CONHEÇA A HISTÓRIA DO BAIRRO DA TORRE

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O território atualmente ocupado pelo bairro de 18 mil habitantes ficou abandonado até o final do século 16. Tinha vários proprietários, até ser comprado pelo colono português 🇵🇹 Marcos André, que foi logo fundando um engenho de açúcar, batizado com o seu nome.

No ano de 1633 o engenho foi invadido pelos holandeses 🇳🇱 – que haviam tomado a capitania. Lá, construíram uma fortaleza para atacar 💣💥 as tropas luso-brasileiras que vinham do Forte Real do Bom Jesus (também conhecido como Arraial Velho do Bom Jesus), localizado no bairro de Casa Amarela.

Em 1654, os holandeses foram expulsos e Antonio Borges Uchoa, descendente de Marcos André, ficou com a posse do engenho. E sabia que foi ele quem construiu a Ponte D’Uchoa? 😮 Pois é, antigamente, ela servia como travessia do Rio Parnamirim (um braço do Capibaribe) ligando ao Sítio Guardez, propriedade de seus familiares. O engenho seguiu com descendentes de Marcos André até 1715, quando foi trocado pelo engenho Moreno, em Jaboatão. A posse, então, passou a ser da família Campelo 👨‍👩‍👧‍👦

E de onde vem o nome Torre? 🤔 O batismo veio por conta da torre da antiga capela do engenho ⛪ que tinha a invocação de Nossa Senhora do Rosário. Mas vê que curioso: por possuir uma imagem centenária de Santa Luzia em seu patrimônio, a antiga capela também era chamada de Igreja de Santa Luzia, tanto que as duas nomenclaturas seguem até hoje e, anualmente, é realizada a festa de Santa Luzia 🎉🎊🎆

O bairro perpetuou o nome Torre e começou a crescer. No começo do século 20, de acordo com o pesquisador recifense Pereira da Costa, contava com “ruas largas, elegantes prédios e grandes sítios”. Pelo bairro, surgiram estabelecimentos industriais 🏭 e uma linha de bondes elétricos.


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