Com auxílio na mira do STF, juízes federais ameaçam entrar em greve

Meu pirão primeiro A batalha pela manutenção de benefícios pode acabar deflagrando uma greve no Judiciário.

 

Cerca de 100 magistrados federais iniciaram movimento para convencer colegas a iniciar uma paralisação. O grupo ficou revoltado com o fato de a presidente do STF, Cármen Lúcia, ter marcado para 22 de março o julgamento que pode extinguir o auxílio-moradia. A ministra foi acusada de ter sido seletiva: mirou a Justiça Federal, mas ignorou ação sobre penduricalhos de tribunais estaduais.

Vai ou racha? A diretoria da Associação dos Juízes Federais foi acionada e agora avalia se convoca ou não assembleia para tratar do tema.

Onde dói A última vez que classe entrou em greve foi em 1999. Na ocasião, reivindicava reajuste.

Na rua A Frentas (Frente Associativa da Magistratura e do MP) decidiu realizar atos em cinco capitais do país, no dia 15 de março. Tema: “recomposição salarial e dignidade da magistratura”.

Munição O presidente Michel Temer pediu que seus advogados acessem e anexem ao inquérito derivado da delação da JBS a troca de mensagens entre o ex-procurador Marcello Miller e a advogada Esther Flesch. Acha que a conversa reforça a tese de que ele foi alvo de armação.

Agora vai A direção geral da Polícia Federal avisou a delegados que a nomeação de Érika Marena para a chefia da Superintendência em Sergipe sai nos próximos dias no Diário Oficial.

Linhas tortas Designada para o cargo no ano passado, Marena não o assumiu porque estava no centro da investigação interna que apura sua conduta na operação sobre desvios na Universidade Federal de Santa Catarina. Preso durante a apuração, o reitor da instituição se matou.

Mostra sua cara Ao vetar discussão sobre a nova pauta econômica do governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pode acabar dando um tiro no pé. Setores do mercado financeiro que sempre foram simpáticos ao democrata dizem que ele tem reforçado a imagem de que não tem “estabilidade emocional”.

Deixe-me ir O DEM justifica: faz pressão para Temer vestir logo o figurino de candidato, liberando a sigla para desembarcar de seu governo.

La mano de Dios Aliados de João Doria (PSDB) traçaram estratégia para dar um verniz de convocação popular à sua pré-candidatura ao governo do Estado. Para justificar o abandono da Prefeitura de SP, começaram a circular lista de apoio à indicação dele ao posto. O documento será usado para inscrevê-lo nas prévias.

Haja gente Segundo tucanos, o estatuto do partido não impede que outras pessoas inscrevam alguém como pré-candidato nas prévias, mas para que isso ocorresse seria necessário o apoio de 20% dos delegados– cerca de 700 nomes.

Eu que fiz No almoço com a bancada do PSDB no Congresso, o governador Geraldo Alckmin entregou um papel sulfite a cada parlamentar com um gráfico que compara a taxa de homicídios de São Paulo com a do Brasil. O informe diz que no Estado foram 8,02 mortes a cada 100 mil habitantes em 2017; no Brasil, 28,9.

Eu que fiz 2 Alckmin afirmou que, como a segurança será o principal tema da disputa eleitoral, “a eficiência de São Paulo será um case na campanha”.

Assim não dá Presidente do PSDB, o governador foi duramente cobrado por deputados e senadores sobre a distribuição de recursos para o corrida eleitoral deste ano. A promessa, por enquanto, é a de que cada um contará com R$ 500 mil.

Quero mais Os parlamentares afirmam que o valor é insuficiente e que o partido precisar garantir ao menos R$ 1 milhão para cada um. Alckmin ficou de fazer um planejamento.

Qual é? Petistas se irritaram com a aproximação do ex-prefeito Fernando Haddad com Ciro Gomes (PDT) e pediram que Lula o chame para uma conversa.

TIROTEIO

Temer implodiu a parca governabilidade que ainda tinha. Trocou parlamentares fiéis por quem tem ouvidos moucos para a sociedade.
DO DEPUTADO PAULO PIMENTA (PT-RS), sobre os presidentes da Câmara e do Senado criticarem Michel Temer, e o marqueteiro Elsinho Mouco defendê-lo.

CONTRAPONTO

Perde o amigo, não a piada

Na volta ao Senado da licença médica que foi obrigado a tirar após ter caído de uma mula, Ronaldo Caiado (DEM-GO) não escapou dos gracejos dos colegas. Nesta quarta (21), na Comissão de Constituição e Justiça, ele elogiou o relatório de Lasier Martins (PSD-RS) sobre projeto que trata do uso de cartões corporativos. Ana Amélia (PP-RS) pegou carona:

— Faço as mesmas observações que Caiado, senador que festejamos o retorno depois de um longo e sofrido tratamento para se recuperar de um acidente cavalar!


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