Suape recupera sua autonomia em abril

Gestão do porto será devolvida a Pernambuco, que poderá lançar as licitações de novos empreendimentos

Prioridade será licitar segundo terminal de contêineres
Foto: USINA DE FILMES\DIVULGAÇÃO

A autonomia para a realização das concessões do Porto de Suape – principal ativo de Pernambuco – deve ser devolvida ao Estado já no próximo mês. Essa é a expectativa do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico estadual, Raul Henry, que costura, junto ao Governo Federal, a formatação de um decreto para autorizar a retomada da gestão do ancoradouro sobre as licitações de empreendimentos importantes, cujos processos ficaram estagnados desde a edição da Lei dos Portos, em 2013.

Depois de reconquistar a autonomia de Suape, a prioridade será licitar o segundo terminal de contêineres (Tecon 2), que pode dar mais competitividade ao porto, barateando as operações e atraindo novas empresas. “Já estamos estruturando o modelo do edital e conversando com possíveis interessados”, adiantou Henry, durante evento, ontem, na sede do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE).

Henry destacou que Suape é a joia da coroa do Estado, mas que seu potencial não tem sido totalmente explorado devido às amarras impostas pela atual legislação, que concentra as decisões em Brasília.

“Suape tem uma localização privilegiadíssima, um calado (profundidade) que nem o Porto de Santos tem. Temos condições de fortalecer a nossa atuação a partir da retomada da gestão plena do porto, nos tornando um grande hub (porto concentrador e distribuidor) de cargas, tanto para o Nordeste, que representa 20% do mercado consumidor do País, quanto para o Brasil”, acrescentou, ressaltando ainda a boa infraestrutura portuária e outros diferenciais competitivos, como o Aeroporto Internacional dos Guararapes.

Além do Tecon 2, Suape ainda tem uma longa lista de terminais cuja licitação ficou parada após a Lei dos Portos. Entre eles estão dois terminais de granéis minerais; um terminal de veículos e um de trigo. Como os processos estão parados há anos, o Estado precisará contratar novos estudos de viabilidade, mas, de acordo com Henry, custos não devem ser expressivos.

O vice-governador adiantou ainda que a edição do decreto federal não revogará a Lei dos Portos. Ele não soube precisar se o texto prometido pelo Governo Federal a Suape será extensivo a outros portos brasileiros, que também tiveram suas licitações travadas desde a edição da norma.

Por: Mariama Correia, da Folha de Pernambuco


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