Suco de uva do Vale do São Francisco conquista consumidor nordestino

Clima e solo diferenciados tornam o suco de uva produzido no Vale do São Francisco mais doce do que os demais

Indústria do Vale do São Francisco fornece suco de uva para Ambev e Coca-cola / Foto: divulgação
Indústria do Vale do São Francisco fornece suco de uva para Ambev e Coca-cola
Foto: divulgação

O suco integral das uvas produzidas no Vale do São Francisco tem caído no gosto do nordestino. Em Petrolina, somente a Timbaúba S.A, empresa da Queiroz Galvão, produz 16 milhões de litros do produto por ano. O volume representa 12% de participação na produção de sucos de uva integrais no País. Entretanto, esse nicho do mercado nacional segue dominado pelos sucos feitos a partir das uvas produzidas no Rio Grande do Sul.

“O diferencial das uvas do Vale do São Francisco é o solo e o clima que favorecem o Brix [Grau de Açúcar na Fruta]. Quanto mais alto, mais doce e menos ácido. Da uva gaúcha, o Brix é de 14 e a nossa chega a 19. Não é que fazemos um suco melhor, apenas temos uma uva diferente”, explicou o presidente da Timbaúba S.A, Sérgio Lima.

Atenta ao seguimento, a Timbaúba S.A lançou, em 2016, o suco integral de uva OQ, que hoje já conta com outros sabores. A boa aceitação pelo gosto diferenciado fez empresas como Coca-Cola e Ambev se tornarem clientes. Atualmente, os sucos integrais de uva Del Valle e Do Bem (de garrafas de vidro), são envasados com mesmo suco OQ da empresa pernambucana.

“Além da nossa marca própria, também somos fornecedores de matéria prima e prestador de serviço para outras indústrias do País. A Coca-Cola, por exemplo, compra nossa matéria prima para fazer produtos como os sucos de caixinha e o refrigerante de uva”, contou Sydney Tavares, gerente nacional de vendas da Timbaúba S.A.

Transformação

Assim como o suco de uva, os cerca de 6 milhões de litros de água de coco produzidos na empresa pernambucana são o novo carro chefe da Timbaúba S.A. A empresa, com 30 anos de fundação, foi criada para atuar no ramo da fruticultura com frutas de mesa (manga e uva). Desde 2011 iniciou o processo de transição para a agroindústria, com foco em sucos naturais.
“Os primeiros investimentos foram em 2011 e o início da operação da fábrica foi em 2012. Há três anos lançamos a OQ. Nesse processo todo já investimos cerca de R$ 150 milhões”, relatou Tavares.

Presidente da empresa do Grupo Queiroz Galvão há 25 anos, Sérgio Lima diz que o processo de transição tem sido lento, planejado e com resultados positivos. “Iniciei as transformações por causa da conjuntura dos negócios e antes dos recentes acontecimentos político-econômicas do País”, afirmou.

JC Online


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