O que a Embraer tem a ganhar ao se unir à Boeing

A fabricante brasileira de aviões negocia com a gigante americana uma parceria que pode abrir novos mercados e fomentar a área de pesquisa e desenvolvimento

Por Marcelo Sakate

Fábrica da Embraer em São José dos Campos: uma das empresas brasileiras que mais exportam
(Roosevelt Cassio/Reuters)

As negociações entre a Embraer e a americana Boeing alimentaram temores de que o país possa abrir mão de uma rara joia da indústria nacional.

Michel Temer apressou-se em dizer que, enquanto for presidente, ela jamais será vendida – o governo tem o poder de veto a qualquer negociação que envolva o controle.

O sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, onde fica a sede da empresa, se opôs a qualquer proposta.

São reações que tratam a companhia como se ela fosse uma estatal, suscetível às ingerências políticas. A verdade é bem diferente.

A Embraer é o exemplo de privatização que deu certo. Quando foi vendida pela União, em 1994, a despeito dos protestos de sindicalistas e políticos locais, tinha uma dívida bilionária, corria risco de quebrar e empregava 6 000 trabalhadores; desde então, ela se tornou a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo (atrás da Boeing e da Airbus), triplicou o quadro de funcionários e hoje tem um faturamento vinte vezes maior.

Apesar das manifestações intempestivas, o fato é que a Embraer tem muito a ganhar se acertar uma parceria estratégica com a Boeing, dizem analistas.

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