A opinião de Barack Obama, em palestra na capital paulista

Durante palestra em São Paulo, Fórum Cidadão Global, organizado pelo jornal “Valor Econômico” com o Banco Santander,  Barack Obama criticou a ascensão do populismo e da xenofobia no mundo, em discurso marcado por forte defesa da pluralidade e da democracia. Além disso, pediu que os governos trabalhem para diminuir a diferença entre ricos e pobres e alertou para os riscos trazidos pela disseminação de notícias falsas pela imprensa e pelas redes sociais — citando as eleições americanas do ano passado, em que houve ampla circulação de rumores falsos, inclusive sobre a democrata Hillary Clinton, apoiada por Obama.

“Vemos o aumento da xenofobia e do populismo da extrema-direita ou da extrema-esquerda. Contrapor “eles” a “nós” não é a direção certa. Precisamos abraçar a tolerância, o estado de direito e o pluralismo para realmente avançar — disse o ex-presidente, antes de pedir mais igualdade econômica dentro e fora do seu país de origem. — Temos que trabalhar para diminuir a diferença entre ricos e pobres.”

O ex-presidente ainda defendeu a importância da migração ordenada para um país, em termos sociais e econômicos, incluindo os Estados Unidos — onde seu sucessor, o republicano Donald Trump, tem promovido sua agenda contra a chegada de imigrantes. Em uma era tão conectada, considerou que o futuro está na mistura de pessoas com diferentes experiências de vida. E ressaltou que isso inclui o bom acolhimento de imigrantes. Vemos o aumento da xenofobia e do populismo de extrema-direita ou esquerda. Contrapor “eles” a “nós” não é a direção certa. Precisamos abraçar a tolerância, o estado de direito e o pluralismo para realmente avançar. Temos que trabalhar para diminuir a diferença entre ricos e pobres.

“Não podemos apenas resolver problemas com tanques e aviões. Tenho muito orgulho de que os EUA tenham o Exército mais poderoso do mundo, e precisamos disso. Nós não podemos apenas resolver problemas com tanques e aeronaves. A Coreia do Norte representa um perigo real e, por isso, temos que manter alianças fortes no mundo todo. Mas, para fazer isso, temos que compreender que nossa segurança não depende apenas do aparato militar, mas de diplomacia forte.”

“Também acho que será importante garantir que as comunidades online que estão sendo formadas também saiam para o offline. Sempre digo para minhas filhas, que estão toda hora no telefone mandando mensagens de texto: Por que não vão encontrar pessoalmente seus amigos? Falem com eles, face a face. Porque a experiência de você estar com as pessoas é diferente de estar através de um texto. Acho que o que vale para minhas filhas, vale também para adultos, comunidades e pessoas. Tentar encontrar maneiras para não estarmos sempre encurralados pela mídia ou limitados.”


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