Os encantos da Ilha do Sal em voo direto do Recife

Blog JA – DP

A Cabo Airlines tem dois voos do Recife para a Ilha do Sal, que decola nos primeiros minutos das quintas e sábados. Dentro de duas semanas, implanta o terceiro voo semanal, que sairá do Recife nas terças-feiras. A volta é nas segundas, quartas e sextas. Atualmente tem conexão imediata para Lisboa e Paris e no próximo mês para Milão. Cabo Verde tem 10 ilhas de origem vulcânica: Além do Sal, Santo Antão (ilha da aguardente e do mel); Santa Luzia (a única inabitada por falta de água e a menor de todas), São Vicente (ilha do porto grande); Boavista (ilha das Dunas que tem a maior praia do arquipélago, a praia de Santa Mónica) Brava (ilha das flores); São Nicolau (a ilha da interculturalidade), Fogo (a ilha do vulcão, com o ponto mais alto e o melhor café do arquipélago); Maio e Santiago (onde fica a capital, Praia). Exceção de Santa Luzia, todas exploram muito bem o turismo.

A mais charmosa e que atrai maior número de turistas é a Ilha do Sal, onde passei alguns dias maravilhosos, integrando grupo de jornalistas convidados pela Cabo Verde Airlines, empresa que está em fase final de privatização e que tem tarifas altamente competitivas. Chegada é no moderno Aeroporto Amilcar Cabral, que foi o grande libertador de Cabo Verde. O brasileiro tem que pagar uma taxa de visto de 25 euros e pode ser feito no próprio aeroporto. No painel posso ver que a ilha tem voos para várias cidades do mundo. Inclusive vários charters dos principais emissores de turistas para Sal: Inglaterra, Alemanha, Países Nórdicos.

A passagem pela alfândega é rápida e começo a descobrir como as pessoas de Cabo Verde são apaixonadas pelo Brasil, especialmente pela música, pelas novelas e pelo futebol.  Nos lugares por ande andei cheguei a ouvir sucessos da MC Loma e a Jojô Toddynho. Quem tem um prestígio enorme por lá é Joelma, que já fez vários shows na ilha. O check-out é igualmente rápido e passageiros têm, lado a lado, duas lojas de free shopping, que competem e chegam a mostrar preços bem diferentes para o mesmo produto. Pesquisar é importante.

Hospedagem foi no Hotel Mellia Lloma(palavra quer dizer plana), um complexo de quatro hotéis, num total de 1,2 mil quartos. Todos são resorts cinco estrelas, com sistema all incluse, serviço impecável, instalações de luxo, várias piscinas e acesso direto à praia. São sete resorts de luxo (mais dois em construção), 30 hotéis e várias pousadas e residenciais, contabilizando uma oferta de 32 mil leitos. Existem várias opções de preços, que variam muito na alta temporada (no inverno europeu) e na baixa temporada (no verão europeu, de maio a setembro). A temperatura também varia muito. No verão, chega aos 40 graus. Mas agora estava em torno dos 20 graus, que caía muito à noite, exigindo o uso de casaco.

Num lugar como a ilha do Sal, é difícil fugir da rotina de comer, dormir e preguiçar, curtir a vida. Ainda assim, pode-se contornar um pouco esse tipo de férias e sair à descoberta dos lugares, das gentes, da comida e da morabeza cabo-verdiana. A morabeza está para os cabo-verdianos como a saudade está para os portugueses, não se explica, sente-se. A morabeza está na filosofia de vida dos cabo-verdianos, muito própria das pessoas descontraídas, amáveis, disponíveis e alegres.


O interior do avião da Cabo Verde Airlines


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