Ao lado do Recife, Cabo de Santo Agostinho conta com praias de água turquesa

Indecisos têm um prato cheio em Cabo de Santo Agostinho, no litoral sul pernambucano. O pequeno município, situado a meia hora do centro de Recife, acolhe com ternura turistas sem roteiro predefinido, que não sabem bem se preferem aproveitar a praia, fazer roteiros históricos ou apenas relaxar em um resort com spa e atração para as crianças.

Com infraestrutura urbana modesta, alavancada pela construção do complexo portuário de Suape, no fim dos anos 1970, a região guarda na memória os primeiros passos do Brasil após a colonização portuguesa.

No ponto mais alto da região, fica a igreja Nossa Senhora de Nazaré, construída no século 16. É lá que estão também as ruínas do Convento Carmelita, que remontam ao fim do século 17 e são semelhantes a outras encontradas pelo Estado, como as que estão em Fernando de Noronha.

Por lá, comerciantes vendem licores de jenipapo e caranguejo, além de artesanatos e delícias locais, como a passa de caju.

Cercada pelo mar de águas quentes, que parece pintado de azul e turquesa, Cabo de Santo Agostinho também abriga refúgios no litoral, como a charmosa praia de Calhetas.

Esculpido feito um coração de pedras, o lugar no passado serviu de porto seguro para tropas portuguesas e holandesas. Hoje, é povoada de barquinhos e faz abrigo para romances e gente que quer descansar.

Seu acesso pela mata atlântica e vegetação nativa limita-se a uma trilha que pode ser desvendada a pé ou de bugue. Antes do caminho, uma tirolesa oferece um atalho e garante diversão, lançando passageiros a um mergulho no mar.

Próximo dali ficam as praias do Paiva, decorada com coqueiros de uma reserva da família do artista plástico Francisco Brennand —o tradicional clã pernambucano é dono de diversos empreendimentos na região e de uma das maiores fortunas do país—, a do Xaréu, formada por rochas de origem vulcânica, e a de Itapuama, na qual surfistas se aventuram além dos arrecifes.

Já a praia de Suape tem águas cristalinas e tranquilas que brilham com ajuda dos primeiros raios, mostrando conchinhas e algas. A orla do Suape desemboca no Rio Massangana, formando um manguezal na altura da Vila Galé Eco Resort do Cabo.

Construído na região que já foi uma vila de pescadores, o Vila Galé acomoda principalmente famílias com crianças —a garotada ganha independência e correm por aí sob a tutela dos monitores do lugar.

O spa, com piscina exclusiva e uma vila ao estilo japonês, é o “parquinho” dos casais, que buscam tratamentos como banhos aromáticos e massagens em dupla.

Mas, se até o sossego cansar, basta um breve desvio para chegar às vizinhas Recife e Olinda. Aí é só cair na folia.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *