Audiência pública questiona novo modelo de privatização do Aeroporto do Recife

Modelo proposto pelo Ministério dos Transportes, visa privatização em lote, junto com mais cinco aeroportos, incluindo os de João Pessoa e Campina Grande que fecharam 2017 com prejuízo

Em audiência pública, nesta terça-feira (16), o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, foi questionado sobre a mudança do modelo de provatização do Aeroporto do Recife da forma individual para em lote.

O deputado federal Felipe Carreras, responsável por organizar a reunião, questionou porquê o terminal da capital pernambucana será vendido em conjunto com os de João Pessoa e Campina Grande, uma vez que estes dois últimos geraram danos aos cofres públicos no ano passado.

“Como uma empresa vai querer um lote com aeroportos como o de João Pessoa e Campina Grande, que deram um prejuízo de R$ 15 milhões em 2017? Se é tão bom, por que não fizeram antes? Por que justo com Recife?”, perguntou o deputado.

Ainda durante a audiência, o ministro disse que o Aeroporto do Recife receberá um investimento de R$ 854 milhões e todo o bloco, R$ 2,1 bilhões.

O mistro divulgou também, durante a reunião, o lucro do Aeroporto do Recife em 2017. De acordo com Casemiro, o terminal faturou aproximadamente R$ 130 milhões ano passado.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou uma portaria proibindo novos destinos ou frequências desde o dia 2 deste mês para o equipamento. De acordo com o ministro, os problemas não serão resolvidos de forma imediata, mas um Termo de Ajuste de Conduta será assinado entre a agência e a Infraero na próxima semana para, até o final do mês, o aeroporto ser liberado.


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