Bairro do Recife terá empresarial, hotel e prédios

Empreendimentos fazem parte do projeto Moinho Recife, que deve ser aprovado até o fim deste mês de julho pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife

Moinho Recife
Foto: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

Apesar de o fechamento da Livraria Cultura gerar dúvidas sobre a sustentabilidade econômica do Bairro do Recife, a Prefeitura da capital pernambucana garante que a região continua a atrair novos negócios. A administração municipal prevê até a construção de um empreendimento multiuso que vai reunir serviços empresariais, hoteleiros e residenciais a poucos metros do Marco Zero, no prédio do antigo Moinho Recife. É um projeto que deve ser tocado pelos grupos Tavares de Melo e Moura e está prestes a ser aprovado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Capital.

“Estamos aprovando neste mês o projeto do Moinho Recife, um empreendimento de 50 mil metros quadrados de área que vai ter um empresarial, um hotel, 143 apartamentos residenciais e um espaço multiuso. Será um empreendimento âncora para o bairro”, revelou o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, Bruno Schwambach. Ele lembrou que o terreno do Moinho, que fica na Avenida Alfredo Lisboa, perto do Cais do Sertão e da Accenture, foi leiloado em 2016.

O espaço pertencia à Bunge Brasil, mas foi adquirido por membros das famílias Tavares de Melo e Moura em um leilão com lances mínimos de R$ 10 milhões.

Procurados pela reportagem, os grupos Tavares de Melo e Moura confirmaram a intenção de construir um empreendimento multiuso no local. Detalhes como investimento e duração da obra, no entanto, só serão divulgados depois que o projeto for aprovado pela administração municipal.

Lojas
Se depender da Prefeitura, porém, esta não será a única novidade do Bairro do Recife nos próximos anos. É que a ideia é atrair outros estabelecimentos comerciais para a região. “Fizemos um mapeamento das necessidades e dos imóveis do bairro e estamos mostrando essas oportunidades para os investidores. Estamos em busca de negócios como um mercado, uma farmácia e uma academia de ginástica”, contou o secretário, garantindo que a Prefeitura também vai fazer a sua parte neste processo de reocupação do bairro. Segundo Schwambach, dois habitacionais e uma praça serão construídos pelo poder público na Comunidade do Pilar a partir deste ano.

Cultura
A Prefeitura do Recife também está em busca de uma livraria que possa substituir o papel educativo que a Livraria Cultura deixou em aberto no bairro, ao anunciar o seu fechamento, na última sexta-feira (6). O anúncio, por sinal, pegou de surpresa tanto os clientes quanto os funcionários da loja. Em conversa com a Folha, um dos colaboradores da Cultura revelou que, antes de sexta, não se falava no encerramento das atividades.

O motivo da decisão também não foi esclarecido, mas o comentário é que, além da queda da venda de livros, a Cultura sofreu com um imbróglio judicial que transferiu a posse do prédio que ocupava desde 2004 para o seu primeiro proprietário. Até agora, os cerca de 60 funcionários da loja também não sabem se os seus contratos serão cancelados ou realocados para a unidade do RioMar, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Procurada pela reportagem, a Cultura não comentou o assunto.

Por: Marina Barbosa, da Folha de Pernambuco


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