Black Friday deve movimentar R$ 2,2 bi no Recife

Comércio espera adesão massiva ao evento e até os ônibus estenderam o horário para atender os consumidores

Por: Julia Pecly

Black Friday
Foto: Henrique Genecy / Folha de Pernambuco

O Recife está preparado para receber a maior Black Friday brasileira da história. O faturamento estimado é de R$ 2,2 bilhões em 2017, de acordo com o portal Busca Descontos, idealizador do evento. Comparado ao ano passado, o desempenho deve ser 19% maior – em que pesem o histórico das edições anteriores e o fluxo de acessos à página oficial do evento na internet. Na Região Metropolitana do Recife, até o transporte público estenderá os horários de funcionamento de alguns serviços para dar suporte ao vai-e-vem de consumidores. Serão 19 linhas de ônibus – de acesso aos shoppings RioMar, Recife e Guararapes – com horas adicionais no final do dia.

Segundo o economista da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos, o sentimento entre os lojistas é de que o trimestre final de 2017 será o melhor dos últimos três anos. Embora a entidade não fale concretamente em números de crescimento, Ramos explica que, além da maior disposição a comprar, o consumidor ganhou maturidade. “O pernambucano foi forçado a se educar. O nível de endividamento no Estado vem caindo, ainda que de maneira modesta, mas o consumo continua crescendo. Quer dizer que os consumidores estão se organizando para efetuar mais compras à vista”, disse. Ele comemorou este efeito como um colateral positivo da crise econômica.

Para esta Black Friday não seria diferente. Embora esboce preocupação com o pequeno comércio, que acaba ficando refém da “chuva de promoções” e precisa baixar o preço para se tornar competitivo, Ramos entende que o consumidor fará boas compras. No e-commerce, o idealizador Busca Descontos garante que a última sexta-feira de novembro se tornou o maior evento do comércio eletrônico nacional. Junte-se a isso a reeducação financeira do público – a que se referiu Rafael Ramos – e o resultado deve ser positivo, tanto em quantidade quanto em qualidade de consumo.

Ainda assim, as orientações para o fim de ano são conservadoras. “O primeiro bimestre do ano tem histórico de ter nível de endividamento mais alto entre famílias, por causa de gastos com matrícula de escola, faculdade, além do material escolar”, explicou o economista.

Por isso, antecipando compras de Natal ou não, a Fecomércio sugere planejamento na hora de comprometer o orçamento com presentes e supérfluos. E para garantir que os descontos sejam reais, a receita é dar preferência ao consumo de produtos cujos preços já venham sendo monitorados há pelo menos um mês. “Só depende de cada consumidor e de quanto ele é ‘próximo’ do produto”, finalizou.

Folha PE


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