A HISTÓRIA DO QUEIJO COALHO

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O queijo coalho é um queridinho do Sertão nordestino e ocupa um lugar de destaque entre as iguarias da região. Isso por que não é preciso um grande investimento para conseguir um produto de qualidade, fazendo com que seja um ótimo investimento para pequenos produtores. A fabricação se resume em coagular o leite na prensagem e salgar a massa, podendo ser feito com leite de vaca, de cabra, de ovelha etc.

O queijo foi descoberto de um jeito curioso. Produtores viajantes observaram que, quando percorriam longas distâncias carregando o leite nas mochilas conhecidas como matulão, fabricadas a partir do estômago de animais jovens, ele coagulava. Descobriram também que a massa resultante desse processo era extremamente saborosa. Chamaram ela de queijo coalho.

Inicialmente, o coalho, produto usado para coalhar, coagular ou talhar o leite, era extraído de animais abatidos. A buchada era mergulhada no leite que, por conta das enzimas e dos microorganismos responsáveis pela digestão do animal, coalhavam as proteínas. Com o passar do tempo, esse método foi substituído pelo coalho industrial.

A massa resultada desse processo tem consistência variável, podendo ser usada para untar, para cortar ou para ralar. O queijo coalho é tipicamente consumido assado ou frito, em churrascos ou pratos típicos. Pode acompanhar o inhame, a macaxeira, o pão, o cuscuz, a pamonha, a goiabada e o mel de engenho. Também é bastante usado no recheio de tapiocas e pastéis.

E você, como come o queijo coalho?

FUNDAJ


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