Fashion Revolution Recife discute moda sustentável e consciente

Evento será realizado de segunda (24) a quarta (26) e conta com filmes, mesas redondas, palestras e performances na programação

Reprodução/Facebook

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Fashion Revolution é um movimento global, presente em mais de 90 países criado para discutir sobre as condições degradantes de trabalho escondidas na cadeia produtiva da moda

No dia 24 de abril de 2013 um acidente trágico revelou o lado sombrio da indústria da moda mundial. Neste dia, 1.133 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas quando o complexo de fábricas Rana Plaza desabou em Dhaka, Bangladesh. Com a pergunta ‘Quem fez minhas roupas?’, o movimento Fashion Revolution Day realiza em todo o mundo uma série de atividades de conscientização e políticas sobre o consumo da moda. No Brasil, o evento ocorre em oito estados, sendo um deles Pernambuco, que terá na sua capital, de segunda (24) a quarta-feira (26), uma programação com filmes, mesas redondas, palestras e performances.

Fashion Revolution é um movimento global, presente em mais de 90 países, criado pela Carry Somers e Orsola de Castro, que acompanhadas de um grupo de estilistas, acadêmicos, imprensa e ativistas, decidiram dar um basta nas condições degradantes de trabalho escondidas na cadeia produtiva da moda. A iniciativa tem a proposta de incentivar uma indústria que valoriza as pessoas, o meio ambiente, a criatividade e o lucro em igual medida através de soluções sustentáveis realistas.

“Este é o terceiro ano do Fashion Revolution aqui no Recife e o primeiro ano com três dias de programação. O evento é aberto ao público e gratuito e estimula uma visão ampla e multidisciplinar da indústria da moda. Para isso, convidamos palestrantes do Ministério Público do Trabalho, do SEBRAE e das universidades para,  juntos, pensarmos uma indústria com mais empatia e mais consciência dos seus impactos”, explica o estilista Nestor Mádenes, coordenador da ação em Pernambuco.

De acordo com ele, a ação tem o objetivo de ir além das pessoas que produzem a moda. “Queremos estimular a curiosidade e o engajamento não apenas de profissionais da área, mas de consumidores que compreendam que o seu poder de compra é também uma responsabilidade de cuidado com o outro e com o meio ambiente”, pontua.

A programação segue também com bate-papos que reunirão profissionais da moda como Eduardo Ferreira, Leopoldo Nóbrega, Heloiza Lima Luz, Thiana Santos, Saulo Moura, Mayara Lima Pimentel, Mychelle Jacob, além dos produtores do evento Luciene Vilhena e Nestor Mádenes.

No ano passado, a gestora de Design e Moda da Secretaria de Cultura de Pernambuco, Janaína Branco, foi convidada para participar de uma mesa redonda junto a marcas sustentáveis do estado e empreendedores na área da moda. “Essa temática abordada no Fashion Revolution é necessária porque a moda é muito presente no nosso dia a dia. Vivemos e consumimos o tempo inteiro, mas não refletimos sobre quem as produz”, observa.

Janaína Branco fala de algumas iniciativas e políticas públicas que a Secult-PE tem colocado em prática na construção de uma moda mais sustentável no estado. “Um exemplo é que a gente tem aderido ultimamente a uma prática de moda sustentável muito interessante, que é o bazar e brechó. Dentro dessa temática, a Secult-PE e Fundarpe estão abrindo nas suas ações iniciativas que sigam essa lógica, como fizemos na ExpoCarnaval 2017 e no Festival de Inverno de Garanhuns do ano passado. No próprio edital do FIG colocamos no formulário a opção de mercado de moda sustentável. Tivemos uma proposta que foi aprovada que é o Acervo Boutique e Brechó, formada com peças que já tinham sido usadas, mas que estavam em bom estado e eram repassadas por um baixo valor”.

Sobre o Fashion Revolution no Brasil – O desabamento do Rana Plaza serviu de marco para o surgimento da campanha, que tem como objetivo conscientizar os consumidores sobre os verdadeiros impactos ambientais e sociais causados pela indústria da moda no mundo e, ao mesmo, celebrar quem já trabalha na construção de um futuro mais transparente e justo para todos. Ele chegou ao Brasil através da Fernanda Simon, que, logo no primeiro ano de celebração, em 2014, trouxe a discussão para diferentes eventos de moda, design e sustentabilidade.

Para participar e ajudar a divulgar a iniciativa, a organização indica que basta vestir uma peça de roupa do lado avesso, fotografar e compartilhar com a hashtag #whomademyclothes. Mais informações sobre a campanha estão no site fashionrevolution.org.

Serviço
Fashion Revolution Recife 2017
24 a 26 de abril
Gratuito

Confira a programação completa do Fashion Revolution Recife 2017:

Segunda-feira (24/04)
Local: Marco da Moda de Pernambuco
Horário: 16 às 20h
Programação:
16h30 – FILMES DO EVENTO – Institucional
18h – MESA REDONDA (Ministério Público do Trabalho + NTCPE Núcleo de Tecnologia em Confecções de Pernambuco)
RECORTE DE RETALHOS – Construção de Registro dos participantes
EXPOSIÇÃO DE NOVOS CRIADORES – Produção Local
GAMBIARRAS PRA VESTIR – Troca De Roupas

Terça-feira (25/04)   
Local: FBV
Horário: 18h às 22h
Programação:
18h30 – FILMES DO EVENTO – Institucional
19h – MESA REDONDA (Mercado  x Academia)
RECORTE DE RETALHOS – Construção de Registro dos participantes
20h – PALESTRA – Mayara Pimentel
20h40 – EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO THE TRUE COST 1’32’’

Quarta-feira (26/04)
Local: ARTE PLENNA
Horário: 16 às 20h
Programação:
16h30 – FILMES DO EVENTO – Institucional
18h – MESA REDONDA (Polo de Confecções / Distrito Industrial da Moda em Pernambuco)
MONTAGEM COLCHA DE RETALHO – Finalização
19h30 – PERFORMANCE
20h30 – EXIBIÇÃO DO FILME THE RISE OF LOWSUMERISM 20’’

– See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/designemoda/fashion-revolution-recife-discute-moda-sustentavel-e-consciente/#sthash.GOad2lnr.dpuf


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