Parceria privada na gestão de Suape

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O Ministério de Infraestrutura e o governo de Pernambuco iniciaram tratativas para contratação de estudo sobre a viabilidade da participação de um parceiro privado na gestão do Porto de Suape, informou o ministério ontem.

O estudo deverá ser contratado, via licitação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a previsão é que seja concluído em até 18 meses.

“O objetivo é identificar modelos mais flexíveis de gestão, que possam proporcionar ganhos em eficiência e produtividade, além de atrair novos investimentos em infraestrutura, tornando o Porto de Suape mais competitivo, reduzindo os custos de transporte e logística do setor portuário e, ainda, gerando novas oportunidades de negócios e empregos para a região”, afirma a nota divulgada pelo ministério.

O Porto de Suape quase dobrou o volume de movimentação de carga, em cinco anos, muito embora tenha anotado ligeira redução de 2017 para 2018.

“Embora tenha apresentado crescimento significativo nas movimentações de cargas nos últimos anos, o Porto de Suape demanda novos investimentos em infraestrutura para alcançar seu pleno potencial como hub logístico no transporte e transformação de bens e mercadorias”, justificou o ministério.

O secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni, comentou, na semana passada, após leilão de arrendamentos portuários, que alguns governos estaduais haviam demonstrado interesse na realização de estudos de viabilidade para a desestatização de companhias docas e/ou de outorga de concessão da administração de portos organizados, a exemplo do que já está em desenvolvimento para a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), via BNDES. 

Na ocasião, ele não falou quais seriam os estados em questão, mas citou que não se tratava do caso de São Paulo, onde já estão sendo realizados estudos para a concessão de serviços de administração portuária, como canal de acesso. Sobre o caso paulista, ele salientou que não se tratava de privatização ou desestatização da Codesp “ainda”. “Estamos estudando que serviços podem ser transferidos à iniciativa privada de modo a trazer mais eficiência para gestão, mais flexibilidade e resultado”, afirmou, na ocasião.

Ontem, o Ministério de Infraestrutura reforçou que “a busca pela expertise e agilidade do setor privado também é vista como necessária pelo governo federal, não só para Suape, mas também para outros portos em estudo, conforme já experimentado em outros serviços públicos e infraestruturas que passaram a ser operadas por agentes privados – como rodovias, ferrovias e aeroportos”.

DESENVOLVIMENTO

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, posicionou-se sobre o assunto.

“Suape tem muito potencial a ser explorado. No ano passado, movimentamos 23,4 milhões de toneladas, mas podemos chegar a 67 milhões de toneladas de cargas em 2030. Para isso é preciso muito investimento, e nem o governo estadual nem o federal têm capacidade para suportar aportes tão altos, nos próximos anos, em um único setor”, disse.

“Apenas para a manutenção do molhe, por exemplo, vamos precisar desembolsar R$ 200 milhões nos próximos cinco anos”, acrescentou o secretário, destacando o estudo que será contratado via BNDES.

“O estudo fará um diagnóstico do porto e avaliará todas as possibilidades de expansão e negócios, calculará os riscos e dará opções. Ele pode identificar vários modelos, como o de concessão ou de sociedade anônima”, destacou Schwambach.

Por: AE


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