Após ato de vandalismo, Ministério da Integração fecha uma comporta da Transposição

Segundo nota enviada pela pasta, credores de construtora que fechou são suspeitos de terem quebrado equipamento e pichado estrutura

Além da pichação, houve danos nas mangueiras das comportas / Foto: Ministério da Integração Nacional/Divulgação

Além da pichação, houve danos nas mangueiras das comportas
Foto: Ministério da Integração Nacional/Divulgação

 O Ministério da Integração Nacional divulgou, neste domingho (8), que o canteiro de obras do trecho N1 do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco foi invadido, no muncípio de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. Segundo nota enviada pelo órgão, foram causados danos nas mangueiras das comportas do Reservatório de Tucutu. A estrutura de controle do reservatório também foi pichada. A principal suspeita é que tanto a invsão quando as pichações foram feitas por fornecedores da empresa Mendes Jr, que havia sido contratada para executar a obra, mas não concluiu. O caso ocorreu na última sexta-feira (6).

Por conta dos danos nas mangueiras, houve um vazamento de óleo no Reservatório de Tucutu e as equipes técnicas do ministério fecharam a comporta que libera a ágia do Rio São Francisco para os canais. A pasta analisa as medidas legais cabíveis e está avaliando os prejuízos para que as comportas sejam reabertas.

A área afetada da obra é responsável pelo abastecimento de cerca de três mil pessoas de 17 comunidades. A construtora Emsa, líder do consórcio contratado via licitação para completar as obras do trecho N1, resgitrou um boletim de ocorrência.

“Há suspeitas de que a depredação possa ter sido liderada por comerciantes da região, que cobram dívidas da Construtora Mendes Jr. Segundo os credores, os débitos são da ordem de R$ 24 milhões. A empreiteira era a responsável pelas obras de implantação do trecho N1, mas foi obrigada a se afastar da obra após ter sido considerada inidônea pela CGU por estar envolvida nas investigações da Operação Lava Jato”, diz a nota enviada pelo ministério.

No mesmo texto, o Ministério da Integração Nacional informou que não há passivos nos contratos em relação à Mendes Jr. e que a empresa é que tem dívidas pendentes com o órgão. A dívida, que chega a R$ 200 milhões, é referente à readequação de preços e a penalidades contratuais.

AMEAÇAS

A pasta está impedida de saldar dívidas da construtora com os seus fornecedores porque trata-se de uma relação contratual entre empresas privadas. O ministério alega que realizou reuniões entre a construtora e os fornecedores, mas nenhum acordo foi firmado.

A nota do ministério informa, também, que os credores da Mendes Jr. têm feito ameaças a funcionários da pasta e do consórcio que está concluindo a obra. “As ameaças verbais são frequentes e agressivas. Se referem à intenção de fechar o prédio onde funciona a Coordenação do Eixo Norte e a Gerenciadora, instalados em Salgueiro, invadir e paralisar o canteiro da empreiteira Emsa, assim como das suas subcontratadas, fechar a BR 116 no trecho em frente aos escritórios da Coordenação e e depredar o canal e as obras em funcionamento”, acrescenta o texto.

JC Online


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