Copergás estuda alternativa à Petrobras

Chamada pública lançada por sete estados nordestinos para em busca de novos fornecedores de gás natural recebeu 23 propostas

Gás natural

O fornecimento de gás natural pode perder o monopólio da Petrobras no Nordeste no próximo ano. É que foi finalizada a chamada públicafeita pela Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), em conjunto com as distribuidoras dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, para atrair outros playeres para o setor.

E nove empresas diferentes, entre grupos nacionais e internacionais, apresentaram 23 propostas, contemplando 38 modalidades de suprimentos, para a região.

Todas as propostas recebidas estão em análise de aderência e conformidade ao edital de cada concessionária. Elas só devem ser publicadas ao final da avaliação, que deve durar entre três e quatro meses. Mas a Copergás já adianta que alguma dessas propostas pode ser levada adiante em Pernambuco.

“O que é importante da chamada pública é a abertura de mercado, que pode trazer benefícios para o consumidor”, explicou o assistente da diretoria técnica e comercial da Copergás, Fábio Morgado, lembrando que a iniciativa busca reduzir o preço do gás natural para o consumidor no curto prazo. No Estado, por exemplo, só a indústria consome 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia.

A Copergás lembra, por sua vez, que, apesar de o preço ser um fator importante, outras características como a segurança no fornecimento do gás serão levadas em conta. Nessa análise, as distribuidoras vão escolher, portanto, as melhores propostas.

Podem ser contratos exclusivos com empresas privadas ou contratos mistos, que contemplem diversas companhias. Até a Petrobras pode ser contemplada. É que a estatal, que hoje fornece 100% do gás natural consumido em Pernambuco, foi uma das empresas que apresentaram propostas de fornecimento na chamada pública do Nordeste. Vale lembrar que a estatal está incentivando a competitividade em outros setores do mercado brasileiro de combustíveis, como o do refino.

A implantação do novo modelo de fornecimento, contudo, só deve ocorrer em 2020. Mesmo assim, o presidente da Copergás, André Campos, diz que a finalização da chamada pública abre a possibilidade de expansão da distribuição do combustível no Estado. “A interiorização do gás natural, que era um projeto a longo prazo, torna-se um projeto de médio prazo”, afirmou Campos, indicando que a abertura de mercado pode possibilitar uma maior ramificação na distribuição do gás natural no Estado já no ano que vem.

Segundo Morgado, “a concorrência pode gerar mais investimentos e opções no transporte para o interior”. Ele lembrou que já existem projetos para gasodutos que levem o gás para cidades como Garanhuns e Petrolina a partir de 2020.

Por: Mário Fontes, da Folha de Pernambuco


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