Recife deve se tornar a primeira cidade do Brasil a receber certificação internacional da OMT

Segundo a secretária de Turismo do Recife, Ana Paula Vilaça, o início do processo de certificação, que tem duração prevista de 12 meses, depende apenas da aprovação do orçamento (cerca de 30 mil euros)

A informação  sobre a certificação foi revelada por Marcela Pimenta, representante no País do órgão responsável pela chancela / Foto: Mona Lisa Dourado/JC

A informação sobre a certificação foi revelada por Marcela Pimenta, representante no País do órgão responsável pela chancela
Foto: Mona Lisa Dourado/JCMona Lisa Dourado 

FOZ DO IGUAÇU – Recife deve se tornar a primeira  cidade do Brasil a receber uma certificação internacional da Organização Mundial do Turismo (OMT) pela gestão dos serviços direcionados aos visitantes. A informação foi revelada por Marcela Pimenta, representante no País do órgão responsável pela chancela, a UNWTO Academy.

A executiva apresentou o programa durante o 1º Encontro de Líderes, evento realizado na última semana em Foz do Iguaçu (Paraná), que contou com a presença de investidores, gestores públicos, entidades e empresários do trade turístico nacional.

Segundo a secretária de Turismo do Recife, Ana Paula Vilaça, o início do processo de certificação, que tem duração prevista de 12 meses, depende apenas da aprovação do orçamento (cerca de 30 mil euros) e do formato de contratação pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

“A expectativa é que até junho tenhamos essa autorização, para requerer o UNWTO Quest (selo de qualidade) em julho. Dessa forma, em julho de 2020 já deveremos contar com o reconhecimento”, estima. O selo é válido inicialmente por quatro anos, podendo ser renovado.

Passo a passo

O primeiro passo para obtê-lo consiste em uma auditoria e avaliação técnica para verificar o nível de preparação da cidade, explica Marcela Pimenta.

Em seguida, é proposto um plano de melhoria e um treinamento para alcançá-la antes que o destino se submeta à auditoria final e validação da certificação.

“As análises são feitas em três áreas. Conferimos se a governança da gestão é eficiente, se a execução do plano de turismo e dos recursos é feita de maneira adequada e se o órgão oficial de turismo assume o seu papel de líder estratégico”, detalha.

Os benefícios são proporcionais às exigências e incluem ferramentas para inovação, sustentabilidade e competitividade do destino. “A cidade também passa a compor um grupo de órgãos oficiais certificados, o que proporciona uma troca e um networking importantes para o desenvolvimento contínuo”, completa Marcela Pimenta.

A última cidade da América do Sul certificada, no início deste ano, foi Punta del Este, famoso balneário uruguaio. Existem pelo menos outros 200 destinos reconhecidos em 35 países.

Para alcançar a distinção, Ana Paula Vilaça aposta no planejamento e monitoramento de indicadores e metas, assim como no Plano de Turismo Criativo do Recife, que oferece subsídios para empreendedores investirem em produtos que proporcionem experiências únicas ao visitantes.

“Temos resultados concretos e mensuráveis, que nos deixam muito otimistas, como o reposicionamento do Recife como destino de lazer de destaque no País, as seguidas premiações do nosso aeroporto e o projeto de ocupação do centro histórico Recife Antigo de Coração.

Creditamos tudo isso à gestão e governança do setor”, destaca.  Atualmente, o Recife tem uma média de ocupação hoteleira anual de 70%, que chega a 98% no Carnaval.

JC Online


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