Porto do Recife na expectativa de aumentar 100% a movimentação de milho

A previsão é de que até o final do ano cheguem 120 mil toneladas do produto importado da Argentina para abastecer a avicultura do Estado e da Paraíba

Bons ventos continuam soprando na movimentação de carga do Porto do Recife. Atraca amanhã (27.04), no ancoradouro recifense, o navio de bandeira brasileira Norsul Crateus, com 32.500 toneladas de milho.

O grão que normalmente é produzido no Centro-Oeste e em alguns estados do Nordeste do país e chega a Pernambuco por via rodoviária, este ano será importado da Argentina e chegará de navio ao Recife.

O milho argentino será destinado à avicultura e às fábricas de ração de Pernambuco e da Paraíba. A embarcação será a primeira, de um acordo firmado entre a Porto do Recife S.A. e um pool de três empresas, sendo duas de Pernambuco (Mauricéa Alimentos, Notaro Alimentos) e uma da Paraíba (Guaraves Alimentos), para importar, através do ancoradouro, cerca de 200 mil toneladas de milho.

“No ano passado movimentamos 59.942 toneladas de milho. Fomos procurados pelos avicultores em fevereiro deste ano com a proposta de importação. A negociação avançou e o primeiro navio vindo de Ramallo, na Argentina, já atraca amanhã.

A programação é que chegue um navio como esse volume (32.500) a cada 60 dias”, pontua o diretor presidente do Porto do Recife, Carlos do Rêgo Vilar. O navio deve passar seis dias atracados no ancoradouro, descarregando o produto.

No Nordeste o milho é produzido na Bahia, Piauí, Maranhão e Sergipe e as safras destes estados representam 85% do milho que abastece o setor avícola em Pernambuco. “São três os principais fatores que nos levam a importar o milho: baixa produção nos estados produtores do Nordeste; o aumento no preço do grão, no período da entressafra e a dificuldade de transporte rodoviário que temos no início da safra”, explica Marcondes Farias, dono da Mauricéa Alimentos.


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