Olinda suja e despreparada para a Mimo

Mimo começa na próxima sexta-feira, enquanto cidade ainda sofre com a falta de estrutura para o evento

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No Parque do Carmo, onde ficará o palco principal do evento, os problemas se acumulam
Foto: Ricardo Labastier

Às vésperas da edição 2016 da Mimo, festival internacional com concertos musicais, exposições e exibição de filmes que começa na próxima sexta-feira (18) e vai até domingo, o Sítio Histórico de Olinda carece de cuidados estruturais para receber o público em condições favoráveis. No Parque do Carmo, onde ficará o palco principal do evento, os problemas se acumulam. O gramado está esturricado e sumiu em alguns pontos. As grades de metal da galeria pluvial da praça estão enferrujadas e soltas, o que representa perigo para quem anda pelo local.

Moradores de rua dormem no tradicional coreto e nos bancos do parque. O que resta da sinalização turística está pichado, dificultando para o público a identificação de monumentos como a Igreja de Santo Antônio do Carmo. Pedaços salientes e enferrujados do gradil da base do coreto da Praça da Preguiça são um convite a acidentes com cortes. São poucas as lixeiras no local, o que leva muitas pessoas a despejar o lixo no chão.

No Sítio de Seu Reis, área verde integrada ao parque, um dos pontilhões sobre o lago do local está interditado. A estrutura, de madeira, ameaça desabar. Outros equipamentos, como bancos e o próprio lago, precisam de manutenção urgente. “O Sítio de Seu Reis está abandonado. É uma vergonha”, desabafa Cristiane Almeida, moradora do bairro olindense do Varadouro

A poucos metros dali, a Igreja de São Pedro está tomada por pichações e ainda é utilizada como mictório. Nos fundos do templo, mais lixo acumulado. Nos arredores da Catedral da Sé, onde vão acontecer concertos de música erudita, o grande problema é o caótico tráfego de veículos. Muitos motoristas não respeitam a sinalização de estacionamento proibido, mesmo com a presença de viaturas policiais na área. A segurança também é outro “calo” da Cidade Alta. “Como fica escuro aqui à noite, é comum acontecerem assaltos”, denuncia o agente de saúde Gilson Pereira.

O diretor de Cultura da Prefeitura de Olinda, Pepe Jordão, explica que a gestão promoverá melhorias no Sítio Histórico até o início do festival. “Estamos integrando todas as secretarias da administração municipal, bem como os órgãos do governo do Estado, como a Secretaria de Defesa Social e o Grande Recife Consórcio de Transporte”, explica.

Segundo ele, haverá ordenamento para os vendedores ambulantes nos dias do festival. “Eles não poderão ficar em qualquer lugar. Estamos definindo tudo de forma a contemplar o comércio informal e não prejudicar a mobilidade”. De acordo com Jordão, a limpeza urbana será reforçada e os locais de maior movimento, como o Parque do Carmo, serão dotados de banheiros químicos e lixeiras.

Pichações tomam conta de Olinda

Com relação às pichações, o gestor diz que o problema é delicado. “Se a gente pintar uma igreja, como a de São Pedro, no outro dia a parede já estará vandalizada. É uma questão mais séria, pois envolve menores de idade e isso complica a fiscalização.” Pepe Jordão explica que a fiscalização será rigorosa no que diz respeito ao tráfego de veículos nos dias de festival. “Vamos orientar as pessoas a usarem o transporte coletivo, que será reforçado”, avisa.

JC Online


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