Italiana Enel disputará empresas da Eletrobras que serão privatizadas

A companhia prevê investir no Brasil a cifra de 3,2 bilhões de euros no período entre 2017 e 2019.

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Eletrobras decidiu privatizar distribuidoras de eletricidade
Foto: Reprodução

A italiana Enel ampliou sua previsão de investimentos para o Brasil e prepara-se para disputar distribuidoras de eletricidade que serão privatizadas pela Eletrobras.

Em seu planejamento estratégico divulgado nesta terça (22), a companhia prevê investir no pais a cifra de 3,2 bilhões de euros no período entre 2017 e 2019.

O valor equivale a R$ 11,3 bilhões ao câmbio atual e representa um aumento de cerca de 20% com relação ao plano anterior.

“Estamos bem confiantes de que a crise no Brasil vai passar e o país voltará a ser uma grande oportunidade de investimentos”, disse o presidente da companhia, Francesco Starace.

Considerando todas as atividades da companhia, o orçamento para os próximos três anos soma 20,9 bilhões de euros, com grande foco na digitalização das redes de distribuição de energia.

No Brasil, os focos são projetos de energia renovável e melhoria da qualidade dos serviços de distribuição, segmento que recebera 1,2 bilhão de euros nos próximos três anos.

A Enel controla as distribuidoras Ampla, que abastece parte do estado do Rio, e Coelce, do Ceara. Ao todo, são cerca de 6,8 milhões de consumidores.
A primeira é alvo, neste momento, de negociações com a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica) a respeito da revisão quinquenal dos termos do contrato de concessão.

De acordo com o CFO da companhia, Alberto De Paoli, os investimentos em distribuição serão direcionados a atender as metas negociadas com a Aneel para a qualidade do serviço da distribuidora.

Compras
Starace não quis fazer comentários sobre o leilão da Celg, distribuidora de Goiás que será privatizada no próximo dia 30, mas disse que a companhia quer ampliar sua participação no segmento.

“Estamos definitivamente interessados em ativos de distribuição de energia no Brasil, mas não é nossa política dizer quais são os alvos”, disse o executivo, acrescentando que a proximidade geográfica com os ativos atuais será decisiva na escolha dos alvos.

A empresa, que demonstrou ao BNDES interesse no leilão da Celg, controla a geradora Cachoeira Dourada, que fica em Goias. Em seu plano de negócios, reserva 2 bilhões de euros para novas aquisições ate 2019.

Do orçamento total para o Brasil, 1,7 bilhão de euros serão destinados a novos projetos, principalmente na geração renovável de energia para disputar leiloes promovidos pelo governo.

A empresa vem promovendo um processo de reestruturação de suas controladas, para simplificar a estrutura administrativa. Na América Latina, a meta é reduzir o numero de empresas dos atuais 66 para menos de 30.

“O próximo passo é criar simplificar no plano nacional, criando uma holding para cada pais”, afirmou Luca D’Agnese, executivo responsável pelas operações latino-americanas.

No Brasil, a companhia implantou recentemente a mudança da marca, adotando nas distribuidoras o nome Enel, em substituição a Ampla e Coelce.
O plano de negócios reserva 2 bilhões de euros para compra de ações hoje com minoritários, que facilitara o processo de integração. Por outro lado, prevê a venda de 3 bilhões em ativos.

Hidrelétrica
Por meio de sua subsidiaria Enel Green Power, a companhia inaugurou nesta terça o complexo hidrelétrico de Apiacás, no Mato Grosso, com potência instalada de 102 megawatts (MW) dividida em três pequenas centrais.

O complexo conta ainda com uma usina solar, com potencia de 1,2 mil MW, que venderá sua energia em conjunto com as térmicas. O projeto consumiu investimentos de US$ 287 milhões.

Por: Folhapress


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