CONHEÇA A CRUZ DO PATRÃO NO RECIFE

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O dia 31 de outubro celebra o Dia das Bruxas. Para relembrar a data não temos bruxas, mas o local que, para muitos, é o mais assombrado do Recife: a Cruz do Patrão! Aparentemente inofensiva, ela é uma coluna, originalmente de madeira, depois alvenaria, erguida no século XIX (possivelmente em 1814), entre o Forte do Brum e o Forte do Buraco (hoje em ruínas), no Bairro do Recife.

Foi criada para servir de baliza para os barcos que atracavam, porém, se tornou um local a ser evitado, após relatos de assombrações. Lá, enterravam os escravos que morriam durante a viagem da África para o Brasil. Tem até relato estrangeiro, da cronista inglesa Maria Graham, que declarou ter visto partes de corpos em volta da cruz. Além do enterro dos escravos, por se tratar de um local distante e isolado, era ponto frequente de assassinatos e fuzilamentos.

As pessoas que iam do Recife à Olinda à noite, evitavam passar perto da cruz, pois havia uma crença que se o fizessem, ouviriam gemidos angustiantes, veriam almas penadas ou seriam perseguidos por espíritos maléficos das pessoas atormentadas que morreram por lá. Gilberto Freyre, no seu livro “Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife”, diz que na época colonial, no local onde hoje se encontra a Cruz, os negros se reuniam para fazer catimbó e que certa vez apareceu o diabo, pegou uma das escravas e “sumiu com ela no meio d´água. Tudo isso, entre estouros e no meio de muita catinga de enxofre”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a 2ª Companhia Independente de Guardas foi encarregada de fazer a proteção do porto contra os alemães. Os soldados temiam guarnecer a Cruz, muito mais pelos “mal-assombros” do que pelos possíveis invasores. Com o passar do tempo, os relatos diminuíram, porém, para muitos, as pessoas que lá foram mortas ou enterradas ainda habitam os arredores da Cruz do Patrão.

Foto: Francisco Du Bocage, 1912. Coleção Benício Dias/Fundaj.

Saiba mais: bit.ly/2QauM8m


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