Porto Digital quer duplicar tamanho

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O Porto Digital nasceu há 18 anos e, desde sua fundação, recebeu investimentos na ordem de R$ 300 milhões, entre aporte público e privado. Hoje, tem 328 empresas, 800 empreendedores dentro da área que ocupa no Recife Antigo, quase 10 mil pessoas trabalhando e se sustenta com recursos próprios. 

O objetivo do Porto Digital para os próximos cinco ou seis anos é dobrar o número de pessoas trabalhando lá, podendo alcançar o número de 20 mil pessoas.

Para ampliar a capacidade de inovação, estão sendo trabalhados três eixos de atuação, sendo a mão de obra o primeiro deles. Parte da história do empreendimento pernambucano se junta a outros cases do mundo afora, como dos Estados Unidos, Finlândia e Portugal, para tratar sobre ecossistemas de inovação de sucesso. 

“Existe um fator crítico que são as pessoas. Essa é uma indústria intensiva de mão de obra e, se tiver gente para trabalhar, a demanda acaba chegando. Agora estamos formando nossa própria mão de obra, com parceria com a Unicap e Centro Universitário Tiradentes e a Fundação Dom Cabral, que está se instalando no Porto Digital”, afirmou Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, durante painel no 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria. 

Além disso, o foco também está na rede de negócios, para ampliar o número de interações no mercado, e a recuperação urbana. “É um projeto econômico de geração de emprego e renda e também de regeneração da cidade.

Estamos no Recife Antigo, uma área que poderia hoje ser uma cracolândia, mas que é atualmente muito bem sucedida”, complementou.

A necessidade de investimentos constantes faz parte do processo de consolidação no que diz respeito à inovação, como reforçou Chad Evans, vice-presidente executivo do Council on Competitivenesses, dos Estados Unidos. 

“Temos o desafio de como continuar liderando a capacidade de inovação porque temos pequenos sinais de que nos Estados Unidos o motor parou, analisando os números do PIB”, disse. Ele ainda analisou a forte concorrência da China nesse aspecto.

“A China vai passar os EUA nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no final da década, é um país que está criando infraestrutura para inovação.

Eles planejam investir 150 milhões de dólares em inteligência artificial e o plano dos Estados Unidos é um centésimo disso. Inclusive vamos criar em agosto um comitê nacional para reescrever o código de inovação dos EUA”, acrescentou.

Além dos constantes investimentos, Pierre Lucena ressaltou que a educação é fator fundamental para o Brasil continue acelerando na inovação. “É um mercado global com conexões globais. Então ou tratamos a educação com seriedade ou não vamos sair do lugar.

E estou falando da educação de base, só vamos nos colocar no Século 21 tratando isso a sério. Temos que encarar a educação como problema econômico e não só social”, concluiu o presidente do Porto Digital. 


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