DIA MUNDIAL DO BRAILLE

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Dia 4 de janeiro, é comemorado o Dia Mundial do Braille.

A data marca o nascimento de Louis Braille.

Nascido na cidade francesa de Coupvray, aos três anos ele feriu o olho esquerdo com um objeto pontiagudo enquanto brincava na oficina do pai.

O ferimento infeccionou, atingiu o outro olho e Louis perdeu a visão.

O que não foi empecilho para que fosse um aluno brilhante, chegando, a conquistar uma bolsa no Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris, a primeira escola para cegos do mundo.

Foram as dificuldades sentidas por Louis Braille em seus estudos que o levaram a se debruçar sobre a criação de criação de um sistema de escrita para cegos.

Aos 20 anos, com a ajuda de Charles Barbier de la Serre, capitão de artilharia do exército de Louis XIII, criador de um sistema de sinais em relevo que, quando combinados, transmitiam suas ordens militares para os soldados durante a noite, permitindo que mesmo no escuro pudessem decifrar as ordens superiores.

Esse sistema possibilitava que qualquer frase fosse escrita. Mas como era um sistema fonético, as palavras não podiam ser soletradas.

Aos 15 anos, criou um alfabeto com 64 combinações representando todas as letras do alfabeto, além de acentuação, pontuação e sinais matemáticos.

O sistema consiste em combinações de seis pontos em relevo, que permitem a representação do alfabeto, números e simbologias científica, fonética, musicográfica e informática, garantindo que pessoas alfabetizadas neste sistema tenham acesso a informações diversas.

No Brasil, o sistema foi adotado em 1856. Atualmente, apenas duas instituições imprimem em braile: a Fundação para o Livro do Cego, de São Paulo, e o Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro.

Juntas editam cerca de 25 títulos por mês, cerca de 4 mil livros. Os exemplares são distribuídos gratuitamente, por lei, aos 750 mil cegos que se estima existirem no país.

Fundaj


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