Feira de Casa Amarela passará por revitalização

Um dos pontos mais tradicionais da capital pernambucana, a feira de Casa Amarela será padronizada, segundo anúncio de revitalização da gestão municipal

Problemas como lonas rasgadas e barracas velhas serão solucionados, garante a Prefeitura
Foto: Arthur de Souza

Sujeira por todos os lados, barracas velhas, enferrujadas com lonas rasgadas e sem padronização. Esse é retrato da feira de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, uma das mais importantes da capital pernambucana por sua grande diversidade de produtos de hortaliças e frutas, situada em um pátio anexo ao mercado público do bairro. A esperança dos comerciantes em ter melhorias das condições atuais de trabalho e ver a feira organizada reacendeu graças a um convênio assinado pela Prefeitura do Recife, liberando um recurso de R$ 2 milhões para a cobertura de todo o largo comercial.

A verba é proveniente de emenda parlamentar do ministro Raul Jungmann, apresentada ainda no mandato de deputado federal. Atualmente, a feira de Casa Amarela conta com 160 bancas que não têm cobertas únicas e, sim, lonas individuais. A ordem de serviço deverá ser assinada ainda neste ano. De acordo com a gestão municipal, a partir do investimento será possível fazer a implantação da coberta no local, garantindo, assim, a organização do espaço, um dos mais antigos e simbólicos pátios de feira do Recife, colocando-o em um status de importância para o cenário urbano recifense.

O secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, ressaltou que há cinco anos o pátio passou por um reordenamento ao abrigar os ambulantes que antes ocupavam a rua Padre Lemos, o que causava transtornos à mobilidade local na época. “Porém sempre foi um anseio muito grande dos comerciantes da feira de Casa Amarela ter uma coberta na área”, reconheceu Braga.

João Braga acredita que a cobertura estará instalada até o primeiro semestre de 2019, uma vez que os trâmites burocráticos vão desde a licitação, projeto arquitetônico até a execução da obra. No entanto o projeto não contemplará a implantação de lixeiras, pavimentação e a troca das bancas por boxes.

Comercializando frutas e verduras há mais de 30 anos, Jairo Oliveira, 54 anos, comentou que não é de hoje que as gestões prometem uma padronização da feira de Casa Amarela. “Vamos ver se nessa (gestão) a coisa sai. Do jeito que está, não é nada atrativo para o cliente. A aparência é feia, suja, sem padrão nenhum”, queixou-se.

Jorge de Albuquerque, 51, fez coro ao colega. “A gente vê que o entorno é todo padronizado, com mercado, farmácia, banco. Só essa feira que está nessa desorganização. Basta olhar para ver que há tempos precisa de uma padronização”, observa ele, que há mais de dez anos trabalha como ajudante de um dos comerciantes da feira. Por lá, a fiação elétrica é exposta, lixo e resto de frutas e verduras ficam amontoados entre as barracas, causando mau cheiro. “E nada aqui é de graça, viu? Todo mundo paga pelo seu espaço, pela energia. Há tempos que queremos melhoria e não vemos. Quando chove, fica mais difícil ainda, porque molha tudo”, contou o comerciante Diego Araújo, 31 anos.

Por: Priscilla Costa, da Folha de Pernambuco


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