Fenearte movimenta R$ 45 milhões e supera expectativa

Organização estima que movimentação financeira do evento, encerrado nesse domingo, atingiu R$ 2 mi a mais que em 2018

Cerca de 300 mil visitantes circularam pela feira durante os 12 dias de evento, de acordo com a coordenação da feira / Foto: Reprodução/TV Jornal
Cerca de 300 mil visitantes circularam pela feira durante os 12 dias de evento, de acordo com a coordenação da feiraFoto: Reprodução/TV Jornal

Um balanço parcial da 20ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que chegou ao fim na noite desse domingo (14) no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, revela que a movimentação financeira do evento deve ter superado a marca dos R$ 45 milhões – R$ 2 milhões a mais do que no ano passado.

A estimativa é da coordenadora da feira, Márcia Souto. Segundo ela, cerca de 300 mil visitantes circularam pela feira durante os 12 dias de evento. 

O último fim de semana contou com a presença de 52,6 mil pessoas, de acordo com levantamento feito pelos organizadores às 19h30 desse domingo. Desde a abertura dos portões, às 10h, pessoas formavam filas para compra dos ingressos. Na noite de ontem, o estacionamento foi tomado por carros.

“No fim de semana, superamos o público de 2018. Agora é um momento de avaliarmos bem os resultados atuais para pensar em 2020. Nosso objetivo é sempre fazer o melhor. Por isso, este ano divulgaremos uma pesquisa bem detalhada sobre aspectos socioeconômicos da feira”, informa Márcia Souto. 

Durante os dias de funcionamento da mostra, 5 mil expositores foram distribuídos em 800 estandes, em uma área de 30 mil metros quadrados. “Cerca de 70% dos estandes é de artistas pernambucanos, que fazem a grande força da Fenearte”, diz Márcia. 

Os artesãos locais levaram para a feira desde produtos de decoração, utilidades domésticas e obras de arte, a itens de moda e acessórios, além de alimentos. Também participaram da feira produtores e comerciantes de 24 Estados brasileiros e de 21 países. 

Muitos dos estandes estavam com peças em promoção na noite de ontem. “O evento é uma oportunidade de negócios, pois os artesãos vendem seus produtos e também recebem encomendas. Ouvi de muitos que, de tantos pedidos que foram feitos durante a feira, eles têm trabalho até novembro. Isso mostra o quanto a Fenearte é um exemplo de fortalecimento dessa cadeia produtiva”, frisa Márcia. 

Com investimento de R$ 5,5 milhões, o evento gerou cerca de 2,5 mil vagas de empregos temporários e teve a produção artesanal do Estado ressaltada na Alameda dos Mestres, pelos 64 artistas de todas as regiões pernambucanas. Marcaram presença na feira 82 representações de prefeituras. 

A edição deste ano homenageou Mestre Baracho, falecido em 1988, Dona Duda e Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Eles foram os precursores da ciranda no Estado, que surgiu na Zona da Mata e consolidou-se no Litoral. Painéis com imagens dos três ilustraram a fachada da feira. Na Alameda dos Mestres, o ponto alto foram três lustres gigantes e giratórios que fizeram alusão ao movimento da ciranda. 

NEGÓCIOS 

O evento também contou com o espaço Ciranda de Negócios, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/PE), com área de 540 metros quadrados. Até o fim da noite de ontem, a coordenadora da feira ainda não tinha o total da movimentação gerada pelas rodadas de negócios, que contou com 40 lojistas/compradores de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Manaus, Santa Catarina e Brasília. 

O Sebrae/PE ainda realizou duas Jornadas Criativas: uma de artesanato e outra de moda. Para desenvolver essas atividades, a instituição convidou a designer Rosana Cohen, que orientou um grupo de 12 artesãos, e o estilista Ronaldo Fraga, para prestar mentoria para 15 empreendedores criativos de moda autoral.

“Vou visitar parentes do Mato Grosso e aproveitei a promoção num dos estandes para comprar lembrancinhas do Recife. É uma feira maravilhosa porque proporciona o contato com o artesão”, contou a servidora pública Eliane Farias

“Os anjos barrocos são o meu carro-chefe, e vendi todos na feira. Conquistei mais clientes este ano. Muitos fizeram encomendas”, disse o artesão Biu dos Anjos, de Petrolina, Sertão de Pernambuco

PÚBLICO

Cerca de 52,6 mil pessoas estiveram no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco durante o último fim de semana, de um total de 300 mil visitantes nos 12 dias de feira. Ontem, alguns dos artesãos faziam promoções para evitar voltar para casa com estoques. A maioria estava satisfeita com as vendas e o networking

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