21º Prêmio ISS: Polo médico é a maior fonte de arrecadação do ISS do Recife

A sua atuação em 2017 resultou em mais R$ 59 milhões arrecadados, deixando para trás instituições financeiras, que antes ocupavam o primeiro lugar

A sua atuação em 2017 resultou em mais R$ 59 milhões arrecadados, deixando para trás instituições financeiras, que antes ocupavam o primeiro lugar / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

A sua atuação em 2017 resultou em mais R$ 59 milhões arrecadados, deixando para trás instituições financeiras, que antes ocupavam o primeiro lugar

Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Com a tecnologia sendo a chave para sobreviver diante à crise no País, o pólo médico conquistou o pódio quando o assunto é arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS). A sua atuação em 2017 resultou em mais R$ 59 milhões arrecadados, deixando para trás instituições financeiras, que antes ocupavam o primeiro lugar. Esses números levaram Pernambuco a se perpetuar como referência no segmento, faturando por ano mais de R$ 7,2 bilhões, nas mais de 400 unidades de saúde de grande e médio porte. O Hospital Esperança, pela segunda vez seguida, encabeça o ranking e reforça a contribuição do setor no Recife.

“É um compromisso social com a cidade do Recife, que ajuda a ter melhorias e atrair investimentos para o município. Os hospitais ligados ao grupo investiram muito em tecnologia. Hoje, o cliente é mais dono do hospital que o próprio dono. Foi graças a essa incorporação, como as cirurgias robóticas, que a gente conseguiu aumentar a complexidade dos pacientes que nos procuram”, disse o diretor da Rede D’Or em Pernambuco, Alexandre Loback, que também engloba o Hospital Memorial São José, 11º lugar na posição no ranking geral e 4º no segmento de saúde.

Com um crescimento de 8% na receita em 2017, o executivo espera que para os próximos anos os resquícios da crise econômica sejam águas passadas. E para isso, até 2021, a rede promete investir em um novo hospital, no Grande Recife, que contará com cerca de 150 leitos, especializados em serviços oncológicos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), George Meira Trigueiro, a introdução da tecnologia nas unidades de saúde é uma das maiores responsáveis do crescimento do segmento no Recife. “Quando a tecnologia, assim como também a segurança do paciente, se unem,as duas assumem a tendência de tratamentos menos invasivos e o paciente fica menos tempo hospitalizado. Isso atrai mais pessoas a procurarem os hospitais ou unidades de saúde”, ressaltou Dr. George.

Ainda segundo o especialista, que também está à frente do hospital Albert Sabin, 32º lugar no ranking, as inovações no setor chegaram para agregar o setor hospitalar do município. “A tecnologia e suas inovações chegaram para agregar o desenvolvimento econômico do Recife. De jeito maneira, como dizem por aí, a tecnologia irá substituir os humanos. Ao contrário, ela trará várias mudanças para as unidades de saúde, e assim, contribuirá ainda mais para os serviços econômicos da cidade”, completou.

Oitavo lugar no ranking geral do ISS e terceiro no segmento de saúde, o desejo do Hospital Santa Joana é de investir na área de robótica e em uma nova torre de hospitalar, totalizando R$ 100 milhões. “É um projeto inovador que traz fortemente no seu DNA legítimas gentilezas urbanas, valorizando todo o entorno e integrando o novo edifício ao bairro e a cidade”, explica o diretor administrativo do HSJR, Marcelo Vieira. Na sua visão, o novo empreendimento que contemplará os recifenses com 140 novo leitos, valorizará a sustentabilidade e a área verde do entorno da região. “Design, arquitetura e serviços inovadores serão a marca registrada da nova unidade que será modelo em qualidade e segurança”, completa.

Home care se destaca

Home care é destaque no setor Entre as 14 empresas que englobam o ranking de maiores contribuintes do pólo médico, estão duas que prestam serviço de home care (atendimento domiciliar). A Interne e a Confiare, estabelecimentos que dispõem de grande relevância no setor, se destacam por oferecer ao mercado recifense uma unidade hospitalar diferenciada, com cama, equipamentos e toda uma equipe de profissionais, tudo sem precisar sair de casa.

No Brasil, a procura pelo atendimento domiciliar, para propiciar uma recuperação mais rápida do paciente e com menor risco de complicações clínicas, cresceu. Isso se deu graças ao crescimento da população idosa do País. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada em abril deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012 (são 16,9 milhões mulheres e 13,3 milhões homens).

Na avaliação do presidente do Sindhospe, George Trigueiro, esse crescimento favorece ainda mais o serviço de home care, uma vez que, o público favorecido demanda novos tipos de cuidado de saúde. “Os convênios tinham, e alguns ainda têm, resistência ao tratamento domiciliar, mas estão perdendo isso. Os pacientes idosos, ou aqueles que precisam de um tempo maior de tratamento, perceberam que, além de proporcionar um cuidado mais humanizado ao paciente, também sai mais barato do que manter a internação”, diz.

Fundadora da Interne, a médica Paula Meira ressalta que, em 2017, houve pouco investimento, devido às fortes mudanças no mercado econômico. Entretanto, este ano o cenário mudou. “Mesmo nossa cidade sendo carente de recursos e enfrentando muitos desafios, necessitávamos de investimentos. Em 2018 investimos muito em Tecnologia da Informação (TI), centro de distribuição, educação. Com isso conseguimos gerar empregos para mais de 1.400 pessoas”, conta.

JC Economia


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