CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DO POÇO DA PANELA NO RECIFE

Parte do Engenho de Casa Forte. Os médicos receitaram banhos nesse trecho, nas águas do Rio Capibaribe, para combater uma febre maligna epidêmica por volta de 1746. Esse fato motivou a ocupação da área. Constituiu-se em um dos melhores locais de veraneio da cidade. Ainda hoje, preserva edificações do século XIX.

O nome Poço da Panela vem de um poço lá existente e que serviu para a lavagem de roupas, no fundo do qual se colocou uma panela de barro. 
A Igreja Nossa Senhora da Saúde foi construída na metade do século XIX. Ao lado da igreja, está a casa do abolicionista José Mariano Carneiro da Cunha e de sua esposa Olegarinha Cunha. Um busto do grande tribuno e fundador do Clube do Cupim – instituição que defendia os escravos fugidos – encontra-se em frente à igreja.

Carrega, esse recanto, a glória de ter sido utilizado para esconder escravos que dali partiam, levados pelas águas do Rio Capibaribe, em barcaças de capim para alcançar o Ceará, estado onde a escravidão não mais existia. Ainda no bairro, a Praça Mano Teodósio, homenagem ao militante político e ligado aos segmentos de esquerda em Pernambuco.

QUEM FOI JOSÉ MARIANO?

Um dos momentos mais emocionantes acontecidos no Poço da Panela foi quando da chegada do líder José Mariano após ser libertado da Ilha das Cobras. Junto a amigos, José Mariano assistia a uma corrida de cavalos no Prado Pernambucano, quando chegou a notícia da assinatura da Lei Áurea. O povo reuniu-se à sua frente, saindo em passeatas pelo centro da cidade, com o entusiasmo e a emoção explodindo no coração de todos. Valeu, Mariano! Mas, como disse Machado de Assis, “emancipado o preto, resta emancipar o branco”.


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