Polícia Civil apreende sistema de comunicação do condomínio de Bolsonaro

Foto: Alan Santos/Presidência da República
Foto: Alan Santos/Presidência da República

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu nessa quinta-feira (7) o sistema de comunicação da portaria do condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem casas.

No local, morava o ex-policial militar Ronnie Lessa, um dos acusados pelos assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A informação é do jornal Estado de S. Paulo.

Segundo o jornal, a Polícia quer fazer uma nova perícia para esclarecer a entrada no condomínio, chamado Vivendas da Barra, de outro acusado da morte de Marielle e Anderson, o ex-PM Élcio Queiroz.

Um dos porteiros do condomínio afirmou, em depoimento, que para entrar no local no dia 14 de março de 2018 – data das mortes – Élcio teria informado que iria se dirigir à casa 58, onde morava Bolsonaro.

Foto: Divulgação

Segundo o funcionário, o “Seu Jair” teria atendido o o sistema de comunicação e autorizado a entrada do Élcio. Na mesma data, contudo, o então deputado federal teve registrada sua presença e voto na Câmara, em Brasília. O fato foi noticiado pelo Jornal Nacional. Segundo o Ministério Público carioca, o porteiro mentiu após uma perícia feita depois do caso vir à tona.

Nesta sexta-feira (8), a revista Veja publicou uma reportagem sobre o porteiro que prestou o depoimento que cita Bolsonaro. Alberto Jorge Ferreira Mateus foi localizado pela publicação, mas limitou-se a dizer que não poderia falar. “Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada”, disse.

Ainda segundo a revista, Aberto Mateus mora em uma região dominada pela milícia. Familiares e amigos ouvidos pela reportagem disseram que ele está “acuado”. Para outro porteiro do condomínio localizado pela revista, Alberto pode estar sendo usado para “denegrir” a imagem de Bolsonaro.

A visão é de Tiago Izaias, dono da voz da gravação que foi mostrada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC) para rebater o depoimento de Alberto. A perícia na gravação pelo MP carioca foi alvo de contestação. A Polícia Civil disse ao Estadão que não iria se pronunciar sobre a apreensão por se tratar de investigação sigilosa.


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