CONHEÇA O BAIRRO DE CASA AMARELA

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Acometido por tísica galopante, um rico comerciante português para estas bandas se mudou e conseguiu milagrosa recuperação. Construiu um grande casarão (já demolido), pintou-o de ocre – por isso tornando-o conhecido como Casa Amarela –, no qual realizava ruidosos encontros sociais.

A notícia de sua recuperação espalhou-se rapidamente, e a área teve a sua ocupação intensificada, com novas e grandes residências, mas também de pessoas humildes e de pequenas construções.

Mas, quando se fala de Casa Amarela, vêm logo à mente os morros que se iniciam nas margens da Av. Norte, cuja ocupação, por aluguel de chão, deu-se por iniciativa das famílias Rosa Borges e Teixeira, a partir das primeiras décadas do século XX.

Adensou-se a ocupação quando, no governo Agamenon Magalhães, as famílias que não foram beneficiadas com casas e tiveram seus barracos destruídos pelo Serviço Social Contra o Mocambo para lá se dirigiram. Nos anos 70/80, travou-se uma importante luta da população, comandada pelo movimento Terras de Ninguém, pela posse da terra, resultando na desapropriação da área.

O Mercado de Casa Amarela, uma das principais referências da área, foi inicialmente montado na Av. Caxangá, sendo desmontado em 1930 e remontado no local onde hoje se encontra, na gestão do Prefeito Francisco da Costa Maia (1928–1930).

O pátio da feira livre de Casa Amarela, ao lado do Mercado, já foi palco de grandes eventos políticos, sobretudo nas campanhas eleitorais.


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