlos Cavalcanti Borges, o auditório, a Galeria Vicente do Rego Monteiro e a Biblioteca Nilo Pereira. Também serão restauradas as salas Aloísio Magalhães, João Cardoso Ayres e Edmundo Morais (Escola de Governo), e o jardim interno, que passará a funcionar como um espaço de convivência e integração.

Durante o discurso, o ministro falou da satisfação em acompanhar de perto os serviços. “As obras de expansão e melhoras nesse prédio da Fundaj estavam andando num ritmo muito lento e, ao chegar, deixei claro a minha disposição em avançar em tudo o que tivesse de ações em execução dentro da fundação”, complementou Mendonça Filho. “Nós estamos trabalhando e vamos continuar, sempre lutando para transformar a realidade da educação do nosso país, que é algo vital para que possamos construir um país decente”.

O presidente da Fundaj, Luiz Otavio Cavalcanti, agradeceu o apoio de Mendonça Filho ao que ele considera “uma das melhores manifestações dos fazeres culturais de Pernambuco”. “Nós esperamos que até o final deste ano tenhamos a oportunidade de entregar ao povo pernambucano uma das melhores chances de se dar continuidade à construção de sua cultura”, disse. “Continuamos a fazer o trabalho que vem sendo feito, desde o início, em favor da cultura, da memória e da educação de Pernambuco”.

Orçamento – O orçamento da Fundaj cresceu dez por cento durante a gestão do ministro Mendonça Filho, passando de R$ 25,8 milhões em 2016 para R$ 28,9 milhões em 2017. O ministro comemora. “Pernambuco é um dos estados mais expressivos do ponto de vista educacional e cultural, boa parte do berço da formação da nacionalidade brasileira está aqui no nosso território. Por isso, a questão de recursos é um assunto que eu faço questão de cuidar diretamente como ministro”, afirmou.


Delação “do fim do mundo” pode ser só o começo

Ricardo Kotscho 

“Quando se chega ao fundo do poço, a única saída é sair” (Zuenir Ventura, em sua coluna de sábado no Globo).

Concordo plenamente com meu sábio amigo Zuenir Ventura, velho parceiro de estrada e de sonhos. O único problema é que ainda não consigo enxergar aonde está a saída.

O mundo ainda não acabou, mas ao final de mais uma semana de barata voa em Brasília e revelações cada vez mais espantosas sobre o fundo do poço em que o Brasil mergulhou de cabeça, sem nenhum sinal de que as coisas possam melhorar tão cedo, temo que possamos estar só no começo de um processo.

A assustadora videoteca das delações da Odebrecht é apenas a primeira produzida por uma única empresa, e ainda faltam todas as outras empreiteiras do consórcio público-privado criado para assaltar a Petrobras e as nossas esperanças, sabe-se lá desde quando.

O que ainda terão a revelar os executivos das outras gigantes do cartel como Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS, que utilizavam o mesmo modus-operandi?

O que aconteceu nas outras estatais, já que até agora quase só falamos da Petrobras, a maior de todas, mas certamente não a única vítima do esquema?

O que vai acontecer quando começarem a investigar o sistema financeiro, com aqueles milhões todos em grana viva circulando de um lado para outro em mochilas? Ninguém desconfiou de nada este tempo todo?

O que faziam os órgãos de controle financeiro, os tribunais de contas e as várias instâncias do Judiciário antes da Operação Lava Jato?

O que falta ser revelado nas tão temidas delações de Antonio Palocci (PT), Eduardo Cunha (PMDB) e Paulo Preto (PSDB)?

Como o Zuenir, também me esforço para não ser pessimista e gostaria de falar de coisas boas para não aporrinhar o feriadão dos leitores com estas perguntas, mas está difícil.

Se alguém souber o que ainda falta acontecer e aonde tudo isso vai parar, por favor me avise.

Na medida do possível, bom final de semana a todos.

Vida que segue.


Acredite: Serra quer Lula candidato em 2018

“Tem legitimidade”

Uma cena ocorrida durante um jantar oferecido por Eunício Oliveira, há cerca de dez dias, revela como a delação da Odebrecht uniu PT, PSDB e PMDB na esquina do desespero.

Na ocasião, tucanos e petistas defendiam abertamente a aprovação do projeto da lei do abuso de autoridade, que endurece punições a procuradores e juízes.

Depois de ouvir elogios dos colegas à proposta, Jorge Viana alertou sobre a situação de quem lhe interessa.

Disse que a iniciativa, embora bem-vinda, não altera em nada a situação de Lula, ameaçado de ser preso.

Eis que a frase de consolo partiu de José Serra, deixando claro que o medo hoje é pluripartidário em Brasília:

“Não. Lula tem que ser candidato em 2018. Tem legitimidade”.

Veja – Radar Online


Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura

Josias de Souza

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, Emílio Odebrecht deu a entender que o convívio de sua empresa com a corrupção começou há 30 anos, quando o Brasil já havia se redemocratizado. Documento disponível nos arquivos do Senado demonstra que não é bem assim. A suspeição já rondava o Grupo Odebrecht durante a ditadura militar. Em 17 de abril de 1979, Norberto Odebrecht,  (Foto), pai de Emílio, sentou-se num banco de CPI, no Senado, para se defender de denúncias de desvio de verbas, superfaturamento e favorecimento nas obras do complexo nuclear de Angra —um negócio iniciado há 45 anos, em 1972, sob o governo do general Emílio Médici.

As informações que você lerá abaixo foram extraídas do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito criada no Senado para investigar o Acordo Nuclear Brasil—Alemanha. A CPI começou a funcionar em outubro 1978, no governo do general Ernesto Geisel. O documento que registra o resultado do trabalho, disponível aqui,  só foi publicado no Diário do Congresso em agosto de 1982, quase quatro anos depois, já durante o mandato do general João Figueiredo, último presidente do ciclo militar. As denúncias contra a Odebrecht eram apenas parte da matéria-prima da CPI, que nasceu de uma reação dos senadores a uma notícia publicada pela revista alemã Der Spiegel.

O ânimo da maioria dos senadores não era o de investigar, mas o de demonstrar que a revista ofendera o Brasil injustamente. A CPI teve dois relatores. O primeiro deles, senador Jarbas Passarinho, anotou no seu relatório final coisas assim: “Em setembro de 1978, a revista alemã ‘Der Spiegel’ publicou extensa reportagem sobre o Programa Nuclear Brasileiro. Da sua leitura, nota-se o caráter sensacionalista da matéria e a clara insinuação de que o brasileiro é irresponsável e incompetente na condução de realizações complexas…”. Era nítido o desejo de desqualificar a notícia. Mas o relatório da CPI deixava antever que já vigorava na época a ”normalidade” de que falou Emílio Odebrecht aos procuradores da Lava Jato

O relator toureou as denúncias da revista o quanto pôde. Deu crédito irrestrito a versões oficiais, recolhidas em depoimentos de autoridades. Entretanto, a despeito de toda a má vontade com o teor da reportagem da Der Spiegel, ecoada por jornais brasileiros, Jarbas Passarinho teve dificuldades para isentar a Odebrecht. Anotou a certa altura: “De tudo o que a revista alemã deu a público, só essa denúncia de que a Construtora Norberto Odebrecht recebeu a adjudicação das obras civis de Angra II e Angra III sem concorrência é o que se provou verdadeira. A publicação insinua, porém, que por trás do suposto favorecimento estaria o ministro [Ângelo] Calmon de Sá, do Comércio e Indústria.”

Continue lendo a reportagem clicando aí: Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura 


Caixa 2 generalizado é “opinião” da Odebrecht, diz Temer

O presidente da República, Michel Temer, disse hoje (22) em entrevista à agência EFE que um suposto uso universal da prática conhecida como caixa 2 nas eleições brasileiras é “uma opinião”da empreiteira Odebrecht. O ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, afirmou em depoimento à Polícia Federal que não existe, no Brasil, nenhum político eleito para cargo público sem o uso dessa prática.

“Acho que é uma opinião. A Odebrecht é que acha que todos os políticos se serviram do caixa 2. Aliás, ao assim se manifestarem, dizem que eles são os produtores do caixa 2. Eu conheço muitos políticos que não se serviam do caixa 2 para se eleger. Eu fui presidente de um partido [PMDB], o maior partido do país durante 15 anos, e as contribuições chegavam oficialmente pelo partido”.

Temer descartou ainda que a delação da Odebrecht vá atrapalhar a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional. Após a delação, foi pedida a abertura de inquéritos para investigar ministros do seu governo, além de deputados e senadores da oposição e da base aliada.

“Quando um delator fala, há o início de um processo que nem ainda é um processo judicial. Muitas vezes é um inquérito de natureza administrativa. Depois pode dar-se a hipótese do inquérito judicial, e depois é que o Ministério Público vai verificar se denuncia ou não. E o Judiciário vai dizer se recebe ou não a denúncia”, enumerou Temer, que reafirmou ter estabelecido uma “linha de corte”. “Quando alguém é denunciado pelo Ministério Público eu afasto provisoriamente o ministro. Se depois a denúncia for aceita [pelo Judiciário] eu afasto definitivamente”, acrescentou.

Previdência

Ainda sobre as reformas em tramitação no Congresso, Michel Temer disse acreditar que após os ajustes articulados com o relator na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da Previdência, será aprovada.

“Com essas adequações, a impressão que nós temos é que vai ser possível aprovar a reforma. Eu, claro, faço tudo pautado por uma equipe econômica”, afirmou o presidente. Segundo ele, com a suavização da reforma da Previdência, a redução do déficit previdenciário nos próximos dez anos cairá de R$ 820 bilhões para R$ 600 bilhões. Para Temer, mesmo com a redução no volume economizado a reforma é “útil” porque contribuirá para um país “mais organizado” em 2019.

O presidente disse ainda que as manifestações contra seu governo são de “natureza política” e que, por isso, “dá pouca atenção” ao tema. “A oposição é muito organizada. E, neste sentido, a oposição até está legitimada a fazer este movimento. Eu dou pouca atenção a isso, porque eu faço uma distinção muito grande entre atos populistas, que são irresponsáveis, e o ato popular”, disse.

Segundo Temer, as mudanças que sua gestão está promovendo se enquadrariam no conceito de ato popular. “O ato popular é aquele em benefício do povo e demanda um certo período para ser reconhecido. O que eu estou praticando não são atos populistas, são atos populares. As reformas pesadíssimas que estou fazendo para preparar para o futuro são o oposto dos gestos populistas. Então, em um primeiro momento, elas assustam”, disse o presidente.

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil


Lojas nos EUA temem virar peça de museu concorrendo com a internet

Nas ruas do SoHo, em Nova York, bolsas Chanel e casacos Arc’teryx são exibidos pelas lojas como peças de museu, remetendo à época em que o bairro era o auge da moda. Mas os aluguéis da área estão em queda, e o número de lojas vagas, subindo.

Hoje, em lugar do SoHo, alguns dos imóveis mais procurados pelo varejo ficam a oito quilômetros de distância, em Red Hook, região de raízes operárias no Brooklyn.

Empresas de comércio eletrônico brigam por alugar partes de um velho armazém, com 4,4 hectares, porque isso permitiria que entregassem no mesmo dia os produtos pedidos on-line por compradores da cidade.

O profundo reordenamento do setor de comércio de Nova York reflete a reestruturação mais ampla do setor de varejo dos Estados Unidos.

As empresas de comércio eletrônico tornaram tão fáceis e rápidas as compras on-line que o varejo tradicional, preso a imóveis de alto custo e à cultura de venda em lojas, tem dificuldade para concorrer.

A tendência vem avançando gradualmente há alguns anos. Mas economistas, profissionais de varejo e investidores imobiliários dizem que ela parece ter se acelerado nos últimos meses.

Entre 2010 e 2014, o movimento do comércio eletrônico cresceu em média US$ 30 bilhões ao ano. Nos últimos três anos, o crescimento médio foi de US$ 40 bilhões.

A transformação vem esvaziando os shopping centers, levando marcas tradicionais do varejo à falência e causando perdas de emprego em volume espantoso: 89 mil vagas foram perdidas de outubro do ano passado para cá.

“Há uma mudança radical acontecendo no setor de varejo”, disse Mark Cohen, antigo executivo da Sears e atual diretor do programa de estudos do varejo na Universidade Colúmbia. “E isso está causando uma mudança radical no emprego”.

Além disso, os fechamentos de lojas neste ano podem superar os de 2008, o pior ano da crise americana —e que logo viraria global.

Se em 2008 os americanos cortaram fortemente o consumo devido à disparada do desemprego e ao cenário de incertezas, agora o fechamento de lojas surge em um momento de alta confiança da parte dos consumidores e baixo desemprego.

Esse movimento sugere que há uma reestruturação permanente, e não uma simples fase de queda no ciclo regular de negócios. Em resumo, o varejo tradicional talvez jamais venha a se recuperar.

No entanto, nem todos os investidores estão dispostos a abandonar a ideia de que o comércio on-line e o tradicional podem coexistir e até prosperar juntos.

O varejo espera que as lojas tradicionais, oferecendo atendimento de primeira linha, atraiam compradores também para suas lojas on-line. Uma das provas de que o varejo físico ainda é viável pode ser a decisão da Amazon de abrir lojas físicas.

Na verdade, porém, há vendedores que dizem que em muitas ocasiões atendem a um potencial comprador na loja que acaba adquirindo o produto pela internet.

Esse comportamento, em muitos casos, atinge o vendedor diretamente no bolso: muitos são remunerados em base de comissão, mas só sobre vendas que concluam pessoalmente nas lojas.

Na rede Bloomingdale’s, funcionários dizem que a companhia deveria mudar as regras de remuneração dos vendedores que facilitam transações eletrônicas.

DO “NEW YORK TIMES”


Audiovisual acessível no Festival VerOuvindo no Recife

Cinema do Museu, Cinema São Luiz e Paço do Frevo recebem atividades do evento

O Cinema São Luiz é um dos equipamentos que entram no roteiro do festival

O Cinema São Luiz é um dos equipamentos que entram no roteiro do festivalFoto: Divulgação

A 4ª edição do Festival VerOuvindo ganha atividades no Cinema do Museu, Cinema São Luiz e Paço do Frevo, até o dia 30. O evento, cada vez mais sólido, tanto em formato quanto em conceito, promove dez dias focados na difusão e no debate da acessibilidade comunicacional no audiovisual.

udiodescrição é recurso de acessibilidade para pessoas com baixa visão
Foto: Audiodescrição é recurso de acessibilidade para pessoas com baixa visão
Créditos: Raoni Reis/DivulgaçãoHaverá exibição de curtas e longas-metragens pernambucanos e nacionais com audiodescrição, Libras e LSE, mostra competitiva de curtas, oficinas, master class, mesas e bate-papo após algumas sessões.


Eixo Estruturador Cicloviário do Recife é inaugurado neste domingo

A ciclovia completa tem 30,7 km, ligando o Bairro do Recife até a cidade de Igarassu

Será inaugurado neste domingo, às 10h, a primeira etapa do Eixo Estruturador Cicloviário Camilo Simões. A solenidade acontece na Praça da República e contará com a presença do prefeito Geraldo Julio. O trecho que será aberto ao público compreende 5,2 Km, ligando o Bairro do Recife à antiga Fábrica Tacaruna, e já está sendo usado por alguns ciclistas.

Para oferecer a nova rota, foi necessário incluir dois trechos onde a ciclovia cruzará a pista para carros numa faixa vermelha, com preferência para a bicicleta. A solução já é adotada em cidades como São Paulo e Amsterdã.

O eixo completo, de 30,7 km, vai ligar o Centro do Recife até a cidade de Igarassu, na rota do Corredor Leste/Oeste do BRT. A primeira etapa passará pela Avenida Rio Branco, Ponte Maurício de Nassau, Avenida Martins de Barros, Praça da República, Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Avenida Prefeito Artur Lima Cavalcanti, Avenida Dr. Jayme da Fonte e Avenida Agamenon Magalhães. Segundo o secretário Felipe Carreras, no dia da inauguração será anunciada a licitação para a construção do próximo trecho, que avançará dentro do município de Olinda.

Na Praça da República, ao lado do Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, os ciclistas precisam esperar que os carros parem ou contar com a gentileza dos motoristas, já que há cruzamento entre os modais. Logo à frente, na Ponte Princesa Isabel, o ciclista tem que descer da bike e atravessar a ponte empurrando o veículo, se não quiser pedalar ao lado dos carros até a Rua da Aurora. Na Rua Barão de Igarassu, quem está de bike precisa ficar atento para os carros que entram na via.

O secretário Felipe Carreras explicou que as soluções são comuns em outras ciclovias. “Isso acontece em qualquer lugar do mundo. Mesmo com todos os estudos e planejamentos realizados não tínhamos como seguir com o ciclovia sem essas interrupções. Nesses trechos, o ciclista vai precisar de um pouco mais de atenção. Assim como também precisarão ter atenção ao passar da Rua da Aurora para a Avenida Prefeito Artur Lima Cavalcanti e ainda ao atravessar a Avenida Agamenon Magalhães”, ressaltou.


A hora e a vez dos bancos na Lava Jato

Ruy Fabiano

Eis que a Lava Jato não será tão veloz como o seu nome sugere. Se for aceita a oferta do ex-ministro Antonio Palocci, ao juiz Sérgio Moro – e tudo indica que sim -, de abrir nova vertente de denúncias, focada no sistema financeiro, mais um ano de investigações e escândalos se descortina. É o que Palocci avalia.

Todo o alvoroço até aqui provocado na vida pública brasileira envolveu basicamente agentes públicos (parlamentares, prefeitos, governadores, presidente e ex-presidentes da República, juízes) e empresas do setor de infraestrutura. Roubalheira monstruosa, cuja devassa equivale a uma revolução desarmada.

Mas há mais, muito mais.

O que se depreende da Era PT (que inclui seus parceiros do PMDB e PP – e, em graus variados, todo o espectro partidário) é que, em síntese, nenhum cofre público restou ileso. Fundos de pensão, imposto sindical, bolsa família, verbas da cultura, reforma agrária, Receita Federal, merenda escolar, presídios – nada escapou.

O secretário de Saúde de Sérgio Cabral, por exemplo, contrabandeava prótese e material cirúrgico; no mesmo segmento, descobriu-se contrabando de sangue em Pernambuco, ao tempo em que o Ministério da Saúde estava sob o comando do hoje senador petista Humberto Costa. O ex-senador Gim Argelo lavava dinheiro de propina com doações a uma igreja em Brasília; idem o ex-deputado Eduardo Cunha, ambos reconhecidamente homens de fé.

Paulo Bernardo, quando ministro do Planejamento de Dilma, cobrava um adicional dos empréstimos consignados aos aposentados. A roubalheira, com apoio logístico do PT, rendeu R$ 100 milhões.

Mas tudo isso é varejo. Nada se compara em extensão e profundidade ao que ocorria na área das empreiteiras, onde reinou um cartel, em que pontificava a Odebrecht. Destroçou, entre muitas outras, a Petrobras, a Eletrobras, o Dnit, os Correios e respectivos fundos de pensão. Ali, a roubalheira era na escala dos bilhões.

Mas o mundo das finanças, em que Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, circulou com total desenvoltura – e que conhece como poucos -, ainda carece de devassa. O que se sabe não passa de vislumbres.

Há dias, por exemplo, o Ministério Público denunciou falcatrua na aquisição pela Caixa Econômica de ações do Banco Panamericano (cerca de R$ 800 milhões), em 2011 – governo Dilma.

A Caixa Econômica está quebrada, idem o Banco do Brasil. O TCU examina contratos irregulares do BNDES, a maior parte em obras no exterior, que somam R$ 1,3 trilhão. O governo Temer acenou com o saneamento da máquina estatal, mas o máximo que conseguiu – se é que conseguiu – foi estancar a sangria.

Nada revelou sobre o que houve, de como se chegou a esse resultado. As caixas pretas continuam lacradas. O que se sabe veio das delações premiadas e das investigações da Lava Jato.

É compreensível. O governo Temer é o segundo escalão do PT. E a lei permite que o réu se poupe de fornecer informações que o comprometam. Os esclarecimentos estão vindo pela via judicial. Os petistas roubavam em nome da causa revolucionária, que, mesmo não se consumando, oferecia-lhes pretexto moral; os peemedebistas prescindiam de causa e pretexto; bastava-lhes o produto.

Enquanto os interesses convergiram, manteve-se a aliança, que não recusava auxílio eventual aos adversários, o que explica a ausência de oposição ao longo de todo esse período.

Tudo iria bem se o país, a certa altura, não tivesse falido, na reta final do primeiro governo Dilma. A Lava Jato já estava em ação, mas poucos a percebiam, o que permitiu a reeleição de Dilma.

Deve-se à Força Tarefa e ao juiz Sérgio Moro a reviravolta que se operou na política brasileira, colocando em cena a população, em megamanifestações sem precedentes na história.

O PT foi apeado do governo pela pressão das ruas, não de seus adversários políticos. O impeachment veio apesar deles. PSDB e PT se uniram para evitá-lo. FHC, por exemplo, avalizou a honestidade de Dilma com uma veemência superior à dela própria.

O desmentido veio pelas delações dos parceiros: empreiteiros, parlamentares e ex-ministros. O estrago da Odebrecht ainda está sendo assimilado e o STF anuncia que terá de pedir auxílio a outros magistrados para lidar com a montanha de inquéritos que dali resulta. Mas há ainda as delações da Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, UTC, Delta etc. O país oficial está no banco dos réus.

Em meio a isso, Palocci entra em cena – e com ele os bancos.