TRACUNHAÉM A CIDADE DO BARRO DE PERNAMBUCO

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Tracunhaém é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Localiza-se a uma latitude 07º48’17” sul e a uma longitude 35º14’24” oeste, estando a uma altitude de 120 metros.

Sua população estimada em 2004 era de 12.630 habitantes. Possui uma área de 141,67 km².

O município é composto pelo distrito sede e pelos povoados de Açudinho e Belo Oriente, além dos engenhos Abreus, trapua, Juá, Caraú, Penedo Velho, Cotunguba, Saguim e Calumbi, entre outros.

Seu nome aparece na história como sendo a principal razão pela qual os ibéricos resolveram partir para a conquista do vasto litoral entre a PB e o AP na altura controlado por anglo-franceses e posteriormente neerlandeses, através do massacre de Tracunhaém (um dos maiores ataques a colonos feitos por nativos que ameaçavam o Sudeste da Capitania de Itamaracá da qual o município era parte na época e também o Nordeste da então capitania pernambucana e da própria vila de Olinda – a mais rica e próspera da América Portuguesa ou Império Ocidental Português na altura).

Tracunhaém destaca-se no estado de Pernambuco sendo reconhecida como a cidade turística do artesanato em barro, celeiro de artesãos e artistas que usando conhecimento e vocação transformam argila em excelentes obras, de artes ou utilitárias, entre os artesãos mais conhecidos destacam-se Antônia Leão (in memorian), Dona Nóca, Severina Batista (in memorian), Severino de Tracunhaém (in memorian), Manoel Leão Machado (Baé) (in memorian), Maria Amélia, Manoel Borges (Nuca) (in memorian), Fernando Bico (in memorian), José Felix (Sr. “Da hora”), Maria de Nuca, Josafá Tibúrcio, Zezinho de Tracunhaém, Nilson Tavares, Mestre Zuza, Noêmia, Dinho de Zezinho, Sussula, Val Andrade, Betinho de Tracunhaém, Ivo Deodato, Jetro, Amaro Santos (in memorian), Berenice, Luizinho das panelas, Jair de Tracunhaém, Domingos Inácio, entre outros, alguns artesão trabalham com madeira casos de Heleno da madeira e J. Bringa.

Tracunhaém possui uma cultura bastante diversificada possuindo o maracatu rural, caboclinho, coco de roda, mamulengo, cavalo marinho, como algumas manifestações que se destacam, Tracunhaém possui diversos grupos de maracatu rural, sendo um dos municípios pernambucanos onde essa manifestação é mais valorizada, destacando-se o Estrela de Tracunhaém (pioneiro), Leão Misterioso, Leão de Ouro, Leão Formoso, Pavão Dourado e Águia Formosa. além do Festival de Artes Integradas Tipoia Festival que em 2015 completa 16 Anos de Atividade.

Além da cerâmica utilitária, que remonta ao período colonial, Tracunhaém se destaca pela arte figurativa e decorativa do barro, criando santos, anjos, bichos – como o famoso leão com cachos – e figuras humanas, inspirados nas imagens do cotidiano, da cultura popular e, sobretudo, da fé religiosa.

Tracunhaém ficou nacionalmente conhecida em 1980, na ocasião das gravações da novela Coração Alado da Rede Globo, a novela contava a história do ceramista e escultor Juca Pitanga, interpretado pelo ator Tarcísio Meira, o personagem mora na cidade e muda-se para o Rio de Janeiro logo no início da trama ao descobrir que Leandro um atravessador interpretado por Ney Latorraca, comercializa suas peças pelo dobro do preço.

História 
Segundo o Dr. Theodoro Sampaio, é vocábulo de origem indígena (tupi-guarani )e significa: panela de formiga ou “formigueiro”,

O povoamento da região iniciou-se na primeira metade do século XVIII a partir da exploração do pau-brasil e do gado. Diversos engenhos instalaram-se na região, mas não trouxeram prosperidade ao local. O artesanato em barro se desenvolveu graças à criatividade dos artesãos e ganhou destaque no município. Os principais artistas são: Maria Amélia da Silva, Manuel Gomes da Silva – o Mestre Nuca, Nilson Tavares e Saturnino José Joaquim da Silva Xavier – o Zezinho de Tracunhaém.[6]

Tracunhaém foi citada como distrito de Nazaré em ata do Conselho do Governo, datada de 18 de julho de 1834. Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual 4951 criou o município de Tracunhaém, desmembrado do de Nazaré da Mata.


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