No primeiro domingo após inauguração, população ocupa Cais do Imperador no Recife

Equipamento foi inaugurado nesta sexta-feira e estava muito movimentado no domingo

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Equipamento conta com anfiteatro para 100 pessoas
Foto: André Nery/JC Imagem

Dezenas de pessoas tiraram o domingo (23) para conhecer o mais novo equipamento cultural da cidade: o Cais do Imperador, que fica às margens do Rio Capibaribe, no Centro da Cidade. No início da noite do domingo, havia gente apreciando a vista do Rio Capibaribe e do Cais da Alfândega, tomando um café expresso ou conhecendo um pouco da história do Recife, na exposição permanente presente no cais.

A população aprovou o local, mas mostra preocupação quanto à preservação do entorno. Esta é a opinião do cirurgião dentista Gutargo Teixeira, 28 anos, que visitou o espaço com o namorado David Gonzaga, 22 anos. “É muito legal, faltam espaços como esse na cidade. Porém, o entorno está um pouco sujo, principalmente o rio. O projeto é ecológico, então essa parte também deve ser cuidada” afirma.

David acredita que conhecer a história do local é importante. “Não sabia antes que Dom Pedro II visitou o Recife. É como se fosse um museu a céu aberto”, comenta o estudante.

O Cais do Imperador foi inaugurado na última sexta-feira, mais de um ano após o início da reforma. O espaço com cerca de 700 metros quadrados, construído em 1859 para receber o imperador dom Pedro II, possui um anfiteatro com cem lugares, uma exposição permanente com quatro placas que mostram a história da visita do imperador e da Igreja do Espírito Santo, além de um pequeno café.

“Desde de manhã, a movimentação está intensa. Os ciclistas vieram aqui tomar café da manhã e, à tarde, o pessoal também veio tomar um cafezinho. Isso mostra que existe uma diversidade de lazer. O Recife Antigo já foi muito valorizado e hoje em dia está esquecido”, lamenta Carlos Valença, um dos proprietários do Deltaexpresso instalado no local.

HORÁRIO

Sobre as preocupações quanto à preservação do entorno, o secretário-executivo de Meio Ambiente e Controle Ambiental do Recife, Carlos Ribeiro, explica que o cais vai aproximar a população do meio ambiente. “Essa é nossa premissa que toda população chegue perto do rio para verificar questões como essa. A Emlurb já faz a limpeza com uma balsa.”

O espaço não ficará aberto à população 24 horas por dia, mas ainda não há um horário fixo. “Queremos manter horário comercial de oito horas. No dia de semana, a ideia é abrir às 11h e ficar até umas 19h, mas talvez não seja suficiente para atender à demanda, vamos avaliar”, promete o secretário.

JC Online


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