Brasileiros denunciam xenofobia em universidade portuguesa

Foto de cartaz com mensagem incitando que alunos jogassem pedras em brasileiros que passaram “na frente” no mestrado foi divulgada

por Lorena Barros

Twitter / Reprodução

Cartaz convidava alunos a atirar pedras em brasileiros – Twitter / Reprodução

Um caso de xenofobia por parte de alunos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal, contra alunos brasileiros, foi denunciado nas redes sociais nesta segunda-feira (29).

Por meio do Twitter, uma estudante publicou imagens que viralizaram em grupos do Whatsapp. Em uma das fotos, é possível ver uma caixa de pedras com o recado “Loja de souvenirs. Grátis se for atirar em um ‘zuca’ que passou à frente no mestrado”. A palavra “zuca” é uma abreviação de “brazuca”.

A estudante Eduarda Calado foi uma das que denunciou o caso nas redes sociais. Segundo ela, os cartazes foram retirados e uma posição foi cobrada da instituição. “O Núcleo de Estudos Luso Brasileiro entrou em contato com a diretoria e estamos esperando um posicionamento oficial da faculdade”, afirma.

Em oito meses morando na cidade, mesmo ouvindo relatos de amigos sobre xenofobia, ela conta nunca ter sofrido preconceito. “A faculdade sempre me pareceu um lugar seguro e receptivo. Esse caso, pelo menos pra mim, é um isolado”, diz.AdChoicesPUBLICIDADE

Em resposta, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa se pronunciou em nota no fim da tarde desta terça. Confira na íntegra:

“Aproximando-se a data das eleições para os órgãos da AAFDL, estão em curso ações de campanha organizada pelos estudantes. A nossa Faculdade orgulha-se de ser um espaço de liberdade de opinião e incentivo a participação cívica responsável, convivendo com a autocrítica, o humor e a sátira.

A Direção da Faculdade reafirma estes valores os quais devem coadunar-se com o respeito por todos os alunos, assim como com a respetiva diversidade cultural, étnica ou de proveniência, e pela consequente ausência de ações suscetíveis de serem ofensivas ou impróprias. Razão pela qual, mesmo em campanha eleitoral para os órgãos associativos dos estudantes, não são toletadas quaisquer ações ofensivas relativamente a alunos da faculdade.”


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