SpaceX deve superar Boeing e lançar voo com astronautas primeiro

Empresa do executivo Elon Musk, fundador da Tesla, vai lançar em abril de 2019 o Demo-2, seu primeiro voo de teste tripulado

Dragon, da Space X: A Nasa anunciará quais astronautas voarão com a Boeing e a SpaceX em evento na sexta-feira, no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos EUA (Space X Dragon V2/Wikimedia Commons)

A Space Exploration Technologies de Elon Musk deve ultrapassar a Boeing na batalha para ser a primeira empresa a transportar astronautas americanos à Estação Espacial Internacional.

A SpaceX planeja lançar o Demo-2, seu primeiro voo de teste tripulado, em abril de 2019 e o voo de teste tripulado da Boeing está programado para meados de 2019, segundo novo cronograma divulgado pela Nasa na quinta-feira. Ambas as datas são posteriores às projetadas pelas empresas.

A Nasa concedeu a ambas as empresas um total combinado de US$ 6,8 bilhões em setembro de 2014 a para recuperar a capacidade dos EUA de voar até o laboratório em órbita sem comprar assentos nas cápsulas russas Soyuz – lugares que custam cerca de US$ 80 milhões cada.

A Nasa anunciará quais astronautas voarão com a Boeing e a SpaceX em evento na sexta-feira, no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos EUA. O veículo Starliner, da Boeing, decolará sobre o foguete Atlas 5, da United Launch Alliance, e o veículo espacial Crew Dragon, da SpaceX, viajará no foguete Falcon 9, o principal da empresa.

No mês passado, o Escritório de Controladoria do Governo (GAO, na sigla em inglês) alertou que as empresas estavam descuidando dos cronogramas para certificação da Nasa e que a Boeing alcançaria o marco em dezembro de 2019 e a SpaceX, um mês depois. É possível que nenhuma das empresas esteja pronta para transportar astronautas antes de agosto de 2020, informou o GAO em relatório.

O programa Commercial Crew tem certa urgência porque a Nasa não tem nenhum plano B para continuar transportando astronautas de e para a estação internacional depois do ano que vem. A agência adquiriu os últimos cinco assentos na Soyuz para transportes até novembro de 2019.

Por Dana Hull e Justin Bachman, da Bloomberg


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