Codevasf e Ufal avançam em experimentos com camarão pitu

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A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) trabalham em um projeto para produção de camarão pitu no Baixo São Francisco Sergipano. A ação busca recompor os estoques pesqueiros dessa espécie ameaçada de extinção na bacia do Velho Chico. O trabalho é realizado no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, unidade de produção e pesquisa da Codevasf.

A primeira desova, em caráter experimental, foi realizada no ano passado, resultando na produção de 3,5 mil pós-larvas de pitu. Parte dos juvenis foi utilizada em uma ação de repovoamento em janeiro deste ano, no município de Propriá. “Em 2018 realizamos uma larvicultura piloto com o objetivo de vivenciar o processo de produção, treinar a equipe de trabalho e identificar possíveis pontos de melhoria no processo”, explica o engenheiro de pesca Iru Guimarães, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf responsável pela condução do projeto no centro integrado.

Atualmente, está em fase final a implantação de um laboratório de carcinicultura, cuja capacidade de produção em pleno funcionamento poderá chegar a 1,5 milhão de camarões juvenis por ano, ampliando os experimentos realizados no centro de Betume.

A recomposição de estoques naturais da espécie contribuirá, a médio e longo prazo, para a retomada da pesca artesanal do camarão pitu.

O professor da Ufal Petrônio Coelho Filho, coordenador do projeto, afirma que a ação tem um potencial de impacto ecológico, social e econômico para a região. “A tecnologia desenvolvida e aprimorada com esse projeto permitirá também a produção de juvenis do pitu para serem direcionados ao cultivo em tanques escavados, o que combina perfeitamente com o modelo empregado para o pequeno produtor, contribuindo com a geração do emprego e renda na região”, diz.

Cooperação

A produção experimental do camarão pitu integra as atividades de um acordo de cooperação firmado entre a Codevasf e a Ufal. Outros projetos em andamento são a produção experimental de pacamã, peixe também considerado em extinção, e projetos de extensão que resultaram na criação de uma unidade demonstrativa de produção de tilápia e camarão gigante da Malásia, cujo objetivo é apresentar a produtores familiares da região alternativas mais rentáveis que o cultivo exclusivo de peixes em viveiros de terra.

Além desses projetos, o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume oferece apoio a atividades didáticas de estudantes da Ufal por meio da oferta de estágios, aulas práticas e atividades de pesquisa.


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