Bairro do Recife terá casa de eventos em antigo armazém do Porto

O armazém 14, no cais do Porto, foi restaurado e será reaberto em julho no Bairro do Recife

De frente para o mar, o imóvel terá 1.900 metros quadrados de área livre para eventos / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

De frente para o mar, o imóvel terá 1.900 metros quadrados de área livre para eventos
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O armazém 14 do Porto do Recife, que nasceu como depósito de carga no começo do século 20 e abrigou um teatro no início do século 21, abrirá suas portas ao público em julho de 2017 com nova função. Localizado de frente para o mar, quase na cabeceira da Antiga Ponte Giratória,  no Bairro do Recife, o prédio foi restaurado e transformado numa casa de eventos para usos variados.

Com 85 metros de comprimento por 20 metros de altura, o velho galpão terá 1.900 metros quadrados de área livre para festas de casamento, 15 anos e formatura, congressos e feiras. No Itaipava Catorze, nome do novo espaço de lazer e entretenimento do Bairro do Recife, há também um palco e dois camarins para pequenas apresentações artísticas, como shows e peças de teatro.

“É a primeira casa desse porte a ser inaugurada no Bairro do Recife”, afirma o empresário Gustavo Satou, um dos sócios do Itaipava Catorze. O imóvel preserva as fachadas do depósito de cargas, inclusive com o mesmo nome do passado estampado na parede – Armazém Frigorífico. “Manter a denominação na fachada não me custou nada”, declara o empreendedor.

Na área interna, o galpão se apresenta com dois pavimentos (térreo e mezanino), elevador, dois grandes bares (um em cada pavimento), quatro baterias de banheiros com 50 cabines distribuídas nos dois pisos e cozinha de apoio. A varanda externa, com dois metros por 80 centímetros, totaliza 160 metros quadrados de área com vista para o mar.

“Por dentro, é um prédio moderno. O mezanino de aço e concreto será fechado e tem ar-condicionado”, diz Gustavo Satou, que também é sócio do Seu Boteco, instalado no armazém 12. A cor bege com cinza das fachadas segue o padrão dos outros galpões revitalizados na área não operacional do Porto do Recife. “Tudo com autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional)”, afirma.

A obra, iniciada há dois anos e meio, faz parte do Projeto Porto Novo Recife, conduzido pela iniciativa privada para a reocupação de sete armazéns desativados do Porto com atividades de lazer, gastronomia, hotelaria, convenções e escritórios. A reabertura do armazém 14, prevista para novembro de 2016, teve de ser remarcada em função de ajustes.

PORTO NOVO

Gustavo Satou e os sócios Bruno Rego, Waldemar Valente e Jonathan dos Santos investiram R$ 7 milhões na restauração do prédio e nos equipamentos. Com a inauguração da casa de eventos no Bairro do Recife, o Porto Novo Recife completa um quarteirão de galpões revitalizados da Praça do Marco Zero até a Ponte Giratória, entre o cais e a Avenida Alfredo Lisboa.

Nesse trecho, batizado Festival Center, há outros dois armazéns (12 e 13) que funcionam com bares e restaurantes. O armazém 9, que também faz parte do complexo, é ocupado por uma empresa de consultoria multinacional. Há projetos para transformar o galpão 15 em hotel e as edificações de número 16 e 17 em centro de convenções integrado ao hotel.

Os três imóveis encontram-se no Cais de Santa Rita, bairro de São José. No mesmo local, junto ao hotel, está prevista a construção de uma marina internacional. O Porto Novo Recife preferiu não se pronunciar sobre o andamento das propostas para armazéns 15, 16 e 17.

JC Cidades


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