Conheça tecnologias do futuro no centro de inovação da Accenture no Recife

Tecnologias emergentes, como inteligência artificial, realidade virtual ou internet das coisas, são desenvolvidas no centro

Centro de inovação fica no Armazém 12, do Porto Digital
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

BIANCA BION

Quem anda pelo Bairro do Recife mal pode imaginar que no Armazém 12, no Marco Zero, um grupo de pessoas está dedicado a trazer para o nosso dia a dia tecnologias do futuro. É lá que fica o Innovation Center da Accenture, o maior centro de inovação da empresa na América Latina, voltado a solucionar problemas reais do ambiente de negócios usando inteligência artificial, realidade aumentada ou virtual, internet das coisas, entre outras tecnologias que não foram completamente difundidas na rotina das empresas ou das pessoas, chamadas “emergentes”.

O espaço de 400 metros quadrados não lembra em nada o ambiente corporativo. Cortinas com correntes de ferro separam os ambientes. Em paredes de vidro, os funcionários fazem contas e desenhos. As luzes e as cortinas podem ser ajustadas por meio de um simples pedido à assistente virtual no celular, Catarina, que também interage e busca dados. Ao entrar no centro, o visitante se depara logo com um ambiente decorado com ajuda de realidade aumentada, que mistura o mundo real com o virtual. Cubos brancos assumem cores e imagens refletidas, como parte da terra e o nome Accenture. Dependendo da configuração, é possível ver setas circulando pelos cubos como se ganhassem vida.

Geralmente, são os clientes que procuram a Accenture para arranjar soluções tecnológicas para problemas reais. Mas há ambientes voltados para pesquisas. Um exemplo é um teste de tecnologias que podem ser aplicadas em supermercados, farmácias ou mercadinhos daqui a cinco ou dez anos. Câmeras captam a expressão facial dos clientes enquanto manuseiam os produtos em uma estante e são capazes de identificá-lo, facilitando a criação de um atendimento personalizado. Uma das possibilidades trabalhadas é que o cliente poderá anotar os produtos em um aplicativo e o valor será descontado automaticamente do cartão, já que a pessoa será reconhecida pelo sistema.

Buscando dar leveza ao local de trabalho, existe um ambiente chamado carinhosamente de garagem. O objetivo é criar uma atmosfera confortável em alusão às garagens onde pessoas como Bill Gates, criadores da Microsoft, deu os primeiros passos para criar grandes empresas. “A gente se apropriou de conceitos da garagem, como a leveza e a abertura a erros. O aprendizado ali é natural”, afirma o gerente da Accenture Technology Paulo Victor Moura. É lá também que fica a janela, uma tela que mostra imagens da “garagem” de parte do time da Accenture em São Paulo. Quando precisam trocar uma ideia, o canal de áudio é ativado e os funcionários do Recife conseguem conversar com os de São Paulo, como se fossem vizinhos.

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Centro de inovação da Accenture fica no Armazém 12, no Porto Digital

É na garagem que surgem as ideias e são criados protótipos. De agosto do ano passado até o momento, ao menos 80 produtos mínimos viáveis (MVP, na sigla em inglês) já foram desenvolvidos. O MVP é o primeiro passo para trazer este produto para o dia a dia, significa que o projeto elaborado em até seis semanas já foi testado e considerado viável. A partir de então, vem outra parte do processo, a implantação, que pode levar mais tempo, como um ano ou mais.

“O nosso objetivo nessa empreitada da produção do MVP não é chegar em um produto final, que vai ser a solução definitiva do cliente, mas é sair do zero, de uma ideia que eu consigo comprovar que é viável”, explica Paulo Victor Moura.

Atualmente, a equipe do centro trabalha em drone com inteligência artificial que pode ser usado para identificar corrosão e fiação partida em linhas de transmissão de energia ou na agropecuária.

Outro produto são os óculos de imersão visual, que permite encurtar distâncias. Um cliente da indústria farmacêutica já deu aos seus cientistas esses óculos para que eles tenham acesso a um ambiente de realidade virtual em que podem fazer experimentos juntos, como se estivessem um ao lado do outro, mas na verdade estão espalhados pelo mundo. Há outras aplicações também, como treinamento de pessoal e simulações de ocasiões reais. Por exemplo, técnicos de uma usina nuclear podem simular uma operação de risco extremo, como um superaquecimento de um reator, ou o gerente de uma loja pode se preparar para a primeira Black Friday.

ACCENTURE NO RECIFE

O centro é apenas uma parte da Accenture no Recife. Já são cinco escritórios na capital pernambucana, que comportam mais de 2 mil funcionários. A empresa atende clientes em mais de 120 países atualmente. Mas é lá que o futuro acontece hoje.

JC Economia


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