Conferência de Joaquim Falcão abre a programação da 12ª Semana do Patrimônio Cultural

Conferência de Joaquim Falcão abre a programação da 12ª Semana do Patrimônio Cultural

Sob o tema “Futuros Possíveis: o Patrimônio Imaterial de Pernambuco”, o professor Joaquim de Arruda Falcão fez um passeio pela história recente da preservação do legado histórico e cultural brasileiro. O evento, que terá atividades durante todo o mês de agosto, foi encerrado com apresentação da Confraria do Rosário (Floresta)

Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe

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Antes da conferência, Joaquim de Arruda Falcão recebeu homenagem de Gilberto Freyre Neto e Marcelo Canuto

Começou, nesta segunda-feira (12/8), a 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, com a conferência “Futuros Possíveis: o Patrimônio Imaterial de Pernambuco”, comandada pelo professor e membro da Academia Brasileira de Letras Joaquim de Arruda Falcão, uma referência no assunto, no Museu do Cais do Sertão. Com um passeio pela história recente da preservação do legado histórico e cultural do Brasil, o jurista apontou o Estado de Pernambuco como destaque na produção e preservação do patrimônio e sugeriu ainda que os livros “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, e “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, lado a lado, fossem os primeiros livros tombados como Patrimônio Imaterial do Brasil. A Semana do Patrimônio continua nesta terça-feira (13) com visitas guiadas, exibição de filme e mesas redondas até a noite. A programação completa pode ser acessada aqui.

Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe

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Tribuna de Honra da abertura da 12ª Semana do Patrimônio de Pernambuco

“Em matéria de Patrimônio Imaterial, Pernambuco sempre saiu na frente. Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro podem ter se consolidado em patrimônio material. Mas, se tratando de imaterial, Pernambuco sempre esteve na vanguarda”, afirmou o conferencista, que recebeu das mãos do secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto, e presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, uma placa de homenagem pela participação na abertura da Semana do Patrimônio.

Joaquim de Arruda Falcão, que foi quem propôs o uso dos termos patrimônio material e imaterial durante a elaboração da Constituição Federal de 1988, lembrou da atuação de Aloísio Magalhães e Marco Vilaça e destacou a relevância da sociedade para a preservação dos bens culturais do País, com atenção à natureza miscigenada do Brasil. “A comunidade é quem melhor protege seu patrimônio, dizia Aluísio Magalhães. A cultura do Brasil é somatória, não eliminatória. O saber popular se dá bem com o saber elitista, formal”, lembrou o conferencista.

O secretário também ressaltou o caráter social do patrimônio. “A nossa batalha para preservar o patrimônio não é só para que a gente usufrua do seu legado, mas para que todos os que vão nos suceder também possa desfrutar dele. É uma responsabilidade imensa”, disse. “A sociedade só vai preservar o que interessa. Não adianta investir energia em algo em que não há sentimento de pertença. É por isso que essa discussão é importante. O desafio constante é fazer com que a sociedade participe”, ressaltou o gestor.

Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe

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Confraria do Rosário de Floresta encerrou o evento de abertura

Marcelo Canuto chamou a atenção para o aumento significativo de municípios parceiros da Semana do Patrimônio este ano, que mais que dobrou. “Temos em 2019 uma participação expressiva, com 30 municípios. É uma grande vitória e mostra o alcance de nossas políticas de preservação”.

Na tribuna de honra da abertura, estavam ainda a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (Iphan-PE), Renata Duarte Borba, e o comandante da 7ª Região Militar, o general Pedro Paulo Braga.

Leda Alves apontou o caráter político da cultura. “Devemos nos preocupar com nossas crianças e entregar a elas o nosso patrimônio cultural e histórico”. Renata Duarte Borba falou que “para falar sobre o patrimônio, é preciso lidar com uma imensa variedade de pessoas. Aqui eu vejo padre, militares, representantes do patrimônio material e imaterial, por exemplo”. O general pontuou imóveis militares que são patrimônio do Estado e a importância dele para nossa sociedade. “Temos o Forte do Brum, por exemplo, que é um espaço importante para Pernambuco”.


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