CONHEÇA A RUA DO IMPERADOR NO RECIFE

Dependendo do trecho, tinha vários nomes: Rua do Colégio, Rua da Cadeia, Rua de São Francisco e Rua 15 de Novembro. Ao longo dos anos 40 e 50, foi a passarela da gente elegante e esnobe do Recife.

No trecho que se chamava 15 de Novembro, no final do século XIX, na casa de nº 30, havia o Clube Nove e Meia do Arraial. Nele, trabalhava Laura Passos, mulher de muitos amores e amantes, que, após uma confusão envolvendo morte, passou a ser conhecida como Laurinha Cemitério. Havia, também, a Casa da Ópera, famosa pelas “mulheres de vida fácil” que por lá circulavam.

Nessa rua, chegaram, em 22 de novembro de 1859, aos 34 anos, o Imperador D. Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina e enorme comitiva. Viajando a bordo do navio Apa, a comitiva desembarcou no Cais do Colégio (em frente à Praça 17) e aqui permaneceu por 31 dias.

Ao lado do prédio do antigo Jornal do Commercio, hoje sede da OAB, Rua do Imperador nº 376, o tradicional ponto de encontro de figuras ilustres da nossa história, principalmente de jornalistas, o Restaurante Dom Pedro, que, desde 1967, funciona sob o comando do português Júlio Crucho.

O poeta Mauro Mota era um dos seus mais assíduos frequentadores, fato registrado por uma placa fixada na mesa de nº 6. No cruzamento da Rua 1º de Março com a Rua do Imperador (antigamente denominadas de Rua do Crespo e Rua da Cadeia Nova), ficava o Café Lafayette, encontro de políticos e intelectuais entre os anos 20 e 40.

No prédio de nº 475, residiu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, que proclamou a Confederação do Equador e foi o presidente da Junta Governativa, em 1824. No prédio nº 371 funciona o Arquivo Público, construído para cadeia pública. No nº 290 se encontra o Gabinete Português de Leitura.


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