RUAS QUE DESAPARECERAM DO RECIFE ANTIGO

REFORMAS DO PORTO/BAIRRO DO RECIFE

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As grandes reformas do porto aconteceram a partir de 1909, sendo iniciadas no governo de Herculano Bandeira. O projeto do engenheiro Alfredo Lisboa permitiu a elevação dos arrecifes, a construção de um extenso cais e a reforma urbanística do bairro.

Nessa reforma, desapareceram o Forte do Picão (antigo Castelo do Mar), a Praia do Brum, a Igreja de Corpo Santo, os Arcos e a Rua da Cadeia. As obras atrasaram muito por causa da 1ª Guerra Mundial, que superlotou o ancoradouro de vapores dos quatro cantos do mundo.

Cezário de Melo (1907–1967), recifense, advogado, jornalista e poeta. Do poema Noite no Cais do Recife:
“Há angústia na noite
e noite na alma
das mariposas notívagas 
que trocam seus beijos
frios como neve
por um pouco de pão.”

CAIS DA LINGUETA

Lingueta era o nome de uma antiga praia, que depois da reforma do porto chamou-se Cais do Trapiche. Antes da reforma do porto, as embarcações ficavam ancoradas no Lamarão, fora da barra. Era penosa a descida dos passageiros para o continente. O próprio Imperador D. Pedro II, quando aqui esteve em 1859, com a família real, desembarcou fora da barra e foi trazido em embarcações menores até o Cais do Colégio, que ficava em frente à atual Praça 17. Com as reformas, em 12 de setembro de 1918, foi inaugurado o Cais da Lingueta, permitindo atracar embarcação de grande calado.

AV. MARQUÊS DE RECIFE 

Essa avenida é antiga, de 1870, mas sua forma atual veio com a reforma do porto em 1912. No início dela, que se chamava Rua da Cadeia Velha, existia a ermida de Corpo Santo (Santelmo), com seu largo, onde foi instalado, em 1710, o pelourinho (símbolo de uma povoação promovida a vila); por isso, ficou conhecida como a Praça do Pelourinho. 

A REFORMA DA RUA MARQUÊS DE OLINDA

Na reforma que alargou a Marquês de Olinda pagou-se um preço alto: desapareceram as ruas de Nossa Senhora da Conceição – trecho entre o Capibaribe e a Madre Deus – do Carcereiro, do Encantamento, da Balsa (onde se pegava a balsa para atravessar o Capibaribe), do Comércio, da Cadeia Velha, bem como o Beco do Catimbó e até o Arco da Conceição, que ficava na cabeceira da Ponte 7 de Setembro, hoje denominada Maurício de Nassau.
Nessa rua, havia o tradicional bar e restaurante Gambrinus, que já foi um dos melhores estabelecimentos de toda a cidade. No final da rua, próximo à Ponte Maurício de Nassau, existiam o Moulin Rouge e o Chanteclair, ícones da boemia e da prostituição dos anos 50–60.

AV. ALFREDO LISBOA

Separa o porto do casario do Bairro do Recife, tendo no seu nome uma justa homenagem ao engenheiro responsável pelo projeto de modernização do porto. Nas noites, os tradicionais boêmios, jornalistas e políticos recifenses lá se encontram com frequência no Bar 28, ainda existente. E, claro, falam de política, dos políticos, dos impostos e da Receita Federal, que tem, nessa avenida, a sua sede.


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