Cais do Sertão no Recife Antigo recebe Prêmio Nacional do Turismo 2018

O Centro Cultural foi o único representante pernambucano, e competiu com outras 241 iniciativas de todo o Brasil

O Módulo 2 do Cais do Sertão foi o escolhido pelo prêmio / Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer

O Módulo 2 do Cais do Sertão foi o escolhido pelo prêmio

Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer

O Centro Cultural Cais do Sertão foi vencedor do Prêmio Nacional do Turismo 2018. A premiação, que aconteceu na quarta-feira (5), no Rio de Janeiro, deu o título na categoria “Valorização do Patrimônio pelo Turismo” ao único representante pernambucano.

O vencedor é uma das principais obras do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) em Pernambuco, considerado destaque nacional pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“O Cais do Sertão é uma obra de arquitetura grandiosa que mistura o moderno com elementos forte da cultura sertaneja. O espaço é um convite para conhecer um pouco da história dos nordestinos”, comenta a secretária executiva do Prodetur Manuela Marinho.

A premiação contou com a inscrição de um total de 241 iniciativas de todo o Brasil nas seguintes áreas: monitoramento e avaliação do turismo; qualificação e formalização no turismo; valorização do patrimônio pelo turismo; turismo de base local e produção associada ao turismo; turismo social; inovação tecnológica no turismo; e marketing e apoio à comercialização do turismo.

O Cais

Inaugurado em abril de 2014, o Módulo 1 do Cais do Sertão engloba atrações da vida e obra do cantor e compositor Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, com exposições interativas sobre o tema. Mas foi com o Módulo 2 que o Centro conquistou o prêmio.

No projeto do arquiteto Marcelo Ferraz, o mesmo que trabalhou com Lina Bo Bardi na construção do Museu de Arte de São Paulo, a nova etapa do Cais do Sertão consiste numa gigantesca estrutura de quatro pisos suspensa sobre um vão, à semelhança do Masp, de quase quatro mil metros quadrados, como prolongamento da primeira.

Entre o prédio e o mar do Porto do Recife, uma enorme parede de cobogós projeta, através da luz, sombras que formam desenhos no piso, reproduzindo o chão rachado pela seca.


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