BAIRROS DA BOA VISTA E DE SANTO AMARO NO RECIFE

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Em 1681, Luís do Rego Barros instituiu o morgado (forma de propriedade vinculada na qual o seu titular dispõe da renda, mas não dos bens que a produzem) de Santo Amaro das Salinas e também uma capela sob a invocação de Santo Amaro – o protetor de seu pai -, sobre as ruínas do Forte das Salinas, nome que o bairro tem hoje, iniciando a sua ocupação. Já no extremo sul, em 1643, Maurício de Nassau construía uma ponte, induzindo o povoamento na região.

No governo de Henrique Luiz Freire, foi construída a nova Ponte da Boa Vista, dando início ao aterro da área que permitiu nascer a Rua do Aterro (atual Imperatriz), a Rua da Aurora e a Rua Formosa (depois de alargada, Conde da Boa Vista). Até então, o mangue estendia-se das margens do Rio Capibaribe até a Rua do Hospício. Ao norte, os mangues aforados a Cassemiro José de Medeiros foram aterrados, a partir do início do século XIX.

Em 1820, já estavam instalados na área a Fundição d’Aurora, de Cristovão Starr, e a Igreja Anglicana. Em 1855, em terras conquistadas com aterro, surgiram o Ginásio Pernambucano, o novo prédio da Fundição d’Aurora e, em 1875, o prédio da Assembléia Legislativa.

O nome Boa Vista vem do palácio com o mesmo nome construído por Nassau (hoje não mais existe) e, também, da ponte, obras que estimularam a ocupação da área, nascendo a Rua Velha, a Rua da Glória e a Rua da Matriz.

Com as características das residências de classe média da época, ainda podem ser observadas casas do tipo conjugada, porta-e-janela, nas ruas de Santa Cruz, São Gonçalo, da Glória, Alegria, Leão Coroado, Velha e no Pátio de Santa Cruz.

As intervenções havidas durante o século XIX proporcionaram a esse bairro o surgimento de áreas residenciais muito cobiçadas, como a Rua da Aurora, Rua do Sebo (hoje Barão de São Borja) e a Estrada do Mondego ( atual Rua Visconde de Goiana).


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