Comércio de Pernambuco deve ganhar R$ 217,6 milhões no Carnaval

Em todo o Brasil, o Carnaval deve movimentar R$ 6,78 bilhões, incremento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

A Arena vai funcionar durante todos os dias da folia no Recife Antigo

A Arena vai funcionar durante todos os dias da folia no Recife Antigo
Foto: Divulgação

O Carnaval 2019 deve movimentar em todo o Brasil R$ 6,78 bilhões, incremento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em Pernambuco, o sexto estado com maior faturamento no período, o valor previsto de faturamento é de R$217,6 milhões. Desse montante, grande parte é puxada pelo segmento de alimentação fora do lar, bares e restaurantes.

“Trabalhamos com uma expectativa de aumentar em 15% o faturamento neste Carnaval em relação ao passado. O dado acima da média dos últimos três anos é possível e baseado no otimismo gerado com a queda da inadimplência, com retomada de crédito dos consumidores e do bom desempenho do setor de comércio e serviços”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seccional Pernambuco, André Araújo. Ainda segundo ele, reforçando essa projeção positiva, o setor deve incrementar em cerca de 30% o número de contratações para o período.

Embora os números do faturamento seja os melhores dos últimos três anos, pesquisa inédita realizada pela Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae, aponta que o gasto médio do pernambucano nos dias de folia deve ser modesto, em torno de R$290. “Eu esperava mais em relação ao gasto médio, em especial, no Carnaval, com muitos dias para brincar. Visto que como a maioria dos entrevistados afirma que vai gastar mais com alimentação (84,2%) e bebida (69,2%) durante os seis dias, um valor de R$ 48 por dia é muito pouco para o consumo desses itens. Na minha avaliação, isso significa que provavelmente por mais que 57% tenham pretensão de brincar o Carnaval, muitos não devem brincar todos os dias”, analisa o economista da entidade, Rafael Ramos, que chama atenção para outro ponto do recorte do estudo inédito da federação – quem vai aproveitar o período para fazer uma renda extra.

De acordo com a sondagem, cerca de 23,5% do contingente pesquisado pretende complementar a renda com a venda de bebidas e alimentos durante a folia de Momo. “Uma parte considerável do público busca uma renda extra em um momento que poderia estar se divertindo ou relaxando. No entanto, diante de um orçamento apertado, esse é um bom período para conseguir um reforço no orçamento”, pondera o economista.

Enquanto o Carnaval é momento de curtir, relaxar ou aproveitar para incrementar o orçamento, para 43% das pessoas entrevistadas na sondagem declararam não ter intenção de não participar do evento. Entre os motivos principais, ou porque vão trabalhar, que é o caso de 25,6% dos pesquisados; ou por medo da violência, apontado por 24,8% dos entrevistados; enquanto 19,4% não vai aproveitar a folia por motivos religiosos. Para realizar a sondagem, a Fecomércio ouviu a opinião de moradores do Recife, Olinda, Jaboatão e Ipojuca, apontados como um dos principais destinos turísticos de Pernambuco durante o Carnaval.

Comércio
Enquanto o Carnaval não chega, o comércio do Recife comemora os dias que antecedem a folia para incrementar em até 3% o faturamento do ano passado, quando a semana carnavalesca ocorreu no começo de fevereiro. “Por ter sido muito perto do fim do ano e das obrigações de começo do ano, o Carnaval de 2018 não foi muito positivo para o comércio de rua do Recife. Mas, como este ano vai cair em março, as pessoas já estão com suas obrigações, como matrícula e material escolar, por exemplo, pagas, o que dá a possibilidade de gastar mais tanto no período da folia quanto anterior, o que impacta no comércio local”, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), Cid Lôbo.

E a euforia e otimismo, típicos da época, não são percebidos apenas no comércio de rua. No setor de shoppings, por exemplo, a projeção é de dá continuidade ao cenário de crescimento de 6,5% do setor, em 2018, permanece também no Carnaval. Segundo o diretor de assuntos institucionais da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Cátilo Cândido. “Em estados com um Carnaval consolidado, como aqui em Pernambuco, o movimento durante os dias de Carnaval, apesar de não ter a mesma intensidade do habitual, não é muito reduzido. Afinal, há os que aproveitam a folia para assistir um filme ou transitar pelo shopping sem tanto fluxo de gente”, explica Cândido.

Segundo o presidente da Associação Lojistas dos Shoppings de Pernambuco (Aloshop), Ricardo Galdino, os principais centros de compras devem seguir a tendência dos últimos anos, com as lojas fechadas a partir do sábado de Zé Pereira e retornando as atividades a partir do meio dia da quarta-feira de Cinzas. Já as operações de alimentação e entretenimento, funcionam durante todos os dias, com exceção do feriado do Carnaval, na quarta, dia 6.


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