Limpeza de parques no Recife e conserto de brinquedos para pessoas com deficiência ocupam reeducandos do regime aberto

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Eles realizam manutenção de balanços e gangorras usados por pessoas com problemas de acessibilidade, e preparam os espaços de lazer para o período das férias.

As férias já começaram e muita gente gosta de visitar praças e parques de lazer. Por isso as equipes de limpeza já estão em ação nos espaços. Compondo essas equipes estão 25 reeducandos, atendidos pelo Patronato Penitenciário, distribuídos nas funções de varrição, recolhimento de folhas e corte de gramas com uso de roçadeiras, e  mais  quatro na manutenção dos brinquedos para pessoas com deficiência nas praças.

O trabalho é fruto de um convênio do órgão de execuções penais da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) com a Empresa de Manutenção e Limpeza urbana do Recife (Emlurb).

Os parques contemplados são: o Parque 13 de Maio; Parque do Caiara, na Caxangá; Robert Kennedy, no Ipsep; Arnaldo Assunção, Engenho do Meio; Arraial Novo do Bom Jesus, nos Torrões; e Sítio da Trindade, em Casa Amarela.

“Aqui nos parques os reeducandos são trabalhadores, não nos interessa o tempo que passaram nas unidades, mas sim o interesse, a disciplina e o trabalho deles”, conta José Carlos Vidal, diretor-executivo de Parques, Praças e Áreas Verdes.  

Nas praças os apenados também se dedicam a manutenção de brinquedos, balanços, escorregos e labirintos, incluindo os equipamentos usados por pessoas com deficiência, como os balanços, de tamanho maior, e as gangorras, encontrados no Parque 13 de Maio e na Jaqueira.

No 13 de Maio os reeducandos ainda realizam manutenção na jaula dos macacos e gaiola dos papagaios.  

Os outros locais contemplados pelo serviço de limpeza são: Praça Quatro de Outubro, em Areias; a da Barriguda, em San Martin; e a Quadra um, na UR 1,  Ibura.

O convênio do Patronato Penitenciário com a Emlurb emprega atualmente 158 reeducandos, que além das praças e parques, exercem atividades de limpeza urbana, manutenção de cemitérios e plantação na sementeira.

Segundo Josafá Reis, superintendente do Patronato Penitenciário, “a vantagem de se contratar essa mão de obra é que os cumpridores de pena não são regidos pela CLT o que desobriga o empregador dos encargos trabalhistas, possibilitando uma redução de 40%.

O emprego também resgata essas pessoas excluídas da sociedade e do mercado de trabalho. Os resultados têm sido muito positivos para todos”.

Foto: Divulgação


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